Become a Creator today!Start creating today - Share your story with the world!
Start for free
00:00:00
00:00:01
Episódio #005 - Café (Ánete Viana) image

Episódio #005 - Café (Ánete Viana)

Mosaico de Ideias
Avatar
36 Plays1 year ago

Papo muito esclarecedor sobre café com Ánete Viana, proprietário da marca Di Montagna Café

Contatos:

Whatsapp  61 99215-2755
Instagram @dimontagnacafe

Transcript

Intro

Introdução ao Mosaico de Ideias e o tema do café brasileiro

00:00:10
Matheus Lemos
Saudações surfistas da internet, tudo bem com vocês? Vai começando agora mais um episódio do nosso podcast Mosaico de Ideias. Aqui toda ideia é bem-vinda. No episódio de hoje, pessoal, nós vamos falar sobre um produto que é cultuado por muitas pessoas.
00:00:28
Matheus Lemos
Eu ouso a dizer que nove a cada dez brasileiros consomem esse produto todos os dias. Estou falando do nosso cafezinho, aquele cafezinho maroto que a gente tem que tomar para começar o dia.

Convidado especial: Anete Viana e sua experiência com café

00:00:41
Matheus Lemos
E para tal, nós convidamos aqui um especialista no assunto, o proprietário da marca de Montanha Cafés, Anete Viana. Tudo bom, Anete? Seja muito bem-vindo.
00:00:52
Ánete Viana
Opa, Matheus. Boa noite. Boa noite, pessoal. Obrigado aí, viu, pelo convite. Estava ansioso por esse momento. Entre vendas e vindas deu certo hoje, que bom. E é sempre legal, sempre bom falar de café.
00:01:07
Ánete Viana
é bom beber, é bom falar, então é bem interessante o assunto. E estamos aqui, vamos lá. Se a gente puder contribuir de alguma forma, vamos lá.
00:01:17
Matheus Lemos
Ah, maravilha, cara. Tenho certeza que o papo vai ser muito legal. Mas vamos lá, vamos, como diz o jargão popular, vamos começar do começo, né, não?

Jornada empreendedora de Anete e a marca Montanha Cafés

00:01:28
Ánete Viana
Certo.
00:01:28
Matheus Lemos
Anet, como é que começou essa sua vida empreendedora no café? Foi uma oportunidade que apareceu para você, uma oportunidade de negócio, ou foi uma paixão mesmo que virou um trabalho?
00:01:45
Ánete Viana
Matheus, é assim, é um pouco dos dois, é uma mistura dos dois sim. Eu trabalhava na infraero, fui 17 anos funcionário público, antes disso fiz outros trabalhos e tudo, mas sempre tinha aquela inquietação para empreender. Eu queria algo que eu pudesse contribuir com a sociedade de alguma forma, seja com um produto, com uma prestação de serviço, eu sempre vinha alimentando esse sonho.
00:02:11
Ánete Viana
e um ano antes, isso foi em 2020, eu comecei, em 2019 mais ou menos, eu comecei a
00:02:23
Ánete Viana
a reviver a história do café, porque a minha família sempre foi produtora, desde a época do meu avô e tudo, mas assim, pequenos produtores vendendo pra corretores aqui, ninguém se aventurou na torrefação e nem nada, pra vender o café, vamos dizer assim, pra consumo. Eles vendiam o café in natura, que é o café verde, cru. E aí, rapaz, eu vim pra passear em 2020,
00:02:27
Matheus Lemos
e
00:02:50
Ánete Viana
e me deu uma vontade, assim, sabe, voltou aquela relação do café e eu falei assim, vou experimentar. E eu levei um pouco de café para Brasília e os meus amigos, né, sempre começa com os amigos, né, a gente levando para um, para o outro, rapaz, que café é esse, que café bom, que não sei o que, eu falei, mas esse é café de verdade mesmo, é café que a gente pegou lá, separou, selecionou e trouxe.
00:03:02
Matheus Lemos
Sim.
00:03:13
Ánete Viana
Pai, por que você não começa? Vende o café, é interessante. começou um amigo falando, outro amigo falando. chegou a hora. E aí...
00:03:22
Ánete Viana
juntou a vontade de empreender com a paixão do café, e nasceu a de montanha. Nasceu, na verdade, a gente começou em agosto de 2020 como uma experiência, mas com alogo, com as embalagens, mais ou menos como é hoje, teve uma evolução, tudo mais ou menos como é hoje. E em 2021 a gente registrou a empresa, e desde então, estamos na estrada.
00:03:44
Matheus Lemos
Certo. Legal. Cara, que legal. E aí, para o pessoal se situar, quando você falou assim, vim para cá, você está agora onde? Está

Processo de seleção e origem do café em Minas Gerais

00:03:56
Matheus Lemos
em... Minas Gerais. Ara.
00:03:57
Ánete Viana
Ah, desculpa, verdade, eu aqui até... Eu sempre gosto quando eu venho pra cá, eu sempre gosto de falar com os meus clientes, que na semana geralmente não tem entrega, porque eu estou em Minas buscando um novo lote. Eu faço questão de vir aqui, porque eu gosto de selecionar o café, eu gosto de ir na fazenda comprar o café. Então hoje cedo eu fui lá, historiei, vi o café, levei pra Maquiná. Maquiná é um rebeneficiamento do café, onde a gente separa... Porque quando o café é limpo,
00:04:09
Matheus Lemos
Legal. Sim. Sim. Certo
00:04:26
Ánete Viana
ele ainda fica uma impureza, uma casquinha ou outra, então eu gosto de passar ele num outro processo, fazer um outro processo que a gente chama de rebeneficiamento, para sim ele vir um café bem limpinho, um café sem nenhum tipo de impureza, que é o que o sabor do café de montanha.
00:04:43
Matheus Lemos
Maravilha. Cara, maravilha. Olha, que legal. Que história bacana de... Então, começou ali com a família, quase de subsistência, e virou o comércio. Cara, vamos lá. Você começou a falar de café verde, de impureza, rebeneficiamento que você usou esse termo aí? Tá, vamos lá. E assim, então, o que que...
00:04:58
Ánete Viana
É isso aí.
00:05:12
Matheus Lemos
Por que que Minas Gerais, né? A gente conhece muito, até os cafés, digamos assim, vou chamar de produção em grande escala, né? Sempre vem a região mineira, sei o quê, mineiro. Por que que Minas Gerais, tem alguma coisa que influencia nessa produção de Minas Gerais aqui no Brasil ser tão farta e ser tão... escoar tanto para o Brasil afora?
00:05:39
Ánete Viana
Olha, assim, o tamanho do estado contribui, que é um estado muito grande. O clima do estado, que é o café, ele pede um pouco de clima frio, tanto é altitude. Minas tem altitudes propícias para o café, em especial para o Arábica.
00:05:50
Matheus Lemos
Verdade. Uhum. Hum.
00:05:59
Ánete Viana
Porque hoje no mundo nós temos dois tipos de café, que é o arábica e o robusta, que é também chamado de conilom. Esse robusta, conilom, ele é mais para altitudes mais próximas do mar, altitudes baixas. O arábica ele se melhor em altitudes maiores.
00:06:14
Matheus Lemos
Set. Set.
00:06:18
Ánete Viana
1.000, 1.200 metros de altitude em relação ao mar e tudo. Então Minas tem muito essa característica. O terroir, que é o solo, a formação do solo, a característica. Então tudo isso favoreceu Minas para ser hoje o maior produtor de café do Brasil.
00:06:42
Matheus Lemos
Certo, certo. E o Brasil, assim, ele produz 100% arâmica ou

