Zencastr
00:00:00
00:00:01
Speed1x
Format
Share
Embed
Report

Episódio #003 - Neuromodulação não invasiva

Mosaico de Ideias
Mosaico de Ideias

53 plays · Oct 10, 2024

Transcript

mlemos: Saudações surfistas na internet. Tudo bem com vocês? Vai começando agora mais um episódio do podcast Mosaico de Ideias. Aqui toda ideia é bem -vinda. E no episódio de hoje ele vai tratar de um assunto que eu tenho certeza que vai estimular literalmente o seu cérebro. Iremos falar sobre neuromodulação não invasiva.

mlemos: e para tal, convidamos a psicóloga, mestre em psicologia, professora e neuroterapeuta, Rita Brum. Tudo bom, Rita? Seja muito bem -vinda!

Rita Brum: Oi, Matheus. Tudo bem? Tudo bem contigo? Obrigada pelo convite. Vi me sentir muito honrada com seu convite. E vamos lá.

mlemos: Quem agradece sou eu, prazer é todo nosso estar aqui, você está aqui com a gente. Bem, e para a gente começar aqui esse nosso episódio, eu acho que a gente poderia explicar um pouquinho, né? Esse assunto que pode não ser tão comum para as pessoas, neuromodulação não invasiva. O que seria isso?

Rita Brum: Sim, verdade, Mateus. É um assunto que ainda causa muita curiosidade, aqui no Brasil principalmente, mas para você ter uma ideia, a neuromodulação é utilizada desde a Antiguidade. Então é...

Rita Brum: médicos de filósofos faziam pesquisas, faziam testes com peixes torpedos. Os peixes torpedos emitiam uma corrente elétrica e eles faziam testes, pesquisadores na época faziam testes para minimizarem dores. Então, embora seja um assunto muito

Rita Brum: que gera muita curiosidade no Brasil, a neuromodulação vem sendo utilizada desde muito tempo. Então, assim, aqui, relativamente novo, tem poucas pessoas que trabalham com neuromodulação, tem poucas pessoas que escrevem sobre neuromodulação, a maioria dos artigos, das pesquisas são todas em inglês, mas assim, o Brasil vem avançando,

Rita Brum: Eu venho recebendo muitos encaminhamentos de médicos e outros profissionais da área de saúde para neuromodulação. Então o que é a neuromodulação? A neuromodulação é modular o cérebro. Então eu faço um mapeamento

Rita Brum: do cérebro eu utilizo o equipamento de eletroencefalograma e aí eu vou em 20 pontos do cérebro do paciente e faço esse mapeamento. A partir desse mapeamento eu vou entender como é que está funcionando o cérebro dele e aí eu vou elaborar uma estratégia para o tratamento.

Rita Brum: Então a neuromodulação não invasiva é que eu vou modular essas ondas cerebrais de uma forma não invasiva, porque existe também a neuromodulação que é invasiva. Essa que eu atuo é não invasiva. Então tem vários equipamentos, eu utilizo várias técnicas.

Rita Brum: E não invasiva porque eu coloco eletrodos no cérebro do paciente, no couro cabeludo, esses eletrodos fazem a leitura da atividade, ou um outro equipamento que eu uso a orelha, ou outro equipamento que eu uso o pulso. Então assim, são diversas técnicas. Então não invasiva por isso. Eu não tô lá, não vou abrir a cabeça do paciente, não vou colocar nada lá dentro. Por isso a neuromodulação não invasiva.

mlemos: Ah, maravilha, entendi. Então, vamos lá. Você disse que existem a não invasiva e a invasiva. Mas a não invasiva, além dessa, qual seria a diferença com outros tratamentos para o cérebro que as pessoas podem procurar? Qual seria a principal diferença da neuromunicação não invasiva?

Rita Brum: Então, quando eu faço neuromodulação, eu estou dando uma, deixa eu dar um exemplo aqui, como se fosse uma vitamina para o cérebro. Então, por exemplo, eu tenho pacientes que fazem psicoterapia, eu tenho pacientes que estudam para concurso, eu atuo muito com executivos, com vestibulantes, com concurseiros.

mlemos: Ah, entendi. Ah...

Rita Brum: esse paciente procura a neuromodulação lá na sessão junto, enquanto ele está fazendo a neuromodulação, ele está estudando a matéria do concurso. Então potencializa

Rita Brum: o que a pessoa já está fazendo. Então, assim, é como se eu tomasse uma vitamina para o corpo. É uma vitamina para o cérebro. Eu estou ali ativando algumas áreas que eu já sei que são necessárias de... Essas áreas são necessárias de ativação. Então, pelo mapeamento, eu já sei. E eu vou pontualmente onde eu preciso estimular. Então, é como se eu tivesse dado uma sacudida a mais no neurônio. Um que a mais no neurônio. Então, é por aí.

mlemos: Sim, entendi. Dado um suplemento ali pra ele, né? Dado um suplemento, depois deu whey protein aí pra ele. Sim.

Rita Brum: um suplemento. Assim como a gente vai na academia e faz atividade física, assim como a gente toma um suplemento para o corpo, a neuromodulação é um suplemento para o cérebro.

mlemos: Mas então essa técnica, desculpa Rita, só essa técnica ela funciona sempre, você deu exemplo aí, enquanto está na clínica lendo um livro ou fazendo, lendo algum estudo, né, para aquele fim, no caso um concurseiro, a neuromodulação funciona dentro de uma atividade cerebral específica, por exemplo, dentro de uma leitura a pessoa está absorvendo aquele conteúdo e aí você aplica neuromodulação.

Rita Brum: Isso, por exemplo, é geralmente concurseiros vestibulando, querem aprender mais rápido as disciplinas. Então, enquanto eles estão na clínica lendo, eu estou colocando algum estímulo na região frontal,

Rita Brum: que é responsável por memória, foco, concentração. Se é uma pessoa que não passa nas provas do concurso porque é muito ansiosa, aí eu vou estimular uma outra área do cérebro, que não é a frontal, é a posterior. Então eu junto QX objetivos, sintomas, o que eu tenho de técnicas, que são muitas técnicas, e aí eu vou fazer uma prescrição do tratamento.

mlemos: Entendi, entendi. E a neuromodulação, ela é... Como eu posso explicar?

mlemos: Basta ela por si só ou você trata com, ou tem tratamentos complementares? Por exemplo, você fala, você prescreve, entendeu? A pergunta, mais ou menos. Sim.

Rita Brum: Ótima pergunta, Matheus. Eu sou bem assim, exigente. É claro que tudo numa boa, conversando com muito cuidado com o paciente, mas se a gente fala de cérebro, o cérebro é uma parte do corpo.

Rita Brum: Todo o resto também precisa estar ok. Por exemplo, quando um paciente chega e fala, Rita, eu estou com um problema de memória e concentração, eu não consigo focar nos estudos. Primeiro, eu falo para ele, olha, procura um médico clínico e faz um check -up. Vê lá perfil lipídico, taxas hormonais, porque precisa estar tudo ok. Eu preciso descartar que não seja nada físico ou orgânico, porque senão a neuromodulação não vai funcionar.

mlemos: Perfeito. Certo. Entendi.

Rita Brum: Então esse é um ponto. Um outro ponto, paciente ansioso, paciente com insônia, eu recomendo que faça uma psicoterapia.

