Transcript
mlemos: Saudações surfistas na internet, tudo bem com vocês? Vai começando agora mais um episódio do nosso podcast Mosaico de Ideias. Aqui toda a ideia é bem -vinda.
mlemos: No episódio de hoje, falaremos sobre algo que é mundialmente cultuado, produzido em diversos países e dos mais variados tipos. Falaremos sobre o vinho. E para tal, convidamos a especialista e empresária nesse ramo, Ludmila Andrade. Tudo bem Ludmila, seja muito bem -vinda.
Ludimila Andrade: Obrigada, bom dia, tudo bem. Eu amo falar desse assunto aí que é maravilhoso.
mlemos: Ah, que coisa boa! Com certeza temos muitas perguntas e curiosidades para tirarmos aqui. Mas eu gostaria de começar nossa conversa, Ludmila, para você compartilhar um pouquinho da sua história. Como começou a sua vida com o vinho? Foi uma paixão que virou trabalho? Foi uma oportunidade? Como é que iniciou essa sua vivência nessa área? Compartilha com a gente um pouquinho.
Ludimila Andrade: você acertou em cheio, que foi, na verdade, uma paixão. Eu sempre gostei muito de tomar vinhos. Aliás, gostava também bastante, ainda gosto, de whisky. Essa foi minha primeira paixão. E depois comecei a me interessar pelo mundo dos vinhos, pelas histórias, enfim. E aí, como sempre, eu sou matemática também, então eu sempre tava
Ludimila Andrade: pesquisando custo -benefício, preço bom para determinado vinho que conseguisse caber no meu bolso. E aí a gente foi agregando grupos de amigos e tudo que também para fazer as compras coletivas. Então a gente foi começando a fazer compras coletivas, eu sempre ficava encarregada de organizar, e aí chegou num ponto que o grupo foi ficando, crescendo, crescendo, ficando muito grande.
Ludimila Andrade: E eu também vi uma oportunidade. Eu já estava com um hall de amigos, que hoje são friéis, que consumiam vinho com uma determinada frequência. E bastante pessoas, então eu vi uma oportunidade. E hoje acho que é praticamente minha renda primária, vendo o vinho. E a matemática ficou para a segunda.
mlemos: Ah, legal. Como você viu, você transformou o que era prazeroso numa fonte de renda. Você está vivendo um sonho, né? Está vivendo um sonho.
Ludimila Andrade: É muito bom trabalhar, porque aí acontece naturalmente. Eu gosto muito de... A nossa trabalha é justamente isso, é de fazer a curadoria, é de indicar... Tanto que eu não tenho só uma importadora, a gente trabalha com várias importadoras, a gente faz a curadoria, a gente busca o que tem melhor oferta em cada site de bugas, o que tem de melhores ofertas.
Ludimila Andrade: Em cada importadora e traz, a gente compra também para a loja, para trazer até os clientes. Enfim, é esse o nosso trabalho aí, fazer essa seleção.
mlemos: Ah, bacana. E aí você falou aí do preço do vinho, que começou procurando com compras coletivas, o que cabe em um bolso. E uma pergunta, Ludmila, assim, o que hoje é o principal fator ou os principais fatores que difere, assim, do preço do vinho? Por que um vinho custa 5x e o outro vai custar meio x? O que difere nesse caso?
Ludimila Andrade: Acredito que o principal, Matheus, fator que mais interfere, é o tempo de produção, o tempo que ele leva para ser produzido até chegar na prateleira do supermercado. Então a gente tem aí, que às vezes a gente apelida de vinho de combate, que é o vinho de dia a dia, aquele vinho que ele passa por um processo de fermentação, né?
Ludimila Andrade: Claro, de uva boa, colhido em tempo bom, não significa que ele não tenha uma boa qualidade, mas ele passou por um processo de fermentação e, logo em seguida, ele já passou ali por um período só curto em barricas, só para estabilizar, ou até mesmo em tanques de inox, em outras formas que hoje a gente tem uma gama aí de possibilidades,
Ludimila Andrade: E rápido, em um mês, dois meses, ele já está no supermercado. Por isso que às vezes a pessoa olha, a safra é desse ano, a safra é ano passado. Então ele rapidamente está aí, tem um curto menor para a vinícola. Agora, o vinho que ele fica mais tempo, leva mais tempo para a produção.
Ludimila Andrade: que ele passa em 12, 24 meses no carvalho, em um ambiente controlado, para não haver contaminação. Então ele passa esse período, depois ele estabiliza ainda algum tempo, vários vinhos estabilizam ainda em garrafas, então vocês têm que manter as garrafas guardadas. Todo esse risco de quatro, de cinco anos de produção, às vezes, até o vinho ser
Ludimila Andrade: chegar ao supermercado, esse custo é assumido pela vinícola, de temperatura, de controle do ambiente, de controle de pragas, de esperar o tempo correto para colher. Então, isso tudo tem um custo muito alto, porque é diferente você manter um vinho dois meses e você manter ele dois, cinco anos dentro dessa vinícola. Então, isso é o fator principal que diferencia aí nos preços, de maneira geral.
mlemos: Entendi. Imagem perfeita.
Ludimila Andrade: E tem outras coisas que interferem também, que é a região, né? Regiões da França que são mais nobres, né? Que já são consagradas, né? Que tem Argentina, Convales do Ucu, Bordeaux. Então tem os lugares, Bordeaux na França, então tem os lugares também que o preço da terra é muito alto. A uva,
Ludimila Andrade: Você só vai colher uva boa, você vai plantar agora, mas você vai colher uva boa daqui 15, 20, 50 anos. Então o preço da terra e da vinha é alto. Então isso também interfere muito na precificação, mas o principal acho que é o processo de produção. Depois vem a terra e a marca, o nome também.
mlemos: Entendi. Entendi. Ah, era isso que eu ia te perguntar. Era isso que eu ia te perguntar. Já uma vinícula famosa, como você vê, já tem um curso ali, né, atribuído a ela.