Arabica vs Robusta: Diferenças e preferências de altitude

00:06:49
Matheus Lemos
tem produções desse outro tipo que você falou, robusta? Robusta? Robusta. Certo. Um bobo legal.
00:06:49
Ánete Viana
Não, tem produção robusta, isso. Nós temos produção, lógico, a maioria é muito maior a produção de arábica, lógico, mas nós temos estados produtores como Rondônia, nós temos Bahia e Espírito Santo, se destacando o Espírito Santo, se eu não me engano, é o maior produtor de robusta no Brasil.
00:07:15
Matheus Lemos
Ah, legal. E aí, falando de Bahia e Espírito Santo, estão ali a nível do mar, né? Rondônia, não. Rondônia tem... E qual é a principal diferença, assim? Como é que você... O que difere para um café virar arábica e para um café virar robusta?
00:07:20
Ánete Viana
Sim. Mondona não. Mas também é um bom produtor de robôs, de conerol. É... É a planta. É a origem da planta. É, a planta. É isso? Isso. Não. Não. É desde a planta? Isso.
00:07:40
Matheus Lemos
A planta. Ah, tá. Então, assim, não é a produção. É desde a plantação mesmo. Entendi, entendi.
00:07:49
Ánete Viana
E você tem a diferenciação. Eu não sou especialista nessa parte botânica, vamos dizer assim, mas o conilom tem mais cafeína do que o arábica. Isso influencia, isso é a questão da planta, mas tem a questão do sabor também. O arábico você consegue extrair uma doçura melhor, uma acidez, um cítrico melhor do que o conilom.
00:08:12
Matheus Lemos
Sim. Sim. Ah, entendi.
00:08:19
Ánete Viana
Até pouco tempo, o Conilon era muito usado para misturar no Arábica a indústria. Usava muito porque ele era mais barato. Hoje eu nem sei como é que a indústria está fazendo, porque está quase nivelado o preço. O Robusto evoluiu muito na questão da qualidade dele. Então hoje, falando de preço de saca,
00:08:46
Ánete Viana
que é, uma saca é 60 quilos de café, né? Então, o preço dele mais ou menos na mesma linha agora. Conseguiram melhorar muito a qualidade, né, na produção. Limpo, limpo. Isso.
00:08:58
Matheus Lemos
E aí, 60 quilos de café limpo. Vamos falar da produção do

