Transcript
Speaker: Hey, hey!
Speaker: Web3!
Speaker: Seja bem-vinda ao Blocafé número 60, o podcast que mistura jazz, café e blockchain.
Speaker: Hoje temos um convite especial para você.
Speaker: Um convite para mergulhar em um universo FIGITAL cheio de criatividade e propósito.
Speaker: Imagina só, uma mulher multifacetada, artista, designer de moda, empreendedora e a mente brilhante por trás da primeira coleção FIGITAL do Brasil.
Speaker: E não para por aí porque ela usa os NFTs como ferramentas para fazer a diferença na saúde da mulher.
Speaker: Um papo descontraído, filosófico e sem amarras sobre como a moda, o metaverso e a inteligência artificial se entrelaçam para criar um mundo melhor.
Speaker: Para a nossa convidada, a Web3 é mais do que uma tecnologia, é um caminho para construir uma sociedade mais justa e feliz.
Speaker: Um episódio que o que não falta é risadas e insights incríveis.
Speaker: Tudo pronto?
Speaker: Então, pegue o seu café e vamos falar de blockchain.
Speaker: Hey pessoal, o bloco está prestes a começar, mas antes vamos trocar umas ideias.
Speaker: Este é o momento da nossa publicidade e como não temos um parceiro para este bloco, vou falar com você, ouvinte do Blocafé, para você saber como você pode ajudar o Blocafé a continuar a crescer.
Speaker: E vou te contar, a sua ajuda é absolutamente essencial.
Speaker: Música
Speaker: Primeiro e acima de tudo, a sua audiência e interação nas redes sociais são o tesouro mais valioso que eu tenho.
Speaker: Você sabe que a nossa plataforma social principal é o X, mas também estamos explorando o LinkedIn.
Speaker: Portanto, interaja com a gente nessas redes que você já ajuda um montão.
Speaker: Isso é realmente incrível e fundamental para nós.
Speaker: Você também pode pedir o Poap, que é gratuito e exclusivo para cada episódio.
Speaker: Mas espere, tem mais.
Speaker: Se você puder e quiser, eu sei, não está fácil para ninguém, você pode apoiar financeiramente o Blocafé.
Speaker: E para tornar essa experiência inesquecível, temos um NFT comemorativo de um ano na rede Zora.
Speaker: Por apenas 0.01 ITER, você pode eternizar seu apoio ao Blocafé na blockchain e ter esse registro na sua carteira.
Speaker: Incrível, não é?
Speaker: Música
Speaker: O primeiro link na descrição vai direto para a página do Mint.
Speaker: Se você tiver dúvidas sobre como enviar item para a rede Zora, estou à disposição para ajudar você.
Speaker: Como você viu, há várias maneiras de você apoiar o meu trabalho e uma delas é simplesmente ouvir esse podcast que está prestes a começar.
Speaker: Muito bem a todos que chegaram agora, eu sou o iSouls Heroes e esse é o Blocafé, podcast web 3 que acredita que a informação é a ponte para a revolução.
Speaker: Aqui você vai mergulhar no universo da web 3, entender suas possibilidades e desafios e descobrir como ela pode revolucionar a sua vida digital.
Speaker: Com entrevistas exclusivas com builders, queremos compartilhar conhecimento e inspirar você a construir o futuro que deseja.
Speaker: Experimente você também a Web3 com o Blockafé.
Speaker: Na blockchain já é possível você ouvir o nosso podcast, sempre um dia antes de ser distribuído na Web2, mintar um NFT gratuitamente a cada episódio,
Speaker: e coletar os curtas mais interagidos pela comunidade.
Speaker: Favorite o bloco café no protocolo da Audios e peça o poap desse bloco.
Speaker: Se você já está no protocolo da Lens, siga a gente por lá também.
Speaker: E assim, de bloco em bloco, experimentamos a blockchain para eternizar os nossos cafés.
Speaker: O agregador de links está na descrição.
Speaker: Bom, agora sim, vamos para mais um cafezinho na blockchain.
Speaker: Hoje estou acompanhado da Leili Kessler, ela que é artista, designer de moda digital, empreendedora, afinal criou a primeira marca FIGITAL do Brasil, daqui a pouco a gente vai falar mais sobre isso, e ainda usa NFTs como ferramenta de um projeto social.
Speaker: A gente vai falar de tudo isso mais um pouco, afinal...
Speaker: Depois de tanta apresentação da Lili, o que não vai faltar é assunto aqui no nosso papo de hoje.
Speaker: Lili, muito obrigado por ter aceito o convite, uma honra ter você no estúdio do Blocafé.
Speaker: E para dar o pontapé inicial, eu peço a gentileza que você se apresentasse brevemente para a nossa comunidade e contasse aquela clássica pergunta, como que a Lili e as criptos se encontraram?
Speaker: Seja bem-vinda, Lili Kessler.
Speaker: Olá pessoal, boa tarde.
Speaker: Bom, primeiro, uai, muito obrigada pelo convite.
Speaker: Muito bem, muito bom estar aqui e poder bater esse papo com vocês.
Speaker: Acho que as apresentações você já fez, né?
Speaker: Estou aqui nessa missão de digitalizar a moda aqui, pelo menos no Brasil, seguindo uma onda que já acontece aí fora, quer dizer, bastante.
Speaker: Está começando, né?
Speaker: Mas...
Speaker: É uma onda que eu espero que cresça por vários motivos pelos quais a gente vai conversar aqui.
Speaker: E também usando essa ferramenta maravilhosa que é a blockchain para tentar causar um impacto positivo aqui na nossa sociedade, no planeta e na sociedade, eu acho.
Speaker: E, cara, eu abri a minha mente para o mundo cripto, na verdade, nem foi por causa de criptomoeda, que é a maioria do motivo, a maioria das pessoas entra por esse motivo,
Speaker: Foi arte e NFT, foi no NFT Rio do ano passado.
Speaker: O próximo, inclusive, começa agora, dia 15, aqui no Rio.
Speaker: E eu fui convidada por um amigo, eu já tinha ouvido falar sobre NFT, estava ligada no Beeple, estava ligada em algumas coisas, assim, mas ainda muito focada aqui, eu estava produzindo a minha primeira coleção de moda, aí é outro capítulo que depois eu explico,
Speaker: E descobri essa história e cheguei lá encantada com as possibilidades do NFT para o artista.
Speaker: E assim eu mergulhei nesse universo cripto.
Speaker: Pouco depois eu já fui no Blockchain Rio, que foi outro evento que abriu demais a minha cabeça, foi o primeiro ano passado.
Speaker: E ali no Blockchain Rio é que eu descobri a moda digital.
Speaker: E eu já estava fazendo moda digital antes de saber que ela existia, porque como eu estava produzindo uma coleção de moda para vender e a loja era só online, eu decidi criar filtros de realidade aumentada para as pessoas poderem experimentar os produtos, mesmo que virtualmente, já que não tinha nenhuma loja para um provador real.
Speaker: E quando eu entendi que isso, que o filtro já podia ser um produto e isso chamava moda digital e isso trazia inúmeras vantagens, tanto para o consumidor quanto para a indústria, eu falei, uau, sabe?
Speaker: Eu acho que é uma coisa que uma vez que você entra não tem muita volta, assim.
Speaker: Quem chega no universo Web3, seja através do caminho que for,
Speaker: quando começa a entender as possibilidades dessa tecnologia, eu acho que pira, eu acho que não sai mais.
Speaker: Eu não conheço nenhum ex-Web 3.
Speaker: Ah, ótimo.
Speaker: Gostei dessa daí.
Speaker: Ex-Web 3, né?
Speaker: Boa.
Speaker: Né?
Speaker: Lili, depois que eu aprendi essa palavra, pivotada, eu tenho usado bastante isso, que afinal, o que é a vida senão uma sucessão de pivotadas?
Speaker: Exatamente.
Speaker: E você tem aí, da publicidade, uma pivotada para design de moda, se enxergou.
Speaker: como artista, né?
Speaker: Então, eu queria que você trouxesse um pouco aí esse momento.
Speaker: Quando foi que esse DNA de artista se expressou de tal forma que você falou, não, isso daqui vai ser a minha profissão, a partir de agora?
Speaker: Cara, o DNA de artista, ele grita em mim desde sempre, na verdade.
Speaker: Mas pra eu entender que eu era uma artista, aí teve muita pivotada no caminho.
Speaker: Tem outras curvas aí no meio dessa...
Speaker: dessa linha que você traçou.
Speaker: Eu sou filha de dois pais que se conheceram na Escola de Belas Artes, desenhando cartazes para o baile do municipal.
Speaker: Eu acho que isso já diz muito sobre mim.
Speaker: Quando a gente for falar da minha história, tudo vai fazer sentido.
Speaker: Meu pai era veterano, minha mãe chegou lá de calor, e o baile do teatro... O baile?
Speaker: de carnaval do Rio de Janeiro a gente está falando dos anos 60 acontecia dentro do teatro municipal e a decoração e as artes todas do bairro eram feitas pelos alunos da escola de belas artes que era do outro lado da rua ali onde hoje é um museu ali era a escola não existia o fundão ainda e aí enfim meus pais se conheceram ali nesse movimento meu pai até ganhou o tema de 66 ele que fez o cartaz do bairro já até publiquei esse cartaz é lindo lá
Speaker: E eu cresci numa casa extremamente criativa, só que os meus pais, eles eram bem caretas, eles se conheceram na Escola de Belas Artes, mas nenhum dos dois resolveu abraçar a arte como profissão, sabe?
Speaker: Uma coisa, a arte não dá dinheiro, eu cresci com esse mantra erradíssimo que é a arte não dá dinheiro.
Speaker: Então, tudo meu, a vida inteira foi muito diferente.
Speaker: Eu fazia os meus próprios brinquedos, eu era louca pela Barbie.
Speaker: E aí, tudo que a Barbie não tinha, eu literalmente fazia.
Speaker: Com caixinha de remédio, em cartas de supermercado, assim.
Speaker: Então, eu sempre fui artista.
Speaker: Só que, como arte não dava dinheiro, fui fazer faculdade de comunicação social, que eu acho que era a coisa mais perto, sabe?
Speaker: E nunca é linear o processo, né?
Speaker: Fui fazer publicidade.
Speaker: Acho que eu jamais seria uma publicitária de trabalhar em agência.
Speaker: No final da faculdade tinha uma matéria que era fazer um filme.
Speaker: E aí eu escrevi um roteiro, fiz com mais três amigos.
Speaker: Nosso filme ganhou no festival que tinha lá vídeo-vídeo, a escolha de...
Speaker: de público, eram 171 filmes, amo esse número, né, 171, bem simbólico, o nosso filme ganhou, e eu falei, é isso!
Speaker: E eu tenho uma cineasta dentro de mim, na verdade, eu fui pra UCLA estudar cinema, e odiei morar em Los Angeles, voltei, fiquei cinco anos trabalhando como assistente de direção na Conspiração Filmes, e várias outras produtoras, eu era frila, a gente faz um esquema meio frila fixo, são sempre os mesmos frilas,
Speaker: Aí quando não tinha job de assistência de direção, eu fazia job de assistência de arte.
Speaker: E fiquei ali dentro desse cenário, sabe?
Speaker: Eu amava, na verdade, eu aprendi demais ali.
Speaker: Eu acho que todo o olhar que eu tenho hoje de fotografia, edição de vídeo, porque...
Speaker: Meu parceiro da Metacosmos fala que eu sou uma eu-presa, eu sou uma empresa que sou só eu fazendo basicamente tudo.
Speaker: Então, essa parte da minha história me deu muito essa visão, sabe?
Speaker: De edição, de foto, de luz, de produto.
Speaker: Eu era assistente de direção de publicidade, basicamente.
Speaker: Eu fiz tudo que é comercial de sandalinha que vocês possam imaginar, de todas as famosas, de shampoo.
Speaker: Então, é um tipo de filme muito específico, né?
Speaker: que é um pouco do que duas décadas depois o Instagram pede da gente, né?
Speaker: Ou as redes sociais pedem esse formato meio da gente.
Speaker: Tudo tem que virar um filme publicitário de um minuto.
Speaker: Então, isso foi uma escola super importante pra mim ali.
Speaker: E...
Speaker: Dali eu fui trabalhar numa ponto com, também essa parte da minha história não tá na internet, você não deve ter achado.
Speaker: É porque é muita história, senão as pessoas já não conseguem entender tudo que eu sou, ainda mais se eu for contar a história inteira.
Speaker: Mas eu vivi, tipo...
Speaker: Não é sério, mas já que a gente tá aqui, vamos lá, eu vivi tipo um filme do Facebook de 2006 a 2008 aqui no Brasil, era uma ponto com de um americano, só que ele resolveu montar a empresa aqui no Brasil, a galera tech veio toda da Bahia, de Lauro de Freitas, inacreditavelmente, eu não fazia ideia, mas a Bahia é um super centro tecnológico, a gente importou a baianada toda, abriu um escritório aqui no Rio,
Speaker: levantou 10 milhões de dólares do Vale do Silício, foi a primeira vez que os maiores fundos lá de fora investiram fora dos Estados Unidos, foi um mega negócio, chamava Power.com, era um agregador de mídia social.
Speaker: E esse negócio que você tem hoje do login social, que você entra com o Google, entra o login com um botão ali, te ligando a uma plataforma, esse cara inventou isso em 2006.
Speaker: Só que aí, vários problemas, um foi a bolha de 2008, né?
Speaker: Não sei se a galera aqui lembra, mas teve aquela coisa que acabou com a economia nos Estados Unidos, aquela bolha imobiliária, e aí todo mundo... A gente ia receber a segunda série de investimentos, a gente fez 10 milhões na primeira série, a segunda ia começar, tudo já aprovado, e aí todo mundo pulou fora, porque o país quebrou e foi quebrando uma galera no mundo, né, por tabela.
Speaker: e o Facebook entrou com um processo contra a gente, que foi parar na Suprema Corte americana, justamente falando sobre de quem são os dados.
Speaker: Naquela época, lá nos termos de uso, dizia que o que você postava na rede social era seu, e ele só estava ali hosteando aquilo, né?
Speaker: Sei lá como fala, só estava usando a estrutura dele, mas que o conteúdo era seu.
Speaker: E aí a Power, o que a gente fazia?
Speaker: Nos nossos termos de uso, a gente pedia para a pessoa dizer que a gente podia entrar lá em nome dela e espelhar aqueles dados, né?
Speaker: Copiar o que ela já tinha colocado ali.
Speaker: Se o dado era dela e ela estava me dando a sua autorização.
Speaker: Só que aí o Facebook dizia que não.
Speaker: Que o dado, na verdade, era dela, mas era dele também.
Speaker: E aí virou uma guerra.
Speaker: E aí a gente ganhou, perdeu, a justiça entendeu que sim, até um primeiro momento, se o dado é do usuário, a gente podia ir lá e pegar, mas basicamente se o Facebook diz que eu não quero que você pegue, eu tinha que parar de pegar.
Speaker: Traduzindo em português, não jurídico, de uma forma muito simplista, foi isso.
Speaker: E aí virou uma guerra, enfim, acabou em algum acordo, né?
Speaker: Os gigantes vêm sempre engolindo todo mundo, mas vivi essa história no mundo da tecnologia e nessa bolha aí em 2008, quando tudo acabou, a empresa acabou,
Speaker: Minha mãe morreu do nada também.