Ludimila Andrade: Já, até porque uma vinícola mesmo que já tem anos, várias famílias produzindo, geralmente eles não vão produzir um vinho de baixa qualidade, porque eles não vão atrelar o nome a um vinho com menos qualidade. Então eles já produzem o vinho de entrada dessas vinícolas, já costuma ser um vinho
Ludimila Andrade: que leva dois, três anos para ser produzido. Então, já vem com um certo valor e também tem a grife. O vinho, assim como qualquer outra coisa do mercado, é assim um objeto de luxo. Então, tem os champanhos mais caros, tem também que já sai com esse nome, tem as vinícolas também. Então, eles levaram anos aí para construir a marca, então eles...
mlemos: Entendi Claro Sim
Ludimila Andrade: apelo no preço. A partir de um certo valor marca, o curso já foi pago. Nossa, que pergunta curiosa.
mlemos: Ah, com certeza, com certeza. Tá certo. E assim, falando em marca e preço, o que hoje é mais fácil, então? Achar um vinho caro ruim ou um vinho barato que é bom? Não é?
Ludimila Andrade: Eu acho que tem vinhos baratos, porque o barato também depende muito do poder aquisitivo, do poder econômico da pessoa. O meu barato, o barato de alguém é de varia. Mas tem muitos vinhos baratos, tem muitos vinhos a partir de 50 reais, com boa qualidade. Então você consegue encontrar assim.
mlemos: Claro, claro.
Ludimila Andrade: E o vinho caro, ruim, eu acho que é mais difícil. Porque o ruim, talvez o mais caro, você vai encontrar algo que não te agradou, que as características dele não te agradaram. Por exemplo, tem gente que gosta de vinho com barro.
mlemos: é mais difícil, né?
Ludimila Andrade: bastante toque de madeira, que aporta muita aroma e tal. E tem outras pessoas, por exemplo, que já não gostam, que gostam de sentir mesmo a expressão da terra, que não gostam, que tira as características que a madeira vai, se não for equilibrada, ela vai esconder um pouquinho das características naturais. Tem gente que gosta, inclusive é uma vertente nova, pegada de orgânicos, de biodinâmicos,
Ludimila Andrade: mínima intervenção no vinho, para a pessoa sentir realmente o que é o vinho daquela região. Então, tem essas variações. Eu acho que o caro ruim é mais difícil de achar. Você pode achar algum que não te agrade, mas ele vai estar bem feito, provavelmente.
mlemos: Entendi. Te agradeço. Ah, não, entendi. Eu imaginei que a resposta fosse essa mesmo. Mas assim, você falou aí da questão da maneira, de orgânico. Leva tempo para você começar a sentir o que eles chamam de...
mlemos: Eu esqueci, me fugiu agora o T, é tanino, né? São taninos que a gente fala, notas. Isso leva um tempo, para você hoje acredito que você já consegue diferenciar. Mas isso leva um tempo para você apurar o seu paladar. E aí já emendando a outra pergunta. Faz diferença a refeição que você está tomando, a harmonização? Isso de fato faz diferença?
Ludimila Andrade: Faz, faz sim, faz muita diferença.
Ludimila Andrade: Eu acho que vai até uma dica para quem está começando ou quem quer aprender mais um pouquinho. O taninho é algo presente tanto na madeira quanto na casca da uva. Comparado assim, por exemplo, uma fruta que tem taninho, o caju, ou a banana verde, que você chupa e sente
mlemos: Muito bem.
Ludimila Andrade: pegando, secando um pouquinho a sua boca. Então, aquilo que dá essa secura, essa sensação de secar a boca é o taninho. Então, a gente encontra ele na casca da uva, na baga da uva, e você consegue ir identificando, mas por que às vezes é difícil aprender, entre aspas? Porque quando você consome só na sua casa, você costuma
Ludimila Andrade: Abrir uma garrafa, degustar ela por completo, você toma e pronto. E depois você vai abrir outra daqui dois dias ou no próximo final de semana. E às vezes você não tem a memória. Você não consegue carregar essa memória para a próxima semana para você conseguir comparar. Então uma dica é participe de degustações.
Ludimila Andrade: Ou tente convidar amigos, beber em grupos, de maneira que você consiga abrir mais de uma garrafa no dia. Porque aí você consegue, ah, você às vezes não vai saber dizer o que é, mas você vai saber, perceber assim, ah, gostei mais desse aqui. Parece um pouco mais docinho. Talvez não é o doce. Talvez é só porque ele é mais macio no paladar.
mlemos: Certo.
Ludimila Andrade: Mas a pessoa, às vezes, confunde, né, que está começando a falar, isso aqui é um pouco mais doce, eu gostei mais, mas não é, só está mais fácil. Então, você consegue ir aprendendo por meio das degustações. E Brasília, por exemplo, estou citando aqui Brasília, mas São Paulo, as outras capitais, a gente também é muito bem servido de degustações. Tem muitas degustações, tem muitas lojas, não sei se posso falar aqui,
mlemos: Pode, pode. Pode, a gente não tá recebendo nada, viu, pessoal? Tá recebendo nada, mas vamos lá. Pode sim. Muito interessante.
Ludimila Andrade: Então tem a... Então tem a Degalmeida, que faz bastante degustações todo sábado. Tem o restaurante Rubaiá, que faz bastante degustações. São degustações gratuitas e que você tem a chance de participar, provar vinhos diferentes e aprender sobre isso.
Ludimila Andrade: E me desculpa, Matheus, a segunda pergunta agora que veio junto com essa, eu me perdi aqui, falo demais. Já respondi, né? Ah, isso. É.
mlemos: Foi sobre... Não, não, mas eu acho que você já respondeu as duas, né? Já respondeu as duas, né? Era com relação a... Você levava tempo, né? O que que era, assim, pra aprender? Ou você, de resumo, você falou pra gente? Beba mais, pessoal. Beba mais vinho pra você ir poder pegar.
Ludimila Andrade: Devam mais. A Luvinho também faz bastante degustação, inclusive o Bahia é um parceiro nosso, a gente já fez algumas lá, e sempre tem. Brasília é bem servido, tá? De várias lojas que oferecem também degustações gratuitas, eventos, agora mesmo vai ter uma feira de vinhos nacionais vindo no Brasil, que vai ser fantástico. Então é uma oportunidade.
mlemos: Ah, que bacana. Ah, muito bom, muito bom. E, bom, você falou no início que você tinha uma paixão também por whisky, né? É assim...