Rita Brum: porque junto com a neuromodulação vai potencializar o resultado do tratamento. Insônia, atividade física. Então, o paciente não faz atividade física. Atividade física a gente sabe que produz vários hormônios que vão gerar relaxamento, vão melhorar foco, melhorar a concentração se a pessoa não dorme. O dia dela, no dia seguinte, é terrível. E hoje tem muitas pessoas que me procuram com insônia crônica. Então,

mlemos: Sim. Com certeza. Entendi.

Rita Brum: vai fazer uma atividade física. E aí eu falo, é uma combinação. Eu coloco o Matheus, geralmente, no contrato, dizendo que o paciente também precisa procurar outros profissionais, ele precisa fazer uma atividade física, se é uma insônia, por exemplo, precisa fazer uma higiene do sono,

Rita Brum: E aí eu vou acompanhando isso muito criteriosamente, porque por incrível que pareça o paciente vai lá, paga o tratamento, mas a chance dele se boicotar é grande. Então por isso é importante uma psicoterapia, atividade física. Então eu já ali converso e sugiro que ele faça, falo que ele precisa fazer para o tratamento dar certo.

mlemos: Entendi. Sim. Claro, claro.

Rita Brum: É porque ele vai ali investir tempo, ele vai investir um valor e eu quero o resultado dos meus pacientes. O resultado deles é que me faz aí cada vez estudar mais, procurar mais técnica, investir em mais equipamentos, mais estudo. Então geralmente é um tratamento que tem participação de vários profissionais, nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos, preparadores físicos e assim por diante.

mlemos: Perfeito. Ah, entendi.

mlemos: Ah, muito bacana. Então, podemos dizer que a neuromodulação seria a cereja do bolo ali. Para você chegar no seu potencial máximo, seja para um vestibular, um concurso, ou para qualquer outra coisa que você queira melhor se concentrar ou melhor executar, você tem que estar com tudo em dia. Como você falou, sono, exposição, saúde física e por aí vai. Seria a cereja do bolo a neuromodulação. Maravilha, perfeito.

Rita Brum: Sim, e aí o que eu faço do restante vai potencializar o tratamento.

mlemos: Me entendi. E aí, vamos lá, você falou alguns termos aí que me deixaram até curioso, mas vou voltar um pouquinho lá no início, quando você falou que a neuromodulação vem desde a antiguidade, com o tratamento com o peixe, e falou que hoje no Brasil não tem tanta literatura. Quando você quer, eu sei até que você escreveu um livro, vamos falar sobre isso.

mlemos: Quando você quer pesquisar alguma coisa, ou tem algum país hoje que é referência, ou algum autor que é referência nesse assunto que você vai atrás? Pobremente.

Rita Brum: Sim, olha, a maioria das pesquisas, quando eu vou estudar os temas ali, o paciente me procura. Por exemplo, ele tem um determinado tipo de transtorno e aí eu vou pesquisar neuromodulação para este transtorno específico. Então eu uso PubMed.

Rita Brum: porque não existe um livro que trate de todos, que fale sobre todos os transtornos, entendeu? Então eu vou pontualmente ali no PubliMed e assim, todas as pesquisas são em inglês. No Brasil tem alguns, tem alguns livros, mas são poucos. Eu tô até com um aqui do meu lado, que é o...

mlemos: Certo. Sim. Isso.

Rita Brum: Na verdade eu estou com o meu do meu lado, esse outro aqui não estava no meu lado, mas era uma relação não invasiva como terapêutica. Depois eu vou te mandar direitinho o título dele que você coloca lá no, eu vi que você coloca lá na historinha lá do podcast, você coloca algumas referências bibliográficas e eu te mando o nome dele.

Rita Brum: é direitinho, mas é neuromodulação invasiva. A gente tem alguns autores, alguns pesquisadores aqui no Brasil, tem um Alexandre Barbosa, que ele é um grande pesquisador, ele é PhD, ele é doutor, mas assim, a grande maioria dos pesquisadores são de fora do Brasil. Então, tem uma certa dificuldade, principalmente para os pacientes, porque eu gosto de enviar

Rita Brum: eu gosto de enviar artigos pra ele, então assim, olha, eu consigo te tratar porque tenho essa pesquisa. Então assim, eu não indico o livro, eu coloco junto com o meu relatório do mapeamento cerebral as referências bibliográficas, entendeu?

mlemos: Entendi, perfeito, maravilha. Bom, então, e aí eu vou até fazer uma pergunta que, para quem acompanhou aí o podcast anterior, foi uma surpresa para mim, o podcast anterior foi sobre psicanálise, e foi uma surpresa quando eu descobri que a psicanálise pode ser exercida por alguém que não é um profissional da saúde, não é um psiquiatra, um psicólogo. No caso da neuromodulação,

Rita Brum: Sim. Neuromodulação.

mlemos: Neuromundulação é um trava -língua, né, pessoal? Até o final do episódio eu decorei isso aí. A neuromundulação, você precisa ser filiado ao CRP, no caso, ao Conselho Regional de Psicologia? Você tem que ser um psicólogo ou não?

Rita Brum: Maravilha, Matheus. Então, o que acontece com a neuromodulação? A neuromodulação ainda não é regulamentada no Brasil. Então, tem profissionais de várias áreas da saúde que atuam com a neuromodulação. No meu caso, eu sou psicóloga. Então, o meu conselho, ele permite que eu utilize a neuromodulação para tratar de questões relativas à psicologia, ao que cabe ali para a minha profissão, ou seja, questões emocionais.

Rita Brum: Mas veja bem como o cérebro é fantástico. Então, por exemplo, um paciente com fibromialgia, ele sente predominantemente dor. Então, sente dor, vá para um fisioterapeuta que trabalhe com neuromodulação. No entanto, essa dor vai gerar o quê? Questões emocionais. Ele não dorme, ele fica ansioso, ele entra em depressão, aí entra a psicóloga. Então, o conselho permite que o trabalho

mlemos: Sim. Sim. Sim.

Rita Brum: com pessoas que venham me procurar para neuromodulação, desde que dentro da ética, dentro do que o código de ética do psicólogo permite. E aí tem, não é regulamentada, mas tem alguns conselhos que já deliberaram sobre isso e autorizam, sim. E foi uma questão que me preocupei muito há bastante tempo, quando eu comecei a trabalhar, a estudar neuromodulação e investir em equipamentos de neuromodulação, foi uma preocupação muito grande.

Rita Brum: andar aí dentro do que propõe a ética, claro, né, Matheus? Então, assim, um fisioterapeuta pode, só que aí ele trata a dor. Um médico pode, só que aí ele vai tratar a questão lá da medicina, o que tem muita procura, AVC, Parkinson, Alzheimer. Então, AVC, eu não vou tratar a sequela do AVC, eu vou tratar as causas emocionais desse AVC.

mlemos: Claro. Entendi. Entendi.