Do fruto à bebida: Métodos de secagem e complexidade sensorial

00:09:09
Matheus Lemos
café. Começa a colheita. Como é que você chama o café de limpo?
00:09:09
Ánete Viana
Sim, vamos lá. Isso.
00:09:14
Ánete Viana
O café tem a florada, depois de 3, 4 anos que você planta, muda.
00:09:25
Ánete Viana
e o café vem dando florada e tudo, no terceiro ou quarto ano ele começa a produzir, dando uma produção boa. E aí, depois da florada, ele fica granado, ele vem começando a formar os grãos. Até chegar no cereja, que são grãos vermelhos ou amarelos, dependendo da planta, dependendo da variedade do café. Por exemplo, o Arábica tem vários tipos de café Arábica.
00:09:51
Ánete Viana
Você tem o Katuai, você tem o Mundo Novo, você tem o Arara, você tem o Bourbon, então são vários tipos de café, e cada um tem a sua característica de sabor, de doçura, de acidez, todas as suas... Como é que se diz? Eu perdi um pouco...
00:10:21
Ánete Viana
o que seria essas características, mas ele influencia nas características do café em geral. Desculpa, perdi o raciocínio. Deixa eu só... Eu perdi o raciocínio aqui. Eu estava falando do tipo de café... Ah tá, beleza.
00:10:32
Matheus Lemos
Certo. Do tipo que começa a produção, a da colheia, que passa pela limpeza e tem os vários tipos que você estava falando.
00:10:46
Ánete Viana
não é voltando na cor. Tanto é que ele pode ser vermelho ou amarelo, e a gente chama ele de cereja. É o café que ele chega no ponto de cereja. Quando ele está nesse ponto, você cole esse café e ele vai para um tipo de seca. Você vai secar esse café. tem a seca natural, que tanto pode ser num terreiro de cimento ou suspenso. Hoje, para produção de cafés especiais, usa muito a questão do terreiro suspenso.
00:11:02
Matheus Lemos
Seto. Seto.
00:11:16
Ánete Viana
O que você faz? Você cria cavaletes, coloca um sombrite, que é uma telazinha que você usa pra horta.
00:11:26
Ánete Viana
E você faz tipo uma mesa grande e você coloca o café ali pra secar, porque você tem ventilação dos dois lados, então é melhor. Então você seca o café natural, ou seja, natural porque você colocou o sol, o próprio sol vai secar ele. E hoje você tem outros métodos, né, que são os rotativos, que você coloca ele num cilindro como se fosse um caminhão pipa, um caminhão de um tanque, um caminhão tanque, né? Ele é um tanque que fica girando o café com fogo e ali você seca, é um outro tipo de seca.
00:11:32
Matheus Lemos
Sim Certo Certo
00:11:55
Ánete Viana
Você tem o tipo caixa, que é como se fosse uma fornalha. E você fica girando ele dentro de uma caixa grande de cimento, girando ele e a fornalha embaixo secando. Então, são vários tipos de seca de café, mas é isso. Você pega ele cereja no pé, leva ele pra um desses três tipos de seca, e depois que ele seca, que a gente chama que ele em coco, que ele fica... Ele era vermelhinho ou amarelinho, né? ele ficou pretinho, porque ele secou. a gente chama que ele em coco.
00:12:15
Matheus Lemos
Certo. Certo. Entendi.
00:12:26
Ánete Viana
Pronto, a partir daí você armazena dessa forma pra conservar e na época da venda de vender você limpa ele, ou seja, tira essa casca e ele fica aqueles grãos que a gente conhece, aquele grão verde, né? Que é um grãozinho verde que ali, o grãozinho, eu podia ter trazido um grãozinho pra gente mostrar aqui, seria interessante.
00:12:49
Matheus Lemos
Ah, seria. Legal, legal. Certo. Entendi. Sim.
00:12:50
Ánete Viana
Mas um grãozinho de café é dividido em dois, e no meio tem o sucro ventral, que é onde está o sabor do café. Quando a gente fala de café especial, de café gourmet, ele é aquele grão bem formadinho, porque ele tem esse suco que traz o sabor. Normalmente, café tradicional, que são os cafés vendidos em mercados, são cafés quebrados, então ele perde um pouco de sabor, ele traz muito amargo, porque ele não tem esse suco.
00:13:20
Ánete Viana
Então, o que a gente chama de café limpo? É depois que a gente tira essa casca preta, que depois que ele seca ele vira, você consegue tirar. Normalmente você tem dois grãozinhos em cada coco daquele, em cada cereja daquela. E a partir daí, quando você limpa, você forma a saca, que são 60 quilos, que é a forma hoje, a unidade de café vendido hoje, é sacas. É a saca de café
00:13:30
Matheus Lemos
Entendi. Certo, entendi, entendi.
00:13:48
Matheus Lemos
É a saca, né? E essa... Entendi, Anete. E assim, vamos voltar um pouquinho e falar sobre esses métodos que você falou de secagem, né? E no final das contas, isso vai influenciar no sabor? Se for uma seca natural, se for uma seca pelo caminhão-pipa, isso vai influenciar, né? Entendi.
00:14:01
Ánete Viana
Certo. Sim. Sim. Totalmente. Hoje o mais indicado, o que leva sabores a você explorar muito o sensorial do café é a natural. Hoje a natural
00:14:19
Matheus Lemos
Sim, imaginei, imaginei.
00:14:22
Ánete Viana
É a que você... Esses são os tradicionais. Hoje, por exemplo, você tem uma outra forma de secar esse café. Você tira a cereja com ele ainda maduro, sem secar. E você seca ele despoupado, que a gente chama de café despoupado.
00:14:44
Ánete Viana
Eu particularmente não gosto. Eu prefiro dar seca natural, onde você limpa, seca ele com a cereja. Por que? Quando você tira, isso é uma opinião da de montanha, tá? Isso não é, se você pode encontrar outros produtores, outros torrefadores que prefiram o despoupado.
00:15:04
Matheus Lemos
Perfeito. Perfeito. Entendi. Entendi.
00:15:07
Ánete Viana
Mas na minha opinião, quando você tira, você tira um pouco da mucilagem do café, porque quando ele está na cerejinha, ele tem uma mucilagem. Se ele seca dentro da cereja, ele absorve mais essa mucilagem. Então ele fica um café mais fácil de você extrair uma doçura. Entendeu? Então, igual eu falei, você pode encontrar pessoas que prefiram a seca do café despopado.
00:15:33
Ánete Viana
Mas é uma outra forma também, é um café bom também, entendeu? O natural.
00:15:33
Matheus Lemos
Perfeito, perfeito, entendi. Sim. Então, hoje, pelo o que eu estou entendendo aí, hoje é de montanha, né? Eu sou empresa, vocês fazem o natural. Vocês fazem a secagem natural. E assim... Tá, perfeito. Entendi.
00:15:47
Ánete Viana
Na verdade, a de montanha não produz. deixar bem claro, a de montanha não produz a planta. Ela não tem lavoura de café, que a gente chama de lavoura de café. Nós não temos. Porém, nós buscamos e damos preferência para produtores que utilizam a seca natural.
00:16:04
Matheus Lemos
a Cafés. Perfeito. Não, entendi. Bacana, bacana. E no final das contas isso vai influenciar para o produtor, digamos assim, o preço, se foi natural ou se não foi, ou não faz muita diferença. Entendi.
00:16:23
Ánete Viana
Não, não faz porque, assim, na verdade faz diferença no custo dele, na margem de lucro e tudo, porque o preço de venda ele é tabelado. Então, assim, o mercado é que dita o preço do café. Ele é cotado na bolsa de Nova York, é uma commodity brasileira.
00:16:37
Matheus Lemos
Entendi. Sim. Sim.
00:16:44
Ánete Viana
Então assim, esse preço é meio que dado. Então o produtor trabalha muito no custo, que é onde ele vai definir a margem dele. que ele não consegue definir o preço de venda, ele define o preço de custo para ele fazer a margem dele, entendeu?
00:17:00
Matheus Lemos
Ah, entendi, entendi. E aí, vamos lá. Você falou desses cafés de mercado que tem essa... Que tem essa... Que, gente, vamos ser meio honestos. É diferente. Quando você toma um café, comer, como o de montanha, como outros, você toma um café de mercado, é diferente. É até difícil você voltar a tomar um café mais tradicional. E eu reparei que nas embalagens de café tem um selo da...
00:17:20
Ánete Viana
Sim. Abique. Abique. Você é brasileiro da indústria do café. Gourmet. Na abique são essas. O que você falou? Tradicional, superior gourmet.
00:17:28
Matheus Lemos
É a BIC, a Associação Brasileira do Café. E ali tem Tradicional, Superior, Gourmet, tem outras nomenclaturas. Essas três. Superior e Gourmet. E isso... Não, pode concluir, pode concluir.
00:17:49
Ánete Viana
Mas, pode falar, desculpa. E você tem a SKA, que é uma associação americana que trata do café especial. você tem uma classificação de café especial.
00:18:04
Matheus Lemos
Ah, tá. Ah, entendi.
00:18:07
Ánete Viana
que entra outra questão. Por exemplo, o café especial tem um sensorial onde você consegue identificar um herbal, você consegue identificar um frutado, você consegue notas de laranja, notas de pêssego, você consegue identificar nesses cafés uma complexidade sensorial.
00:18:30
Ánete Viana
que para você chegar neste nível de café, é um processo, tem um protocolo inclusive, de prova, de tudo, para você conseguir atingir esse sensorial. E isso começa na plantação, na colheita, por exemplo, um café para dar esse nível de complexidade, ele tem que ser colhido maduro.
00:18:53
Ánete Viana
Como que você cole sua madura? É manual, então você vai e tem a cata do café. E isso, para um produtor em grande escala, para ele não é interessante, carece muito e tudo. Então, para você chegar nessa complexidade, você teria que ir atrás de produtores que optam por esse processo.
00:19:02
Matheus Lemos
Encarece muito, né? Sim. Entendi.