Ludimila Andrade: E aí.
mlemos: Existe também esse mercado, essa paixão do vinho, porque o vinho é muito...
mlemos: Como é que eu posso te explicar? É muito comum, né? E ter esses estudos, taninos, sabores, tipos de uvas, se é uva X, região A, região B. Existe isso, só fugindo um pouquinho talvez aqui do tema do podcast. Mas existe essa analogia com o whisky também, do tipo do whisky. Ou você deixou isso um pouquinho de lado e focou mais no vinho.
Ludimila Andrade: Eu foquei mais no vinho, mas existe sim. Então, a gente tem muitas destilarias. No whisky, a quantidade de aroma é uma gama muito maior, porque às vezes no whisky está lá 18 anos, mas significa que
Ludimila Andrade: que essa é a menor idade do mais jovem que está lá em 18 anos, mas tem outros com passagens com muito mais tempo. Então, cada esse período que fica vai aportar uma riqueza, uma gama muito maior de aromas, enfim. E vai muito bem aí com o charuto. Então, eu acho que só é menos popular dizer que o vinho, graças a Deus, vem ganhando o gosto de muita gente.
mlemos: Sim. Sim.
Ludimila Andrade: vem se tornando popular, ele deixou de ser um pouquinho atrelado ao luxo, hoje a gente consegue bons vinhos, as pessoas estão reconhecendo a produção, a produção nacional inclusive. Então ele vem se popularizando, Brasília mesmo já está produzindo ótimos vinhos e
Ludimila Andrade: E o whisky ainda é mais restrito, principalmente ao público masculino. Mas temos aí. Brasília também tem o grupo das mulheres, das charuteiras, tem o grupo das mulheres que tomam whisky. Nem crescendo também. Mas não tanto quanto o consumo do vinho.
mlemos: Sim! Olha aí!
mlemos: quanto ao vinho. Ah, entendi. Você falou com relação à restrição do público masculino, que é grande maioria no whisky, mas você acha também que é uma questão de custo? O whisky ainda é uma bebida mais cara que o vinho ou não tem nada a ver? É o sabor mesmo, né? Acho que é o sabor mesmo que ele...
Ludimila Andrade: Não, até eu não acho que seja mais cara não, não avalio com a mais cara não. Agora essa questão do custo ainda interfere sim, porque as mulheres infelizmente a gente ainda não atingiu o mesmo poder econômico ainda dos homens.
Ludimila Andrade: de maneira geral. Se você for analisar estatisticamente a renda da mulher, ainda ela é menor do que a do homem, se comparado à classe socialidade, se você considerar as características. E a mulher também tem outras demandas que ela gosta mais de investir em outros ramos.
mlemos: sim sim
Ludimila Andrade: Que nossa, deixa eu ouvir. E que tal o cara também, né? Isso.
mlemos: Você falou da região de Brasília que tem uma produção.
mlemos: A gente sabe que o Brasil é hoje a grande expoente nacional, mas você pode me conhecer se eu estiver errado. Pelo menos para quem está de fora quer ler no assunto, a gente sabe que é a região sul do país. Mas existem outras regiões, além de Brasília, para você destacar aqui no Brasil, que está crescendo a produção do vinho.
Ludimila Andrade: Sim, sim. Então a gente tem Brasília, a gente tem Pernambuco, a gente tem várias Santa Catarina. Então deixou de ser uma exclusividade, a gente tem Goiás também. Então a gente tem outras regiões também que estão despontando. E aí não posso deixar de citar Brasília
mlemos: Olha que legal!
Ludimila Andrade: recentemente foi premiada no concurso junto, competiu junto com os vinhos de Bento Gonçalves, da região da Campanha, de toda a região do Sul, e ficou super bem posicionado, foi premiado como um dos melhores dos vinhos nacionais, então ficou entre os 15 melhores vinhos nacionais. O vinho aqui de Brasília, da Vinícola Brasília, que é o Monumental,
mlemos: Olha só! Que legal! Gravação!
Ludimila Andrade: Em homenagem ao eixo monumental. Então, Brasília está aí na ponta também.
mlemos: Pô, muito bacana, bacana demais. Eu só ia perguntar assim, e qual que é a uva aqui produzida? Pro nosso clima aqui que é bem seco, um cerrado. Até uma surpresa a gente estar sabendo dessa produção. Qual que é a uva que melhor cresce aqui? Um cerrado.
Ludimila Andrade: Aqui se adaptou muito bem a uva cirrá. A cirrá se adaptou muito bem ao região. Então é uma uva com a casca um pouquinho mais grossa, é uma uva que concentra bastante, é uma uva potente, concentra bastante aroma mesmo, dá vinhos bem encorpados, você sente assim a geleia na boca, dá um vinho forte.
Ludimila Andrade: Mas a gente produz aqui em Brasília cabernet, pinot noir, tem espumantes agora também, uvas italianas, tem barbera, tem várias uvas.
mlemos: Ao.
mlemos: Você falou que a gente pode até pegar um gancho para falar das uvas. Existem uvas que são exclusivas de regiões do mundo? Essa uva que só produz nessa região ou não?
Ludimila Andrade: Eu acho que hoje em dia, exclusividade, você não tem só essa região. É que geralmente tem as que se adaptam melhor a uma determinada região. Algumas que exigem um clima frio, bastante frio. Na Alemanha, a gente tem o Gewoztraminer, a gente tem Riesling,
Ludimila Andrade: que eles vão carregar essas características se produzidas lá. Então, quando você toma o Riesling, que é alemão, quando você toma o Gewürztramini, que é alemão, você vai sentir uma diferença. Talvez produzido em outro local, você não vai conseguir identificar até a uva. Ela vai perder um pouco da característica original dela.
mlemos: Uhum. C.
Ludimila Andrade: Mas você não tem exclusiva, acho que não. Tem algumas uvas que são autóctomas, que a gente fala, que é a uva que é típica dessa região mesmo. Mas a maioria já foram levadas mudas e plantadas em outros locais. Uma exemplo é a Malbec. Malbec é popular, ela é uma uva francesa. Ela é autóctoma. Na verdade, ela é uma uva francesa, só que
Ludimila Andrade: ela acabou se popularizando mais quando produzida na Argentina. E hoje em dia a gente tem até o nome Malbec, que ia mal na boca. Bec da boca e mal, que ele ia malo na boca. Não era agradável na boca, era muito tânico. E já na Argentina, o Malbec carrega uma característica de mais palapável. Ele não é tão tânico e tornou mais saboroso, por isso
mlemos: na Argentina, né? Olha só! Sei.