Rita Brum: as sequelas emocionais. E se for uma coisa específica do médico, eu encaminho pro médico. Falo, doutor, tenho paciente que precisa de neuromodulação para esse caso específico. Por exemplo, fala, questões de linguagem, encaminho pro foneoalgeólogo. Mas se o problema de linguagem gera o estresse, aí é comigo. Muito.

mlemos: Aí, contigo. Entendi, entendi. Tá, então no caso, sim, é muito vasto, né? O campo de aplicação da neuromodulação, você acabou de citar aí até... Bom, você deu exemplo de foco de concurso e agora citou a questão de AVC, que é algo... É, então é bem amplo mesmo. Mas você hoje tem, dentro da neuromodulação, você é especializada em alguma coisa da neuromodulação?

Rita Brum: Sim, na verdade, Matheus, eu comecei com um nicho, que é executivos, vestibulantes e concurseiros. Só que, assim, a neuromodulação, as pessoas vão contando, como ela é pouco conhecida, ninguém passa lá na frente da clínica e fala, ah, que legal, vou fazer neuromodulação hoje. Não é assim.

mlemos: Sim. Certo.

Rita Brum: as pessoas já procuram conhecendo alguma coisa. E assim, o cérebro é tão fantástico que eu tenho esse nicho, como eu te falei, mas vêm indicações de outros casos. Então, eu atendo, sim, executivos, vestibulantes e concurseiros, mas hoje eu tenho pacientes com TDAH, com autismo, com insônia, com estresse, com ansiedade, com depressão e com outros transtornos.

Rita Brum: Então, eu falo assim, tem um nicho, mas acaba que as pessoas procuram e eu falo, eu não posso deixar de tratar, deixar de atender uma pessoa que precisa da minha ajuda. Mas, respondendo a sua pergunta, eu atuo com melhoria do desempenho, seja profissional, seja para concurso, seja para vestibular, seja para aprender o idioma, tá?

mlemos: Claro. Perfeito. Entendi, maravilha, entendi, entendi. Bom, e assim, estou percebendo, né, a gente não chegou ainda nesse ponto que tem uma série de benefícios, né,

mlemos: de melhorias que a pessoa pode ter através da neuromodulação. Mas existe alguma contraindicação? Quando é nesse caso a pessoa não pode fazer neuromodulação seja por qualquer motivo? Existem esses casos? Certo.

Rita Brum: Não existe a contraindicação da neuromodulação. Existe contraindicação de alguns equipamentos, algumas técnicas. Por exemplo, uma técnica que eu utilizo é a estimulação transcraniana por corrente contínua. Ela emite uma corrente mínima. Eu uso um equipamento que ele emite 2 mA, a potência dele é de 2 mA, mas até passar por todas as camadas do crânio e chegar no neurônio, essa corrente é mínima, mínima, mínima. Então é muito segura, 100 % segura, só que

mlemos: Eita. Ai, deu.

Rita Brum: Quem tem um marcapasso, quem tem implante dentário, quem tem alguma implante coclear, implante neo, não pode, porque o metal é condutor de energia. Então, ao invés de treinar o cérebro, a corrente que eu estou emitindo vai para o metal.

mlemos: Sim. Entendi. Olha.

Rita Brum: Então, mas eu consigo fazer o tratamento nele com outros equipamentos. Por exemplo, o neurofeedback, o eletrodo solo e a atividade cerebral. Tem uma técnica que é neuromodulação por ondas binaurais. Ele utiliza um fone de ouvido e um aplicativo. Então, tem outros recursos. O paciente não deixa de ser atendido. Embora algumas técnicas tenham contraindicação, eu tenho outros recursos que eu consigo atender e que não tem nenhuma contraindicação.

mlemos: Entendi. Bom, então até tem outros nomes aí, né? Neurofeedback, que a gente vai conversar também. Mas eu fiquei curioso aí, vamos lá, pessoal. A gente tá falando bastante de muitos assuntos aqui. Você usou um termo chamado higiene do sono, né? Quando o paciente, você pede, ó, se a pessoa tá com insônia, mas ele quer melhorar o foco, mas aí, né? Precisa melhorar primeiro o sono. O que seria essa higiene do sono?

Rita Brum: Damn!

Rita Brum: Ah, muito importante, Matheus, hoje em dia, essa higiene do sono, viu? Então assim, como eu te falei, eu faço um documento pro paciente e ele assina isso. Ele assina esse documento porque é muito importante que ele faça o quê? Que ele faça a parte dele. Então assim, higiene do sono.

mlemos: É importante.

Rita Brum: São boas práticas, bons hábitos ali para ter uma qualidade melhor de sono e estar alerta durante o dia. Então, assim, eu recomendo que ele mantenha uma rotina regular do sono, dormir e acordar sempre dos mesmos horários, que o ambiente do sono seja adequado, garantir que o quarto seja escuro, silencioso, numa temperatura agradável, um bom conchão, um bom travesseiro, evitar estimulantes antes de dormir, cafeína,

Rita Brum: nicotina, bebidas alcoólicas, principalmente nas horas mais próximas que antecedem o sono. Praticar atividades relaxantes antes de dormir, isso tudo eu passo pra ele. E ele lê e assina, é um documento. Então, a luz azul que é emitida pelos smartphones prejudica demais o sono, que é uma tela branca, mas a luz é azul, é tablet, computador, tudo isso interfere na produção da melatonina, que a gente sabe que é o hormônio do sono.

mlemos: Sim. É mesmo. É.

Rita Brum: Alimentação leve à noite, exercício físico regular, gerenciamento do estresse, então no tratamento eu passo técnicas para gerenciar o estresse. Meditação, respiração profunda, variabilidade de frequência cardíaca, porque se eu reduzo a ansiedade eu também melhoro a qualidade do sono. Então é mais ou menos isso que eu recomendo ao paciente, e aquilo que eu falei para você no começo, é um combinado. Isso eu falo antes de começar o tratamento.

mlemos: Sim.

Rita Brum: Você vai ter que fazer coisas que não estão na sua rotina para potencializar, para dar mais qualidade ao tratamento e mais retorno ao seu investimento.

mlemos: Com certeza, eu acredito e acredito que a maioria dos seus, aliás, de 100 % dos seus pacientes seguem essas recomendações, né? Porque aí, pelo o que eu tô entendendo aí, a neuromodulação, ela só é efetiva se essa base aí tiver ok, né? Sim, não, entendi. Claro, claro.

Rita Brum: Sim, veja bem, segue e se não segue eu demito. Claro que não é bem assim, não falo assim, né, Matheus, mas eu falo assim, olha, a gente não tá conseguindo evoluir, porque eu tenho um acompanhamento diário com o paciente, ele me manda príntese de tela do que ele vem fazendo, do que eu pedi,

Rita Brum: é um acompanhamento mesmo, principalmente no atendimento online. O acompanhamento é mais rígido ainda, porque no online eu não tô ali do lado do paciente. Então, se ele não tá cumprindo, se não tá dando resultado, eu falo, olha, não é o seu momento agora. Quando for o seu momento, eu vou ter maior prazer em te atender.

mlemos: Serial. Sim. Sim.

Rita Brum: Mas agora não é porque você investiu, mas não está conseguindo fazer o que precisa ser feito e você não vai ter resultado. Eu sou bem sincera, sabe? Porque os estudos comprovam. Matheus, não sou eu que estou falando. São as pesquisas. Então só não funciona se a pessoa também não fizer a parte dela. Por exemplo, uma compulsão alimentar. A pessoa vai para a sessão de neuromodulação. Sai da sessão de neuromodulação, come um prato de lasanha, uma travessa inteira.