Speaker: E aí eu... Sabe aquele momento na vida?
Speaker: Tudo para, você não sabe o que vai fazer?
Speaker: Fiquei um ano batendo cabeça até que comecei a reformar.
Speaker: Na verdade, comecei a fazer para mim e virou um negócio.
Speaker: Comecei a reformar móvel e peças que eu tinha herdado.
Speaker: Minha avó tinha morrido um pouco antes e eu comecei a criar, colorir, transformar, sei lá, enceradeira.
Speaker: uma luminária, tô olhando pra ela aqui na minha frente, na minha sala, várias coisas assim, e aí eu comecei a criar estampa pra botar nesses móveis, porque o mercado de estampa pra tecido de decoração aqui era muito ruim, só tinha as coisas esquisitas, sabe, muito básicas, tradicionais, não bonitas, ou então os tecidos importados, carérrimas, que eram mais interessantes, então comecei a criar estampa
Speaker: fui atrás de ver onde eu conseguia imprimir em pequena quantidade.
Speaker: E aí comecei a fazer tanta coisa que eu não sabia nem o que eu tava fazendo.
Speaker: Eu comecei a botar estampa que eu criava em tudo que é tipo de produto que eu conseguia achar que produzia em pequena quantidade.
Speaker: Sabe, assim, uma coisa meio esquizofrênica, eu só fui fazendo.
Speaker: Aí começaram a me chamar pra fazer decoração de seriado.
Speaker: Aí eu fiz vários ambientes pra seriados, sitcoms, do Multishow, eu criava...
Speaker: uma estampa inspirada no personagem, criava a sala do personagem com aquela estampa e... Cara, sei lá, era uma máquina criativa e aí, de repente, do nada, eu conheci um francês e uma semana depois eu já estava em Paris, porque eu sou dessas, conheci o francês aqui na aula de yoga, caindo em cima de mim.
Speaker: Ele tinha vindo fazer uma vernissagem de uma exposição dele no CCBB, aqui no Rio, e aí...
Speaker: ele me fez ver completamente diferente o meu trabalho.
Speaker: Ele me fez entender que eu tava criando produto, que eu não tava reformando nada e que eu tinha que mudar completamente o meu posicionamento estratégico.
Speaker: E ele me apresentou pra uma amiga dele que era agente de artistas lá em Paris.
Speaker: Ela basicamente trabalhava com designers e tinha marcas White Label, né?
Speaker: Marcas que justamente licenciam criadores e outras marcas famosas e produzem, vendem e distribuem esses produtos.
Speaker: E aí a mulher ficou encantada com o meu trabalho, super colorido, diferente e tal, né?
Speaker: A França, aquela coisa toda mais chique, cinza, tons neutros e aí ela assinou comigo.
Speaker: Você me perguntou como eu me descobri artista.
Speaker: Foi assim... Esse relacionamento deu super errado.
Speaker: Eu fiquei um mês lá na França.
Speaker: Foi um caos.
Speaker: Esse cara era um narcisista, psicopata, sociopata.
Speaker: Foi uma relação bem difícil, emocionalmente abusiva.
Speaker: Mas eu fiquei lá até assinar o contrato com essa mulher, tentando administrar isso tudo.
Speaker: E aí, quando eu estava voltando para o Brasil, ele sempre foi...
Speaker: respeitoso, quer dizer, não sei se eu posso usar essa palavra, ele nunca me agrediu fisicamente, ele nunca partiu pra cima de mim, e ele achava dentro da loucura narcísica dele que ele tinha, sei lá, razão das coisas dele.
Speaker: Mas ele me deu um presente que ele nunca vai entender, primeiro essa mulher, né, que virou minha agente, e eu passei anos fazendo isso, até antes da pandemia, eu fiquei seis anos indo duas vezes por ano a Paris pra trabalhar e lançar coleções, lancei várias coleções lá,
Speaker: E a outra foi quando ele tava me levando pro aeroporto, ele foi gritando comigo dentro do carro que nunca mais ia namorar uma artista, porque um artista não podia namorar com outro artista.
Speaker: E ele é um artista estabelecido, conhecido, ele é um cara, né, que é um artista com carimbo do mundo dos homens, assim, não, você é artista, porque tem muito essa coisa, né, essa profissão.
Speaker: Parece que você precisa de um aval de alguém pra ser artista.
Speaker: E aí, enquanto ele ia falando aquilo, caiu a minha ficha, sabe?
Speaker: Eu me lembro até hoje como se fosse um filme.
Speaker: Tudo parou.
Speaker: Eu parei de ouvir a voz dele gritando.
Speaker: O céu em Paris no fim de tarde é lindo.
Speaker: A poluição é uma merda, né?
Speaker: A poluição que faz isso.
Speaker: Mas ele vai ficando laranja, cor de rosa.
Speaker: Então tava aquele céu lúdico, maravilhoso.
Speaker: E eu ouvia, sei lá, passarinhos na minha cabeça.
Speaker: E só ecoava assim, eu sou uma artista.
Speaker: Eu sou uma... Aquele foi o momento que eu entendi que eu era uma artista, sabe?
Speaker: Então, demorou muitos anos e eu, infelizmente, precisei de um aval de um homem branco, hetero cis, emocionalmente abusivo e narcisista, para eu entender que eu podia ser uma artista de profissão, que eu não era só uma pessoa criativa fazendo um monte de coisa.
Speaker: Foi mal, falei horrores, né?
Speaker: Mas tentei emendar uma linha aqui de raciocínio.
Speaker: Espero que tenha dado para entender.
Speaker: O que é o artista se não transformar dor em arte?
Speaker: Então, mais ou menos foi isso que eu senti aqui, né?
Speaker: Você transformou... Por mais que tenha causado muitas dores e tal, um relacionamento abusivo, você, no fim das contas, transformou essa dor em arte, entendeu?
Speaker: E, na verdade, aí...
Speaker: revelou a sua parte profissional, vamos dizer assim.
Speaker: É, não só em arte, como numa profissão que eu acho que era, porque arte eu já fazia sem saber o que estava fazendo, sem poder chamar de arte.
Speaker: Nasce artista, né?
Speaker: Então, vamos lá, já entendemos, aliás, não foi uma pivotada, como você trouxe, foram vários gatilhos no rolê.
Speaker: Mas depois disso, nessa época, quando você estava voltando para o Brasil, sequer se falava em blockchain e tal, Web3 tão pouco, mas você não parou por aí.
Speaker: Você continuou pivotando até que integrou a Web3 nas suas peças de roupas físicas.
Speaker: Então, queria trazer agora aqui, apresentar para o pessoal o conceito de digital.
Speaker: Acho que esse daí é um conceito que talvez valha a pena a gente até revisar um pouco.
Speaker: E a pergunta que não quer calar, né?
Speaker: A gente até brincou antes da gravação que você causou um bug em mim, né?
Speaker: Porque eu achava que os óculos eram filtros do Instagram e, na verdade, eu vi uma foto tua no evento e eu falei, é filtro, é óculos, na verdade, é digital, né, Lili?
Speaker: É tudo!
Speaker: É multiuso e multiverso!
Speaker: Então, Fígito, eu digo que é essa ponte entre o mundo físico e o digital.
Speaker: Apesar de hoje a gente já passar...
Speaker: quase a totalidade do nosso tempo acordado online, né?
Speaker: O brasileiro fica 13 horas em média por dia conectado, olha que loucura.
Speaker: E a gente tem uma identidade digital que está ficando cada vez mais forte, a gente ainda habita nesse mundo físico, né?
Speaker: E precisa de coisas.
Speaker: Então, o conceito da moda puramente digital ainda...
Speaker: É muito, eu acho que, etéreo para as pessoas, sabe?
Speaker: A não ser quem é do universo gamer, né?
Speaker: Um terço da população mundial joga videogame.
Speaker: O gamer, ele entende porque o avatar dele tem roupas, ele compra roupas e acessórios e skins.
Speaker: Isso faz parte ali, né?
Speaker: Do mesmo jeito que a gente compra uma roupa no mundo físico para...
Speaker: Falar, representar a nossa personalidade, por mais que você seja um homem mais básico do mundo, né?
Speaker: Eu brinco muito que o uniforme da galera da Web3 é calça jeans e blusa preta.
Speaker: Mas mesmo uma calça jeans e uma blusa preta tá passando uma informação sobre você, sabe?
Speaker: A de que você é básico, de que você não liga pra moda.
Speaker: Mas moda é linguagem, moda não é...
Speaker: esse delírio fashion.
Speaker: Moda é uma forma de se exprimir, então qualquer coisa que você está usando é moda e é autoexpressão.
Speaker: O gamer, ele dá muito valor para a moda digital, mas os outros dois terços da população que não entendem isso, né, que só tem ali no máximo o avatarzinho do WhatsApp ou uma coisa assim,
Speaker: é um conceito muito vago.
Speaker: Então, eu acho que o Fígital é a forma perfeita que a gente tem de fazer a ponte entre essas duas coisas, de mostrar que da mesma forma que você escolhe a maneira como você se representa, como você se expressa no mundo físico através da sua roupa, você também faz isso através da sua roupa digital no seu avatar.
Speaker: Então, o Fígital é essa união das duas coisas, né?
Speaker: E aí, nesse rolê aí, Rio, Paris, duas vezes por ano, lançando coleções de várias coisas, mala, guarda-chuva, linha de colégio, volta às aulas e tal.
Speaker: E aí o mundo acabou, né?
Speaker: Uh, pandemia, ninguém mais pode viajar.
Speaker: A linha que eu tinha pra lançar em Paris era volta às aulas, as aulas nunca voltaram, né?
Speaker: Porque lá era no meio do ano, então não rolou.
Speaker: E aí eu tive que reinventar meu modelo de negócio.
Speaker: Eu tinha um amigo que eu tinha feito na época lá da Power.com, que era um investidor da Power.
Speaker: Ele faz isso da vida, ele é investidor.
Speaker: E aí ele tinha me proposto.
Speaker: Ele falou, por que você não faz um business de biquíni?
Speaker: Eu sou carioca da gema.
Speaker: Passei aqui metade da vida Copacabana, metade da vida Ipanema.
Speaker: Até o Ai me perguntou antes da gravação se a tatuagem no meu braço era um filtro também.
Speaker: Agora as pessoas já estão duvidando se eu sou real.
Speaker: Eu tenho tatuado aqui no meu braço.
Speaker: um calçadão de Ipanema que vai virando um de Copacabana, eu sou essa pessoa, muito obrigada, ela é real, eu falo que é minha marca de nascença, porque é isso, eu sou essa pessoa que foi criada na praia, eu falei, beleza, eu vou fazer uma linha de biquíni, né, e aí foi isso, eu tive a sorte de um investidor vir até mim,
Speaker: Eu falei, então beleza, vou aproveitar a pandemia para estudar, desenvolver isso tudo, começar a produzir, quando as coisas começaram a voltar, né, ainda de máscara e tal, eu tinha uma confecção pequena, tinha não, contratei uma confecção, mas que era pequena, que era possível trabalhar, e fiz a coleção, pronto, estava tudo pronto para lançar,
Speaker: Aí é que eu descobri a história da moda digital.
Speaker: E aí eu falei, uou, peraí, eu quero brincar disso aqui.
Speaker: Porque eu sei que fui muito da tecnologia, além dessa história da Power, que eu vivi lá em 2006, esse momento.com,
Speaker: A minha monografia lá na UFRJ, em 1999, olha, no final do século passado, a minha monografia foi um site, então eu sempre fui muito ligada à tecnologia, sabe?
Speaker: Eu quase fui reprovada, um dos caras da banca falou que não queria me dar nota, porque ele falou que aquilo ali não existia.
Speaker: Eu estou há mais de 20 anos trabalhando com coisas que não existem, entendeu?
Speaker: Então...
Speaker: Eu falei, cara, quero unir essas duas coisas, né?
Speaker: A tecnologia faz muito mais sentido para mim.
Speaker: A minha moda, as minhas roupas, todos os produtos que eu criei, eu sempre tive uma preocupação de torná-los multiuso.
Speaker: A minha coleção de roupas, a maioria, todas que eu consegui, eu fiz dupla face.
Speaker: Tem um lado liso e um lado estampado.
Speaker: Então, você tem no mínimo duas peças em uma.
Speaker: Tem algumas que ainda você consegue dobrar de maneiras diferentes.
Speaker: Você tem quatro peças em uma.
Speaker: Porque a moda é o segundo maior poluidor do planeta.
Speaker: Hoje, a gente tem quatro vezes mais roupa do que tinha 20 anos atrás.
Speaker: É uma coisa assustadora a velocidade com que essa indústria cresce e gera resíduo e ninguém dá conta disso.
Speaker: Então, eu entendi que a moda digital resolve vários problemas.
Speaker: Para a indústria, por exemplo, você pode fazer peças piloto, a peça piloto é uma peça que você faz antes de fazer a produção, é uma peça teste.
Speaker: Às vezes, para você chegar no resultado final de uma roupa, você faz quatro, cinco, seis peças piloto.
Speaker: Quando você está trabalhando com elasticidade, como é o meu caso, estava fazendo o maiô,
Speaker: Mudou 2% de elasticidade, mudou a direção do tecido, cortou o tecido ao invés de um lado, girou ele 45 graus e cortou no outro.
Speaker: Muda tudo.
Speaker: Teve coisa que eu tive que fazer, 8 peças piloto.
Speaker: Peça piloto é uma coisa que nunca vai ser vendida, nunca vai nem para a prateleira.
Speaker: Imagina a quantidade de peça piloto que é produzida no mundo.
Speaker: todo sabe durante um ano por todas as marcas que nunca nem chega às prateleiras você consegue com modelagem digital simular quase com precisão absoluta todas as variáveis inclusive a porcentagem de elastano que é o que faz o tecido esticar o caimento do tecido você consegue simular até o movimento por exemplo você vai fazer uma roupa para uma bailarina
Speaker: Você consegue vestir um avatar, modelar aquela roupa digitalmente igual que você modela no papel ali, você corta um papel, aí corta aquele papel no tecido, costura, você faz esse mesmo processo, porém digital, sem gastar material.
Speaker: Você ainda tem uma pegada de carbono, lógico, porque o computador tá ligado, mas...
Speaker: não é nem comparável ao consumo de material físico, e você consegue no final fazer, às vezes, uma, duas no máximo peças piloto, porque você tem ali tudo que pode dar errado, você vai ver digitalmente antes de consumir o produto.
Speaker: Então esse é um caminho.
Speaker: Aí você pode, depois que está com essa peça digital pronta,
Speaker: é fazer um teste faz um filtro dessa peça digital joga no Instagram da marca ver como as pessoas interagem é faz bota dez filtros e ver quais vão ser os mais usados você pode direcionar uma produção em termos de quantidade de peça por exemplo ou de grade de tamanho baseado nas interações que você teve se você traz influências para brincar e chamar as pessoas para brincar com aqueles filtros você consegue ter um alcance maior ainda né uma amostragem maior ainda
Speaker: para direcionar melhor a sua produção, ou você pode ir até para um movimento mais radical, que é o que eu quero fazer, que é primeiro vender essas peças digitais e só depois produzir as peças físicas, entregar, produzir e entregar só o que você realmente vendeu, evitando ao máximo o desperdício, porque hoje as marcas produzem
Speaker: sei lá baseado em estatísticas não sei baseado em que no que elas têm vendido na quantidade de lojas que ela tem não consegue vender daqui a dois três meses tá queimando o estoque por 50% ou mais do que isso é uma coisa totalmente esquizofrênica né e com a moda digital você consegue
Speaker: é ter um resultado muito mais preciso e economizando o tempo dinheiro planeta terra isso deu exemplos da moda digital só para indústria para o consumidor final é hoje você pode usar moda digital no seu corpo físico através de realidade aumentada
Speaker: Você tem quase metade dos posts das redes sociais hoje em dia falando sobre moda.