Ludimila Andrade: se tornou o Maube que a Argentina acabou sendo mais famoso que o Francês.
mlemos: Olha só, isso eu não sabia, não. Pra mim eu ia morrer achando que Malbec é da Argentina, porque, particularmente falando, é a minha uva preferida. São os meus vinhos preferidos, né? Tinha que vir alguma coisa boa lá da Argentina, né? Pelo menos o vinho, então... Mas eu não sabia, não. Engraçado, que bacana. E tem assim, das outras, dessas uvas mais famosas. A gente tem a Malbec, a gente citou aqui a Sihá, tem... Quais outras? Cabernet. Cabernet também é francesa ou não?
Ludimila Andrade: Cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet, cabernet,
mlemos: Caminha francesa também. Aí tem a Fran, que tem a Savignon. Qual seria a diferença entre as duas? Tranquilo.
Ludimila Andrade: Depois da maternidade, a minha memória não é igual. Mas eu prometo colocar nos comentários aí, ou então eu já te passo para você já colocar para a gente. Tem para mim muito bem na... na Espanha, né?
mlemos: Ah, tranquilo, tranquilo. Sem problemas. Aí tem pranilho, né? Tem pranilho também. Sim.
Ludimila Andrade: Cada uva geralmente tem as suas regiões mais falosas. Tem a Taná, Uruguai. Isso é até uma dica para o consumidor na hora de comprar. Não se restringe, pelo amor de Deus. Mas, claro, entre levar de uma região desconhecida, se você vai comprar um nacional, aqui o Fihá, a Merlot, aqui de Brasília, é Fihá.
Ludimila Andrade: No sul, a merlot é uma uva que produz, que a gente consegue comprar vinhos com muita qualidade, então não vale a pena desgustar a merlot nacional. E se você está procurando um Uruguai, procura um da campanha gaúcha, que é ali na de Outaná, se você procura um da campanha gaúcha, você procura um do Uruguai, enfim.
mlemos: Ah, bacana. Até aproveito para perguntar assim, qual seria a sua dica? Você falou até de quem está começando agora, mas qual seria a dica para quem está começando a apreciar? Começar por aí, pegar as regiões mais famosas e até você identificar o sabor que mais te agrada. O que você poderia mais falar sobre isso?
Ludimila Andrade: Isso! Eu acho que para quem vai começar e quer fazer a compra, você vai pelo clássico. Vinhos brancos, você tem que procurar regiões que tenham boa altitude. Aqui no Brasil você vai escolher Santa Catarina, que tem geralmente ótimos vinhos brancos, porque a gente consegue essa altitude.
Ludimila Andrade: você vai escolher, se for regiões de fora, você vai escolher o Chile cordilheira, o Vale do Uco na Argentina, que é uma região pré -cordilheira, você vai escolher na França, regiões que têm mais frias, então, a Alemanha, Áustria, você vai escolher essas.
Ludimila Andrade: se você quer comprar um branco. Então, provavelmente, vindo dessas regiões, você consegue, às vezes, com o menor custo, comprar um vinho de qualidade. Se você já quer um Taná, você procura pelo Uruguai ou região do Brasil que faz fronteira com o Uruguai. Se você quer comprar um Malbec, você vai de Argentina. Se você vai comprar um Tempranilho, você procura na Espanha.
Ludimila Andrade: Se vai encontrar a Pinot, Pinot é uma uva francesa, tem as regiões. Você pode procurar o Bordeaux, a Borgonha, aliás, Borgonha. Se você quer uma Merlot, você vai para Bordeaux. Vai pelos clássicos. E lembrei aqui,
mlemos: Que aí não tem erro, né? Ah, entendi. Entendi, perfeito, maravilha.
Ludimila Andrade: Peguei uma colinha aqui, na verdade, e aí me lembrei. A Cabernet é uma mistura, a Cabernet Sauvignon, a da Franck com a Sauvignon Blanc. Ela é originária da França, então as mudas. Ela é uma combinação. É isso.
mlemos: A combinação de uvas, né? É porque tem até vinhos que combinam mais de uma uva, né? Aí eles chamam de blend, né? Eles fazem essa mistura. Não, entendi, entendi. Ah, entendi, entendi. Não, entendi, entendi, entendi.
Ludimila Andrade: Isso, mas essa foi enchida. A cabernet franque com a salvião branca. Para formar a cabernet salvião foi uma combinação das mudas de genética, vamos dizer assim. E agora os blend já é a combinação que eu faço, a mistura depois do vinho, geralmente já vinificado. Então eu colo a uva,
mlemos: Sete.
Ludimila Andrade: e depois faço, vinifico, transformo em vinho, passo pela fermentação alcoólica, transformo isso em vinho, e depois eu faço a mistura, o blend. Geralmente é feito para, não só para, é para tornar mais harmônico, às vezes. Geralmente o enólogo
Ludimila Andrade: O enólogo é melhor do que o sommelier. Eu sou sommelier e o enólogo é melhor para responder isso. Mas geralmente é porque você vai tornar o vinho mais equilibrado. Então tem algumas uvas, por exemplo, que elas têm o taninho mais agressivo. Então você combina com uma outra para dar um pouquinho mais de suavidade, para tornar um pouquinho mais palatável.
mlemos: Isso aí. Isso aí.
Ludimila Andrade: Às vezes você não tem aquele tempo... Esse é um vinho que você quer vender a um custo mais baixo, mais honesto. Então, você não tem aquele tempo todo para esperar, para ser produzido, para amarciar. Então, uma forma de fazê -lo também é colocando o blend. E eu, de maneira geral, gosto muito. Geralmente torna o vinho bem agradável, para você consumir,
mlemos: Uhum. Mas como o vinho de... É isso que eu ia perguntar, mas como vinho de combate ou não? Até um vinho um pouco mais elaborado dá pra... ou não, né? Entendi.