Montanha Cafés: Ofertas de torrefação e guias de sabor

00:19:16
Ánete Viana
Então hoje você tem um café especial, você tem vários cafés especiais, que, por exemplo, quando você vai numa cafeteria, eles respeitam todo o processo para chegar na sua xícara e você conseguir atingir esse sensorial, a identificação desse sensorial. Por que que a de montanha ainda não chegou, não vende ainda um café especial, por exemplo?
00:19:29
Matheus Lemos
Certo. Certo. Certo.
00:19:47
Ánete Viana
Primeiro, a gente está migrando os nossos clientes, eles são clientes oriundos do café tradicional, e a gente está migrando ele para um café gourmet.
00:19:59
Ánete Viana
para que devagarzinho, para ele sentir a diferença. Porque para uma pessoa que sempre tomou café tradicional com uma torra mais intensa, não é fácil você chegar e falar para ele assim, toma um café sem açúcar. Você vai ver que... Então, a de Montanha tem esse propósito de levar um café de qualidade para as pessoas, mas respeitando
00:19:59
Matheus Lemos
perfeito é verdade
00:20:26
Ánete Viana
O paladar, tanto é que nós temos hoje dois tipos de torra. Nós temos uma torra suave, média, que sempre sugere que o cliente tome sem açúcar, vai experimentando devagarzinho, e nós temos uma torra intensa, que é justamente que é uma torra mais padrão, que as pessoas estão mais acostumadas, mais habituadas. Então...
00:20:41
Matheus Lemos
Sim. Com certeza.
00:20:54
Ánete Viana
E aí, então você tem um salto, né? Quando você toma um café tradicional, depois que você toma um gourmet, você tem uma quebra ali do que você estava habituado. Você tem uma quebra ali. Para o especial, você tem uma outra quebra, porque você vai começar a sentir sensoriais
00:21:14
Ánete Viana
que você nunca sentiu num café. Você fala assim, uai, mas eu bebendo café? Você fica assim, uai, mas café saborizado? Porque muitas pessoas fazem isso também. Saborizam o café. Não é isso. O café, esse sensorial, ele é natural, ele tem que ser natural do café. E existe muito café especial que você consegue sentir esse sensorial. Voltando um pouquinho, por que é difícil você trabalhar o café especial? Porque, como eu te falei, ele tem processo.
00:21:20
Matheus Lemos
Sim. Certo. Certo.
00:21:44
Ánete Viana
Por exemplo, para um campo de prova de café, um cupping, que se chama, você tem processos. Por exemplo, para você ter a questão da colheita, que eu te falei que tem que ser manual, a seca tem que ser suspensa, um terreiro suspenso, para não ter contato no chão, para ela ter ventilação na hora da fermentação, para ela ter uma fermentação natural.
00:22:01
Matheus Lemos
Sim. Perfeito.
00:22:13
Ánete Viana
A torra, ela tem que ser feita média, ela tem o tom de torra, né? Hoje nós temos uma tabela agritom, que é também uma tabela americana, que ela tem o tom de torra de 25 a 95. Mais próximo de 25, quanto mais próximo de 25, escura, quanto mais próximo de 95, clara. Então o tom de torra hoje, pra você fazer prova, tem que estar entre 62 e 65, que a gente chama de torra média. Então, vocês, são muitos detalhes
00:22:42
Matheus Lemos
Sim.
00:22:43
Ánete Viana
para você chegar num café para que o Q-Grader, que é o provador de café, o especialista do café, para que ele avalie aquele café. Então você tem esse tom de torra. A moagem tem que ser feita sendo média, uma granulação média. E ela tem que ser preparada. O café tem que ser preparado 15 minutos depois dessa da moagem. Então ele não pode demorar muito.
00:23:12
Matheus Lemos
Sim. Meu Deus! É muita exigência, entendi, entendi.
00:23:12
Ánete Viana
O café, para ser feito, ele não pode ser fervido, ele tem que ser feito a 92, 93 graus. A prova tem que ser a 50, a próxima de 55 graus, para o provador conseguir. É muito detalhe, né? É muita exigência para você chegar num nível de café especial. E aí, agora vamos lá, como é que eu consigo, como é que eu faço para que o cliente
00:23:41
Ánete Viana
síntese sensorial, sendo que para um provador identificar ele tem todo esse processo. Então é um pouco difícil. Eu teria que garantir para o meu cliente que a torra teria que ser feita ali. Ah, e tem uma outra questão. A torra do especial, eu procuro inclusive levar um pouco desse processo para o gourmet, para valorizar mais o café e tudo, eu consigo fazer. Por exemplo, um café tem que ser torrado, ele não pode ser moído na sequência, ele tem que descansar 48 horas.
00:23:47
Matheus Lemos
Sim. Certo. Isso é pra ser especial, pra ser especial tem que esperar, tem que medir.
00:24:13
Ánete Viana
Você tem que descansar porque ele esquenta muito, ele vai a 210, 212 graus. Você resfria ele, ou seja, ele sofreu uma mutação química muito grande, então você tem que esperar ele descansar ali, voltar para
00:24:24
Matheus Lemos
Sete. Nem.
00:24:34
Ánete Viana
Digamos acalmar, digamos assim, e você vai e torre. Então eu procuro fazer isso. que eu teria que garantir pro meu cliente que ele seria uma torra semanal. Por que que não pra você produzir em grandes calas? Porque eu teria que fazer uma torra muito grande, vários quilos, né?
00:24:54
Matheus Lemos
Certo. Certo. Sim. Sim.
00:24:56
Ánete Viana
e ele vai para um estoque. Essa não é a ideia. Então a de montanha, ela busca replicar um pouco desse processo no gourmet, então eu garanto para o meu cliente que a torra que foi feita é no máximo 15 dias, entendeu? que eu não consigo que ele consuma esse café
00:25:18
Ánete Viana
em pouco tempo, ele compra geralmente para um mês, para quinze dias. Então ele foi torrado, ele foi moído, ou seja, ele sofreu um processo, mais um processo, cada vez que você processa qualquer tipo de alimento, ele vai perdendo a sua essência.
00:25:39
Matheus Lemos
Sim, sim. Sim. Entendi.
00:25:40
Ánete Viana
Então o café é isso, você colheu ele e ele estava na cerejinha guardadinha. Depois você limpou ele, ou seja, você tirou a proteção dele. você torrou, ele sofreu uma mutação química. depois você moe ele, ou seja, você está quebrando ele. Então quanto mais próximo da torra você consumir, mais qualidade você vai ter.
00:26:01
Ánete Viana
Então é por isso que é muito difícil um café especial hoje você sentir o que está escrito ali na... Não que seja falso ou que alguém está querendo te enganar, mas é porque ele sofreu tanto o processo e ele demorou tanto a ir para a xícara que ele vai perdendo esse sensorial, entendeu? Isso! É o cara que...
00:26:20
Matheus Lemos
Por exemplo, você falou do key grader, que é como se fosse o enologo, fazendo a analogia.
00:26:30
Matheus Lemos
Mas assim, é muito até difícil. Tem que ser 92 graus, né? Depois tem que baixar para 55 graus. A gente, como pelo menos eu, né? Eu consumidor médio do Brasil, não vou esperar. Às vezes eu faço até 100 graus, passa, né? A gente sabe que não é o ideal, isso eu aprendi. Que café não é 100 graus, é um pouquinho menos, né? Mas fica realmente muito difícil. Mas assim, você falou que essas notas do café especial, elas são naturais, então...
00:26:43
Ánete Viana
Sim. Sim.
00:26:59
Matheus Lemos
Eu achei, eu sempre achei que aquilo ali fosse de uma maneira, claro, não uma maneira indiscriminada, mas selecionada, ele fosse misturado a alguma coisa. Por exemplo, um café com notas de caramelo. Tivesse ali uma essência, eu não vou dizer artificial, mas que tivesse ali uma mistura de caramelo no meio. Então não tem. Não existe isso. Não sei como escolher. Ah, vamos lá, vamos lá.
00:27:22
Ánete Viana
Não tem. Tem uma forma de fermentação que você fermenta ele com alguma coisa. Existe esse processo. Sim, você até tem isso. Mas quando você na embalagem que o café seca natural, então ele não é fermentado com alguma coisa.
00:27:34
Matheus Lemos
Ah, tá. Existe esse processo de você fermentar com algum... Que é o tal da... Flavorizar o café aí. Certo. Certo.
00:27:53
Ánete Viana
que ele é torramédia, que ele tem notas florais, notas herbais ou notas frutadas, seja maracujá, seja pêssego, seja um limão siciliano. A nossa região aqui, que é a região das Matas de Minas, ela tem muito essa característica cítrica do limão siciliano.
00:28:12
Ánete Viana
Entendeu? No café. Então você tem uma base de caramelo, de chocolate.
00:28:16
Matheus Lemos
Certo.