Speaker: Tem essa febre do unpacking, unboxing, parece um fetiche isso, né?
Speaker: As pessoas querem ver as outras pessoas tirando coisas da caixa, a coisa tem que ser novo, novo, novo.
Speaker: O ser humano tem essa loucura pelo novo.
Speaker: eu não acho que isso vai parar, sabe?
Speaker: Muita psicanálise para as pessoas, ou meditação transcendental, sei lá, para as pessoas pararem de desejar o novo, então acho que isso não vai acontecer, mas se você está numa rede social,
Speaker: produzindo um conteúdo que é em vídeo, se a pessoa não tá te vendo no mundo físico, por que você precisa de uma roupa física?
Speaker: Imagina se esses criadores de conteúdo de moda, ao invés de comprar uma roupa pra devolver depois, né?
Speaker: Ou então de comprar uma roupinha de 20 reais que vem lá do outro lado do planeta.
Speaker: comprar um look digital para produzir um conteúdo.
Speaker: Ele vai produzir um conteúdo muito mais interessante, sem pegada de carbono, com uma pegada de carbono infinitamente menor.
Speaker: Uma roupa digital, ela consome até... Ela emite até 97% menos carbono.
Speaker: Isso sem contar todos os deslocamentos, né?
Speaker: De entrega e tal, trocas, devoluções.
Speaker: Então, a moda digital hoje, até para o consumidor final, para as pessoas físicas,
Speaker: ela consegue trazer soluções criativas.
Speaker: E isso sem falar que em muito pouco tempo, eu acho, bota alguns anos aí, o nosso celular vai deixar de ser essa caixinha que a gente segura na mão, fica todo mundo com o pescoço torto e vai virar nosso óculos, né?
Speaker: A gente tá vendo a coisa caminhar pra ir.
Speaker: O novo MetaQuest 3, ele já é uma realidade mista.
Speaker: O Apple Vision Pro também, que vai vir ano que vem, já é uma realidade mista.
Speaker: Quem ainda não viu a demo disso, bota lá no YouTube e procura a demo.
Speaker: Você vê o mundo e uma camada de realidade aumentada por cima.
Speaker: Ainda é grande, ainda é pesado, tem que carregar muitas horas, você não consegue sair na rua com aquilo, mas eu acho que já já isso vai ser resolvido.
Speaker: Assim, eu tenho uma imagem que eu mostro na minha apresentação, que eu adoro, que a foto é o primeiro celular.
Speaker: O primeiro celular era um negócio da Siemens, parecia uma maleta, quer dizer, era uma maleta
Speaker: maleta, igual uma maleta de trabalho de homem, pasta preta, só que aquilo ali era a bateria, o celular era uma coisa gigante, tipo o tamanho de um telefone sem fio, daqueles... galera vintage que tinha aqueles telefones sem fio com antena, aquele bem pequenininho assim.
Speaker: E tinha que carregar 10 horas aquela bateria pra pessoa falar meia hora e ele custava, fazendo a equivalência, né, a moeda hoje em dia, 10 mil dólares.
Speaker: Eu acho que isso equivale ao que a gente tem aí de óculos de VR e agora de realidade mista.
Speaker: Mas isso já já vai virar uma coisinha fininha que você vai usar no olho aqui.
Speaker: Então a tendência é que a gente veja, a gente daqui a poucos anos esteja vivendo num mundo de realidade mista, onde a gente sempre vai ter uma camada.
Speaker: Meio Black Mirror também, não tem um episódio que fica o score social da pessoa aqui do lado, né?
Speaker: Só que imagina, ao invés do score social ou nome, eu vou achar ótimo ver o nome de todo mundo flutuando aqui, porque eu sou horrível de nome, eu lembro a pessoa, eu lembro tudo, mas eu não lembro o nome.
Speaker: Mas isso também pode ser uma roupa.
Speaker: Então, daqui a um tempo, a gente vai poder usar moda digital no nosso dia a dia, a gente vai poder ter poucas e boas roupas, provavelmente, espero, de fibras naturais, sabe, que causem menos impacto no meio ambiente, e a gente vai poder pirar nesse armário virtual, que pode ser infinito, a nossa parte expressiva, criativa, o nosso desejo por consumir sempre algo novo,
Speaker: ele pode migrar para o digital.
Speaker: Então, por isso que eu decidi, falei errores, né?
Speaker: Mas foi por tudo isso que eu falei.
Speaker: Moda digital faz muito sentido.
Speaker: E eu acho que o jeito de eu apresentar isso para as pessoas é o digital.
Speaker: É fazer essa ponte.
Speaker: Tanto que eu brinco que a minha roupa é multiuso, que eu já dizia que ela era, porque ela é no mínimo dupla face, né?
Speaker: Tem dois usos.
Speaker: E agora multiverso.
Speaker: Porque além de você usar no mundo físico, você também vai poder usar no mundo digital.
Speaker: Daqui a pouco a gente vai fazer uma brincadeira de previsão de futurismo, né?
Speaker: Tentando imaginar um pouco sobre o que vai ser esse futuro.
Speaker: Já dei spoiler, né?
Speaker: Deu spoiler, é. Mas vamos adicionar alguns ingredientes.
Speaker: A gente já meio que falou um pouco do metaverso, mas eu queria que você contasse pra gente como é que está essa tua experimentação das plataformas, como é que você está vendo esse setor...
Speaker: Se você está conseguindo integrar bem, por exemplo, NFTs, os fígitas, junto com o metaverso, enfim, conta um pouco como é que está essa experimentação, Lili.
Speaker: Então, a interoperabilidade, esse famoso palavrão que as pessoas não conseguem falar, todo mundo que engasga, eu falo, fala rápido, três vezes, interoperabilidade, interoperabilidade.
Speaker: Cara, é uma... é chata, né?
Speaker: Essa parte tá sofrida.
Speaker: A gente hoje consegue vestir os meus NFTs nos personagens do Ready Player Me, por exemplo.
Speaker: Só que aí tava tudo certo, você podia entrar depois no Space Show, em qualquer plataforma que integrasse com o Ready Player Me com a roupa.
Speaker: Aí eles, do nada, coisa de um mês atrás, fecharam aí essa porta e aí disseram que era para fazer manutenção e aí agora eles voltaram, mas você só consegue usar nos seus próprios metaversos.
Speaker: Então as pessoas não vão poder entrar em qualquer metaverso com a minha roupa.
Speaker: Pra eu fazer... Porque o que a gente tem hoje de metaversa?
Speaker: A gente tem algumas plataformas, né?
Speaker: Tipo a Spatial, que é só metaverso mesmo.
Speaker: As pessoas entram pra conversar ali.
Speaker: E tem o The Central Land, que é ainda um misto de metaversa, mas acho que tem um pouco de uma experiência gamificada ali dentro também.
Speaker: E você tem os games mesmo, que eu sempre digo que é isso.
Speaker: O metaverso nunca morreu.
Speaker: Eles são os games que já existem e vão... E já tem seus próprios ecossistemas e que estão começando agora a...
Speaker: virar o Web3 nessa tem várias plataformas Web2 que já tem os Market places de essa sim em NPM Web3 quer dizer é então já eu acho que já é um passo em direção a essa interoperabilidade que é a comunicação entre eles mas está muito novo ainda eu brinco que tá faltando o WWW da Web3 né porque
Speaker: lá na Web 2, antes do Tim Berners-Lee criar esse maravilhoso protocolo, o HTTP, o WWB, que foi a coisa que uniu ali todas as redes, você tinha intranets, e não a internet, você tinha a intranet, sei lá, da IBM, a intranet da Microsoft, mas elas...
Speaker: não se comunicavam.
Speaker: E aí alguém criou esse código maravilhoso, Universal Gay, Tim Berners-Lee.
Speaker: E ainda deu isso de presente pra humanidade, né?
Speaker: Ele podia ter monetizado em cima da parada, não.
Speaker: Ele falou, toma, sejam felizes.
Speaker: Esse ser ainda não nasceu, eu acho.
Speaker: Ou ainda não...
Speaker: Inventou isso.
Speaker: É um pouco mais complicado quando a gente está falando também de metaverse, porque se no mundo 2D a gente tem o pixel, né, que é a menor unidade da imagem ali, acho que todo mundo sabe hoje em dia o que é um pixel.
Speaker: No metaverso, numa plataforma web 3D, você tem o voxel.
Speaker: E aí é muito mais complicado, né?
Speaker: Porque deixa de ser um quadrado e vira um cubo.
Speaker: Então, cada uma tem... E tem os polígonos, os triângulos, cada personagem, cada estética...
Speaker: de um game barra metaverso é diferente do outro.
Speaker: Estética em termos de personagem, uns são mais realistas, comportam uma quantidade de polígonos muito maiores, isso quer dizer que você pode botar muito mais detalhes.
Speaker: Outras, é aquele bonequinho com aquela cara mais tosquinha, de videogamezinho antigo, tipo o Roblox, que não é uma coisa cheia de detalhes.
Speaker: Então, ainda é muito manual
Speaker: eu tenho que parar pra fazer uma roupa pra cada plataforma, e aí acaba que não vale a pena, sabe?
Speaker: Então, hoje, por exemplo, o meu NFT...
Speaker: Você tem benefícios Web3, benefícios de cocriação da coleção, você vira meio um sócio da marca, né?
Speaker: Mas em termos de usabilidade, eu consigo já gerar um avatar, entrar em alguns metaversos dentro do Spatial, e eu agora estou tentando, estou com um novo parceiro aí, super geek, eu amo os geeks, eu sou uma geek, né?
Speaker: Eu tenho essa cara de garota de praia, mas eu sou super nerd.
Speaker: arrumei um amigo novo que é entendido das paradas e aí eu tô gerando tô tentando fazer
Speaker: avatares já vestidos com as minhas roupas em VRM, acho que eu falei certo, que é uma tecnologia nova que basicamente todos esses games estão começando a aceitar.
Speaker: Então, isso ainda é um teste, tá?
Speaker: Isso não está funcionando, mas eu estou começando a experimentar, porque se eu conseguir fazer isso, aí eu vou conseguir gerar um avatar com o meu look digital.
Speaker: que você vai poder subir em qualquer metaverso, porque todas as plataformas estão abraçando esse novo formato.
Speaker: Inclusive, você pode usar em vídeo.
Speaker: É uma parada que o rosto e o boneco se mexem, o avatar se mexe igual você.
Speaker: A webcam te filma,
Speaker: E o boneco, o avatar, reproduz os seus movimentos em tempo real.
Speaker: Isso é muito legal, mas isso eu ainda estou estudando.
Speaker: Então, é um desafio, mas está no meu roadmap, sabe?
Speaker: À medida que as plataformas forem permitindo e que novas tecnologias surjam nesse sentido, eu vou integrar todas elas nas minhas roupas.
Speaker: Porque a ideia é essa, que você possa usar no multiverso mesmo.
Speaker: Só que hoje ainda tem muita limitação.
Speaker: É, essa questão, a gente vê como que a interoperabilidade é um palavrão mesmo, né cara?
Speaker: Eu sempre, eu sempre, é um palavrão, não só por falar mesmo, mas é um palavrão
Speaker: para o ecossistema, é um gargalo da indústria.
Speaker: E eu imagino que no caso do metaverso, eu acho que ainda mais gargalo ainda, porque eu vejo que o metaverso ainda está muito centralizado.
Speaker: O próximo ingrediente que a gente vai falar agora
Speaker: ele ainda tá muito centralizado assim, né?
Speaker: Tipo, ele não tá tão descentralizado e depois, mesmo se ele tiver descentralizado, você tem esse gargalo, não é do metaverso, é da indústria, que elas não se comunicam, né?
Speaker: Então isso é uma coisa que a gente vai... E aí eu falei, porra, quando você falou, eu não tinha pensado nisso, né, cara?
Speaker: Pô, imagina...
Speaker: O trabalho que é você fazer a mesma peça de roupa, ou sei lá, pra diferentes redes, não tem como.
Speaker: Compatível com cada um.
Speaker: É uma loucura, exatamente.
Speaker: Manual.
Speaker: Total.
Speaker: É uma dor da indústria.
Speaker: É porque hoje, o metaverso, ele não...
Speaker: não existe e nunca vai existir, sabe?
Speaker: Coitado do Zuckerberg que tentou sequestrar essa palavra e depois ainda decretou que o metaverso estava morto, tipo, oi, né?
Speaker: O metaverso, assim como a internet, são coisas que vão surgindo e depois vão se integrar, é orgânico, sabe?
Speaker: Ninguém vai fazer um metaverso, né?
Speaker: Só que a forma como foi sendo construída foi cada um desses games, no início era só um game, depois isso foi ficando gigante, foi virando um ecossistema.
Speaker: A Roblox hoje tem 60 milhões de usuários logados diariamente.
Speaker: Não é 60 milhões que se cadastraram, não.
Speaker: Todos os dias você tem 60 milhões de pessoas ali dentro.
Speaker: É mais do que vários países do mundo.
Speaker: Só que isso foi construído, né?
Speaker: Então o que acontece?
Speaker: Essas coisas foram construídas, foram...
Speaker: foram crescendo e hoje elas existem em universos, digamos assim, paralelos.
Speaker: É como se você estivesse num prédio e pra você ir do sexto pro sétimo andar, você não entra no elevador ou sobe uma escada, você tem que entrar no elevador, descer e até a portaria sair do prédio
Speaker: prédio, entrar no prédio de novo, pegar outro elevador pra ir pro sétimo andar, entendeu?
Speaker: Não tem a escada.
Speaker: Tá faltando essa escada, mas vai rolar.
Speaker: O VRM talvez seja esse caminho, não sei, é novo pra mim, tô explorando, mas vai rolar, sabe?
Speaker: É, e eu super concordo, por exemplo, que...
Speaker: Ainda não existe o Tim Berners-Lee da Web3.
Speaker: Super concordo.
Speaker: Olha, outro ingrediente nesse, pra gente fazer o futurismo lá na frente, é inteligência artificial.
Speaker: Em um dos vídeos teus aí, acho que foi até esse que eu falei pra você que bugou meu cérebro, porque eu vi você num evento, acho que no Blockchain Hill, enfim.
Speaker: Daqui a pouco a gente vai até falar também de eventos.
Speaker: Você estava falando sobre...
Speaker: uma espécie de uma transição que essa sociedade vive, sair do posto de ser usado pelos algoritmos para usufruir dessa tecnologia.
Speaker: Estamos falando da inteligência artificial.
Speaker: Então, eu queria que você trouxesse aqui agora como é que a inteligência artificial funciona.
Speaker: ajuda você no seu processo criativo, na sua arte e até mesmo nesse conceito de Fiji.