Ludimila Andrade: Excelente. Não, todos os vinhos, de maneira geral. Vinhos muito bem elaborados. Inclusive, a gente tem o corte bordalês, que é famosíssimo. Que combina as três uvas, melô e a cabernet, que é delícia. Que é famosíssimo.
mlemos: E isso não significa, como você falou aí, baixa qualidade. Ser um blend não significa ser baixa qualidade.
Ludimila Andrade: Não. De jeito nenhum. De jeito nenhum. Pelo contrário, a gente tem aí os vinhos famosíssimos, né, consagrados, vários chatôs, enfim, que são misturas tão blentes, né.
mlemos: Você falou que um enólogo seria melhor para explicar. Qual seria a principal diferença entre um sommelier e um enólogo?
Ludimila Andrade: Um é antes do vinho e outro é depois do vinho. Vamos ver. Um é antes do vinho ficar pronto e o outro é depois que o vinho ficar pronto. Então, o enólogo ele produz, né? Ele produz, então ele decide de que maneira vai ser plantada, ele decide se vai ser uma espaldeira, qual vai ser o posicionamento das uvas no vinhedo, qual a distância, quando vai ser colhido.
Ludimila Andrade: qual vai ser a forma que vai ser vinificado, se vai usar barrica de cavalo, se vai usar tante de concreto, enfim, quem vai definir, se vai usar inox, e ele vai produzir o vinho, se vai fazer blend, se não vai, então ele vai produzir o vinho. E o familier, ele vai cuidar do serviço do vinho, então ele vai entender o que foi produzido e servir, então ele vai cuidar ali da
Ludimila Andrade: Ele vai estudar a região, ele vai estudar essas informações acerca do vinho, mas ele não interfere na maneira como foi produzido, não. Então é a parte de serviço do vinho mesmo, de decidir, de compreender um pouquinho da geografia, das características de cada região, de aromas, de... Lógico que o Enol também entende um pouco tudo disso também,
mlemos: Entendi. Entendi.
Ludimila Andrade: Mas essa parte de serviço já é com o sommelier, o enólogo também não serve o vinho, o sommelier vai cuidar de servir o vinho, de abrir a garrafa, de posicionar pastas, de harmonização, que até lembrei que a gente tinha perguntado, que é um diferencial muito grande, a harmonização. Então, para quem é leigo, é como se você toma Coca -Cola com uma pipoca e toma Coca -Cola comendo um chocolate.
Ludimila Andrade: o sabor vai mudar completamente. Então é a mesma coisa para o vinho. Quando você harmoniza, você ganha muito um sabor. Então às vezes... Pessoal, eu tomei um vinho lá na vinícola quando eu viajei e eu trouxe para casa. Aí eu fui abrir aqui em casa e já não gostei. Ah, calma. Talvez, né? Lógico que tem questão de transporte e tudo,
mlemos: Verdade.
Ludimila Andrade: o mais provável é porque lá você tomou na região, então eles devem ter servido, a fomedia deve ter servido, deve ter indicado um prato que harmonize, enfim, deve ter feito uma combinação, além de quando a gente está em viagem, quase tudo é bom. Então, além desse glamour, aí você chega em casa, tem que proporcionar um ambiente
mlemos: Ah, é verdade, é verdade. Não, viaja... Ah, entendi, não, verdade, entendi. Então já deve ter assim... Tudo bem, eu sei que deve ter milhares de combinações, de harmonização de vinhos, mas assim, qual que é o básico? Vinho branco, frutos do mar?
Ludimila Andrade: parecido com aquele, para conseguir competir.
mlemos: Vinho tinto, carne vermelha, ou dá pra ter um vinho tinto que você coma com um bom peixe. Certo.
Ludimila Andrade: Dá também, dá também, mas assim, vá sempre pela região. Então hoje você vai tomar um vinho da Espanha. O que costuma? Vai dar um Google lá, né? E olha assim, se você não quer já olhar, porque se você dá um Google também você acha tudo, já acha até a própria harmonização.
mlemos: Sim, sim.
Ludimila Andrade: Mas se você quiser fazer por si, ou para pesquisar, para aprender, você... Ah, nessa região se consome o que se costuma consumir. Então, provavelmente, essa harmonização por aproximação vai ficar muito boa. Porque você está combinando o que é consumido naquela região com o vinho daquela região.
Ludimila Andrade: Possivelmente ele foi elaborado para harmonizar com as comidas daquela região. Eles têm um paladar a fim com a região. Então, é isso. E você está indo muito bem. É isso mesmo. Se você vai em pratos mais leves, procura um vinho mais leve. Então, se você quer... Tem uvas mais leves. O Pinot Noir é uma uva muito elegante.
mlemos: Isso aí.
Ludimila Andrade: Tida como a uva mais elegante que a gente tem. Ela é uma uva delicada, uma uva leve, então você procura essa leveza que você quer tomar com um tinto. Você procura harmonizar com coisas mais leves, para não perder o seu peixe, para não perder o sabor, enfim. Mas pode usar o branco,
Ludimila Andrade: Ficou na dúvida, de maneira geral, o espumante e o vinho rosé, eles são sempre coringas, vamos dizer, nas harmonizações. Sempre vão bem com quase tudo. Então, pede um rosé que vai fazer bonito. E o tinto também. O tinto você, com as carnes com sabores mais fortes. Porque o pessoal fala, vou pegar um tinto
mlemos: Entendi. Entendi. Tá na dúvida, pega um rosê, pega um espumantezinho aqui, não vai ter erro, né? Ah, legal.
Ludimila Andrade: encostada que é, você vai comer uma feijoada, você pode usar um tamar, que também é um vinho potente, é um vinho que, como a feijoada é mais gorda, ele vai dar uma limpada no paladar. Mas, como eu aprendi com o professor meu, nem tudo a melhor harmonização é o vinho. Você pode comer a feijoada com o vinho, mas aqui no Brasil, por isso que eu falo da região,
mlemos: É. Sim, sim. Exatamente. Sim.