Rita Brum: a neuromodulação não vai funcionar, porque as conexões neurais que eu estimulei na neuromodulação, ela vai desfazer essas conexões neurais com medo. Então isso aí é para todo tipo de compulsão por álcool, drogas, insônia. Então se a pessoa não faz a higiene do sono, provavelmente ela não vai melhorar tanto quanto ela melhoraria se ela fizesse.

mlemos: Meu filho. Entendi. Entendi. Entendi.

Rita Brum: Porque a neuromodulação sozinha adianta, mas numa velocidade muito menor. Talvez no tempo da nossa sessão, que são de 30 a 40 sessões do presencial, e no online são 10 semanas, talvez ela não ajude tanto nesse período. Então a pessoa tem que fazer a parte dela. Isso é muito importante, porque funcionar funciona. Isso já está comprovado.

mlemos: Perfeito. Já tá comprovado. Bom, você já chegou a atender pacientes com um vício um pouco mais sério que procuraram, não sei se a palavra certa é acabar, mas se livrar desse vício através da neuromodulação, como alguém ocólatra ou alguém com mal com drogas,

Rita Brum: Sim, sim, sim. Já atendi um paciente, esse aí sempre me chama muito a atenção, a história dele, e ele tinha uma compulsão, e era a única coisa que incomodava ele na vida. Um cara bem sucedido, profissionalmente também, muito bem sucedido, e ele tinha essa questão. E ele me procurou e a gente fez o tratamento focado exatamente nessa compulsão, nesse incômodo. Porque quando um paciente chega pra mim,

Rita Brum: Eu pergunto o que mais incomoda. Porque, às vezes, muitas coisas incomodam, mas a gente precisa de um foco. Começar com um foco. Então, eu fiz nele 50 sessões de um protocolo só. 50 sessões de um protocolo só. Só que aí ele fazia psicoterapia, fazia atividade física, e tudo que eu falava, ele fazia. E deu muito certo o tratamento dele.

mlemos: Entendi. Sim. Cinquenta? Cinquenta sessões? Caramba.

Rita Brum: Porque ele realmente queria. Isso, a pessoa querer é muito importante. Muitas vezes uma mãe me procura com filho adulto já, mas o filho não quer, como já aconteceu. E não adianta, porque a pessoa tem que querer, senão o tratamento não funciona.

mlemos: Sim. Não funciona. Bom, eu imagino que você deve ter recebido...

mlemos: não vou dizer pedidos esdrúxulos, porque cada um sabe, a pedra no sapato aperta perto de cada um, mas você já deve ter ouvido de tudo, pedido de diversos tipos de compulsão, porque você usou o termo compulsão, você usou o termo compulsão que pode ser qualquer coisa, você generalizou.

Rita Brum: Sim, e assim, tem casos. Um exemplo, eu atendi uma adolescente com compulsão por TikTok. O dedo dela estava entortando, ela estava obesa, e aí ela teve que ser internada numa clínica psiquiátrica.

mlemos: gente! Caramba! Nossa! Nossa! Sim, sim!

Rita Brum: e depois voltou para a neuromodulação quando ela estava melhor, porque no nível que estava, não dava para eu continuar o tratamento dela. Ela tinha que fazer um tratamento psiquiátrico e depois voltar para a neuromodulação. Então, tem casos de todos os tipos, sabe, Matheus? E psicólogo é que nem padre, que nem médico. A gente jura lá no dia que cola grau, tem a código de ética, então, assim, o ser humano

Rita Brum: Tem todo tipo de comportamento. Realmente, eu vejo muita coisa. Mas esse caso também desse adolescente me tocou bastante, sabe? Muitas vezes os pais também não estão preparados para tratar. Na maioria das vezes, claro, eu não posso generalizar. Mas nesse caso, o pai tinha dinheiro, o pai era uma pessoa famosa. E aí, para resolver o problema, ele mandou a filha para Nova York.

mlemos: Sim, não é mais assim. Nossa, não é. Uhum.

Rita Brum: antes de procurar neuromodulação, antes de procurar tratamento psiquiátrico. E o fato de ir para Nova York piorou. Ele tirou o problema de perto dele, então piorou. Quando ela voltou, a compulsão já estava num nível que ela precisou ser internada. O foco é executivo, concurso e desempenho, mas hoje eu recebo todo tipo de queixa.

mlemos: Nossa, aí tem, né? Tudo.

Rita Brum: Por exemplo, uma coisa também interessante que você tocou aí, o paciente com TDAH, que eu falei que eu preciso lá no ponto para que eu tenha foco no treinamento. O paciente com TDAH, ele tem dificuldade na escola, mas ele também é hiperativo. Mas aí são regiões diferentes que eu vou tratar, porque uma região é responsável por foco e atenção, e a outra do cérebro pela hiperatividade. E eu pergunto, mãe, qual é o foco que mais incomoda?

Rita Brum: Mas assim, quando a gente fala de cérebro, muitas vezes eu tratando uma hiperatividade eu já melhora o desempenho escolar. Porque se ele se acalma, ele melhora o desempenho escolar. Então, é mais ou menos por aí quando a gente fala de cérebro. Muitas vezes a gente vai resolver uma coisa com o foco e acaba resolvendo um monte de outras coisas que vêm por consequência daquilo que a gente está tratando. Então, quando eu resolvo um sono, eu melhoro o foco, eu melhoro a concentração, melhoro a compulsão,

mlemos: Entendi. Sim, sim. Sim. Tudo, eu, tudo, sim.

Rita Brum: Entendeu? Sim.

mlemos: Perfeito, ótimo. Eu confesso que estou até agora de queixo caído com essa história do TikTok, porque a gente sabe assim, tem as BNS, as mídias sociais, são boas, a gente sabe que trazem benefícios, aproximam em alguns casos,

mlemos: mas está tendo muito prejuízo também. Isso aí, realmente, a gente tem que se preocupar. E você citou esse caso que talvez seja o extremo, mas tem outros casos também de pessoas que são viciadas em mídias sociais, em redes sociais, que chega nesse ponto de ter que... É mesmo? Meu Deus!

Rita Brum: Tem, tem sim. Tem sim, principalmente na adolescência, viu, Matheus?

Rita Brum: Os adolescentes estão cada vez mais se relacionando através das redes sociais, dos jogos interativos. E, assim, aquilo ali produz dopamina, produz uma sensação de prazer. Então o vício é muito fácil. Entre aspas, o vício é muito fácil. Se a pessoa tiver uma propensão a isso, ela vai se viciar muito fácil, porque ali ela tem os estímulos que o cérebro dela quer.

mlemos: Sim. É real mesmo.

Rita Brum: os estímulos que a gente produz com outras atividades, uma atividade física. Por exemplo, você sai de uma sessão de musculação, você sai totalmente relaxado, você sai ali com dopamina, com citocina. Então, assim, é a mesma coisa que produz uma rede social, uma tela, um site de relacionamento. E os jovens são muito vulneráveis. Os jovens são muito vulneráveis. Então, assim, é preocupante.

mlemos: Só que é mais fácil a tela, né? É mais fácil a tela... Nossa...