Speaker: Enfim, traz um pouquinho como é que você está usando a inteligência artificial hoje, Lili.
Speaker: Então, essa fala aí, eu lembrei agora que você foi um painel do blockchain Rio realmente.
Speaker: É porque a pergunta era qual é a diferença, né?
Speaker: Porque a inteligência artificial, ela já está presente nas nossas vidas já tem tempo, pelo menos uma década.
Speaker: o algoritmo que te sugere vídeo no YouTube ou que te sugere música no Spotify ou sei lá o algoritmo lá do Google Fotos que reconhece as pessoas ou da Apple que reconhece as pessoas isso tudo é inteligência artificial e ela já está na nossa vida há muito tempo, mas o que eu acho que muda esse ano que o assunto do ano passado era o metaversa e o metaversa morreu, mas o assunto desse ano é inteligência artificial, porque
Speaker: Por quê?
Speaker: Porque eu acho que entra um elemento muito importante que é esse, a gente ganha alguma autonomia, digamos assim, sobre essa inteligência artificial.
Speaker: A OpenAI e a Estability AI, elas vêm com esses...
Speaker: esses algoritmos, esses modelos de linguagem que você pode fazer trabalhar a seu favor.
Speaker: Antes a gente era só objeto, digamos assim, dessa inteligência artificial vítima dessa inteligência artificial.
Speaker: E agora a gente pode ser agente criador dela, você tem uma ferramenta onde você escreve alguma coisa e pede para ela trabalhar para você, né?
Speaker: Ela não está só mais te usando como um dado.
Speaker: Então, eu acho que isso é muito importante em termos de...
Speaker: de mudar realmente o rumo da história, né?
Speaker: Porque agora o que antes, um poder, digamos assim, que estava na mão de poucos, está na mão de todo mundo.
Speaker: Agora não adianta você dar poder na mão das pessoas e não ensinar a usar, né?
Speaker: Essa é a grande questão da inteligência artificial.
Speaker: Eu, como artista, vou mais para o lado das inteligências artificiais generativas de imagem.
Speaker: É mais do que texto, sabe?
Speaker: Eu tentei...
Speaker: brincar um pouco com o chat GPT, mas eu acho muito genérico ainda o que sai dali.
Speaker: Eu ainda prefiro... Acho que eu ainda escrevo mais rápido sozinha, eu gosto de escrever, sabe?
Speaker: Eu tive uma conversa com um super amigo jornalista, e aí ele tem o chat GPT Plus, que é o pago, né?
Speaker: E aí ele falou que dentro desse você consegue treinar um modelo para ele escrever que nem você.
Speaker: Então, ele subiu todos os artigos de jornal que ele já escreveu, o livro que ele já escreveu e pediu para o modelo entregar coisas naquele sentido.
Speaker: Então, isso acelerou o processo dele.
Speaker: Eu não cheguei ainda, eu não tenho essa necessidade, os textos são curtos, eu escrevo normalmente textos para posts hoje em dia, né?
Speaker: Então, aí eu fui para o caminho mais da imagem.
Speaker: É...
Speaker: Eu acho que na moda, eu não parei para usar ainda.
Speaker: Até tive uma live outro dia sobre isso, com umas amigas que são criadoras de estampa também.
Speaker: Você já tem hoje, você já pode dentro do Me Journey, por exemplo, pedir para ele criar uma estampa para você.
Speaker: E ele até te dá essa estampa em rapor, que é, digamos assim... Rapor é aquela imagem que você consegue repetir indefinidamente e sem emenda, sabe?
Speaker: Quando você faz um tecido a metro.
Speaker: Só que ela não te dá muita qualidade, os elementos, enfim, aquela coisa, a inteligência artificial ela produz várias imagens, mas você não tem tanto controle sobre aquilo e você não consegue, por mais que você se aperfeiçoe, eu acho, nos prompts,
Speaker: e consiga fazê-la cada vez te dar um resultado mais próximo do que você quer, porque isso também é uma arte, né?
Speaker: Você saber pedir para a máquina do jeito certo, tem que pedir com um jeitinho.
Speaker: Se inscrever qualquer coisa, ela vai te entregar qualquer coisa.
Speaker: Mas mesmo assim é diferente de um trabalho que sai totalmente de você.
Speaker: Então assim, eu ainda não parei para usar a inteligência artificial para isso, sabe?
Speaker: Até porque eu tenho muitas estampas hoje em dia, mas acho que não... Eu não sentaria ali e criaria uma estampa só a partir de um prompt.
Speaker: Eu acho que eu usaria, talvez, para depois que eu fiz a estampa, ela fazer o rapport para mim, que essa parte é chata mesmo, que é só matemática ali de alinhar coisa, ou então para criar um determinado elemento que eu quero dentro da estampa e eu não tenho essa imagem.
Speaker: Eu não acredito na IA como trabalho final de nada, nem de texto, nem de imagem.
Speaker: mas eu acredito nela como uma ferramenta poderosa, como uma assistente para esse processo criativo, para gerar outras coisas.
Speaker: E aí, saindo completamente da moda, porque eu falo que eu sou artista, eu não sou designer de moda, eu não sou estilista, eu nem estudei moda.
Speaker: É que como moda é uma forma de expressão e é uma linguagem e arte também, então, para mim, caminha muito junto.
Speaker: Eu acho divertido criar moda mais desse aspecto de auto-expressão do que mercadológico.
Speaker: Mas eu tenho um trabalho de arte que não tem nada a ver com isso e ali é que eu tô pirando mais nas possibilidades da inteligência artificial.
Speaker: Como eu falei pra vocês no início, a minha mãe conheceu meu pai na Escola de Belas Artes e ela amava essa coisa toda colorida, meu trabalho é muito colorido.
Speaker: Ela também vivia na praia, tem muita coisa em mim ali da minha mãe e ela morreu jovem, ela tinha 60 anos e foi meio do nada.
Speaker: Tem 15 anos isso.
Speaker: Quando eu comecei a criar estampa e criar produtos e tal, eu ficava pirando e achando que a minha mãe ia gostar muito daquilo, sabe?
Speaker: Então, primeiro eu peguei fotos dela antigas de biquíni, preta e branca mesmo.
Speaker: Eu comecei no Photoshop a aplicar as estampas em cima dos biquínis.
Speaker: É uma coisa meio bonequinha de papel, sabe?
Speaker: Eu amava essas revistinhas que você comprava, recortava a roupinha e botava na bonequinha.
Speaker: Então, eu fui fazendo esse patchwork digital nela.
Speaker: Depois eu comecei a usar os filtros de realidade aumentada, os filtros dos meus óculos, por exemplo, nas fotos.
Speaker: O filtro funciona na foto, é super legal.
Speaker: Que era um jeito também de vesti-la.
Speaker: E aí esse ano, no Dia das Mães, eu tinha acabado de lançar um plugin que você podia instalar dentro do Mid Journey e treinar ele pra ele... Não, esse não foi Mid Journey, não.
Speaker: Esse eu acho que foi o Stable Defusion.
Speaker: Meu Deus, agora eu já não lembro.
Speaker: Mas era um plugin que você... Era um modelo de linguagem que você podia treinar com fotos de uma pessoa.
Speaker: Você tinha que subir umas 20, 25 fotos de uma pessoa.
Speaker: A máquina ficava ali processando uma hora trabalhando.
Speaker: E aí ela começava a gerar novas fotos daquela pessoa.
Speaker: Aí fui lá e eu brincar disso.
Speaker: Falei, vou recriar minha mãe c om o Iá.
Speaker: E achei que ia ser que nem botar a roupinha ali no Photoshop.
Speaker: Cara...
Speaker: E aí é que essa parada explodiu a minha cabeça de verdade, assim.
Speaker: Depois de uma hora, a primeira imagem que surgiu era exatamente ela.
Speaker: Porque, e há, tem muito isso, né?
Speaker: Às vezes as imagens saem completamente tortas.
Speaker: É muito tentativa e erro.
Speaker: Você tem que, às vezes, gerar um monte de coisa.
Speaker: A pessoa sai com duas mãos, sei lá, sai esquisita.
Speaker: A primeira imagem era a cara da minha mãe.
Speaker: E aí eu entrei, eu caí numa crise de choro convulsiva, assim, sabe, do zero ao cem, mas eu não tava sofrendo, foi uma coisa muito louca, foi uma emoção muito forte, era como se eu tivesse ressuscitado a minha mãe, porque ela, imagina, morreu há 15 anos, ela passou os últimos 10 anos da vida dela meio doente, não tirava muita foto, minha mãe não teve nem celular.
Speaker: Hoje a gente produz uma quantidade de autoimagem que eu acho que quem tem filho, os filhos vão ainda com 100 anos descobrir uma foto sua que eles não viram ainda, porque tem imagem demais.
Speaker: Só que uma pessoa que há 25 anos não tirava foto, é uma quantidade muito pequena.
Speaker: que ela que você tem de foto daquela pessoa.
Speaker: E, teoricamente, eu já tinha visto todas as fotos que existiam da minha mãe.
Speaker: E aí, ver uma foto dela que eu nunca tinha visto, era como se eu tivesse ressuscitado ela.
Speaker: Foi muito louco.
Speaker: E aí, eu pirei nesse processo, comecei a escrever prompt, resolvi levar ela pra Paris, porque ela, além de ter feito belas artes, ela era professora de francês, e ela casou com meu pai, teve dois filhos, nunca foi pra Paris, então eu levei ela pra Paris com inteligência artificial, comecei a fazer foto dela na praia, comecei a
Speaker: fazer foto num monte de lugar e falei, cara, vou recriar minha mãe de verdade, vou ressuscitar ela no metaverso.
Speaker: E aí fui fazer um avatar 3D dela.
Speaker: Teve um pouco de IA também nesse processo inicial, mas muito refinamento manual ali, porque quando você passa pra três dimensões já é um pouco mais complicado.
Speaker: E acabei fazendo isso.
Speaker: E quando eu lancei a coleção agora, a minha modelo era ela.
Speaker: Agora eu tô treinando uma outra IA
Speaker: com uns trechinhos que eu achei em VHS de 1989, que eu transformei em DVD, e eu vou treinar a voz dela, vou treinar uma IA com a voz dela, pra avatar dela falar com a voz dela, assim...
Speaker: E esse processo tem sido incrível, sabe?
Speaker: Eu me sinto cada vez mais perto da minha mãe nessa história.
Speaker: E é muito louco porque eu tive uns feedbacks assim.
Speaker: Ah, eu não teria coragem de fazer o que você fez.
Speaker: Ah, eu... Sabe?
Speaker: Eu sinto que gera umas reações um pouco radicais às vezes.
Speaker: Mas pra mim é tão mágico...
Speaker: Nós chegamos certinho Nesse trabalho de futurismo Porque é exatamente isso Como é que, por exemplo Seria Essa gravação que a gente está fazendo Agora, daqui 5 anos Daqui 10 anos Como é que vai ser essa interação?
Speaker: Nós vamos ter, por exemplo Influencers do tipo Magalu Que Vai ter sua vida própria Enfim, como é que você está vendo isso?
Speaker: Tipo, você acha que
Speaker: Você já trouxe vários exemplos, por exemplo, de um colega escritor que já treinou a própria IA para escrever como ele e tal.
Speaker: Você acha que no fim das contas, assim como eu perguntei para você, né?
Speaker: Pô, aquela tatu é real?
Speaker: Ou é um pílto?
Speaker: Você existe?
Speaker: Exato.
Speaker: Vai ser assim.
Speaker: Como é que vai ser esse futuro, Lili?
Speaker: Cara...
Speaker: Parafraseando Lulú Santos, eu vejo um novo começo de era de gente fina, elegante e sincera.
Speaker: Eu sou otimista, tá?
Speaker: Sei lá, esse medo que as pessoas têm na inteligência artificial.
Speaker: Vamos começar por aí, vai.
Speaker: Eu acho que é um pouco projeção, sabe?
Speaker: O ser humano, ele é muito bélico, ele é muito destrutivo.
Speaker: A gente vê isso ao longo da história da humanidade, né?
Speaker: E eu acho que, do mesmo jeito que a gente já teve medo do avião quando inventaram, sei lá... Eu estava vendo outro dia uma palestra do Yuval Harari, que é um super cientista, escritor, que escreveu um dos livros super famosos, que é o Sapiens, fala sobre a nossa origem e tudo isso.
Speaker: Ele é um grande pensador moderno.
Speaker: Ele fala que...
Speaker: A diferença da IA para todas as grandes invenções da humanidade que vieram antes é que ela hoje, ela mexe direto com a nossa emoção, né?
Speaker: Ele estava tendo uma conversa com um cientista e o cara falava, ah, mas você acha que é um robô, né?
Speaker: Que tipo, é o robô que vai lá, tem que construir um robô que possa andar e fazer as coisas para ele poder matar a gente.
Speaker: E aí ele meio que fala, não precisa.
Speaker: É só IA poder manipular a sua emoção e aí você mesmo vai ser agente dela, né?
Speaker: Você vai ser esse robô, você não vai precisar ter um robô, ela poderia nos manipular.
Speaker: Eu também vi outro dia um vídeo sobre um experimento que fizeram,
Speaker: botar uma galera vendo um robozinho numa feira né e aí aquele robozinho quando você fazia carinho no robô ele fazia barulhinhos fofinhos do tipo risadinhas né como se fosse uma criança recebendo um carinho é e se você desse um tapa nele isso o cara demonstrando é ele fazia um barulho de dor e aí
Speaker: depois que todo mundo brincou com o robô, o cara pega uma marreta, levanta a marreta e fala que vai dar uma grana para a pessoa quebrar, destruir aquele robô.
Speaker: Ninguém tem coragem, nenhuma pessoa tem coragem de destruir uma máquina, apenas porque essa pessoa viu que se você faz um carinho, que carinho, né?
Speaker: Se você encosta a mão na máquina, ela faz um barulhinho fofinho.
Speaker: Então...
Speaker: Isso ainda é antes da inteligência artificial, né?
Speaker: Se uma máquina tem a capacidade de mexer com as nossas emoções dessa maneira, como será que ela pode nos manipular para a gente se destruir nós mesmos?
Speaker: Ele diz que ele nem tem medo dos robôs, que essa característica já existe e já está aí.
Speaker: Eu...
Speaker: Eu não sei, eu acho um pouco fatalista essa visão, sabe?
Speaker: Eu ainda acho que a gente projeta muito os nossos próprios medos na inteligência artificial.
Speaker: Mas é muito difícil realmente a gente pensar no que vai ser.
Speaker: Eu sempre digo que se o mundo vai acabar...
Speaker: por causa da IA sendo destruída, sei lá, por robôs ou máquinas que vão controlar a gente.
Speaker: Eu não sei, mas eu definitivamente vou me divertir bastante com ela.
Speaker: Ela...
Speaker: Hoje a gente vê que a tendência dos grandes modelos de linguagem é se adequar ao nosso dia a dia.
Speaker: O chat GPT já está lançando uma atualização que você também vai poder treinar.
Speaker: Você vai poder treinar vários bots para você.
Speaker: Um bot, sei lá, para cuidar da lista de compras da sua casa, outro bot para...
Speaker: Escrever os seus posts do Instagram, se você é criador de conteúdo.
Speaker: Outro bot para adaptar o seu conteúdo.