Mitos e verdades sobre força e qualidade do café

00:28:19
Ánete Viana
Isso é do próprio café. É a própria fruta, vamos dizer assim. O produto é que essas notas. É até muito fácil você conseguir extrair caramelo, chocolate, avelã.
00:28:21
Matheus Lemos
Que legal. Que legal. Que legal. Legal. Eu juro.
00:28:37
Ánete Viana
Você tem isso, é muito fácil fazer. Você extrair isso, presa a produção, acorda, me ajuda. Sim, não. Sim, sim.
00:28:43
Matheus Lemos
Eu jurava que isso era um processo não natural. Eu jurava que tinha uma fermentação. Você falou aí, fermentação. Não saberia que o termo fosse fermentação, mas eu sempre achei que fosse uma mistura que não fosse natural. Então, assim, essas notas são naturais. E, obviamente, tem diferença quando é uma fermentação não natural.
00:29:09
Matheus Lemos
e algo natural, né? Faz diferença. Então um café especial não pode ter essa fermentação, digamos assim, artificial. Não, um café... Entendi. Entendi. E vamos lá, você falou das embalagens aí, né? O que o pessoal que está nos ouvindo, que gosta de um...
00:29:10
Ánete Viana
Sim, muito, muito diferente. Não, é outro tipo de café, outra classificação, né?
00:29:34
Matheus Lemos
ou que pelo menos quer aprender a tomar um café de melhor qualidade, o que o pessoal tem que se atentar nos outros? Tem algumas coisas que no outro você pode dar uma olhada e isso aqui... Porque às vezes eu via muito assim, não vou falar marca, não vou falar... vou falar de montanha, a marca é a única marca que a gente pode falar que é de montanha. A gente lá, café torrado a 252 graus.
00:29:46
Ánete Viana
Sim. Sim. louco. É o pior café que existe. Por que?
00:30:01
Matheus Lemos
Isso não quer dizer nada. É o pior café. Então pronto, galera. fica a dica aí. Mas vamos lá. Sim. Ah.
00:30:09
Ánete Viana
Não é um preconceito, não é nada. Tem uma explicação lógica. A ideia da torra alta é esconder defeitos. Porque o café torra média, você consegue sentir o sensorial. Se você torra ele muito, você aproveita o amargo do café. Por exemplo, o açúcar. Você come arroz queimado?
00:30:34
Matheus Lemos
Não. Não. Não. Sim. Sim.
00:30:36
Ánete Viana
É lógico que a gente às vezes gosta daquela rapinha, mas ninguém come nada queimado. Então por que você queima o café?
00:30:47
Ánete Viana
O café, ele tem um processo químico ali e tudo, ele carameliza na torra, quando você derrete o açúcar, ele não fica aquele caramelo ali e tudo, então o café também tem esse processo, ele tem o açúcar natural dele. Então se você queimar aquele açúcar, você passa a não ter mais nada de sensorial nele, você perdeu o cítrico, você perdeu o açúcar, o doce natural dele, e você começa a ter o amargo.
00:31:16
Ánete Viana
Por isso que a gente põe açúcar no café. Porque a gente queima ele, se você extrapola um pouco o tom de torra. Então é isso. Então quando você ver um café extra forte no mercado, você vai ver tradicional, extra forte. O extra forte é o pior café que tem.
00:31:29
Matheus Lemos
Sim. Extra forte, sim.
00:31:38
Ánete Viana
porque é justamente para isso, ele é para esconder defeitos. Então quando você for no mercado e você quiser comprar um café de mais qualidade, você sempre olha se ele é superior, se ele é gourmet, se ele é 100% arábica, isso vai estar no rótulo.
00:31:54
Ánete Viana
o tom de torra, se ele é um torra média. Tem cafés de mercado que eu considero que são cafés bons ainda. Eu acredito que tem a menos impureza porque o paladar deles não é tão amargo. Igual você falou, não vou falar amargas aqui, mas tem cafés de mercado que ainda você consegue tomar. Tem uns que não tem condição. E uma outra questão que você tem que ver também é o preço.
00:32:08
Matheus Lemos
Sim. Não, não tem.
00:32:20
Ánete Viana
Hoje o custo de um café ele beira 20 reais, 18 reais o pacotinho de meio quilo. Porque você tem, você compra um café na fazenda, você rebeneficia ele, você torra, você embala, tem os impostos, tem o lucro do mercado, tem o lucro de quem vende, tem o lucro do mercado.
00:32:43
Ánete Viana
Como é que ele consegue vender esse café a 14, 15 reais? Então, assim, é chamar pra uma reflexão. Será que tem café ali? Será que é café que tem ali? E eu acho que eles vão chegar no nível, de novo, é uma opinião minha, eles vão chegar num nível que eles vão separar, igual eles fizeram com leite. Hoje você compra bebida láctea. Como se fosse um... Porque o mercado, a Anvisa, não sei quem foi que determinou, falou não, você não vendendo leite.
00:32:51
Matheus Lemos
Sim. Sim. É verdade. Aham. Menos leite. Sim. Sim.
00:33:12
Ánete Viana
Está vendendo tudo, menos leite. Está vendendo alguma coisa láctea ali. Então eles criaram essa diferença. Eu acho que um dia eles vão chegar a isso no café. Para separar um pouco do que é café e do que tem essência de café.
00:33:26
Matheus Lemos
Exatamente, e é engraçado você falar isso porque no episódio anterior do nosso podcast aqui a gente conversou sobre vinhos e a pessoa que estava falando disse isso do vinho suave que não é mais considerado
00:33:41
Matheus Lemos
Agora eu não vou lembrar, me foge a memória, e isso ia muito de país para país. Tinha país que considerava o vinho tinto, no caso do tinto, por exemplo, suave como vinho, mas outros países não, era bebida à base do vinho, mas que não é vinho, que vinho tinha que ser seco ou meio seco.
00:34:03
Ánete Viana
Ou tem sigla, tem sigla.
00:34:04
Matheus Lemos
Então talvez o futuro possa reservar isso. Dependendo do... Isso não é café. Isso é alguma bebida à base de café ou café em nada. Não sei. Eles vão... Mas realmente quando você... E para mim, eu posso falar de uma experiência particular. Quando eu comecei a tomar café sem açúcar, eu comecei a tomar café sem açúcar, cafés,
00:34:29
Matheus Lemos
mas eu vou chamar de especial mas eu vou colocar gourmet no meio, tá? para o pessoal entender que não é o tradicional. O tradicional não dá. Eu quando tenho que tomar tradicional eu vou confessar que eu misturo com leite. Eu tento misturar um pouquinho com leite, o famoso pingado, porque não dá. Não mais. Não mais, cara. É algo...
00:34:34
Ánete Viana
Sim. Sim. Não dá. Sim. Sim. É complicado. É um caminho sem volta. Um café gourmet especial é um caminho sem volta.
00:34:52
Matheus Lemos
E a minha preferência é a torra média. Eu tentei pra minha torra média, que aquele mais clarinho assim, ele é marrom, não é preto, ele é marrom o café. E não tem que ser preto.
00:35:03
Ánete Viana
Isso, é importante dizer isso, que o café é marrom, ele não tem que ser preto, ele não tem que ser escuro na xícara. Por quê? Mas também, Matheus, é uma questão de cultura, é cultural nosso achar que um café escuro na xícara é um café forte. Ele não, ele é um café torrado, mais torrado, é o tom de torra que determina a cor dele na xícara.
00:35:33
Ánete Viana
Porque assim, eu gosto sempre de explicar para os meus clientes, que eu tenho oportunidade, alguns clientes que me chamam, perguntam e tudo, eu sempre gosto de explicar isso. Porque as pessoas falam assim, ah, esse dourado, esse café meu, o torramédia meu não tem uma embalagem dourada, né? E o pessoal, nossa, esse café dourado seu, ele é fraco, ele é um chafé. Aqui em Minas, gostam muito de falar do chafé. E eu explico, falo assim, olha, na verdade o dourado, o café, claro, ele é mais forte
00:35:45
Matheus Lemos
Certo. Dourada.
00:36:03
Ánete Viana
do que o café vermelho que tem na torre intensa. a pessoa, por quê? Porque quando eu torro muito o café, ele espere todos os óleos essenciais dele. Quando eu torro pouco, o óleo todo dentro dele. Se você fizer o seu café e olhar pra dentro dele, ele é meio gorduroso. Você olha uma certa gordura por cima dele. O óleo todo ali. Então você consegue tomar... A essência do café toda ali.
00:36:07
Matheus Lemos
É sério? Ué...
00:36:33
Ánete Viana
Então, o café torra média, em que, pese a cor dele ser clara na xícara, ele é mais forte, ele tem mais café, ele tem mais os óleos essenciais do que o café mais torrado. E as pessoas têm essa definição do café escuro porque é forte. Mas assim, o amargo é porque ele é forte. Não, ele é mais amargo, ele é mais escuro,
00:36:41
Matheus Lemos
mais forte. Olha aí, cara. Isso é legal. Exatamente. E confunde o amargo, né? E toma aquele café e faz assim. Ele é mais amargo, mas não é mais forte. Perfeito, entendi.
00:37:05
Ánete Viana
Entendeu? Então... Sim.
00:37:05
Matheus Lemos
que bacana muito legal e isso assim e o método em casa vou chamar assim você deixou bem explicado que até você chegar na mesa do consumidor várias coisas influenciam pro café acho que isso ficou bem bem bem claro mas em casa assim o método de preparo vai influenciar também exemplo seu
00:37:30
Matheus Lemos
Se eu fizer... Ele colocando a água assim, girando, girando a água, ou jogando a água direto, se eu usar uma prensa francesa, isso vai diferenciar também no café ou