Rita Brum: Sou professora também, quando eu vou dar aula eu falo das estatísticas, eu faço pesquisas para mostrar para os alunos como a coisa está séria. Então é preocupante. Sim.

mlemos: É muito preocupante, então atenção pais, vejam esse, olha que informação interessante e preocupante também. Então não é exagero quando as pessoas falam, não libere o celular, não dê o celular com internet, porque eu já ouvi isso, não dê o celular para internet com seu filho com menos de 10 anos, não dê. Se for apenas para comunicação, dê um celular.

Rita Brum: Sim, sim. Sim. E assim, Matheus, é um grande desafio para os pais, porque os pais também são ocupados, e a criança vê o coleguinha na escola com o celular, ela quer o celular,

mlemos: Aquele Nokia, o tijolão, só pra você ligar pra comunicar e pronto. Realmente é bem... Ah, com certeza. Sim.

Rita Brum: A criança via televisão em casa, que é um desafio muito grande para os pais. E assim, você falando sobre isso, a neuromodulação também, ela funciona para quem não tem uma queixa. Então eu quero me prevenir. Rita, o meu pai teve Alzheimer, o meu avô teve Alzheimer, será que eu vou ter? Pode ser que sim.

mlemos: Legal. Entendi. Sim. Entendi. Entendi. Entendi.

Rita Brum: Tem uma forma de prevenir? Tem. Aquela vitamininha para o cérebro, que eu falei no começo, que a gente consegue através da neuromodulação. Não quer dizer que ele não vá ter, porque tem a parte genética. Mas ele pode retardar muito esse processo. Como no caso de Parkinson. Eu não vou regenerar uma área que já está degenerada, mas eu vou retardar um avanço nessa degeneração.

Rita Brum: Então, muitas vezes, para um paciente com Alzheimer, Parkinson, autismo, a não piora já é uma melhora. Cinco miligramas que ele reduz de uma medicação que faz muito mal, tem muito efeito colateral, já é uma melhora. Porque ainda tem isso, né? A neuromodulação é um tratamento não medicamentoso. Então, se eu tenho intolerância a alguns medicamentos, eu vou tratar com neuromodulação. Por exemplo, quando eu estimulo a região frontal,

mlemos: Perfeito, entendi. Já é uma vitória para ele, sim.

Rita Brum: que é a região responsável por foco, memória, concentração, funções cognitivas, funções executivas, eu estou fazendo relativamente uma coisa parecida com o que alguns medicamentos fazem, que é produzir uma determinada onda em determinado ponto do cérebro. E isso eu faço na neuromodulação.

mlemos: Perfeito. Entendi. Entendi. Caramba. Muito, muito interessante. Muito interessante mesmo. E bom, vamos lá. Então, já que... Como é que funciona aí uma sessão de neuromodulação? Como é que... Quais são os aparelhos envolvidos? Como é que você trabalha, você bota o paciente sentado parecido no divã? Como é que funciona? Agora eu fiquei curioso.

Rita Brum: Tá. Beleza. Então, Matheus, a primeira coisa é entender aquele cérebro, entender o que está acontecendo, fazer ali uma... um quebra -cabeça, montar um quebra -cabeça com queixa, sintomas, o que mais incomoda, e como é que está o cérebro dele depois de um mapeamento. E aí ele vai para a sessão. Dependendo da técnica, ele vai colocar um equipamento, uma touca com eletrodos na cabeça,

Rita Brum: Deixa eu ver se eu consigo te mostrar aqui um dos equipamentos. Esse aqui é o equipamento de neurofeedback. Eu não estou conseguindo abrir outra câmera aqui. Matheus, deixa eu ver se eu consigo aqui. Eu acho que agora me travou aqui, mas não tem problema não. Depois eu posso te mandar umas fotos.

mlemos: tá legal legal perfeito

Rita Brum: Então, tem o equipamento que o paciente senta, eu coloco uma touca com eletrodos, aplico um gel com uma seringa, que não tem ponta, agulha, não machuca. E esse gel faz a conexão do couro cabeludo com o eletrodo. O eletrodo lê atividade cerebral, isso é do neurofeedback. Vou mostrar esse equipamento aqui. É o equipamento de eletroencefalograma, esse aqui. E aí,

Rita Brum: ele fica assistindo um Netflix ou YouTube, um Prime, um filme, o que ele quiser. E o equipamento faz a leitura do cérebro dele, devolve essa condição do cérebro em tempo real na tela. A tela clareia, escurece e ele está de fone de ouvido, ele escuta um som agradável ou ruim. Se ele atinge a meta que eu prescrevi, que vai de acordo com os objetivos dele, a tela clareia. Se ele não atinge essa meta, a tela escurece.

Rita Brum: Se ele atingir a meta, o som fica legal, é um som quase imperceptível, mas o cérebro entende, porque ele também está assistindo filme. Se ele não atingir essa meta, o som não fica tão agradável. E como o cérebro não é bobo nem nada, ele aprende, ele entende que ele quer a tela é clara, e ele entende o que ele vai, o que ele precisa fazer. Então assim, o paciente fica assistindo televisão.

mlemos: Estalhar. Sim.

Rita Brum: Só que conectado a esse equipamento que envia o sinal bluetooth pro eletrodo que tá lá na cabeça dele. Tá? Então essa é a técnica do neurofeedback. Existem outras técnicas, essa aqui ó, fotobiomodulação transcraniana. Ele coloca uma faixa, até criança pode usar, coloca a faixa na cabeça. Então se eu quero estimular uma determinada região, faixa pra frente. Se eu quero

mlemos: Ah, legal. Certo.

Rita Brum: neuromodular uma outra região faixa para trás. Então frontal, cognição, memória, funções executivas, posterior, insônia, ansiedade, depressão. Tenho esse outro equipamento que ele faz a fotobiomodulação intranasal.

Rita Brum: que ele coloca no nariz, só que ele enfia. Deito ele pode fazer junto com a faixa, então geralmente eu prescrevo para casa esses equipamentos, até porque esse do entranasal é um equipamento muito pessoal, esse do entranasal eu

mlemos: Olha aí, ó. 100 dentro de A. Certo. Entendi. 100.

Rita Brum: dou um equipamento para cada paciente. Isso é uma cortesia. Os outros equipamentos, ele faz um comodato, um contrato de comodato e paga um valor por mês. Mas esse aqui é um dos equipamentos que eu faço uma cortesia para o paciente, porque é uma coisa muito íntima, eu vou colocar um negócio...

mlemos: Sim, com certeza, com certeza. Certo.

Rita Brum: Esse aqui é um outro equipamento também que chama Cluster, que é um equipamento de fotobiomodulação transcraniana também. Sensacional esse equipamento, ele faz assim muita coisa e eu ganho tempo. Então, por exemplo, o protocolo aqui na faixa dura 10 minutos, isso aqui dura mais ou menos uns 4 minutos. Então ele tem mais ou menos a mesma função da faixa, só que aí eu fico segurando na cabeça do paciente, na região que eu quero.

Rita Brum: estimular de acordo com queixas, objetivos, sintomas, diagnóstico. Então, por exemplo, foco, memória e concentração, eu vou estimular a parte frontal. Insônia, parte parieto temporal, occipital. Então, eu já sei, eu já estabeleci os protocolos e eu já sei onde é que eu vou. Esse aqui é um equipamento próprio para a região pré -frontal do córtex. Então, coloco aqui na testa do paciente.

mlemos: C. Amém.