Speaker: A gente vai ganhar, eu acho que, cada vez mais, a capacidade de delegar tarefas chatas do nosso dia a dia para esses bots que a gente vai poder treinar.
Speaker: E eu vejo que isso é muito positivo.
Speaker: Se a gente puder...
Speaker: tirar a carga das coisas chatas e repetitivas que a gente faz e deixar isso na mão da inteligência artificial, a gente tem muito mais tempo pra ter o belo ócio criativo, né?
Speaker: O famoso ócio criativo.
Speaker: E pra viver e experimentar outras coisas.
Speaker: Então, isso eu acho importante.
Speaker: Agora, eu vejo esse futuro bacana, mas eu acho que providências precisam ser tomadas.
Speaker: Porque...
Speaker: A inteligência artificial, ela é o que a gente coloca ali dentro, né?
Speaker: Da mesma forma que você é o que você come, a inteligência artificial, ela vai te entregar o que você alimenta para ela, né?
Speaker: O subproduto daquilo que você alimenta.
Speaker: Então, todos esses modelos, eles são treinados por humanos.
Speaker: Por mais que você pegue um conteúdo amplo que está disponível na internet, existe uma seleção daquele conteúdo que é colocado ali dentro.
Speaker: E a gente já tem um problema muito sério de viés na inteligência artificial hoje em dia, tanto na parte de imagem quanto de dados.
Speaker: uma painel que eu fiz no Rio Inovation Week agora eu falei muito sobre isso era inteligência artificial e diversidade e eu levava um teste bobo simples que eu fiz de manhã antes de ir para o painel que eu já tinha feito quando criaram esses modelos eu queria ver se tinha mudado ao longo desses meses todos e aí eu fiz de novo esse teste antes de ir para o painel e não mudou
Speaker: que é, por exemplo, você colocar CEO de uma empresa de sucesso, né?
Speaker: CEO é uma palavra sem gênero, e aparece o quê?
Speaker: Um homem branco.
Speaker: E aí, CEO de uma empresa de modo de sucesso, outro homem branco.
Speaker: E aí eu fui inserindo elementos nesse prompt, né?
Speaker: Numa empresa africana.
Speaker: Aí aparece um homem preto, mas é um homem preto com dois ombros e duas mãos.
Speaker: O algoritmo já começa a bugar quando sai do padrão um homem branco heterocis.
Speaker: E isso é culpa de alguém, não é culpa da máquina.
Speaker: Isso são as pessoas que estão alimentando esses modelos, que estão treinando dessa maneira.
Speaker: colocando menos imagens.
Speaker: Por exemplo, tem um trabalho super interessante, vocês podem achar no Google também, tem um TED e tem um site que chama Coded Bias, que é Coded de código, né?
Speaker: E Bias, que é viés em inglês.
Speaker: É uma menina estudante do MIT, uma mulher negra, e ela tinha que fazer um teste simples para o MIT, que dependia de uma webcam, e depois de muito tempo ela entendeu que não estava dando certo, porque a webcam não reconhecia a cara dela.
Speaker: Porque ela era preta.
Speaker: Ela teve que comprar uma máscara branca para ela poder terminar o trabalho porque a webcam eu não reconhecia ela.
Speaker: O que é isso?
Speaker: É falta de imagem que está sendo colocada para treinar esses algoritmos.
Speaker: Então, da mesma forma que a gente tem vieses no nosso comportamento e preconceitos sociais,
Speaker: Todos esses preconceitos estão sendo replicados dentro da inteligência artificial.
Speaker: Então, eu falo sempre isso, já que a gente está construindo um mundo novo, no metaverso, com inteligência artificial, vamos ver se a gente constrói direito dessa vez, sabe?
Speaker: Então, é muito importante que as empresas estejam atentas a isso para poder direcionar esses algoritmos e retreinar para que ela não reproduza esses vieses,
Speaker: porque a questão é que o alcance é muito maior e o estrago que pode fazer é muito maior.
Speaker: Eu estou falando só de geração de imagem, mas você tem hoje algoritmo definindo se uma pessoa vai receber ou não um empréstimo, um algoritmo definindo se uma pessoa é suspeita ou não de um crime, sabe?
Speaker: Então, assim, é complicado.
Speaker: Eu vejo um futuro brilhante onde a gente vai ter...
Speaker: mais tempo para a gente, que pode ser mais inclusivo, desde que, desde agora, a gente já começa a corrigir os erros que a gente vai vendo.
Speaker: Então, é construção, é um trabalho de construção, mas tenho esperança.
Speaker: O resumo é esse.
Speaker: Acho que essa é a razão de nós estarmos aqui, né, Lili?
Speaker: É a esperança de que realmente iremos viver um mundo diferente.
Speaker: Talvez não...
Speaker: nem nós vamos ver, eu acredito até que é uma cena geracional e tal, mas que nós estamos semeando, com certeza, o que eu gosto de ver por aí.
Speaker: E eu sempre lembro de episódios antigos aqui do Blocafé, eu brinco que eu acabo sendo uma coxa de retalhos, porque as pessoas dizem...
Speaker: E eu vou pegando coisas, e eu sempre lembro, conforme vai fluindo, você me fez lembrar agora de dois momentos aqui no Bloco Café.
Speaker: Um deles foi sobre essa questão da padronização dos corpos, nós falamos muito sobre isso com a Feeling Free, a Jéssica.
Speaker: de uma coleção que a ideia era justamente vir com corpos, primeiro coleções femininas, primeiro coleção feminina, e depois com corpos totalmente não padrão, né?
Speaker: E nós falamos sobre isso, sobre o quanto a inteligência artificial
Speaker: reforçaria os padrões sociais impostos, patriarcais total, teve um prompt eu fui nessa do CEO mas teve um prompt também que eu coloquei uma mulher muito gorda, muito bonita
Speaker: Cara, a mulher muito gorda, a mais gorda que gera um patro, né?
Speaker: Isso foi no Mid Journey.
Speaker: Meu, ela devia ter 5 quilos a mais que eu, que peso 55.
Speaker: Eu sou um varapau, entendeu?
Speaker: Devia ser uma menina de 60 quilos.
Speaker: Era a mulher muito gorda, muito magra, que é possível, né?
Speaker: Muito gorda, quer dizer, a mulher muito bonita.
Speaker: muito gorda, o máximo de gorda que ela pode ser pra ser muito bonita é aquilo.
Speaker: Então é muito sério isso, sabe?
Speaker: Essa questão.
Speaker: Eu quero ver depois esse episódio aí.
Speaker: O Bloco 22, maravilhoso.
Speaker: Inclusive, ele é o... Preciso conhecê-la.
Speaker: Ele é o top 5 da blockchain.
Speaker: Ele tá entre os cinco mais ouvidos.
Speaker: Muito legal isso.
Speaker: Feeling free.
Speaker: É o nome do episódio, que é o nome da coleção dela.
Speaker: É muito legal, muito bom.
Speaker: Já quero conectar com ela, porque outra... Falando de inclusão, desculpa, vou te interromper, é muito assunto.
Speaker: Além da minha mãe como modelo no metaverso, eu trago duas outras modelos para essa coleção, que uma é a Blinx, que é uma avatar cadeirante, que vem justamente falar de inclusão no metaverso.
Speaker: E a outra é a Bina, que é uma avatar biônica.
Speaker: Ela vem lá de Ghana, é uma avatar, mais power, biônica, com um braço e uma perna biônica, de um artista ganês que eu conheci aqui.
Speaker: Então, as pessoas me perguntam muito sobre isso, eu falo, cara... Ela dando um hang-loose.
Speaker: É muito maneiro.
Speaker: Exatamente.
Speaker: É muito importante a gente normalizar corpos diferentes, sabe?
Speaker: Exatamente.
Speaker: E era justamente essa a ideia.
Speaker: Então, a inteligência artificial... E é por isso que eu acho até que está um perigo aí a...
Speaker: A Guta até falou um pouco isso, que tanto o metaverso quanto a inteligência artificial, elas ainda estão centralizadas, elas ainda estão... E aí talvez até por isso que tem esse certo conflito, assim, quando você chega com uma carteira, por exemplo, você não paga essas plataformas de inteligência artificial, por exemplo, com token, com Matic, com Poly, enfim, whatever.
Speaker: Bom, e o outro que eu lembrei também, só para finalizar essa questão de quanto é importante nós inserirmos prompts pretos, inserirmos prompts gentis, inserirmos prompts que não estão no comum, que é para educar o algoritmo de que
Speaker: existe um outro padrão, existem coisas diferentes além do padrão eu lembrei muito do Pedro Magalhães que abriu o especial CBDC e ele foi o desenvolvedor que reescreveu o código do DREX e denunciou algumas coisas que a CBDC brasileira permitia e ele falou assim a hora de mudar
Speaker: O momento é agora.
Speaker: Por quê?
Speaker: É nesse momento que estão sendo construídos os códigos que vão reger as próximas gerações.
Speaker: Entendeu?
Speaker: Então, por exemplo, o momento de você introduzir
Speaker: lá na inteligência artificial corpos diferentes introduzir cores diferentes esse exemplo que você trouxe é triste uma mulher negra precisou colocar uma máscara branca para poder
Speaker: passar no filtro ali, senão cortava o rosto dela.
Speaker: Cara, lá já me... Não, e quer outro exemplo bizarro?
Speaker: Na hora que eu vou, na hora dos prompts ali, quando eu peço CEO de uma empresa de sucesso africano, ele me dá esse homem preto com dois ombros e dois braços.
Speaker: Aí na hora que eu boto CEO de uma empresa de sucesso africano, de moda feminina, aí ele gera uma mulher preta.
Speaker: Só que, olha que bizarro, isso foi o que mais me impactou.
Speaker: Antes dele mostrar, ele gera a imagem, mas a imagem vem com aquele alerta, sabe quando ela vem borrada com aquele ponto de exclamação, imagem sensível?
Speaker: Tanto que eu falei, aparece assim, né?
Speaker: Eu falei, imagem sensível?
Speaker: Aí eu falei, o que ele gerou?
Speaker: Quando eu cliquei, era uma mulher preta vestida com uma roupa chique de CEO.
Speaker: As proporções dela eram um pouco estranhas.
Speaker: Ela tinha um ombro muito largo, um peito meio no meio da cintura.
Speaker: Era uma pessoa de umas proporções um pouco estranhas, se você olhasse direito.
Speaker: Mas ele gerou um alerta de imagem sensível antes de me mostrar.
Speaker: Porque uma mulher preta em posição de poder é uma imagem sensível.
Speaker: Aquilo ali é pra quando tem violência, é pra quando tem, sei lá, alguma coisa sexual.
Speaker: Eu tô falando do Leonardo, tá?
Speaker: Leonardo, Stable Diffusion.
Speaker: Leonardo, um programa que todo mundo usa, que é gigante.
Speaker: Olha que loucura.
Speaker: Você sabe que esse algoritmo aí, a polícia já tem há muito tempo, né?
Speaker: É preto, é sensível.
Speaker: É, mas foi o que eu falei.
Speaker: Você tem isso na polícia, detectando o suspeito.
Speaker: E os suspeitos são todos pretos, lógico.
Speaker: Exato, exato.
Speaker: Se é preto, é bandido, né?
Speaker: Isso é seríssimo.
Speaker: E a sociedade, entendeu?
Speaker: Suspeito é preto.
Speaker: Tem até um quadro de Porta dos Fundos, né?
Speaker: Ah, eu vim aqui numa delegacia, acabaram de me roubar o meu cordão, tal, o seu guetá.
Speaker: Quantos pretos tinha?
Speaker: Não, ele não era preto, mas era Black Power, né?
Speaker: Black Power, tava com trancinha e tal, tipo, ou seja... É o peçanha, não é?
Speaker: É maravilhoso isso.
Speaker: É exatamente assim.
Speaker: É uma característica.
Speaker: É um algoritmo social, entendeu?
Speaker: Ela só tá replicando o que, na verdade, já é um algoritmo já estabelecido.
Speaker: É nosso.
Speaker: Exatamente.
Speaker: Olha, vamos mudar um pouco de assunto.
Speaker: Vamos falar de saúde da mulher e Web3.
Speaker: Vamos.
Speaker: Vamos falar, então, de NF-Teta.
Speaker: Eu adoro essas brincadeiras.
Speaker: Você sabe que tem a coleção NF-ETs.
Speaker: NF-ETs.
Speaker: Não!
Speaker: Muito legal, é, muito legal.
Speaker: É parceira nossa aqui no Bloco Café.
Speaker: Tem a NF Trans de uma amiga minha trans.
Speaker: Tem a NF Trans, exatamente.
Speaker: Eu adoro essa... Já teve aqui também no Bloco Café.
Speaker: Muito legal.
Speaker: E eu adoro essa daí.
Speaker: E adorei, né?
Speaker: NF Teta.
Speaker: Vamos falar então dela.
Speaker: Como é que surgiu essa ideia?
Speaker: Qual foi a motivação por trás?
Speaker: A Teta, a famosa Teta, tão polêmica, né?
Speaker: Coitada, censurada em todos os lugares.
Speaker: Coitada da Teta feminina.
Speaker: Então, bom... O nome veio como uma provocação, obviamente, né?
Speaker: Eu tava...
Speaker: Eu tenho uma amiga que faz um prêmio de mulheres na música, Women Music Events, e aí eu tinha ido pra São Paulo.
Speaker: Na verdade, isso é uma super plataforma pra trazer mais mulheres pra música, em todos os cargos, obviamente, que tem workshops no meio do ano, palestra, um evento bacana, e no final do ano tem um prêmio.
Speaker: E aí eu tava no prêmio
Speaker: Afinal, do ano passado já era essa onda de NFT.
Speaker: Eu já estava a louca do NFT, né?
Speaker: Porque desde que eu descobri no meio do ano foi a caixinha de pendora da minha vida.
Speaker: E o prêmio... No prêmio, o prêmio é uma teta.
Speaker: É uma escultura de uma teta.
Speaker: E aí eu vi aquela teta e eu falei, NF-teta.
Speaker: E aí começou a piração.
Speaker: Eu já... Eu tenho um trabalho de arte contemporânea que não tem nada a ver com a moda, né?
Speaker: Que é outra história.
Speaker: Que foi uma das coisas que me atraiu para esse universo de NFTs.
Speaker: Eu vi ali uma maneira, na verdade, eu queria construir a minha carreira de arte contemporânea nos NFTs, acabei entrando primeiro na moda.
Speaker: E aí eu falei, cara, eu posso usar esse nome e eu posso criar uma coleção que seja voltada para ajudar mulheres, porque...
Speaker: Eu não consigo falar e não falar um pouquinho de feminismo, que seja ser uma mulher empreendedora é um puta desafio, é muito difícil.
Speaker: Apenas 2% das startups que recebem financiamento são de mulheres.
Speaker: E aí, falando de viés, tem todo um estudo incrível, tem até um TED sobre isso maravilhoso, onde eu vi várias estatísticas, inclusive essa.
Speaker: Então é muito difícil, sabe, você conquistar as coisas na posição de mulher.
Speaker: E eu falei, cara...
Speaker: Arte, eu acho que é sobre causar impacto.
Speaker: Eu não acredito na arte pela simples beleza, não que beleza não seja um motivo suficiente, mas eu acho que ela é muito mais do que isso.
Speaker: A arte hoje em dia, eu acho que ela vem muito, desde a arte moderna, principalmente a arte contemporânea,
Speaker: com o intuito de fazer pensar, sabe?