Ludimila Andrade: o pessoal consome a feijoada com a caipirinha. Então, por quê? Porque possivelmente a melhor harmonização vai ser com a caipirinha mesmo. Mas quer tomar com vinho? Dá para tomar com paná, dá para tomar com espumante, que vai ficar bom. Isso, aí o vinho já vai ajudar.
mlemos: Olha só, é dica, gente, isso aqui é ouro, viu? Porque a gente combina também a feijoada, uma cervejinha, só que você já fica tudo empapussado, né? Não dá, né? Porque cerveja já dá. Mas gostei da dica aí. Já é mais leve, muito bom, muito legal. Ludmila, outra coisa aqui que a gente também não pode deixar de tocar nessa nossa conversa, que está muito interessante, é o seguinte, a gente está falando das uvas,
Ludimila Andrade: nesse sentido.
mlemos: Mas existe também, e aí eu acho, pelo menos eu acho que não depende do tipo da uva. Se um vinho é seco, se ele é meio seco, se ele é suave. O que vai interferir nesse processo? É a quantidade ali de...
mlemos: Pode ser meio óbvio. A quantidade de açúcar vai ser meio seco. Isso varia de região para região. O Brasil considera meio seco x quantidade. A França considera seco até x quantidade. Isso faz diferença.
Ludimila Andrade: Sim, varia assim, tá? Então a gente tem as gramaturas de classificação. Por exemplo, em Portugal,
Ludimila Andrade: Mas até uma certa quantidade de açúcar ainda é considerado, no Portugal, na Itália, ainda é considerado seco. E aqui no Brasil já é considerado meio seco para essa quantidade, para tinta. Então, a gente tem uma escala mesmo. O que vai definir, se o vinho vai ser classificado como seco, meio seco, enfim.
mlemos: Hmm...
Ludimila Andrade: é a quantidade de açúcar residual. Da mesma maneira os espumantes também vão ser classificados, né? Só que a gente fala brute, demisseque, meio seco, o brute, o extrabrute, enfim. Também é que tem a quantidade, a tabelinha certinho com a gramatura de açúcar que é considerada para classificação.
Ludimila Andrade: E aí, claro, tem as uvas que, por exemplo, quando eu vou produzir já um vinho de sobremesa. Então, esse vinho geralmente ele vai tratar por uma secagem. Vou deixar a uva amadurecer bastante. Então, esse vinho já vai vir com mais no sor mesmo, porque foi proposital. Então, deixei a uva amadurecer bastante, deixei secar. A gente quando...
mlemos: Isso aí.
Ludimila Andrade: Por exemplo, quando você também tem o amarone, a gente já deixa a uva passar por esse processo. A Califórnia é uma região de muito calor, por exemplo, um clima muito quente, então a uva amadurece mais lá e naturalmente já tem mais açúcar.
Ludimila Andrade: Então, ou você tira um pouco, ou possivelmente vai ser classificado quando você compra um cabernet californiano ou um pinot californiano. Ele é muito bom, muito agradável, não cai nada em qualidade com relação a isso, mas geralmente está classificado aqui no Brasil como meio seco. Enquanto em outros lugares seria classificado como seco. A maioria dos vinhos portugueses,
mlemos: Obrigada. Obrigada.
Ludimila Andrade: 100 reais, tudo que a gente consome, eles são meio secos, mas a gente trata como secos, porque não tem um açúcar que vai incomodar o paladar, que vai causar nenhum desconforto, é só pela tabela limpa.
mlemos: Meio seco. Sim. Pela tabela mesmo. Entendi. Você tem uma preferência de seco, meio seco, suave?
Ludimila Andrade: Eu não sou muito preconceituosa, mas aqui no Brasil, geralmente eu tomo os meios secos, mas português, italiano, aí dá uma linda no rótulo e vê o que é que você já consegue identificar. Se veio dessa região e está classificado como meio seco, pode ser que ele não seja esse dulçoso, mesmo não sendo a quantidade lá,
mlemos: Ah.
Ludimila Andrade: Você consegue imaginar para esse ponto que não é o suave. Agora, o suave, aqui no Brasil, classificado como suave, a maioria das vezes ele não é vinho. Ele não é feito, a gente tem as uvas. A gente tem as uvas viníferas, que são uvas próprias para a produção de vinho. E a gente tem a uva, que é chamada de uva americana,
Ludimila Andrade: Então, niágara, essas outras uvas, que geralmente se faz suco delas, que elas não são elaboradas para a produção de vinho. Então, mas aí são essas uvas que dão origem, às vezes essas uvas americanas, que dão origem ao vinho suave. Aqui no Brasil recebe essa classificação de vinho suave, mas em outros países que não é produzido com uva
mlemos: Mais uma vez.
Ludimila Andrade: vítios viníferos, eles não consideram como vinho, não. É uma bebida a base de uva, uma bebida alcoólica a base de uva, mas não é considerada vinho. Então, um vinho suave não é bem vinho.
mlemos: É quase um frisante, essa categorização de frisante, ele é um vinho suave ou ele é frisante? Existe uma categoria chamada frisante.
Ludimila Andrade: O frisante é o gás, o que muda a diferença é o gás, é porque o gás foi colocado ali, ele não foi adquirido com a fermentação, ele foi um gás colocado, ele não foi um gás adquirido com a fermentação das upas. Então essa é a diferença do frisante para o espumante.
mlemos: Ah, entendi. Ah, entendi. Entendi, perfeito. E assim, você falou dos rótulos, né, pra pessoa conferir o rótulo. Tem alguns segredinhos ali que as pessoas têm que saber, algumas curiosidades, assim, tem algumas siglas aí que aparecem no vinho, em alguns rótulos de vinhos, né.
Ludimila Andrade: O primeiro misto, que é muito engraçado, é o reservado. Essa classificação reservado, esqueça. Isso não é classificação, é um marketing.
mlemos: Ah, esquece. Entendi. Entendi.
Ludimila Andrade: Às vezes a vinícola usa, mas significa que é o vinho mais básico que tem nessa vinícola. Então, o reservado não é uma classificação. Aqui, as classificações começam mesmo a partir do vinho reserva. Então, tem o vinho reserva, um fio de grã reserva. Isso também varia, às vezes, por região. Mas, de maneira geral, eles passam mais tempo em barriga.
Ludimila Andrade: além das exigências com relação a algumas regras que eles têm que obedecer para levar ao título, na produção e na maneira de vinificar. Isso agrega qualidade. Então, você viu que a reserva é um pouco melhor, se quer reservada é um pouco melhor. Não que esse nome vá importar tanto. Tem produtor que prefere não colocar, não classifica, e tem outros que preferem colocar.