Rita Brum: e vou estimular essa região do córtex pré -frontal. Esse é o equipamento de hemoencefalografia. O nome é complicado, mas ele melhora a oxigenação nessa região. Quando eu melhoro essa oxigenação, eu melhoro todas as funções que a região é responsável. Tem esse aqui, que é uma irradiação intravascular, que se chama ILIB. Cada paciente meu também aqui recebe em contrato de comodato um desse para usar todos os dias.

mlemos: Sim. E livre. Sim.

Rita Brum: E aí eu acompanho, por isso que eu te falo, tem pacientes até de fora do Brasil, porque eu acompanho toda essa utilização. As sessões on -line são uma vez por semana, mas eu faço acompanhamentos diários. Eles mandam prints de tela, eu mando mensagens automáticas do WhatsApp, ó, tá na hora da sua fotovimodulação transgraniana, com a intranasal, tá na hora da sua neuromodulação por ondas binaurais, então eu vou mandando lembretes, e depois ele me manda prints dos resultados dele.

Rita Brum: Tem esse aqui que é o equipamento de variabilidade de frequência cardíaca. Então ele coloca aqui, coloca na orelha e monitora através de um aplicativo. Então assim, são vários equipamentos. A gente tem vários recursos. Esse aqui é de estimulação auricular vagal. Esse é para estimular o nervo vago. Eu coloco uma na orelha do paciente também.

mlemos: Perfeito. Sim. Muita coisa. Sim. Certo. Um aparelho. Sim.

Rita Brum: Então, assim, cada caso vai, eu vou escolher algumas técnicas dependendo do caso. Então, tem uma senal muito grande de ferramentas, tem uma aqui que não está aqui, que é o pulseto, que é um estimulador vago que fica aqui no pescoço, ele está lá na clínica. Ele é sensacional para estresse e ansiedade.

mlemos: Sim, sim é. Certo. Olha aí.

Rita Brum: Burnau, né, Matheus, que agora é considerado uma doença ocupacional e eu trabalho muito nessa área, eu atendo muitos executivos com estresse e ansiedade. Começa com estresse, vira o estresse crônico, vira a ansiedade, próximo passo é a depressão.

mlemos: Entendi. Essa decisão... Perfeito. Sim. E...

Rita Brum: e vai para outras coisas mais graves que eu não vou mencionar aqui. Aqui são coisas mais pesadas. Então, existe uma prevenção. Qual que é a prevenção? Nossa, eu estou percebendo, Rita, que eu estou ficando estressada. Vamos fazer ainda uma modulação para prevenir que esse estresse não vire uma ansiedade, não vire um estresse crônico, não chegue a um burnout.

mlemos: E como é que a gente faz essa... Como é que você difere, assim... Aliás, você... Mas acredito que isso já esteja bem documentado aí na literatura da psicologia. Como é que a gente sabe ali a linha tênue do estresse para ansiedade? Escalas. Certo.

Rita Brum: Então, a gente faz, eu faço, eu uso muitas escalas. Os exames clínicos, quando o organismo está estressado, ele entra em colapso, vai dar alguma alteração. Clínicos hormonais, perfil lipídico, vai ter alguma alteração provavelmente. Sono, então eu utilizo escala de sono. E escalas mesmo de ansiedade. Então tem avaliação através de escalas. Esse equipamento aqui me permite também fazer uma avaliação.

mlemos: Esse é o do... da... da... da Vrebra. Perfeito, perfeito. É. Sim.

Rita Brum: de sistema simpático e parassimpático, isso aqui é da variabilidade da frequência cardíaca. Então, isso aqui me dá um resultado de como está o sistema autônomo dele, simpático e parassimpático. Eles têm que estar em equilíbrio. Se o parassimpático está muito elevado, ele está estressado. Se está em equilíbrio, está ok. Então, citar o simpático

Rita Brum: sobressalindo, ele tá muito lento. Então eu tenho condições de fazer essas avaliações, sim, através de escalas e através de alguns equipamentos. Com esse aqui eu faço mapeamento. Eu tenho marcadores de trauma, eu tenho marcadores de

mlemos: Teste de equipamentos.

Rita Brum: estresse, ansiedade, depressão, TDAH, insônia. Então, tem alguns recursos que eu consigo avaliar. Eu falo, olha o que você me falou, o que tem de queixa, aparece aqui, olha, no ponto desse seu cérebro. Se for no online que eu não vou fazer o mapeamento, eu falo, olha, essa taxa aqui da atividade do seu sistema parassimpático, tá me dizendo aqui que tem alguma alteração relativa a essa queixa que você me falou.

mlemos: Entendi. Pô, nunca muito interessante assim. O nosso corpo é uma máquina, né? Assim, você é psicólogo que trata da mente. Às vezes tem coisas que a gente não consegue mensurar, né? É difícil, né? Mas com alguns equipamentos de medição física, você vai chegando à resposta muito legal mesmo, muito legal mesmo.

Rita Brum: Sim. E, Matheus, tudo é comandado pelo cérebro, né? Tudo é comandado pelo cérebro. Então, as pessoas falam, Rita, o que você trata? Eu falo tudo. Na verdade, eu não falo tudo, que é muito geral isso. Mas é porque tudo está no cérebro. E se eu trato o cérebro, está tudo no cérebro. Então, eu trato tudo. Mas é claro que eu não posso falar isso. Mas isso aqui resolve. Me conta mais.

mlemos: Tudo, né? O cérebro manda chuva, né? Eu mando chuva. Eu trato você. Eu trato você. Entendi.

Rita Brum: Eu vou pesquisar, se não tiver, vou nas pesquisas se tem alguns protocolos, se tem as técnicas, se elas já foram aplicadas, quais foram os resultados. Eu falo, tem, vamos começar o tratamento. Então, tem aqui, ainda coloco essas referências lá no relatório, no relatório que eu preparo.

mlemos: Entendi. Entendi. E já que você está falando aí bastante de pesquisa, da literatura, antes da gente entrar aí no seu livro, falar um pouquinho, como é que foi essa sua experiência de escrever sobre um assunto que, como você falou bem no início, no Brasil ainda não está... Não vou dizer que está patinando, mas ainda está sendo difundido, né? O quê que você...

Rita Brum: A gente tem, Matheus, alguns, como você me perguntou no começo, eu te falei do Alexandre Barbosa, e agora me lembrei de outros brasileiros, é que eu estudo mais a literatura mesmo de fora do Brasil. Mas a gente tem o Felipe Freggin, a gente tem o Paulo Sérgio Boggio, tem o Brunone, que são grandes pesquisadores do Brasil. Mas a maioria é mesmo de fora. A Rita Brun.

mlemos: Assim, sim. Isso. Certo. São referências, né? Ah, que bacana.

mlemos: Temos a Rita Brun também, né? Temos a Rita Brun. Mas, Rita, assim, é uma curiosidade. Eu perguntei da linha tênue entre o estresse e a ansiedade. Hoje existe uma definição formal na medicina, na psicologia? O que é a ansiedade? O que é a ansiedade? Ponto.

