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Blck #061 c/ Izabela Gimenes

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61 plays · Nov 22, 2023

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Speaker: Hey, hey!

Speaker: Web3!

Speaker: Seja bem-vinda ao Bloco 61!

Speaker: Ah, se você achou que o Bloca-Fé já tinha quebrado as barreiras com o especial CBDC, espera só até conferir este episódio.

Speaker: É como se tivéssemos aberto uma porta para um universo totalmente novo.

Speaker: Neste episódio, trouxemos uma cientista que explora a Web3,

Speaker: Mesmo sem ter entrado em criptomoedas, ao menos ainda, ela é uma defensora ardente da descentralização da ciência, e acredite, o que ela compartilhou conosco é simplesmente fascinante.

Speaker: Temos aqui um convite para uma jornada nas ciências descentralizadas, e como podem ser benéfico para a humanidade.

Speaker: Este episódio é tão inusitado que, sem querer, prestamos uma homenagem a incrível Alexandre Elbakian, uma verdadeira heroína que desafia uma indústria totalmente exploratória ao hacker artigos científicos e disponibilizá-los gratuitamente para o mundo.

Speaker: Mas não para por aí.

Speaker: Nós também mergulhamos fundo na discussão sobre quebrar os muros das instituições de pesquisa e não apenas dialogar com a sociedade, mas também integrá-la ao ambiente acadêmico.

Speaker: Afinal, quem disse que a ciência deve ser interessante apenas para alguns?

Speaker: Este episódio é sobre pontes e acessos.

Speaker: Se você aprecia o processo científico ou gosta de filosofar sobre temas profundos, inclusive saúde mental, este episódio é um verdadeiro tesouro.

Speaker: Afinal, como a nossa convidada mesmo diz, todos somos cientistas.

Speaker: Então, que tal embarcar nessa jornada conosco?

Speaker: Pegue o seu café e vamos falar de blockchain.

Speaker: Hey pessoal, o bloco está prestes a começar, mas antes vamos trocar umas ideias.

Speaker: Este é o momento da nossa publicidade e como não temos um parceiro para este bloco, vou falar com você, ouvinte do Blocafé, para você saber como você pode ajudar o Blocafé a continuar a crescer.

Speaker: E vou te contar, a sua ajuda é absolutamente essencial.

Speaker: Primeiro e acima de tudo a sua audiência e interação nas redes sociais são o tesouro mais valioso que eu tenho.

Speaker: Você sabe que a nossa plataforma social principal é o X, mas também estamos explorando o LinkedIn.

Speaker: Portanto interaja com a gente nessas redes que você já ajuda um montão.

Speaker: Isso é realmente incrível e fundamental para nós.

Speaker: Você também pode pedir o Poap que é gratuito e exclusivo para cada episódio.

Speaker: Mas espere, tem mais.

Speaker: Se você puder e quiser, eu sei, não está fácil para ninguém, você pode apoiar financeiramente o Blocafé.

Speaker: E para tornar essa experiência inesquecível, temos um NFT comemorativo de um ano na rede Zora.

Speaker: Por apenas 0.01 ITER, você pode eternizar seu apoio ao Blocafé na blockchain e ter esse registro na sua carteira.

Speaker: Incrível, não é?

Speaker: O primeiro link na descrição vai direto para a página do Mint.

Speaker: Se você tiver dúvidas sobre como enviar item para a rede Zora, estou à disposição para ajudar você.

Speaker: Como você viu, há várias maneiras de você apoiar o meu trabalho e uma delas é simplesmente ouvir esse podcast que está prestes a começar.

Speaker: Muito bem a todos que chegaram agora, eu sou o Ayson Serials e esse é o Blocafé, podcast web 3 que acredita que a informação é a ponte para a revolução.

Speaker: Aqui você vai mergulhar no universo da web 3, entender suas possibilidades e desafios e descobrir como ela pode revolucionar a sua vida digital.

Speaker: Com entrevistas exclusivas com builders, queremos compartilhar conhecimento e inspirar você a construir o futuro que deseja.

Speaker: Experimente você também a Web3 com o Blocafé.

Speaker: Na blockchain já é possível você ouvir o nosso podcast sempre um dia antes de ser distribuído na Web2, mintar o NFT gratuitamente a cada episódio e coletar os curtas mais interagidos pela comunidade.

Speaker: Favorite o bloco café no protocolo da Audios e peça o pull up desse bloco.

Speaker: Se você já está no protocolo da Lens, siga a gente por lá também.

Speaker: E assim, de bloco em bloco, experimentamos a blockchain para eternizar os nossos cafés.

Speaker: O agregador de link está na descrição.

Speaker: Agora sim, vamos para mais um cafezinho na blockchain.