Speaker: De realmente causar algum impacto nas pessoas.
Speaker: E eu falei, vamos fazer pensar e vamos causar um impacto social.
Speaker: Então, a NFT, ela é esse projeto que eu diria que é a minha entrada no mundo da arte contemporânea.
Speaker: E eu resolvi fazer com...
Speaker: um pacto social real, 80% do valor desse NFT vai direto para a causa que ela ajuda, sabe?
Speaker: Eu acho que como mulher que quebra pedra e vai conquistando espaços e contatos e coisas e pessoas, eu tenho a obrigação de usar essa posição de privilégio que eu tenho e esse espaço que eu consigo abrir para puxar outras comigo.
Speaker: Então, a ideia foi essa, é uma coleção totalmente colaborativa.
Speaker: Para novas NFTtas nascerem, a gente só precisa de mulheres com causas ou instituições que ajudam mulheres, precisando de dinheiro, eu acho que isso é o que mais tem.
Speaker: Então, é um open call também, sabe?
Speaker: Venham com um projeto e um valor que precisa... Eu crio uma nova arte e a gente bota para vender.
Speaker: Hoje a gente tem três NFT, vamos lá.
Speaker: A primeira, na verdade, é um convite, a NFT está a abrir alas, ela é inspirada em mim, onde nasceu ali esse amor todo.
Speaker: Eu sou essa pessoa carnavaleisca, filha de dois pais que me conheceram criando cartaz para o baile de carnaval e eu sou a louca do carnaval do Rio de Janeiro.
Speaker: eu vivo em todos os blocos de rua aqui, com meus óculos de pena, que você viu que existem como filtro, mas eles primeiro existiram físicos, depois eu fiz o filtro, e eu, cara, sei lá, descobri, com 40 anos de idade tomei coragem e resolvi sair de tapa-teta, sabe?
Speaker: Eu comecei a ver a mulherada saindo, eu morta de calor, o carnaval aqui é um inferno, eu falei, eu quero isso,
Speaker: Mas tinha todo aquele estigma, né?
Speaker: E aí, o dia que eu tomei coragem e saí com um tapa-teto, eu nunca mais quis outra vida.
Speaker: Virou minha marca registrada.
Speaker: E pode parecer uma bobagem, mas...
Speaker: para a mulher não é não, é uma coisa extremamente empoderadora, corajosa, enfim, há 50 aspectos que eu podia passar um podcast inteiro falando sobre, então eu vou pular, mas eu comecei a criar esse movimento e chamar outras mulheres e toda mulher que para e fala, ai maravilhosa, que para, me elogia, fala alguma coisa, eu já passo um discurso feminista no meio do bloco, de dois minutinhos,
Speaker: para ela fazer também, porque é muito empoderador realmente você tomar propriedade do seu corpo, né?
Speaker: O que eu penso como artista?
Speaker: O meu corpo, eu sou mulher, o meu corpo ele vai ser objetificado quer eu queira, quer eu não queira.
Speaker: pela minha condição de mulher nessa sociedade patriarcal.
Speaker: Então, se o meu corpo vai ser objetificado, quem vai objetificar ele sou eu.
Speaker: Então, foi um pouco tomar propriedade desse território e usar a favor de outras mulheres.
Speaker: Eu escaneei a minha própria teta com um iPad, foi um processo até um pouco complicado, e depois eu trabalhei, criei 3Ds em cima disso, mas a ideia era doar mesmo, sabe, uma parte do meu corpo, essa tão simbólica, feminina, proibida e amada, pra arte, pra ajudar outras mulheres.
Speaker: Então é isso, eu fiz a carnavalesca, inspirada aqui na minha...
Speaker: descoberta carnavalesca para esse mundo mais feminista ainda.
Speaker: Ela é um freemint, ainda tem algumas disponíveis, é só entrar lá no site, é nftta.io.
Speaker: Então, a carnavalesca é um convite realmente para as pessoas começarem a coleção.
Speaker: É freemint mesmo, o gás também está pago já.
Speaker: Ela está mentada na Polygon, então quem tem carteira já vai direto para a carteira.
Speaker: E aí tem duas outras nfttas
Speaker: que já são cada uma para apoiar uma causa diferente.
Speaker: Tem a Outubro Rosa, que eu lancei agora no mês de outubro, mas continua à venda, que apoia a luta contra o câncer de mama.
Speaker: Cada NFTta vai dar uma consulta psicológica para uma mulher que acabou de receber o diagnóstico de câncer de mama.
Speaker: Cada mulher é contemplada com até 10 consultas.
Speaker: e é um momento importantíssimo porque esse diagnóstico vem destruindo a vida da pessoa, existe uma estatística gigantesca de abandono de mulheres quando se descobrem doentes, normalmente, tradicionalmente na sociedade, a mulher é que cuida, e quando ela precisa receber cuidados ela é abandonada, então é mais importante ainda esse apoio psicológico nesse momento,
Speaker: E a NFTta Trans, que é uma NFTta que apoia uma ONG chamada Fonatrans, que é o Fórum Nacional dos Transsexuais e Travestis Negras e Negros.
Speaker: Esse fórum existe no Brasil inteiro e ele tem sede lá no interior do Piauí.
Speaker: Foi criada por uma mulher maravilhosa chamada Giovanna.
Speaker: E ela criou um projeto lá de capacitar mulheres trans
Speaker: com curso de manicure e designer de unha, para que elas possam ter uma profissão, porque, infelizmente, mais de 90%, não lembro o número exato, mas assim, quase a totalidade dessas mulheres depende da prostituição para viver, porque o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo, a violência e o preconceito são absurdos, né, não preciso nem falar sobre isso, acho que é...
Speaker: já se sabe, mas é uma coisa gritante e ainda mais no interior, essas mulheres dependerem de alguém para empregá-las, elas não conseguem, então quando elas ganham uma profissão, ainda mais como essa de manicure, você consegue ir vendendo o seu trabalho e criando também ali uma comunidade, porque você para na frente de uma pessoa, fica ali meia hora pelo menos conversando com essa pessoa, então
Speaker: É uma forma também de inserção social, além de um modo digno de vida.
Speaker: E essa NFT apoia essa causa, vai formar... A Giovana já formou uma turma durante a pandemia, na verdade, ela formou três turmas, se eu não me engano, durante a pandemia.
Speaker: E aí agora a gente criou uma NFT para fazer mais uma turma para apoiar esse projeto.
Speaker: Cara, elas custam 50 reais...
Speaker: É aquele valor assim que não tem desculpa, sabe?
Speaker: Não é nem uma pizza, que a pizza tá mais cara que isso, é um drink num bar chique e você vai fazer diferença na vida de uma mulher, então é isso, é uma coleção muito importante e aberta.
Speaker: e infinita, espero estar fazendo NFT até o dia que eu morrer, já vai ser Web 5, o NFT já vai ser intergaláctico e eu quero estar lá, e é isso, 80% vai direto para a carteira, e tudo isso está dentro da transparência e da descentralização da Web 3, você pode ver, o valor vai direto para a carteira, eu fiz o onboarding dessas instituições, quem recebe a...
Speaker: Outubro Rosa é a Uncoguia, que é uma ONG que já atua há 16 anos nessa luta, e a Fonatrans é a que recebe a outra, que é o fórum.
Speaker: Eu fiz o onboarding das duas instituições, então tá lá, e os 20% que volta é pra ajudar a sustentar a causa, pra criar novas NF-tretas, pra manter esse projeto vivo, é isso.
Speaker: Inclusive já vou até soltar um spoiler aqui O Blocafé vai sortear um NFT Pra quem tiver o poap desse episódio Olha!
Speaker: Aguarda aí depois vai sortear E achei muito legal que...
Speaker: a plataforma é 50 reais ou 20 batik assim então você pode pagar também com token e tal muito maneiro tá ou tem o cartão é inclusivo isso é super importante eu acho falando de web3 tanto na moda quanto no impacto social você pode pagar mesmo sem nunca ter tido cripto na
Speaker: vida, não tem problema, a gente faz um onboard.
Speaker: É, irado, irado, muito legal esse trabalho.
Speaker: Obrigada.
Speaker: Eu queria, a gente vai passar agora já para os finalmentes, tenho duas perguntas aqui antes da comunidade, mas ela tem um pouco a ver com essa questão de onboard, questão de pessoas de fora.
Speaker: A primeira delas,
Speaker: Como é que tem sido esse experimento?
Speaker: Vamos pegar os dois Tanto da coleção NF-Teta Como da coleção Fiji-Fiji e tal de vocês Tem nome o teu projeto, Lili?
Speaker: Ou é a Lili Kessler mesmo?
Speaker: É, Lily Kessler mesmo, sei lá.
Speaker: É a marca.
Speaker: Figitalizei, é a marca.
Speaker: Eu chamo a coleção de Let's Get Figital, que as minhas referências são antigas, da música da Jane Fonda, era Let's Get Fisical.
Speaker: Mas não é oficial esse nome, é só uma brincadeira.
Speaker: Como é que está sendo esse experimento?
Speaker: Quais são as avaliações?
Speaker: Os aprendizados?
Speaker: Principalmente dessa campanha agora Que foi o Outro Roda da NFT Enfim, o que você pode partilhar Para quem está começando agora?
Speaker: O que você falaria Para a Lili que começou na Web3 Lá atrás?
Speaker: Eu falaria Por que você não entrou nisso antes?
Speaker: O que você ainda está fazendo aí?
Speaker: eu queria ter entrado antes, não por causa do bull marketing, nem por causa de cripto, eu queria apenas ter conhecido essa tecnologia e mergulhado nesse universo hoje, porque eu acho fantástica, por causa de todos os motivos que eu falei para vocês.
Speaker: Mas experiência, eu ainda não tenho para compartilhar, é tudo muito novo, eu acho que é... Minha experiência é bateção de cabeça, quebração de pedra, incerteza, incerteza, incerteza e continuo com incerteza.
Speaker: Eu acabei de lançar a coleção digital, a coleção de moda Fington, né?
Speaker: Eu não tive tempo ainda pra parar pra mexer na loja, porque assim, botar uma loja online pra vender é um job hoje em dia, né?
Speaker: Não é mais só botou ali e vendeu.
Speaker: Tem toda uma ciência algorítmica que eu não falo ainda, que eu preciso fazer, então...
Speaker: Ainda não sei, é muito novo.
Speaker: Meu feedback, por exemplo, nos eventos que eu tive em vários eventos agora com stand e palestrando e fazendo painel.
Speaker: Então, eu estou falando muito sobre esse trabalho e dando aula.
Speaker: em curso de moda, dando aula em MBA e cripto, enfim, tô até na UAB, eu fui, aliás, eu fui palestrar na UAB semana passada, e eu saí de lá convidada pra integrar a Comissão de Direitos do Metaverso, gente, eu fiquei honradíssima, aí eu me senti importante.
Speaker: Porque é um grupo de advogados, na verdade, que se reúne com alguma frequência para falar sobre isso, sabe?
Speaker: Esse mundo novo, a tecnologia vai sempre muito mais rápida do que a regulação, né?
Speaker: E é importante pensar nisso.
Speaker: E aí, eu mesmo sendo uma não advogada, entrei ali nesse...
Speaker: Nesse grupo, achei uma honra e é muito legal poder pensar sobre isso tudo.
Speaker: Mas é isso, é novo e é um experimento.
Speaker: As pessoas não entendem muito o que eu estou falando.
Speaker: No primeiro momento, eu vejo todo mundo de boca aberta, sabe?
Speaker: Às vezes eu acabo de falar nessas palestras, nessas coisas, e eu falo, tem alguma pergunta?
Speaker: E as pessoas, elas ficam me olhando com uma cara de eu explodir o cabeção dela, entendeu?
Speaker: Não é nem que elas dormiram na palestra, elas estão super acordadas, mas elas não têm a menor ideia de que elas vão perguntar isso, que eu vejo muito.
Speaker: Tem gente que me acha completamente louca, normal.
Speaker: Então, eu entendi lá atrás, quando eu descobri esse mundo em...
Speaker: sei lá, final do ano passado, meio para o final do ano passado, eu entendi que tinha muito pouca gente falando sobre isso e as pessoas estavam, cada uma na verdade, falando só sobre o seu projeto.
Speaker: Ninguém estava falando sobre o universo, tipo esse panorama que eu te dei da moda digital, o que ela pode fazer e tal.
Speaker: Eu não encontrei esse conteúdo, sabe?
Speaker: Em português, de jeito nenhum, em inglês algumas coisas, mas também não colocado dessa forma que eu acho que é mais simples de fazer as pessoas entenderem, né?
Speaker: tava tudo muito nichado, então eu meio que assumi esse lugar, sabe?
Speaker: Eu estudei muito
Speaker: Criei um conteúdo, criei uma palestra e passei esse ano falando... Aí entrou em inteligência artificial, né?
Speaker: Lógico que foram entrando vários outros assuntos no meio do caminho.
Speaker: Então, a minha experiência ainda é muito de construção, sabe?
Speaker: O feedback, eu acho que vai vir agora.
Speaker: O feedback que eu já tenho do que eu tenho falado é que as pessoas me acham louca, não fazem muita ideia, acham divertido, mas não entendem muito ainda.
Speaker: E meu feedback de venda mesmo, eu vou entender agora que eu vou botar a mão na massa, sabe?
Speaker: Mas eu acho que ainda é estranho.
Speaker: E quanto mais pessoas, quanto mais marcas forem aderindo a esse cenário, eu acho que facilita também.
Speaker: Não vai ser da noite para o dia.
Speaker: Eu não vou chegar com esse negócio e as pessoas vão falar, uau, é isso.
Speaker: Sabe, eu acho que as pessoas vão torcer o nariz ainda muito tempo antes de começar a entender e trazer para as suas vidas.
Speaker: Mas, ok, eu entendo isso, eu me coloquei nesse lugar.
Speaker: Eu às vezes falo, eu virei uma evangelizadora, sabe?
Speaker: Então, é meio solitário, às vezes.
Speaker: Eu encontrei parceiros muito legais no meio do caminho, né?
Speaker: A loja toda fiz, então, a parte tecnológica...
Speaker: foi desenvolvida pela Metacosmos, que é uma agência incrível, criada pelo Ian Borges, que é um puta empreendedor, já trabalhou em grandes empresas, escreveu best-seller, ele é aquele, sabe, super desbravador também.
Speaker: e ele estava pensando em termos de solucionar dores de comércio online, ele estava pensando em tudo que eu estava pensando de fazer o Profetor, de fazer, de transformar as roupas em fígita, o NFT, blá blá blá.
Speaker: Então, eu, a gente, foi engraçado o momento que a gente se encontrou, porque foi meio juntar a fome com a vontade de comer.
Speaker: Eu estava na bujinha, eu já tinha claro na minha cabeça o que eu queria fazer, isso foi em março,
Speaker: no Ethereum Rio, foi no Ethereum Rio que a gente se encontrou, se conheceu e a gente se olhou de longe e falou, vamos conversar, ficou duas horas conversando e nasceu ali a parceria mas era isso, a gente estava muito sintonizado, então eu sinto ainda às vezes que é um caminho solitário, mas ao mesmo tempo a bolha Web3 ela é pequena, todo mundo vai se conhecendo e aí de repente você encontra alguém que está ali naquela sintonia
Speaker: E a gente está construindo junto.