Métodos de preparo e seu impacto no sabor do café

00:37:44
Matheus Lemos
não? Vai influenciar.
00:37:45
Ánete Viana
Vai, vai e vai influenciar. E tem tudo a ver também com essa questão da, assim, como é que eu posso dizer, do encontro da água com o café. Então assim, ele tem um tempo que hoje a gente fala ali que de três, três minutos e meio de infusão,
00:38:06
Ánete Viana
que é importante ter, para que você stratifique tudo de bom do café, mas se passar não stratifica muito. Então tem um tempo ideal ali, que é de 3 a 3 minutos e meio de infusão, para que ele stratifique o ideal do café, vamos dizer assim, o ponto ótimo. E esse ponto ótimo, na verdade, ele vai muito também ao encontro do seu paladar.
00:38:31
Ánete Viana
O que você quer do café? Você quer um café mais cítrico? Você quer um café mais adocicado? Você gosta do amargozinho do café? Tem gente que gosta de Gilode, Urubeba, tem gente que gosta... Tem gente que tem o paladar pro amargo, né? Não é um, né? Não é uma crítica. Tem gente que tem o paladar pro amargo, por exemplo, falando de bebida alcoólica, tem gente que gosta de Campari, que é uma bebida...
00:38:44
Matheus Lemos
Sim, senhor. Muito amarga. Sim.
00:38:53
Ánete Viana
muito amarga. Então, e o café também, o amargor do café também tem paladar para ele, né? Então, se você quer um pouquinho, até o café claro, o café torra média, você consegue extrair um pouco de amargo dele se você stratificar ele mais, se você deixar ele mais em infusão.
00:39:14
Ánete Viana
Então tem toda a diferença. Hoje nós temos métodos aí. Por exemplo, o coado normal, que é o Melita, que a gente chama aquele filtro de papel Melita, na verdade Melita é uma marca, mas foi a que criou o método.
00:39:20
Matheus Lemos
bom... sim... sim... sim... uhum...
00:39:28
Ánete Viana
Então, que é o mais tradicional. Você tem o Arius V60, que é uma técnica japonesa. É quase a mesma ideia do Melitta, mas ele tem uns aspirais que ele consegue circular mais o café e extrair mais do café e fazer mais contato da água com o café.
00:39:47
Ánete Viana
Você tem a prensa francesa que exige uma moagem um pouquinho mais grossa, mas é perfeito também porque ele faz a infusão do café perfeito e você deixa dois, dois minutos e meio naquela infusão, água a 90 graus, aquela história toda, né? E você serve na própria prensa.
00:40:03
Matheus Lemos
sim sim sim caramba
00:40:09
Ánete Viana
Eu encorajo as pessoas a testarem, a comprarem os métodos e se identificar com o melhor que elas gostam, não tem um padrão. Tem gente que gosta de prensa, tem gente que gosta da moca, aquela italiana, que você coloca o embaixo, no meio na verdade, a água embaixo, ela ferve, passa pelo e serve o café em cima.
00:40:30
Ánete Viana
É um método de infusão também. A água evapora, passa pelo café e vira líquido de novo em cima e você tem o café ali. Ela passa pelo porco. V60, pois é. Isso. Você ouviu falar na Clever? A Clever também é interessantíssima. A Clever tem o mesmo
00:40:40
Matheus Lemos
Sim, sim, sim. É, hoje eu... Eu gosto muito do... Não em casa, né? Mas... Quando você sai pra tomar um café, eu gosto muito do V60. Eu tento procurar tomar o V60. Eu gosto... Eu gosto bastante. Não. É, como é que é a Clever? Como é que é a Clever?
00:41:01
Ánete Viana
Hã? Então, a Clever, ela tem o mesmo formato de um filtro V60, que ela tem uma válvula embaixo. Então ela fica em infusão, quando chega no tempo que ela sugere ali, você coloca ela na xícara e ela desce o café. Na hora que você põe na xícara, ela tem uma válvula que prende. Então assim, ela é muito interessante também, é um método muito interessante. Clever, isso.
00:41:18
Matheus Lemos
Ah, legal. Ah, entendi. Bacana. Metal Clever. Vou começar a reparar nos cardápios para experimentar. Eu tomei uma vez, mas foi assim. Aquelas coisas que você faz uma vez na vida e outra vez na morte porque é muito caro. Eu experimentei uma vez o café de jacu.
00:41:29
Ánete Viana
Repara. Isso. Também tem o... Ele diferencia. Sim. Ah, não. É o café do jacu. É um processo muito caro, né? É. Assim.
00:41:48
Matheus Lemos
Rapaz, é muito caro. Você conhece como funciona desde o início? Conta para o pessoal como funciona. Sim.
00:41:58
Ánete Viana
Então, na verdade, ele é... Os pássaros, que o jacu é um pássaro, e ele come as sementes, eles são criados comendo essas sementes, e na hora que eles espelhem o grão, sim, eles pegam esse grão, limpam, fazem todo o processo,
00:42:25
Ánete Viana
e fazem o café. O que eles dizem? Que a fermentação dentro do pássaro é que o sabor diferenciado do café. Esse café é fermentado dentro do pássaro. Isso, quando eles defectam. Isso.
00:42:37
Matheus Lemos
Então, quando você diz... Então, quando você diz espelícola, eles der feca. Quando o pássaro der feca, der feca. E aí, ou seja, então, gente, quem toma café de jacu sabe o que você está comendo. Está tomando um café que veio da bolsa de um passarinho. Mas, assim... Foi bom. Eu experimentei que realmente é bom. Não sei se vale o que vale. Não sei. Assim, eu...
00:42:55
Ánete Viana
Isso. Isso é um processo, entendeu? Sim. É porque sim.
00:43:06
Matheus Lemos
Pra mim, não foi uma coisa que, ai meu Deus do céu, fez uma diferença, não. Beleza, legal, ok. Sim, uma experiência. Não, de jeito nenhum. Sim, sim, tudo.
00:43:14
Ánete Viana
Eu acho assim, as pessoas tem que viver experiências. É uma experiência, não é um café do dia a dia. Não é um café do dia a dia, não justifica, eu penso que não justifica, mas eu acho que tem que viver a experiência assim. Vai lá, toma um café, paga caro, a gente às vezes paga caro em algumas coisas para viver a experiência. Não é um café. Você não está tomando um café, você está vivendo uma experiência ali. Pela experiência vale, mas assim, como você falou, não é um...
00:43:41
Ánete Viana
Uma bebida, nossa... Nunca mais vou tomar um negócio desses. Igual a esse, comparado. Não, não é. É um café e tudo. Tem o seu sensorial, tem o seu valor ali. E é muito caro pelo processo, né? Imagina. Você... Tudo, é um processo muito caro. É caro por isso também, não é porque... Ah, o que ele tem demais? O que ele tem demais é o processo que é caro. É isso.
00:43:42
Matheus Lemos
Valeu. É, sim. Não. Sim. Não, você tem que cuidar dos passarinhos, fazer... Não, com...
00:44:09
Matheus Lemos
É isso. É isso, ponto. Entendi. E, Ana, o que você falou de Rondônia, da Bahia e do Espírito Santo.