Speaker: Hoje eu estou acompanhado da Isabela Gimenez e eu estou bem ansioso para bater um papo, a gente já conversou horrores aqui antes da gravação e o mais interessante é que ela está bem fora da bolha da Web3, mas nós vamos falar muito de descentralização na ciência e como ela está descobrindo tudo isso.

Speaker: Isabela, muito obrigado por ter aceitado o nosso convite.

Speaker: Uma honra ter você aqui.

Speaker: Aliás, já quero fazer um shout-out, um beijo para a Maria Goretti, que foi indicação dela, a Isabela, estar aqui hoje conosco.

Speaker: E para dar o pontapé inicial, eu pediria a gentileza que você se apresentasse brevemente, contasse um pouco do seu background e como a Isabela Gimenez e os ativos digitais se encontraram.

Speaker: Seja bem-vinda, Isabela.

Speaker: Olá, Omar.

Speaker: Olá, olá a toda a comunidade que nos ouve, é um prazer estar aqui com vocês e primeiramente eu preciso agradecer esse convite, inicialmente também a Maria Goretti que é a nossa rainha aí, representando a comunidade dos cientistas na Web3 e também ao Life, nós já batemos um breve bate-papo, já foi uma delícia.

Speaker: Então, deixa eu me apresentar brevemente.

Speaker: Como já disse aqui, eu sou a Isabela Gimenez, eu estou bem fora mesmo da bolha e a minha formação foi bem tradicional.

Speaker: Eu digo que eu sou cria da casa da Fiocruz, iniciei a minha carreira como aluna da escola técnica

Speaker: Joaquim Venanço, aqui da Fiocruz, e depois, logo em seguida, comecei a trabalhar com projetos de pesquisa, fiz biologia na UFRJ, depois eu cursei especialização no INCA, fiz especialização em vigilância sanitária no INCQS, que é onde atualmente continuo trabalhando, atuei na área de toxicologia, métodos alternativos ao uso de animais,

Speaker: fiz mestrado também e atualmente eu estou finalizando, graças a Deus, o meu doutorado em ciências e biotecnologia na UF, que é a minha inserção no doutorado, me levou a conhecer o mundo do empreendedorismo científico, da inovação e essa inserção na transformação digital nesse projeto que a gente está dando pontapé inicial, que eu vou falar mais adiante,

Speaker: que foi a motivação, foi para resolver um dos problemas que eu verifiquei que eu não ia conseguir resolver fazendo o meu doutorado.

Speaker: Então, daqui a pouco a gente fala sobre ele, tá bom?

Speaker: Maravilha, muito legal.

Speaker: Como a gente falou, não só eu, mas foi confirmado aqui, foi muito legal o nosso papo e acho que vocês vão gostar muito.

Speaker: Então, fiquem com a gente aí que a gente vai...

Speaker: mergulhar então na ciência, mas antes de chegar na ciência descentralizada, eu queria nivelar o assunto da nossa comunidade, a gente até meio que separou, dividiu tal qual o Web 1, Web 2, Web 3,

Speaker: nós dividimos a ciência em ciência 1, ciência 2 e ciência 3.

Speaker: Vamos entender agora, Isabela, o que seria a ciência 1.0 e os problemas que existem na ciência 1.0 e por que chegou, então, a ciência 2.0 ou ciência aberta.

Speaker: Sim, perfeito.

Speaker: Então, a gente...

Speaker: está nivelando aqui o nosso assunto, que a ciência 1.0 é aquela ciência tradicional que todo mundo conhece, onde o cientista é motivado a produzir academicamente o seu conhecimento, tudo aquilo que ele trabalha no seu laboratório, e a gente é induzido a ter métricas,

Speaker: do nosso trabalho.

Speaker: E uma dessas métricas é verificada através de publicações científicas.

Speaker: E aí o grande problema que a gente enfrenta da publicação é que as revistas científicas cobram um preço absurdo.

Speaker: A gente não tem a propriedade intelectual desse material, você doa a sua propriedade intelectual para a editora.

Speaker: E aí a gente entra nesse problema de financiamento, os dados são fechados, ou seja, só quem tem acesso à revista, quem paga a revista ou as organizações que pagam acesso à revista têm acesso aos dados que as pessoas publicam.

Speaker: E aí a gente tem vários problemas envolvidos e várias soluções também.

Speaker: A gente pode começar a falar

Speaker: Como solução, a gente pode dizer que foi a ciência aberta, que é onde os dados são abertos, que a gente pode classificar como a ciência 2.0, só que a gente também enfrentou novos problemas com isso, que as revistas, para deixar os seus dados abertos, ou seja, onde todos possam ler, eles passaram a cobrar muito mais por isso.

