Transcript
Speaker: 3 divãs, a psicanálise, o mundo e o rock'n'roll Oh Patrícia, hoje temos aqui a Gabriela Alonso Gabriela, é mesmo um privilégio ter-te aqui, gosto imenso do teu nome É por isso que é o privilégio, é porque gosta do teu nome Não é por ser a pessoa que tu és, é porque ela gosta do teu nome Mas Gabriela é um nome mesmo lindíssimo E personificas muito bem aquilo que eu sempre imaginei ser Gabriela
Speaker: Se me falas em cravo e canela, vais entornar a sopa.
Speaker: Está farta de ouvir isso na tua vida, não?
Speaker: Não, não, quase nada.
Speaker: Nem a canção, se eu cantar, o que é que acontece?
Speaker: Nem a canção.
Speaker: Pois é, Gabriela, então a Gabriela vem-nos aqui fazer uma visitinha de uns minutos, porque nós achamos que é muito importante falarmos sobre o que a Gabriela nos vai falar, porque é um encontro de psicanálise e os encontros de psicanálise são todos bem-vindos, como este aqui de nós, as três.
Speaker: Portanto, ó Gabriela, conta-nos lá coisas sobre... Bem, nos dias 30 de maio, 31 de maio e 1 de junho, vamos fazer um encontro.
Speaker: Estes encontros chamam-se Encontros nas Fronteiras do Inconsciente.
Speaker: Este vai ser o segundo ano que fazemos estes encontros e que vai ser no Atela e Sepá Termas de São Tiago, em Pena Macor.
Speaker: Basicamente é um encontro de amantes de psicanálise, não é preciso que sejam psicanalistas, podem só gostar do tema.
Speaker: O tema deste ano vai ser sobre os novos paradigmas familiares, que já não são assim tão novos, mas na psicanálise nós demoramos tempo a pensar as coisas e então agora vamos falar de novos paradigmas familiares que já não são tão novos, mas que precisam de ser falados.
Speaker: São novos, olhar para eles é novo, eles não são novos, não é?
Speaker: Exato.
Speaker: É este olhar psicoanalítico, arejado, que nós pretendemos, não é?
Speaker: Exatamente.
Speaker: Que era um apanágio do Amaral Dias, que é no fundo também a grande fonte inspiradora de todos estes encontros, não é?
Speaker: Exatamente.
Speaker: Portanto, estes encontros surgem numa recriação dos fins de semana que se faziam anualmente com o Carlos Amaral Dias, em que era um fim de semana que ele patrocinava estando presente e falando durante o fim de semana inteiro,
Speaker: O que não seria fácil, certeza absoluta, mas que para ele parecia muitíssimo fácil.
Speaker: Eu acho que era.
Speaker: Para nós não seria, para ele, eu acho que ele devia adorar aquilo.
Speaker: Sim, sim, sim, adorava.
Speaker: Mas nestes fins de semana, para além de falar e discutir psicanálise, que é o nosso grande amor...
Speaker: Há outros grandes amores que ali estão, que é estarmos juntos enquanto colegas e podermos comer e beber e podemos principalmente beber uns copos ao final do dia e podermos estar todos juntos.
Speaker: A visitar as fronteiras do inconsciente de uma maneira mais livre e fluida.
Speaker: Exatamente, muito mais livre.
Speaker: Achas que eu posso dizer, Ana Teresa, que a primeira vez que fui a um encontro desses do Amaral Dias, tinha, penso eu, sete, oito, nove anos, não quero arriscar, mas fui levada pelos...
Speaker: Por um psicanalista, por um psicanalista que tu conheces, que por acaso é meu pai Que é o teu pai Que me levou umas horas e que me marcou muito Exatamente por isso que estás a dizer, por um espírito mesmo de partilha e de bem-estar e de busca de encontro Tens memórias?
Speaker: Tenho, mas até me lembro de estar uma outra psicanalista Eu Amaral Dias dizia à hora do almoço uma coisa qualquer que me dizia uma asneira Já não sei o que era, mas começou a dizer uma asneira E essa tal psicanalista que era mais velha disse
Speaker: Ai, cuidado, estão aqui crianças.