Regiões emergentes e sabores internacionais do café brasileiro

00:44:19
Matheus Lemos
Não vou falar de Minas Gerais, porque todo mundo sabe que Minas Gerais, inclusive historicamente aí, Brasil-Império, enfim, né? Vamos voltar depois no fundamental médio para lembrar. Mas tem alguma região no Brasil que está emergente, assim, na produção do café?
00:44:36
Ánete Viana
Eu vou, antes de responder sua pergunta, eu vou fazer justiça com São Paulo.
00:44:41
Ánete Viana
porque São Paulo também é um produtor de café, e hoje nós temos quatro regiões que produzem café especiais, assim, cafés muito bons, não especiais, mas cafés muito bons, mesmo falando de commodities, tá? Três regiões estão em Minas, que é o Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Matas de Minas. Cerrado Mineiro é patrocínio, aquela região ali, do Triângulo.
00:44:41
Matheus Lemos
Perfeito. Certo. Tá. Perfeito. Certo.
00:45:04
Ánete Viana
Patos de Minas, Uberlândia, são bons produtores. São regiões com indicação geográfica. Indicação geográfica, quando você um café com essa indicação, é um café que realmente foi produzido e teve todo o controle naquela região. Mata de Minas é a nossa região aqui. Maioa Sul, Maioa Mirim, Alto Caparaó. Sul de Minas, Varginha, Três Pontas,
00:45:20
Matheus Lemos
Legal, bacana. Perfeito. Legal.
00:45:33
Ánete Viana
Três Corações, uma região muito boa. E a Alta Mojiana, que é São Paulo, que é o interior de São Paulo, de Franca para baixo ali, até Espírito Santo do Pinhal, que vai dividindo ali com o sul de Minas. Também é uma região muito boa e é uma região de indicação geográfica. Então, fazendo essa justiça a São Paulo, vamos responder sua pergunta. Chapada Diamantina, na Bahia, está entrando como indicação geográfica, está ganhando selo agora.
00:45:50
Matheus Lemos
É... Perfeito! Olha que bacana! Legal! Maravilha!
00:46:02
Ánete Viana
Então assim, é bom experimentar um café de também. A de Montanha tem um projeto para trazer cafés dessas regiões também. E a gente vai trazer com certeza, num futuro breve aí, um lote de café da Chapada Diamantina. Esperem que vocês vão ter para provar.
00:46:21
Matheus Lemos
Ah, com certeza. Quem gosta de café tem que experimentar sempre do melhor aí. E tem alguma... Beleza, no Brasil entendi. Você chegou a fazer alguns experimentos internacionais? Tem alguma tendência diferente ou não? Ou aqui no Brasil a gente tem tudo que a gente precisa para ter um café muito gostoso?
00:46:46
Ánete Viana
Tem. Porém, quando a gente, eu fiz curso de classificação e degustação de café, curso de torra, eu fiz um PrecGrader já, que é um curso que a empatrocine, a Savasse, que é a Savasse Agronegócios, ela tem um curso exclusivo dela, que é o Profissional Master Testing, que é o profissional que vai ali, que vai trabalhar o sensorial para esse café. E nesses cursos eles trazem vários cafés, né?
00:47:02
Matheus Lemos
Sim. É mesmo, cara. Ah, entendi.
00:47:16
Ánete Viana
E eu tomei um café da África do Sul, rapaz, é diferente. É uma pena que a gente não possa importar esses cafés cruz. Porque nós somos os maiores produtores e não faz sentido você importar café cruz, in natura. Mas é uma pena, porque tem muitos cafés bons fora também.
00:47:42
Matheus Lemos
Mas é uma regulamentação, é regulamentação do governo, é protecionismo do mercado. Não deixa. Entendi. Sim. Entendi. Entendi. Sim.
00:47:46
Ánete Viana
é do governo, do governo brasileiro, não deixo. Você consegue trazer para cursos, se você comprovar que você vai dar curso igual a SAVAAF, tudo ela consegue importar para isso. Mas para comércio e tudo, não pode. É regulamentado. Mas seria interessante assim. Igual eu falei, o Brasil não perde nada para ninguém, tanto em quantidade, é o maior produtor, a gente produz quase 70 milhões de sacas por ano.
00:48:11
Matheus Lemos
Sim. Sim. Fez. Muito. Muito em filme, né? Muito em filme de Hollywood, né? Muito filme de Hollywood, café colombiano, sim.
00:48:12
Ánete Viana
Então, assim, o segundo lugar é 27, que se eu não me engano é Vietnã, com 27 milhões. Então, assim, a gente está muito na frente do segundo colocado, vamos dizer assim, e de qualidade também a gente não perde. Os nossos cafés são os mais conceituados fora. A Colômbia tentou esse título, fez um marketing muito bom, né? Fez um marketing muito bom, todo mundo fala do café colombiano,
00:48:40
Ánete Viana
Sim, mas porque eles são bons de marketing. Mas o café nosso não perde. Entendeu? Para o café deles de jeito nenhum. A gente tem muito café bom, muito café pontuado, muito café que ganha prêmio internacional. Então assim, o nosso café não perde. Mas tem cafés muito bons fora. Pai, eu tomei um café. Agora eu não vou saber se é o da África do Sul. Eu não vou poder te dar essa certeza.
00:48:46
Matheus Lemos
Ah, muito mais. Ah, bom. Bacana. Ah, muito bom. Nossa. Caramba.
00:49:09
Ánete Viana
O café tinha gosto de pêssego. Natural. Que coisa interessante. E é uma coisa que... É uma explosão no paladar. Você vai tomar um café, você vai imaginar que vai sentir um frutado nesse nível. Entendeu? E é muito gostoso. Seria muito bom se a gente pudesse compartilhar essa experiência. Mas é interessante. É muito bom.
00:49:19
Matheus Lemos
Sim. O sabor de pêssego, né? Sim. Caramba. Que legal, cara. Que bacana. Olha, a gente nem chegando aqui no...
00:49:44
Matheus Lemos
No final do nosso podcast foi muito enriquecedor a nossa nossa nossa conversa. Eu vou deixar então um espaço para você. Vamos lá. Se você pudesse dar. Você falou né. Mas a gente tentar resumir e dar uma dica para quem.
00:49:47
Ánete Viana
Que legal!
00:50:03
Matheus Lemos
Quer começar a tomar um café melhor? O que que a pessoa pode... Ou aquela pessoa assim, cara, eu não consigo gostar de café de jeito nenhum. Que diga que você daria para quem quer... Não, eu quero entrar nesse mundo de café, eu quero experimentar, eu quero sentir esses sensoriais. O que que você falaria para essa pessoa?
00:50:25
Ánete Viana
Olha, comece com um café com uma torra próxima da que você conhece, mas para garantir que seja um café gourmet ou especial.
00:50:35
Matheus Lemos
perfeito sim
00:50:35
Ánete Viana
Freqüente cafeterias em que ofereçam um café e pelo método filtrado, porque o expresso é bom também, mas o café expresso é uma moagem muito fina, então as pessoas tomam café expresso com aquela ideia de que vai dar uma força depois do almoço para continuar a tarde, mas assim, vai numa cafeteria que ofereça café do método coado.
00:51:07
Ánete Viana
Peça cafés especiais, comece a abrir mesmo o paladar, a mente para outros sabores, para diferenciar um pouco, como é que eu posso dizer, é justamente abrir a cabeça para outros paladares. E comece a fazer em casa, comece a comprar um café à torra média,
00:51:27
Matheus Lemos
Perfeito. Legal. Ah, legal.
00:51:33
Ánete Viana
Tem vários vídeos na internet ensinando como é que faz a Clever, ensinando como é que faz na prensa. Comece a ver esses vídeos. A De Montanha tem até no Instagram dela a gente ensinando a fazer no V60, Renário.
00:51:48
Ánete Viana
Então, abra para novos