Rita Brum: Então, ansiedade, uma definição médica fica muito técnica, mas o que é ansiedade? É um excesso de futuro. Então, uma pré -ocupação com o que vai acontecer depois. Hoje mesmo eu estava lendo um artigo falando sobre isso. O único animal que tem isso é o ser humano.

Rita Brum: Porque se você for pensar uma uma ovelha no mato ali, ele não está preocupado com que ele vai comer amanhã. Ela não vai estar preocupada. Ela vai comer conforme ela for caçando. Ela vai procurar comida quando ela tiver fome. O ser humano já preocupa, né? Nossa, como vai ser amanhã? Qual vai ser o cardápio? Então, assim, a ansiedade é um excesso de futuro. Eu deixo de focar no presente para... Nossa, será que vai acontecer isso?

Rita Brum: O que será que vai acontecer? E muitas vezes a ansiedade gera um pensamento também de que alguma coisa ruim vai acontecer. Geralmente a ansiedade não é de coisa boa, é de coisa ruim. Então se a pessoa está muito focada no futuro ao invés de estar preocupada no presente, ela está ansiosa. Da mesma forma que se uma pessoa está muito focada no passado.

mlemos: Sim. Ah, com certeza. Está depressiva. Depressiva. É ansiedade.

Rita Brum: O que acontece muito com idosos é depressão. Quando eu era mais novo, quando minha esposa e meu esposo eram vivos, meus amigos morreram. Então se eu estou muito focado no passado é depressão. Se eu estou muito focado no futuro é ansiedade. Então o ideal é que eu passe a maior porcentagem do meu tempo preocupada com o presente.

mlemos: Sim. É verdade, você atende muito paciente já idoso com essa... Atende, atende. É mesmo.

Rita Brum: Me preocupe um pouco com o futuro, pense, não me preocupe. Que não gere ansiedade e olhe o passado como aprendizado para não repetir essas coisas no presente para não ficar ansioso no futuro. Atendo alguns pacientes idosos e assim, a neuromodulação tem grandes resultados com esses pacientes. A população está envelhecendo cada vez mais, a estimativa de vida aumentando cada vez mais.

Rita Brum: os idosos sobrevivendo cada vez mais e procurando qualidade de vida. Então eu quero manter a memória, eu quero manter meu foco, minha concentração e aí não é só neuromodulação, é exercício para casa.

mlemos: Sim.

Rita Brum: que vai estimular a memória, enquanto ele está com uma faixa de fotobiomodulação transcraniana, ele está fazendo uma atividade cognitiva, ele está com um jogo, ele está com um computador, ele está com alguma coisa, então são técnicas combinadas com atividades que vão de acordo com a queixa. Se é uma ansiedade, ele está fazendo um exercício de relaxamento,

Rita Brum: Então eu combino essas técnicas para que os resultados sejam melhores. Mas muitos idosos preocupados com o futuro e assim, dá tempo. A hora de começar é agora. Nunca é tarde. Vamos lá.

mlemos: Sim, sim. Com certeza. Isso aí. Nunca é tarde para começar, né, Rita? Nunca é tarde para começar. Então, vamos falar um pouquinho da sua experiência com o livro, já que foi algo que você deve ter motivo de muito orgulho para você. Fiquei conversando antes. Time no top 10 da lista da Veja, dos best sellers. Então, vamos falar um pouquinho sobre esse livro. O nome dele é Neuromodulação Não Invasiva.

Rita Brum: Isso. Isso, ele está até aqui. É, neuromodulação não invasiva, da teoria à prática clínica. Vou mandar um para você, tá? Vou mandar um para você com dedicatória. Então, eu recebi esse convite, né, Matheus? Fiquei muito feliz. Na verdade, eu sou coautor, eu escrevi um capítulo

mlemos: Aí pessoal. Perfeito, maravilha. Como é que foi escrever esse livro aí? Opa! Aí sim, aí eu gostei, gostei, gostei. E como é que foi a experiência de escrever esse livro aí, Rita?

Rita Brum: são mais de 30 coautores, e a ideia de todos que escreveram era traduzir a neuromodulação numa linguagem acessível. Porque a linguagem da neuromodulação é muito técnica, é difícil falar neuromodulação, até gaguejei aqui, mas a linguagem é muito técnica. E para eu fazer esses pacientes entenderem o que eu vou fazer, eu preciso traduzir isso numa linguagem acessível.

mlemos: É, eu me morrolei várias vezes. Sim.

Rita Brum: Então, o livro está muito interessante porque a gente traduz isso. Eu falo o que eu faço na clínica todos os dias. Eu falo, olha, esse equipamento aqui, ele serve para estimular o seu cérebro para que melhore comportamentos como foco, como atenção, como concentração, comportamentos esses que vão melhorar o seu desempenho no trabalho.

mlemos: certo e qual vai ser o benefício não

Rita Brum: Aí eu falo, eu uso esse equipamento de hermaencefalograma. O paciente não quer saber disso, ele quer saber o que isso vai me ajudar. Então falo, com isso eu vou melhorar a oxigenação do seu cérebro e melhorando a oxigenação do seu cérebro eu vou melhorar toda a circulação sanguínea também e vou reduzir o estresse oxidativo do seu organismo e isso vai melhorar seu foco, sua atenção e sua memória. Pronto.

Rita Brum: Não tem como tirar todos os termos técnicos, mas eu busquei traduzir no meu capítulo de uma forma bem simples, contando como no começo foi a minha história, com a neuromodulação, e depois contando cada técnica que eu aplico na clínica. E nem coube todas as técnicas, tá, Matheus? Eu já te adianto, porque teve técnica que ficou de fora, porque era muita coisa para escrever. Aí vai ter que ter um volume 2 depois, porque é bastante coisa. É bastante coisa, sabe?

mlemos: Oh, quem sabe, quem sabe... É, quando você falou o nome desses equipamentos aí, eu não gravei quase metade, quem vai acompanhar a gente aí pelo YouTube vai ver as imagens aí, quem estiver ouvindo pela podcast não vai conseguir ver, mas gravar o nome aí é muito impossível, impossível.

Rita Brum: É complicado, e assim, hoje uma grande parte da divulgação é feita nas redes sociais. Matheus Instagram, meu Instagram, ele fala muito de neuromodulação.

mlemos: Sim, sim. Ah, com certeza.

Rita Brum: Até depois, se você quiser passar no Instagram, deixar escrito aí lá no podcast também, é Rita Cebrum. Rita Cebrum. Então, fala muito de neuromodulação. E eu busco traduzir isso numa linguagem que seja acessível para as pessoas entenderem. Então, por exemplo, eu vou falar da faixa de fotobiomodulação, aquela que eu mostrei aqui com a luz.

Rita Brum: Então, utiliza luz de baixa intensidade aplicado no couro cabeludo para estimular células cerebrais. E aí o paciente vai querer saber. Aí eu falo, olha, ele vai melhorar sua memória, ele vai reduzir sintomas de depressão se a pessoa estiver em ansiedade, vai aliviar dor de cabeça, vai aliviar enxaqueca. O entranasal, o que ele vai fazer? Vai aumentar sua energia e sua disposição no dia a dia.

mlemos: Opa, olha aí! Olha aí!