Ludimila Andrade: Mas se você viu lá, já tem chance. A dica é esqueça o reservado. Reservado pode tomar, mas saiba que é o vinho de entrada, não é uma classificação de qualidade, porque reservado não significa que teve que cumprir a critério de produção. E aí tem para a Europa, para Portugal,
mlemos: Ah!
Ludimila Andrade: a Espanha, que é a DOC, você vai ver DOC, que é a denominação de origem controlada garantida. Então aí sim já, é bem mais criterioso, são bem mais rigorosos. Então tem, além de ser da região, tem que obedecer aos critérios de produção. Você só pode colher, por exemplo, tantos porcentos de cada
mlemos: Sua.
Ludimila Andrade: pés de uva, você só pode colher uma parte dessas uvas, que vai ser a melhor aproveitada, o rendimento, então tudo isso é controlado mesmo, por isso esse selo de denominação de origem, controlado, garantido, para a França, AOC, que é a mesma coisa, equivalente, então isso realmente agrega sim, e se você
Ludimila Andrade: tem essa garantia, a chance de ser um vinho com maior qualidade, ela existe sim. Não que os outros não sejam, mas se você tem esse selo, já significa que sim, que é um vinho que passou por um grupo ali, avaliando as condições e tem mais qualidade. Também,
mlemos: E no Brasil a gente tem alguma coisa parecida? Esse selo? O que a gente pode procurar nos rótulos de vinhos nacionais?
Ludimila Andrade: A gente tem aqui... O vinho nacional, uma pergunta. Eu gosto tanto de tomar vinho, que é uma dívida que eu falo, é perco medo. Prova! Perco medo na hora de comprar. Então, experimente.
mlemos: Percumei. Prova, né? Sim.
Ludimila Andrade: a chance de acerta é sempre maior do que a de errar. Geralmente, acaba levando lucro. E o que você não gostou, você experimentou, ok, você não volta a comprar. E o que você gostou, você repete algumas vezes, ou não, você quer conhecer outro, mas prova. Então, quando o vinho é nacional, a gente tem, sim, a região de Beto Pontalvo, que foi classificado, conseguiu o selo agora de
Ludimila Andrade: de denominação de origem. Então, o Brasil tem essa classificação agora. E a gente, assim, o que você vai procurar no vinho nacional? Eu acho Bom, acho que a combinação, assim, uva -região. Acho que esse é o que interfere. É porque o brasileiro tem produzido bons vinhos.
mlemos: Uma região.
Ludimila Andrade: de verdade, bons vinhos. Então, quando você vê que é um vinho fino, que a gente fala, o vinho fino, que não é o vinho suave, que é um vinho fino, tem boa chance de ser um bom vinho. Procura procedência. O viniculo, a gente tem espumantes, é casa Valduga, casa Perini, Pedruti, casa Egaise,
Ludimila Andrade: A gente tem ótimos espumantes nacionais, com um custo muito barato. A gente tem, se você quer... Acho que vale essa anotadinha. Se você está procurando ali no Sul, tem muitas uvas italianas que se deram muito bem. E porque a descendência deles são italianas, então você vai tomar um Piroldo, ou você vai tomar essas uvas que se deram muito bem.
mlemos: Sim.
Ludimila Andrade: Se você está procurando um vinho nacional, se você quer procurar uma Malbec, então procura um que foi produzido ali na região próxima da Argentina, então vai ser melhor. Lá em Bento tem Cabernet, Malbec, embora eles não produzam tanto não, mas ainda utilizam muito nos cortes também dos blenders. Mas a Merlot é muito boa, a Merlot do Sul é maravilhosa,
Ludimila Andrade: Falei, as italianas, Santa Catarina com os rosés, com os brancos, são espetaculares. Tem vinícula suzinha. São Paulo tem a Davo, produz excelentes espumantes também. Se é uma região de altitude, a chance de ter brancos, vins com boa acidez, que te faz ensalizar e tudo é maior,
Ludimila Andrade: E aqui em Brasília, o Fihá, tem o Fihá do Seu Claudinho, que é muito bom, produzido pela Vila Triaca. A gente tem... a Cabernet também, que é produzida aqui, que é muito boa mesmo também, a Cabernet Sauvignon. Tem o Monumental, que foi o vinho premiado, que foi uma mistura dos melhores vinhos,
mlemos: Sim. Sim. Vale a pena, vale a pena. Que bacana.
Ludimila Andrade: das vinícolas aqui de Brasília. Então, eu acho que é isso aqui, se deu muito bem o Sihá, que se você está procurando aqui nessa região, Sihá é muito bom, no Centro -Oeste. Acho que esse casamento, o uva, uva região.
mlemos: E região? Ah, bacana. Está falando aí de classificação de premiação? A gente sabe que tem alguns rótulos que vêm umas notas, assim, 96, 95, 94, tem alguns... Eu não sei como é que se chama, são institutos ou são enólogos que dão essa nota? Sim.
Ludimila Andrade: Alguns são revistas, são grupos, e tem os advogados do VIN, que são os consultores, que eles avaliam. Por exemplo, Robert Parker, que é o mais famoso que a gente tem.
mlemos: Sim Sim Certo
Ludimila Andrade: Só que assim, para você escrever um vinho seu, submeter a uma avaliação dessa, é caro. Então é lógico que elas dão sim uma garantia, não vamos mentir, o cara não vai avaliar um vinho de má qualidade como um vinho com uma nota boa, ele vai ser honesto na avaliação. E muitas vezes, por exemplo, Robert Parker, ele é hoje uma marca. Começou
mlemos: Sim. Certo.
Ludimila Andrade: Ele mesmo, porque ele tem um nariz muito bom, ele tem um paladar muito aguçado e ele mesmo avaliava e realmente interferia. Agora, hoje em dia é um grupo, então ele virou uma marca e é um grupo que degusta. Então, tem um grupo de especialistas na área degustando e classificando no conceito de qualidade, é lógico que provavelmente esse vinho
Ludimila Andrade: vai te agradar, provavelmente esse vinho é muito bom. Mas os que não têm não significa que não são. Não é que eles não receberam a nota. É que muitas vezes o produtor ou não tem interesse ou a maioria das vezes o que é mais comum é que não tem o dinheiro para investir para receber essa classificação. E outra que eles também avaliam muitas vezes
mlemos: Sim.