Dicas finais e contato com Montanha Cafés

00:51:53
Ánete Viana
paladares. Acho que o primeiro passo é abrir para novos paladares, frequentar cafeterias que ofereçam cafés coados, cafés de qualidade.
00:52:03
Matheus Lemos
Perfeito. Perfeito. Entendi.
00:52:04
Ánete Viana
Tente comprar no mercado outra. Quando olhar no mercado, procure validade, assim, fabricação de pouco prazo, de 10, 15 dias. O café gourmet que está na gôndola, três meses, você não vai sentir, porque ele perdeu muito da qualidade dele. Por mais que a embalagem seja uma embalagem boa, fechadinha e tudo, ele começa a perder. Então preferência para cafés com torras recentes,
00:52:32
Ánete Viana
A De Montanha sempre informa, a gente torra semanal, no máximo que a gente passa de uma semana pra outra, então assim, na De Montanha o máximo que você vai tomar é um café de 15, 20 dias ali de torra, até um mês valendo, entendeu? Por isso que a gente não sugere também que você compre café, faça estoque de café, a gente tem entrega semanal, então assim,
00:52:33
Matheus Lemos
Certo. Legal, legal. Perfeito. Sim, sim. Entendi.
00:52:57
Ánete Viana
sei lá, compra pra semana, pra 15 dias, no máximo um mês pro café seu, pra você ter um café sempre fresco na sua casa. E você vai começando a abrir. Gente, quem começou a tomar café à torna média, eu acho que você, Matheus, é uma prova disso, vi o seu testemunho, é difícil voltar porque você começa a sentir o gosto real do café. E é um caminho sem volta.
00:53:06
Matheus Lemos
Ótimo, perfeito. Sim, sim, com certeza, com certeza.
00:53:22
Matheus Lemos
Verdade. É verdade. É verdade. Sem fazer... Aliás, fazendo propaganda, pessoal. Café de montanha, torra médio, pacote dourado. É muito bom. E aproveitando essa deixa, como é que o pessoal te acha aí... Como é que o pessoal encontra de montanha? Como é que entra em contato para poder adquirir seus produtos? Perfeito. Pode. Fica à vontade. Fala das suas redes, fala no WhatsApp. E depois eu vou colocar na descrição. Pode deixar.
00:53:39
Ánete Viana
Olha, nós temos o WhatsApp, né? E posso falar o WhatsApp? É o WhatsApp. Beleza, então o nosso WhatsApp que é 61992152755 e o Instagram, arroba de montanhacafés. Se você não quer pedir pelo WhatsApp, no Instagram, deixa a mensagemzinha que a gente entra em contato, se quiser deixar o WhatsApp também, a gente manda o folder toda semana.
00:54:00
Matheus Lemos
Perfeito. Perfeito, maravilha, maravilha.
00:54:08
Ánete Viana
Deixa o seu contatozinho lá. Segue a gente na rede, arroba de Montagna Cafés. A pronúncia é de montanha, mas escreve de montagna, de montanha italiano. Então é de Montagna Cafés, arroba de Montagna Cafés. bom? Segue a gente e peça, experimente. Toda semana a gente tem entregas em todo o Distrito Federal.
00:54:35
Matheus Lemos
E vale a pena pessoal, realmente seu testemunho vale bem a pena. Bom pessoal, chegamos ao fim aqui de mais um episódio.
00:54:45
Matheus Lemos
É um monte, sei que você viajando aí, viajando a fazer seus negócios, arrumou um tempinho na agenda pra conversar com a gente. Muito obrigado, foi muito legal, né? Acredito que o pessoal aprendeu bastante aí. Talvez a gente pudesse falar mais uma hora, talvez a gente pode até marcar um dia a parte dois pra detalhar mais o processo, mas acredito que já, já, já, ainda deu pra esclarecer bastante coisa sobre o café. bom? Muito obrigado, viu, Monete?
00:55:03
Ánete Viana
Sim, pode ser.
00:55:09
Ánete Viana
Legal. Agradeço também, Matheus. Agradeço demais. Foi muito boa a oportunidade. É sempre bom falar sobre café. Sempre bom. Café é uma paixão. Sim, com certeza. Beleza.
00:55:17
Matheus Lemos
Ah, que bom, cara. E você conseguiu transformar a paixão como fonte de renda e isso é o sonho. Está me vendo o sonho de muita gente. Pessoal, então muito obrigado. Obrigado por quem acompanhou. Não deixe de seguir a gente no YouTube, no Instagram. Deixe o like e se inscreva para você receber as novidades dos próximos episódios. bom? Valeu, pessoal. Obrigado, Anet. Forte abraço. Até a próxima aí.
00:55:40
Ánete Viana
Abraço, boa noite. Até.