Speaker: Então, a gente percebeu que houve uma industrialização do conhecimento,

Speaker: e também como uma solução houve também uma pirataria na ciência, onde você pode baixar esses artigos de uma forma pirata e até a nossa amiguinha do Corvo ficou muito famosa por isso.

Speaker: E aí agora, como

Speaker: a gente está colocando esse conceito aqui da ciência descentralizada, a gente pode classificar aqui como ciência 3.0, onde cada cientista, cada autor e, na verdade, toda a comunidade que envolve esse processo de produção de conhecimento é monetizado.

Speaker: Então, toda a comunidade, ela contribui com um ativo, se é que eu posso chamar de ativo, não sei, vocês que são mais experts das denominações podem me dizer se eu estou certa ou se eu estou errada, mas todo o processo de revisão, revisão por pares, que não é monetizado, que é um processo, como que fala, a pessoa que não...

Speaker: Assim, na verdade, se você é convidado para ser um revisor de revista, esse título te dá um prestígio, mas esse trabalho não é monetizado.

Speaker: Então, na DSAI, todo esse processo, todo mundo que trabalha vai ter a sua remuneração e o principal disso também é ter a sua propriedade intelectual protegida e à medida também que você for citada, como se fosse, a gente falou muito aqui do mercado da música, onde esse processo todo é valorizado e todos podem ler.

Speaker: mas a gente já colocou aqui também que é um movimento relativamente novo e também envolve muito a cultura, porque os cientistas, que a gente pode dizer assim, clássicos da ciência 1.0, muitos, a grande maioria ainda desconhece, eu chamo de movimento, tá?

Speaker: O movimento de Psyche, porque para mim é um movimento, um grande movimento,

Speaker: que a gente precisa ainda catequizar os índios, não desmerecendo os índios, como eu já coloquei aqui, mas só falando que são culturas diferentes, e essas culturas precisam se comunicar.

Speaker: Então, respondi agora aí uma redação, né?

Speaker: Do Enem.

Speaker: Nossa, mas gente, você trouxe agora uma... Alexandra Elbaquer, do Sci-Hub.

Speaker: E assim, gente, como aquilo me salvou, principalmente assim, para nós...

Speaker: Por mais que o Brasil ainda tenha melhorado bastante o seu aparato, né, dessa revista, assinatura de revista e tal, muita coisa ainda ficava muito privada pra gente.

Speaker: Por exemplo, às vezes tinha o pacote daquela revista, mas o artigo, o paper era um pouquinho mais antigo e aí não tinha convênio, aí você tinha que...

Speaker: e aí, gente, ela está furagida.

Speaker: A última vez que eu tive notícia, que ali qualquer coisa, ela estava escondida, ela foi processada nos Estados Unidos mais de uma vez, perdeu os processos,

Speaker: A Nature a premiou como... Recebeu um prêmio, uma das pessoas mais importantes da ciência.

Speaker: Sim, ela é venerada na ciência, na verdade.

Speaker: Então, exatamente.

Speaker: Principalmente pelos acadêmicos, né?

Speaker: Porque ela, na verdade, salvou a comunidade.

Speaker: Sim.

Speaker: exatamente, e era justamente isso que eu queria chegar, falei, gente como é que eu esqueci tanto da Gorete como agora ainda bem que você trouxe ela pra cá vocês esqueceram ela?

Speaker: a gente chama a velha do corpo porque ninguém pode nem falar o nome dela então, e aí que tá, olha a contradição da coisa, né, porque é uma pessoa importantíssima pra ciência e no entanto tem que estar foragida

Speaker: É, sim.

Speaker: E aí pegamos um gancho da indústria que existe.

Speaker: Você trouxe aqui a questão dos direitos autorais, enfim.

Speaker: Vamos entrar então no The Sci, acho que não tem gancho melhor para isso.

Speaker: Qual é a importância de...

Speaker: Acho que caiu a internet, hein?

Speaker: Bom, gente, a gente teve um problema técnico no meio do podcast.

Speaker: Na hora, falamos da Alexandra Eubakian sobre a plataforma Sci-Hub.

Speaker: Então, primeiro, vamos aproveitar esse momento.

Speaker: Acho que é um sinal de que a gente precisa explicar para quem não conhece

Speaker: quem foi a Alexandra Iubakian e o que foi o Sci-Hub, a plataforma.

Speaker: O que é, né?

Speaker: Quem desiste.

Speaker: Então... Ele existe.

Speaker: E é porque um link quebra, abre outro.

Speaker: Enfim, traz um pouco, explica pra gente.

Speaker: Vamos fazer essa homenagem aqui.

Speaker: a essa personagem tão importante para o mundo, para a humanidade.