Ludimila Andrade: só a partir da primeira vez que você produz o vinho. Ele não costuma avaliar vinhos que estão sendo produzidos pela primeira vez, só vinhos que já estão no mercado há algum tempo. Além de ser caro, ainda tem algumas exigências que essas revistas, que esses advogados, que esses degustadores que eles fazem.
mlemos: Perfeito.
Ludimila Andrade: Mas agrega sim e não é só marketing também não. A pontuação ela diz sim sobre o vinho, só que os outros que não têm, sim, pode ter na garrafa e costuma sempre ter bons vinhos também.
mlemos: Maravilha, ótimo, muito bom. E Ludmila, assim, vamos lá. A gente tá chegando aqui no final desse nosso episódio. Eu sei que deve ter muitas outras coisas aí pra gente conversar. A gente pode até marcar quem sabe um dia a parte dois. Mas assim, se você fosse indicar, pudesse recomendar apenas um vinho, um vinho pro jantar especial. Qual seria e por quê?
Ludimila Andrade: Ai, meu Deus do céu. Ô, Matheus, como é que você me faz isso? Aham. Ai, tão pronto aí. Já me ajudou um pouco, hein? Ah, meu Deus. Deixa eu ver aqui. Bom. Olha.
mlemos: Não precisa citar vinícola, mágoa, você pode falar uma uva e pronto, para ficar mais fácil seu trabalho.
Ludimila Andrade: É uma uva que tem me agradado muito mesmo. Sabe que é de fase, sabia? Eu funciono assim, às vezes, de fase. Claro que eu tomo tudo. Mas já teve fase que eu estava achando um rosê, tão sem graça. E hoje eu já estou tomando tanto vinho branco, estou achando um branco tão maravilhoso.
mlemos: Imagina, imagina!
Ludimila Andrade: Mas eu acho que escolheria uma Pinot Noir. Eu gosto muito da elegância da Pinot Noir. Eu acho que vale a pena investir num bom vinho Pinot Noir, com o seu valor. Só que ela é, para um jantar, para um momento especial, eu acho ela tão elegante, tão chique.
mlemos: Pinot Noir. Entendi. Olha só. Nossa, fica aí, gente. Fica a dica aí do especialista Melier. Fica a dica. Pinot Noir.
Ludimila Andrade: Chiquíssimo. Eu acho bom demais. Estou amando a pinô. Eu gosto muito da pinô, então eu escolheria uma pinô, um pinô da Borgoia clássico. Eu adoro. Embora eu tome bastante, vim encorpado, mas eu acho ela muito elegante. E já teve fazes, já teve fazes que eu fui apaixonada aí pela Taná,
Ludimila Andrade: Mas hoje eu estou na fase mais leve, estou na mais elegância, na pinofa.
mlemos: A sua fase, então, hoje é pinô no ar. Bacana, muito bom, Ludmila. Olha, o papo aqui foi 10, muito bom. E aí eu deixo aberto aí para você dar um recado final, deixar sua rede social aberta, seu contato. Quem quiser conhecer o trabalho da Ludmila, de curadoria, fica à vontade aí. Esse espaço está aberto agora para você.
Ludimila Andrade: Muito obrigada, Matheus. Obrigada mesmo pelo convite. Fiquei muito honrada, muito feliz de ser convidada para participar, ainda mais porque eu assisti os outros episódios. Fiquei com um pouquinho de medo. Nos convidados, nossa, falei, meu Deus, quem sou eu para estar lá hoje? Mas fiquei muito honrada mesmo com o convite, enfim. E obrigada, né? Eu acho sempre maravilhoso falar sobre vinho.
mlemos: Ah, que isso!
Ludimila Andrade: Foi uma oportunidade também de levar um pouquinho mais da cultura do vinho e, enfim, desse movimento de crescer um pouquinho sobre o vinho, de aprender também. Vê que eu estou precisando estudar mesmo, de novo, mais e mais, não parar. E é isso. Então, queria convidar a pessoa que quiser conhecer, pode nos conectar aí através. Tem o nosso Instagram, que é o arroba Luvinovinho,
mlemos: Não, aqui é isso.
Ludimila Andrade: E tem o nosso e -mail, que é o comercial .luvino .com .br. Comercial .luvino .com .br. Tem WhatsApp também. Lá no nosso Instagram, você encontra o linkzinho para todas as nossas redes. Mas eu deixo o WhatsApp aí depois para você colocar no videozinho aí e fazer o nosso merchan, por favor. E é isso, pessoal.
mlemos: Befeito.
Ludimila Andrade: gostou, quiser entrar em contato, então a gente tem vins pronto entrega, a gente tem vins que você pede e a importadora já entrega aí na sua casa. A gente tem entrega agendada, então pra esse período de férias agora é sensacional. Muitas vezes a gente já recebe lá no hotel, vou viajar para a praia, vou para o Teará. Então vou estar lá nos vias, tal, tal. É difícil? Muitas vezes uma empresa que envie
Ludimila Andrade: E a gente tem importadora wine, que envia para todo o Brasil, com prazo de entrega bom, tem serviço de entrega agendado, então você marca, vou estar lá no dia sal. O vinho vai estar lá esperando já, e você vai ter a oportunidade de degustar seu vinho aí na férias. Casamento, a gente trabalha muito com exemplos de casamento, de outras festividades, porque a gente tem um preço bem agressivo mesmo para espuma,
Ludimila Andrade: Então, pré -estumante, pras instituições, agora com fraternizações, enfim. Então, esse período todo a gente consegue, você consegue comprar e agendar. Não quero ficar com a estante caixa aqui em casa até março. Então, agendo para uns cinco dias antes do meu evento, dez dias, que é para não ter pânico e você recebe na data que você agendou.
mlemos: Perfeito, maravilha. Então, galera, fica a dica aí. Quem quiser iniciar nesse ramo, nesse mundo que é o vinho de degustação, de amanização, pode contar com a Ludmila aí que você vai estar em boas mãos. Tá bom, pessoal? Obrigado você, Ludmila. Pessoal, até a próxima, até o próximo episódio. Não deixe de curtir, deixar o like e fazer esse comentário. Um abraço, até mais.
Ludimila Andrade: Obrigada. Tchau, tchau, Mateus.