Speaker: E eu lembro que aquilo me ofendeu profundamente, porque a criança era eu.
Speaker: Eu pensei, eu estava a gostar tanto, porque é que calaram o senhor?
Speaker: Sim, isso é uma das coisas que vamos dizer, não para dizer as neiras à frente das pessoas ou das crianças, mas que levem as crianças, portanto, ou seja, que vá à família e que fique no hotel.
Speaker: Olha, e diz-me uma coisa, pode só assim dar, eu adoro esta palavra, um lamire, como é que pode ser o dia?
Speaker: Ou seja, o dia vai ser todo preenchido, as pessoas vão estar sempre juntas, vai haver momentos para conversarem, vai haver momentos para ir passear,
Speaker: Assim só uma ideia, como é que pode correr?
Speaker: Temos uma parte para já, começamos na sexta-feira, o jantar é livre, as pessoas não vão jantar no hotel, portanto jantam fora do hotel, e essa noite é só para convívio, portanto as pessoas encontram-se no hotel e podem conviver.
Speaker: Durante o dia de sábado temos um programa para amanhã e um programa para a tarde, portanto com várias pessoas que vão apresentar o seu pensamento sobre isso, sobre os novos paradigmas familiares,
Speaker: Temos espaço para almoço e depois temos a tarde-noite também completamente livre.
Speaker: No domingo temos a parte de amanhã só, portanto que é para apresentação de um caso clínico e discussão de um caso clínico.
Speaker: E depois almoçamos e cada um vai fazer o que quiser a partir daí.
Speaker: Mas temos imensos espaços para estar a conviver, porque essa é uma das ideias destes encontros, portanto isso foi uma coisa que o Carlos Amoraldias lançou e que nós quisemos manter, porque faz muito sentido.
Speaker: Claro, então a psicanálise não tem medo do encontro, não é?
Speaker: Não, de tudo.
Speaker: Viva dele, nasce dele sem qualquer vergonha e acho que é que estamos a precisar todos de alguma forma, parece-me cada vez mais evidente, ou nos começamos a encontrar nesta capacidade de nos deixarmos entregar, ou então não há verdadeiramente fim de semana para ninguém.
Speaker: Exato, tal como falávamos antes de começarmos a gravar, é uma excelente hipótese de largar o telemóvel no quarto do hotel,
Speaker: e das pessoas estarem efetivamente juntas e a partilharem, a encontrarem-se umas com as outras.
Speaker: Nós, enquanto psicanalistas, temos uma existência muito solitária, se quiserem.
Speaker: Trabalhamos muito sozinhos e acho que precisamos imenso destes espaços de encontro e de partilho entre colegas.
Speaker: Então...
Speaker: 31?
Speaker: Não, o mês tem... Claro, 31.
Speaker: 31 de maio e 1 de junho.
Speaker: Em Penamacor.
Speaker: As inscrições estão abertas ainda?
Speaker: Estão, estão abertas.
Speaker: Ok.
Speaker: Pronto.
Speaker: Era isto.
Speaker: Nós precisávamos de fazer este pequeno momento.
Speaker: As inscrições estão abertas no site da API.
Speaker: É só procurar pelos encontros na Fronteira dos Inconscientes.
Speaker: Estão lá.
Speaker: Se não me engano, está na parte do grupo de estudos e a expressão da obra de Carlos Amoraldi.
Speaker: Muito bem, então, quem nos está a ouvir, estão todos convidados a participar neste fim de semana que promete.
Speaker: Promete divertimento e promete pensamento conjunto, não é?
Speaker: E encontro.
Speaker: Nas fronteiras deste inconsciente.
Speaker: Então, muito obrigada, Gabriela, por este momento.
Speaker: Muito obrigada eu pela oportunidade.
Speaker: E até à próxima.
Speaker: Até à próxima.
Speaker: 3 divãs, a psicanálise, o mundo e o rock'n'roll.