Rita Brum: Quem tem depressão precisa disso. Melhora na qualidade do sono, reduz sintomas alérgicos até. Às vezes a pessoa não dorme porque ela está com uma alergia. Aí eu vou e faço a fotobimundação intranasal. A intravascular ilíbe é uma luz diretamente na artéria radial e na artéria ulnar. Mas se eu falar isso no Instagram ninguém vai entender. Mas eu vou falar, melhora a sua imunidade.

mlemos: Opa, aí todo mundo entende, né?

Rita Brum: Quando você melhora a imunidade, você reduz riscos de problemas emocionais. Você reduz sua inflamação no corpo todo, porque transtorno psicológico é inflamação no cérebro. Se eu reduzo a inflamação, com o ILIB, eu reduzo a chance de ter algum transtorno, alguma questão emocional.

Rita Brum: auxilia nas doenças crônicas. Então eu busco tratar numa linguagem que seja mais acessível. Por exemplo, o biofeedback por variabilidade cardíaca, controle do estresse e da ansiedade, melhora o foco e resine esse emocional. Muitas vezes o executivo me procura, ele está totalmente estressado, totalmente ansioso. E aí ele tem alguns gatilhos, chega em casa todo dia, toma um whisky para relaxar.

mlemos: Olha aí! Ah, com... Com certeza!

Rita Brum: e aí já começa uma questão da compulsão pelo auque, ele já não pratica uma atividade física porque não dá tempo. Então, é complicado. Então, assim, uma coisa, eu busco falar de uma linguagem bem acessível. Então, quem quiser dar uma olhada lá no Instagram é Rita Cebru. Tem bastante coisa sobre aeromodulação. Então, são várias técnicas, movimentos oculares, voluntários, eu ensino o paciente alguns movimentos,

Rita Brum: reduz, alivia traumas, memórias negativas. Então olha que interessante, se a pessoa me procura com ansiedade, eu sei que ansiedade é um excesso de futuro, eu sei que eu tenho uma técnica que alivia traumas e memórias negativas, eu vou ajudar essa pessoa, eu tenho condições de ajudar. Só que lá eu não vou colocar movimentos oculares, eu vou traduzir isso, olha, com isso eu consigo aliviar suas memórias negativas. Aí ele já entende o que eu tô falando. Isso.

mlemos: Sim, você já traz o paciente para você também. Você mostra a empatia. Eu não vou começar a vomitar termos técnicos, que você vai até achar bonito, mas se eu falar para você em uma linguagem traduzida, ele vai sentir mais acolhido. Maravilha, perfeito. Muito bom.

Rita Brum: Sim. E essa foi a ideia do livro, do capítulo, escrever algumas técnicas que eu falasse de uma maneira simples, bem simples.

mlemos: muito bom muito bom reta muito bom mesmo e e sobre assim e qualquer perspectiva né pro futuro aí do da neuro neuromodulação não invasiva o que que você pode

mlemos: Tem alguma coisa assim que está em evolução? O que você acha que vai evoluir? Bom, não sei se vou falar alguma besteira, mas com inteligência artificial tem algo que está contribuindo para a sua área também? Quais são as perspectivas aí? Sim.

Rita Brum: Olha, Matheus, acredito que uma tendência à inteligência artificial é entrar na área sim de neuromodulação não invasiva, a gente quando fala de neuromodulação fala muito de tecnologia, então as coisas estão relacionadas. Eu sou professora de neuromodulação, eu dou curso de neuromodulação aqui em Brasília,

Rita Brum: em Goiânia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, então eu touca essa região mais aqui, para as bandas de cá, essa região mais próxima. E a gente tem difundido, eu tenho difundido muito a neuromodulação, então uma outra tendência também é essa informação. Então cada turma que eu formo, as turmas são pequenas, porque tem que ser pequenas mesmo, porque o assunto é muito complexo,

Rita Brum: Então as turmas são pequenas, mas cada turma formada são pequenas pessoas, pequenos assim, difundidores da neuromodulação. Então os cursos ajudam muito, eu sou supervisor, além de professor eu também sou supervisor, o aluno antes de ir pra prática clínica passa por mim.

mlemos: Uhum. Sim.

Rita Brum: para estudar alguns protocolos, para ele se sentir mais seguro. Na minha época, eu também fiz supervisão, então me ajudou muito com meu raciocínio clínico. Então, acho que a Inteligência Artificial tem muita coisa aí para trabalhar com a neuromodulação. O pessoal que faz esse equipamento, eles estão desenvolvendo uma mão que é comandada por Inteligência Artificial para pessoas que têm dificuldade de locomodular, dificuldade de mexer mão, que tiveram AVC, que afetaram essa região.

Rita Brum: Então, a inteligência artificial está aí e a gente tem que usar ela em nosso favor. Não substituir ela pelos humanos, mas usar em nosso favor. Eu sempre falo para os meus alunos, se você agir como ser humano, você sempre vai ter lugar. Então, o ser humano tem que agir como ser humano, que tem coisas que a inteligência artificial não faz, que a gente que programa essa inteligência artificial. Agora, se você agir como um robô, você não vai ter muita chance.

mlemos: Sim, isso é verdade, isso é verdade. Bom, Rita, eu acho assim, nós estamos chegando aqui ao final desse episódio, foi muito esclarecedor começar com você, foi muito legal, muito bacana mesmo, acho que abriu literalmente a mente de muita gente aí que não conhecia, que pode estar passando isso de não invasiva, com certeza de forma não invasiva, por favor, ninguém vai abrir a mente aqui com...

Rita Brum: De forma não invasiva, né? Não, não, não. Rita C. Brum. C de Cássia. Brum com M de Maria no final. B -R -U -M.

mlemos: mas que deve ter se interessado por esse assunto e quem sabe procurar, né? Então deixa aí, você já falou em seu Instagram, né? Arroba Rita C. Brum. C de Cássia. C. Brum.

mlemos: Não, perfeito. Maravilha. Eu vou colocar lá nas informações do episódio e deixo aqui aberto o espaço caso você queira finalizar aí com a mensagem sobre neuromodulação, sobre psicologia ou sobre qualquer outro assunto que você queira abordar aqui. Tá bom, Rita?

Rita Brum: Maravilha, Matheus. Quero agradecer o seu convite, eu gosto muito de falar sobre neuromodulação, eu respiro neuromodulação, eu atendo, sou professora, sou supervisor, então eu vivo muito nesse mundo, eu estudo bastante e eu acredito muito na neuromodulação, está comprovado nas pesquisas, então assim, eu faço esse trabalho com muita dedicação e acreditando muito, porque eu vejo prova disso. Então assim, eu estou à disposição,

Rita Brum: Quem assistia o nosso podcast e quiser conversar comigo, estou à disposição mesmo para esclarecer se tiver ficado alguma dúvida, porque eu gosto muito de conversar sobre isso. Então, eu me coloco à disposição. Mais uma vez, obrigada pelo convite e conta comigo, Matheus.

mlemos: Ah, imagina. Obrigado você por ter aceitado o convite. Pessoal, quem gostou aí, por favor, deixa seu like, se inscreva no nosso canal, ative o sininho, porque vão ter outros episódios aqui tão interessantes como esse. Tá bom, pessoal? Muito obrigado e até a próxima. Tchau, Rita. Fica com Deus. Até mais.

Rita Brum: Tchau, Mateus! Amei você também!

mlemos

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

Rita Brum

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

mlemos

Rita Brum

Recommended