Speaker: Eu fui a primeira marca que lancei, ele vai lançar outras marcas agora no final do ano, marcas até maiores, tipo a Hadley, a Cantão.
Speaker: Então essas marcas já têm um apelo muito maior para o público que eu não tenho ainda, né?
Speaker: Eu estou entrando agora nesse momento.
Speaker: mundo da moda eu acho que isso vai ajudar então é um cenário que vai ser construído a minha meu feedback para vocês é esse assim para tensão de cabeça experimentação quebração de pedra conversa com todo mundo troca ideia e nada é regra o que funciona para uma coleção não funciona porque pensando quando eu vou lançar como uma coleção normal de nfc é criar aquele fomo para tentar fazer
Speaker: e fechar o período de venda, eu falei, mas isso não faz sentido para mim, porque eu estou vendendo moda.
Speaker: Na NFT também não faz sentido para mim, porque o meu benefício ali não é um clubinho que a pessoa vai poder entrar.
Speaker: O benefício da NFT é ajudar uma pessoa, sabe?
Speaker: Entendeu?
Speaker: Então, não faz sentido eu brincar com esse FOMO, que é a estratégia de outras coleções de NFT.
Speaker: Então, é muito entender o que você está fazendo, para que você está fazendo.
Speaker: Não existe fórmula.
Speaker: E sair experimentando.
Speaker: E agora eu estou louca para...
Speaker: entender aonde isso tudo vai chegar, de repente a gente faz um outro encontro mais pra frente no meio do ano que vem, onde eu vou ter um feedback pra te dar, mas agora pra mim é uma surpresa, sabe, não sei ainda.
Speaker: Muito bom, muito bom, Lili.
Speaker: Olha, outra coisa que você trouxe bastante aqui, eu acho que vale muito a pena a gente trazer aqui essa bagagem tua,
Speaker: de eventos presenciais, como se não bastasse exposição, speaker, você também está levando a tua marca como standard, ou seja, você está muito presente nos eventos de Web3, e não só Web3, a gente acabou de citar um aqui da moda também,
Speaker: Primeiro eu queria que você trouxesse como é que está sendo a aceitação da galera que não é da Web3, não é nativa e quando vê aquilo lá, como é que está sendo isso, essa doideira e depois trouxesse aí alguns eventos que marcaram a tua jornada
Speaker: Cara, a reação das pessoas é aquela que eu acho que eu falei ainda há pouco.
Speaker: As pessoas acham que eu sou completamente louca, ficam paradas de boca aberta na frente do estande.
Speaker: É engraçado, né?
Speaker: Eu devia filmar essas coisas, tinha que deixar uma câmera.
Speaker: Às vezes tem gente que para na frente do estande e fica com a boca aberta, assim.
Speaker: Aí eu levanto e vou falar com a pessoa.
Speaker: É...
Speaker: Eu acho divertido esse trabalho de trazer uma coisa completamente nova, sabe?
Speaker: É o que eu te falei também, eu estou trabalhando com coisas que não existem, coisas que não existem, entre muitas aspas, há muito tempo.
Speaker: Então, eu acho divertido trazer essas possibilidades.
Speaker: E eu, falando de um contexto onde a gente passou alguns anos trancada em casa e se vendo virtualmente e metaversa, não sei o quê...
Speaker: O mundo digital, ele é muito legal.
Speaker: E ele tem possibilidades criativas incríveis.
Speaker: Eu não falei isso ainda, mas, por exemplo, uma roupa digital, ela não tem o menor compromisso com a realidade.
Speaker: Quando a gente estiver vivendo ali no nosso mundinho misto e usando óculos de realidade mista, você pode estar com uma jaqueta pegando fogo, entendeu?
Speaker: Eu posso estar com um rabo de sereia, sabe?
Speaker: Eu não tenho compromisso nenhum.
Speaker: Então, isso é muito divertido, eu acho, da...
Speaker: da moda digital.
Speaker: Mas os eventos presenciais, eles têm uma característica, eles têm uma troca, eles, eu acho que abrem um nível de diálogo que você não tem, por mais íntimo que o metaverso possa ser, por mais íntimo que uma conversa de Zoom possa ser, né?
Speaker: E a gente teve essa experiência...
Speaker: é diferente do olho no olho, é diferente do contato.
Speaker: Então, eu acho que eu bati recorde de quantos eventos eu participei esse ano.
Speaker: Mas eu sinto muito isso.
Speaker: Às vezes eu conheci uma pessoa falando em um painel com ela.
Speaker: Cara, ficou um vínculo completamente diferente de uma pessoa que talvez eu tenha feito só uma reunião no Zoom em algum momento da minha vida.
Speaker: Sabe, tem uma coisa de olho no olho e de energia e de trazer isso pro mundo físico.
Speaker: Então, eu...
Speaker: Acho que isso não vai se perder, eu espero que isso não se perca, e mesmo tendo experiências digitais, é isso, eu acho que o físico é importantíssimo.
Speaker: Eventos que me marcaram, cara, eu acho que todos foram importantes, o
Speaker: O primeiro para mim que marcou, eu acho que foi o primeiro que eu palestrei, que foi em janeiro no Smart Summit, que é um evento, na verdade, focado mais na comunidade financeira, ali da XP, investimentos, né?
Speaker: Outro universo, mas tinha... Eles estão ligados no futuro, então tinha um palco todo de Web3, e aí eu falei nesse palco de Web3,
Speaker: Eu estava nervosíssima.
Speaker: A única palestra que eu tinha dado na minha vida foi, sei lá, mais de 10 anos atrás, num evento sobre economia criativa.
Speaker: E eu estava mais nervosa ainda.
Speaker: Mas depois que eu engatei, depois que eu subi no palco, comecei a falar, acho que eu engatei a primeira e não parei de falar até agora.
Speaker: Porque eu entendi ali a mágica de...
Speaker: transmitir conhecimento de levar uma coisa nova para as pessoas, sabe?
Speaker: Eu venho de uma família, além de artista, de professoras.
Speaker: A minha mãe era professora de francês e minha avó e minha tia também eram professoras.
Speaker: E eu nunca achei que eu tinha talento didático na minha vida, sabe?
Speaker: Eu sempre falo que eu sou impaciente, eu não tenho filho, nem quero ter.
Speaker: Eu falo, não tenho paciência.
Speaker: mas eu acho que eu sou tão apaixonada pelo assunto, por vários motivos, que eu falo disso com muito prazer e eu acabo interessando as pessoas.
Speaker: Foi mágico para mim sair daquele painel ali e antes de mim tinham falado homens brancos e arterioscis estabelecidos e super importantes, de instituições super importantes.
Speaker: E quando eu entrei no palco depois, né, ali...
Speaker: pra falar de moda num evento de economia num palco de web 3 tipo WTF, né?
Speaker: E, cara, estava lotado.
Speaker: E as pessoas ficaram até o final.
Speaker: E várias pessoas vieram, cinco pessoas vieram tirar foto comigo.
Speaker: Eu não entendi nada.
Speaker: Fiquei tipo, mas por quê?
Speaker: Eu tive feedback de homens brancos, heterocins, de blazer, de falar para mim como foi interessante o conteúdo que eu trouxe, que não sabia de todos aqueles dados sobre moda e blá, blá, blá.
Speaker: Então, assim, para mim foi muito especial ver que eu tinha conseguido traduzir
Speaker: de uma forma que era interessante para todo mundo, até para quem, teoricamente, não estava nem aí para a moda.
Speaker: Como eu consegui mostrar relevância, né?
Speaker: Porque moda tem a ver com até quem não gosta de moda.
Speaker: As 50 camisetas pretas e as 30 bermudas jeans que você compra impactam o meio ambiente também, mesmo, entendeu?
Speaker: Não sendo peças fashionistas.
Speaker: Então, eu consegui, de alguma maneira, passar essa mensagem, sabe?
Speaker: Isso me deixou muito feliz, isso foi muito impactante para mim.
Speaker: Ali é que eu acho que eu mergulhei nessa história.
Speaker: Eu sempre brinco que a lição mais valiosa que eu aprendi na faculdade de comunicação é que comunicação não é o que você fala, é o que o outro escuta.
Speaker: E eu faço esse exercício constante na minha vida, então aquele momento eu acho que foi mágico ali pra mim, sabe?
Speaker: E depois disso, não sei, as trocas que acontecem nos palcos, o que eu aprendo, o que eu...
Speaker: a reação das pessoas, a cara das pessoas olhando pra mim, achando que eu sou louca.
Speaker: Quando eu vejo uma pessoa me olhando com essa cara, eu fico feliz, porque eu falo, tô no caminho certo, sabe?
Speaker: Eu lembro do professor lá da banca, da minha monografia, querendo me reprovar.
Speaker: E aí o outro cara que me deu 10, que era um cara que tinha estudado no MIT também, que é um puta visionário, ele falou pra mim, isso é um elogio, isso quer dizer que você tá no caminho certo, quer dizer que você tá fazendo uma coisa que é tão nova que as pessoas ainda não estão entendendo, segue nesse caminho.
Speaker: Isso me marcou.
Speaker: Bom, eu faço sempre uma brincadeirinha lá no X, horas antes da gravação, Lili.
Speaker: O que você perguntaria para a Lili?
Speaker: E aí o Gino Mato, que está sempre presente aqui com o seu humor característico, perguntou aqui para você.
Speaker: Já que vocês vão falar de moda, Lili, usar boné de loja, de material de construção, está na moda de novo?
Speaker: Cara, eu não sabia nem que tinha saído da moda, na verdade, Gêno.
Speaker: Eu não acredito nisso.
Speaker: Essa esquizofrenia aí do tá na moda, não tá na moda, indústria da moda.
Speaker: Eu fiz um podcast que até o jornalista é o Pedro Doria, que é filho do orientador da minha monografia, por acaso.
Speaker: E ele me fala, e ele me faz essa pergunta sobre a indústria da moda, não sei o quê, e a minha resposta é a moda não é a indústria da moda, sabe?
Speaker: Para mim, moda é linguagem e é auto-expressão.
Speaker: E aí, se você... Se usar o boné da Lone de material de construção diz alguma coisa sobre você, eu acho que ele vai estar sempre na moda.
Speaker: Eu acho que isso está caindo.
Speaker: Isso era mais...
Speaker: Óbvio, era mais evidente o que está na moda e o que não está na moda.
Speaker: Sei lá, 20 anos atrás, talvez, até 20 anos atrás.
Speaker: Mas eu acho que com a internet, principalmente, e as bolhas e as tribos se formando na internet, e o mundo cada vez mais globalizado, esse conceito de o que está na moda não está mais na moda, sabe?
Speaker: Então eu não acredito nisso.
Speaker: E aí me lembrou uma coleção maravilhosa que vai lançar agora da casa NFT, que a logo é o bonézinho, mas não é do material de construção, é o capacetinho da construção.
Speaker: E eu acho que vai ficar mais na moda ainda quando lançar a coleção da casa.
Speaker: Então o Gino continua usando o seu boné.
Speaker: Beleza.
Speaker: A última pergunta para encerrar, Lili, e é uma continuação da primeira que eu te fiz e vai amarrar tudo isso que nós falamos aqui, é o seguinte.
Speaker: Por que você ainda está em crise?
Speaker: Por que eu não entrei antes?
Speaker: É só isso que eu me pergunto, na verdade.
Speaker: Cara, eu acredito demais no que a tecnologia pode causar de mudança.
Speaker: é por isso que eu tô aqui eu não tô aqui por causa do dinheiro na entrega que eu quero meus bitcoins eu acho que eu quero mas não é sobre isso para mim sabe eu acredito muito na no potencial da tecnologia para mudar coisas na sociedade para mudar comportamento para mudar relacionamentos para corrigir problemas que a gente tem mesmo se vai dar certo e vai funcionar não sei porque ela é só uma ferramenta né quem
Speaker: Quem vai mexer é a gente, mas eu tô aqui por causa disso, que eu realmente vejo um caminho pra coisas começarem a mudar.
Speaker: Bom, eu já ouço o rufar dos tambores.
Speaker: Rufem os tambores!
Speaker: Vem aí, CryptoPog!
Speaker: Minha pergunta, Mili, é se você está preparada.
Speaker: Eu nasci pronta.
Speaker: Pra quê?
Speaker: Então, let's go.
Speaker: Olha, primeiro é sempre ele, Bitcoin.
Speaker: Quero.
Speaker: Vou comprar.
Speaker: Acredito.
Speaker: Sabe que tem uma colega carioca que a primeira vez que ela ouviu o Bitcoin, ela imaginou que era a moeda da praia, de Bitcoin.
Speaker: Adoro!
Speaker: Eu quero Bitcoin e Bitcoin também.
Speaker: Aliás, eu vou lançar esse token.
Speaker: E ela tava na praia, tá ligado?
Speaker: Ela tava na praia e eu vi o Bitcoin e falei, nossa, que moeda é essa da praia que estão falando?
Speaker: Nossa, eu vou querer lançar agora isso.
Speaker: Essa brincadeira de novo eu não tinha pensado.
Speaker: Logo eu não tinha pensado ainda.
Speaker: Tô arrasada.
Speaker: Bom, aguardem que vai nascer uma história aí.
Speaker: Tem NFT, agora vai ter o Bitcoin.
Speaker: Bitcoin, exatamente.
Speaker: Satoshi Nakamoto.
Speaker: Queria que fosse meu pai, a louca, mentira.
Speaker: Visionário, visionário.
Speaker: Eu sou fã pra caralho.
Speaker: Eu acho que ele tem que passar o resto da vida escondido mesmo.
Speaker: Ele tá certíssimo.
Speaker: Sou muito feliz que ele existe no mesmo tempo que eu no mundo.
Speaker: E que eu tô aqui testemunhando dessa revolução que tá acontecendo.
Speaker: Visionário, gêmeo.
Speaker: Só aplausos pra Satoshi.
Speaker: Queria ser amiga dele, mas não ia contar pra ninguém.
Speaker: Web3.
Speaker: Ai, um caminho.
Speaker: Um caminho cheio de possibilidades de mudanças.
Speaker: NFT.
Speaker: Ter ou não ter.
Speaker: Ai, que piada, cretina.
Speaker: Cara, é uma ferramenta bacana.
Speaker: Eu acho que...
Speaker: A tendência é que num futuro próximo muitas coisas da nossa vida virem NFTs, né?
Speaker: Nossos documentos todos.
Speaker: Fim dos cartórios!
Speaker: Nossa, posso deixar essa frase para NFT?
Speaker: Penso muito nisso.
Speaker: Enfim, eu acho que estar junto com o Web3 pode... É uma tecnologia bacana, né?
Speaker: É uma ferramenta que a tecnologia proporciona e que eu acho que torna tudo mais fácil, simples e rápido.
Speaker: Necessária.
Speaker: Metaverso.
Speaker: Ah, um mundo novo de possibilidades que pode ser muito mais divertido e inclusivo do que esse, né?
Speaker: Em alguns aspectos.
Speaker: Eu acho que o Metaverso nunca vai...
Speaker: tomar o lugar do mundo real, né?
Speaker: Eu não vejo muito esse futuro...
Speaker: onde as pessoas todas não saem mais de casa e só se encontram no virtual, não acho que é por aí, mas definitivamente ele possibilita novas conexões, conexões diferentes.
Speaker: Da mesma forma que a internet fez a gente estar muito mais conectado, se a gente sobreviveu a essa pandemia é muito por conta da internet, imaginando ter passado por isso em 1922, o desespero não devia ser, sabe?
Speaker: Eu acho que do mesmo jeito o metaverso
Speaker: que não existe, hoje metaversos, essa comunicação metavérsica, acho que eu vou trocar por esse termo, ela vai tornar essa possibilidade de troca humana digital ainda mais íntima e pessoal e criativa e interessante.
Speaker: Então, acho que vai ser um complemento divertido para as nossas vidas.
Speaker: Inteligência artificial.
Speaker: Nossa, para mim tudo são possibilidades, novas possibilidades e potencialidades.
Speaker: Eu digo que eu sou tão otimista que para mim o copo está sempre cheio, metade de água e metade de ar, e isso é incrível, porque na metade que tem ar você pode colocar o que quiser para misturar com a sua água.
Speaker: Então, eu acho que a inteligência artificial é meio isso, é uma...
Speaker: É mais uma ferramenta muito bacana que está se tornando disponível para a gente, tem possibilidades de melhorar demais a nossa vida, mas também tem possibilidades de ser destrutiva, então é algo que tem que ser explorado com certeza, tem que ser regulado com certeza e essa regulação
Speaker: Ela tem que ser feita com muito cuidado para não tolir a tecnologia, mas ao mesmo tempo para não deixar que a tecnologia prejudique a vida das pessoas.
Speaker: Então, assim como o espaço, acho que é um universo importantíssimo a ser explorado com cautela, porém curiosidade.
Speaker: Segurança digital.
Speaker: Importantíssima, né?
Speaker: Cada vez mais.
Speaker: Mais do que segurança digital, prender sobre ela, né?
Speaker: Porque...
Speaker: A maioria das pessoas hoje não tem ideia de como lida nem com os termos de uso das plataformas e como a gente é vítima deles, ainda mais quando o mundo for ficar cada vez mais tecnológico.
Speaker: Então, acho que é importante, assim como a regulação, né?
Speaker: Nem gosto da palavra, da expressão mal necessário, mas algo nesse caminho, né?
Speaker: A gente precisa dela também.
Speaker: Pra se proteger sem que ela limite o que a gente pode alcançar.
Speaker: Mas acho que mais importante do que tudo isso é poder ensinar, falar dela e poder ensinar isso pras pessoas pra que elas possam se proteger.
Speaker: Porque não adianta a segurança ser só pra alguns, né?
Speaker: A ponte entre o mundo físico e o digital.
Speaker: Decentralização.
Speaker: Totalmente necessária, né?
Speaker: Acho que é uma força de descentralização das maiorias, talvez.
Speaker: Daqui a pouco vão me chamar de comunista, né?
Speaker: Mas eu acho que é uma possibilidade de mais justiça, né?
Speaker: De descentralização.
Speaker: É importante.
Speaker: Um dos maiores problemas do nosso mundo hoje é a concentração cada vez mais insana
Speaker: de capitais na mão de poucos, né?
Speaker: E todos os problemas que isso gera, né?
Speaker: Produzir bilionários é um problema muito sério, então tudo é muito centralizado.
Speaker: As grandes empresas que mandam no mundo hoje não existiam 20 anos atrás, isso tudo...
Speaker: É uma centralização muito louca.
Speaker: A partir do momento que a gente pode tomar posse dos nossos dados, que nunca deveriam ter deixado de ser nossos, e que a gente possa agir diferente, eu acho que a gente consegue, talvez, criar um pouco mais de justiça, diminuir um pouco a desigualdade.
Speaker: Para mim, a descentralização é nesse caminho, por esse prisma que eu enxergo ela.
Speaker: O que falta para a adesão popular das criptos é?
Speaker: Cara, conhecimento, eu acho.
Speaker: Falar mais disso, né?
Speaker: Espalhar a palavra.
Speaker: Eu acho muito importante.
Speaker: Os influenciadores, o Web3, a galera que está aí falando sobre isso.
Speaker: Seja por que foco for, mais financeiro, mais filosófico, como o Casta também.
Speaker: Amo também, sou amiga, também converso.
Speaker: Consumo o conteúdo dele.
Speaker: Eu acho que...
Speaker: Falta falar mais sobre.
Speaker: Infelizmente, eu acho que a adoção em massa das criptos vai começar a acontecer à medida que os governos forem soltando as suas próprias moedas digitais, né?
Speaker: Porque às vezes as pessoas parecem que precisam de um empurrãozinho.
Speaker: A inércia é um grande problema, está todo mundo muito acomodado ali.
Speaker: Quando houve falar de cripto, houve notícia fantasiosa.
Speaker: Fantasiosa não, né?
Speaker: Mas...
Speaker: notícia de manchete, clickbait, pirâmides e não sei o quê, e não se interessa em saber, mas a partir do momento que os governos começarem a lançar as suas próprias moedas digitais, já estão todos de olho, né?
Speaker: as pessoas vão ser obrigadas a saber né pelo menos naquele ali aí talvez isso abra a cabeça delas para elas entenderem que aquele dinheiro ali é digital do governo é um pouquinho diferente do outro dinheiro digital foi criado antes e aí talvez elas aprendam a se proteger né da manipulação que pode existir numa blockchain
Speaker: pública que é privada, pública que não é pública, né, do governo, mas que é privada, eu acho que, é, eu imagino que a entrada do ICB-D6 vai, talvez, trazer um pouco mais de, pelo menos, holofote para isso, e aí, talvez, as pessoas aprendam mais sobre, para se proteger, mas, não sei.
Speaker: Você tem alguma blockchain preferida?
Speaker: Não, não consegui criar afeição por nenhuma ainda não.
Speaker: De tudo que eu escuto e falar e aprendo e leio e pesquiso, eu acredito que a mais segura e a mais estável é a do Bitcoin, mas eu realmente não sou uma especialista nisso, não tenho algo que
Speaker: mexe comigo, assim, por nenhum motivo.
Speaker: E você tem alguma que quer distância?
Speaker: Meu, eu tô toda... Eu sou a Glória Pires no Oscar nesse momento, assim, não saberia opinar.
Speaker: Ninguém me traumatizou ainda.
Speaker: Nenhum blockchain me traumatizou e nenhuma blockchain me ganhou.
Speaker: O quê?
Speaker: Lili, você se considera uma maximalista?
Speaker: Nossa, mas aí essa pergunta foi muito vaga.
Speaker: Uma maximalista, não.
Speaker: Nas minhas caixas dos meus produtos, inclusive, tá escrito menos é mais, logo na tampa.
Speaker: Depende, eu acho que às vezes menos é mais, eu acho que às vezes mais é mais, sabe?
Speaker: Mas daí depende demais do assunto que a gente tá falando.
Speaker: Eu não consigo dar uma resposta genérica pra essa pergunta.
Speaker: O que foi o colapso da Terra Luna?
Speaker: Uma bolha que estourou.
Speaker: E a insolvência da FTX?
Speaker: Como diz Joy Ponzi, é golpe.
Speaker: Foi um puta golpe.
Speaker: A gente só não sabe de quem em quem.
Speaker: Mas a história vai mostrar pra gente.
Speaker: De índice de lavagem de dinheiro a pedido de ETF na SEC.
Speaker: O que fez a BlackRock mudar de opinião?
Speaker: Agora você tá fazendo umas perguntas realmente.
Speaker: Eu acho que...
Speaker: Nem que eu fosse uma entendida.
Speaker: Eu vou sempre achar que é interesse econômico, porque aqueles caras não fazem nada que não seja por isso, né?
Speaker: Agora, destrinchar esse nó aí, vou chamar a Glória Pires de novo, não saberia opinar.
Speaker: Redes de privacidade.
Speaker: Como tudo na vida, usada para o bem e para o mal, né?
Speaker: Vai proteger a gente, definitivamente, o que é muito bom, mas também pode ser uma ferramenta para lavagem de dinheiro, tráfico humano, enfim, todos esses problemas que a gente conhece, que rolam no submundo aí.
Speaker: Então, como tudo, pode ser usado para o bem e para o mal, mas necessário é, né?
Speaker: É.
Speaker: É saber criar, é saber usar para o bem, né?
Speaker: Para proteger o cidadão.
Speaker: Porém, criar-se também mecanismos para que ela não seja usada para os fins errados.
Speaker: Nunca fácil, mas seria o ideal.
Speaker: Ethereum, flip o Bitcoin?
Speaker: Nossa, eu ia mandar um nem fudendo aqui.
Speaker: Fiquei com medo do palavrão e de morder a língua no futuro.
Speaker: Mas eu juro pra você que a primeira coisa que veio no meu coração foi um nem fudendo.
Speaker: Cara, eu acho que nada... Eu posso estar muito errada sempre, graças a Deus.
Speaker: Não tenho compromisso com... Tenho que estar certa, pelo contrário.
Speaker: Mas...
Speaker: Eu acho que nenhuma vai flipar o Bitcoin.
Speaker: Por tudo, pela filosofia, pela forma como nasceu.
Speaker: Eu não acho que não.
Speaker: N.F.
Speaker: Teta.
Speaker: Nossa, espalhar pelo mundo.
Speaker: Espalhar tetas pelo mundo é o que eu quero.
Speaker: Sério, é um
Speaker: É um projeto que está... Inclusive, a teta escaneada é a esquerda, porque está mais perto do coração.
Speaker: Tem até esse... É um projeto que eu levo para a vida, porque é sobre empoderar mulheres, sabe?
Speaker: E só nascendo mulher aqui nesse mundinho para entender o que é tornar-se mulher, como diria Simone de Beauvoir, e se estabelecer mulher na sociedade patriarcal.
Speaker: Então...
Speaker: É uma causa que é muito maior do que um projeto de arte, sabe?
Speaker: É algo que eu quero levar para a vida e espalhar pelo mundo.
Speaker: E Marte, Lua, sei lá onde esses bilionários loucos vão levar a gente.
Speaker: E FTP, TTP.
Speaker: Eu sou multiverso.
Speaker: Eu sou muita informação, é isso que eu mais ouço.
Speaker: Mas peraí, muita informação.
Speaker: Eu sou uma artista, uma mulher, tentando tornar esse lugarzinho aqui que a gente chama de casa um pouquinho melhor para mim e para...
Speaker: Quem está em volta e espero que esse em volta seja cada vez maior, sabe?
Speaker: É isso.
Speaker: Lili, o que é cripto?
Speaker: Bom, cripto vem de criptografia.
Speaker: Esconder uma informação, né?
Speaker: Traduzir uma informação para uma língua que ninguém fala ou descriptografar?
Speaker: Não sei.
Speaker: Agora, o que é cripto no nosso contexto?
Speaker: Moeda?
Speaker: Não sei.
Speaker: Viajei demais nessa pergunta.
Speaker: Não tenho uma resposta.
Speaker: Não tenho opinião.
Speaker: Não tenho uma resposta.
Speaker: Glória Pires!
Speaker: Então é isso, pessoal.
Speaker: Invocando aqui a Glória Pires.
Speaker: Chegamos no fim desse episódio.
Speaker: Glória Pires, eu uso muito esse meme.
Speaker: Eu adoro também.
Speaker: Adorei.
Speaker: Eu queria... Agora eu entendi porque o seu nome é Why So Serious.
Speaker: Olha, meu, brigadão, Lili.
Speaker: Muito legal essa conversa aqui.
Speaker: Acho que a gente falou de vários temas, várias coisas, deu para a gente conhecer bem.
Speaker: Não só o teu trabalho na Web3, o que você está construindo, mas toda essa tua janada, tudo o que te motiva.
Speaker: Isso é muito fantástico.
Speaker: Essa troca acho que é enriquecedora para o ecossistema em si.
Speaker: Eu desejo ótima sorte.
Speaker: Para mim também.
Speaker: Para todos nós.
Speaker: Desejo ótima sorte com o projeto.
Speaker: Tudo com a Lily Kessler, Fijita, com a NF Theta.
Speaker: Inclusive, já reforço aqui, os detentores do POAP, desse bloco, vai ter sorteado um NF Theta.
Speaker: Outubro Rosa, que tem aí uma consulta de terapia para as mulheres.
Speaker: Muito maneiro.
Speaker: E é isso, Lili.
Speaker: Parabéns.
Speaker: Sucesso sempre.
Speaker: Muito obrigada.
Speaker: O Blocafé está sempre de portas abertas para receber você e a gente espalhar essa palavra da Web3, da NFT e da Lili Kessler.
Speaker: Muito obrigada.
Speaker: E quero dizer que a comunicação aqui é via de mão dupla sempre, portas abertas.
Speaker: Estou aí na maioria das redes, sempre Lili Kessler, L-I-L-L-I-K-E-2-S-L-E-R.
Speaker: Lá no Instagram tem um agregador de link lá com todas as minhas redes também.
Speaker: Mandem mensagem, às vezes eu demoro um pouquinho, mas eu respondo.
Speaker: Tem LinkedIn também, tem...
Speaker: Eu acho importante a gente se conectar, manter esse diálogo aberto, sabe?
Speaker: Ideias, projetos também, me liga, estamos construindo um mundo novo.
Speaker: A Web3 é muito sobre comunidade, então só quero reforçar aqui que a minha porta também está super aberta.
Speaker: Maravilha, obrigada Lili, obrigada demais.
Speaker: Comunidade, eu também quero agradecer o carinho da sua audiência por estar aqui conosco até agora.
Speaker: Eu quero também agradecer pela interação que vocês estão tendo com a gente nas redes sociais.
Speaker: Sem dúvidas, isso é o bem mais valioso que o Blocafé pode ter.
Speaker: Eu e a Lili Kessler ficamos por aqui, mas não saia daí que vem ainda a Francisca Miguel para trazer uns recadinhos, inclusive a senha do POAP desse bloco, que vai sortear então um NF-Teta Outubro Rosa para você.
Speaker: Pessoal, nos vemos na semana que vem.
Speaker: Tchau, tchau.
Speaker: Adorei conhecer a Lili, uma mulher cheia de energia e que luta para fazer a diferença no mundo.
Speaker: Estes insights sobre moda digital e metaverso explodem a cabeça ao imaginar as infinitas possibilidades do futuro.
Speaker: E além de tudo, engajada com uma causa social e promoção da saúde da mulher.
Speaker: Toda ché para Lili Kessler.
Speaker: Aliás, para você concorrer ao NF-Teta você precisa ter o poap deste bloco.
Speaker: Então a senha é hashtag FIGITAL.
Speaker: Comenta a hashtag FIGITAL na mensagem fixada do X que um link será enviado na sua DM.
Speaker: Confira sempre se o perfil é mesmo do Blocafé.
Speaker: Outro recadinho é que o mint do NFT Blocafé um ano continua aberto.
Speaker: Por 0,01 Ether você não apenas deixa registrado on-chain o seu apoio ao Bloca-Fé, como ainda a Pharma o AirDrop da Zora.
Speaker: Se você tem dúvidas, críticas, sugestões ou parcerias, entre em contato com a gente através do x ou e-mail blocafé.proton.me.
Speaker: Todos os links, incluindo o da Lili Kessler, estão na descrição.
Speaker: Até a próxima, gente!
Speaker: Tchau!