Speaker: O Sci-Hub é um site que fornece acesso gratuito a artigos científicos e aí vai muito do que a gente está falando sobre ciência aberta porque foi criado pela Alexandra Albakyan, que é uma pesquisadora do Cazaquistão, e ela

Speaker: criou esse site para contornar essas barreiras de acesso ao conhecimento, dada essa dor que nós temos de acesso fechado, revistas,

Speaker: Muitas vezes a gente só consegue por ter um e-mail cadastrado da instituição e muitos desses artigos eles não são descentralizados, vamos dizer assim, de forma gratuita.

Speaker: Normalmente a gente precisa de assinatura das revistas ou mediante esse pagamento de taxas.

Speaker: Então ela foi o nosso Robin Hood da ciência, se é que a gente pode dizer assim, e ela conseguiu

Speaker: disponibilizar esses artigos de uma forma gratuita.

Speaker: Ela é um ícone da ciência e como você falou, ela está coragida ainda, eu não sei muito da história dela atual, se você quiser falar um pouquinho do que você achou da vida dela, mas ela representa esse debate

Speaker: que a gente está trazendo sobre o acesso aberto a essas pesquisas e esses custos associados a assinatura de periódicos, o papel das editoras nessa disseminação do conhecimento científico e o que a gente falou lá no início do nosso podcast sobre a ciência 3.0 que vem trazer toda essa cura dessas dores que nós sentimos na ciência.

Speaker: Na verdade, depois que a Eusebio processou a Alexandra, ela vive na clandestinidade até hoje.

Speaker: Realmente muito problemático.

Speaker: Dizem que ela está como uma professora.

Speaker: numa universidade, mas aí surgiu as possibilidades.

Speaker: Será que ela está com outro nome?

Speaker: Porque uma situação bem privada, não revelada, local não revelado e tal.

Speaker: A área dela que ela era, ela não atua mais, ou seja,

Speaker: meio que ela realmente rompeu com a área da neurociência.

Speaker: Acho que até para talvez não ficar evidente, por exemplo, acabou de publicar, a Alexandra não tem, não existe mais publicações da Elbakian, mas aí existe um outro autor, outra autora,

Speaker: que tem uma mesma linha de raciocínio, talvez iria até dar na cara, né?

Speaker: Então, acho que ela mudou totalmente de área, enfim.

Speaker: Não se tem muita informação mesmo.

Speaker: E ela é considerada o Snowden, o Aaron Swartz da ciência, né?

Speaker: Então, realmente...

Speaker: impressionante, ainda bem que caiu a luz aí, a gente pôde trazer essa homenagem para a Yubakiã, que realmente é muito importante, principalmente em países, tipo assim, para os Estados Unidos, acho que talvez ela não teve tanta importância

Speaker: quanto em países emergentes, que não tinham condições, não tinham acesso.

Speaker: Nos Estados Unidos, acho que qualquer lugar que você for lá, você consegue pegar um paper de 32, entendeu?

Speaker: E no Brasil, no Brasil e outras populações emergentes, não é bem assim a história.

Speaker: Então você realmente tem que pautar o seu estudo nessa descentralização.

Speaker: E aí, só te cortar só um pouquinho, é tão engraçado também como a comunidade acadêmica, eu digo mais assim, os professores veem isso, porque pirataria, pirataria é feio, e aí você também não pode incentivar os seus alunos a fazerem pirataria, mas como que os alunos vão ter acesso democrático ao conhecimento científico, aos artigos, já que nem todo mundo tem.

Speaker: e só uma coisa, uma questão curiosa, quando eu estava no doutorado nas aulas presenciais e tal, eu entrei na sala com o meu orientador e aí estava, alguém colocou no quadro branco a referência do Sci-Hub, o site para as pessoas olharem, aí ele olhou, quando a gente entrou na sala, ele olhou o quadro e falou assim, meu Deus, deixa eu apagar isso aqui,

Speaker: como se fosse algo muito recriminado, popularizar isso para os alunos.

Speaker: Então, eu só achei uma atitude curiosa.

Speaker: Essa de você querer camuflar.

Speaker: Ninguém pode saber que a gente está promovendo a pirataria dentro da universidade.

Speaker: Mas então, o que a gente vai fazer no lugar da pirataria?

Speaker: A gente vai fazer o trabalho de catequese da ADESAI, né?

Speaker: Agora.

Speaker: Exatamente.

Speaker: Mais na frente, a gente vai trazer essa questão da comunidade, dessa aceitação.

Speaker: Acho que tem até um pouco a ver com isso, né?

Speaker: Porque, na verdade, a comunidade tradicional, como você chamou, na Ciência 1.0...

Speaker: ela tem essa mentalidade de que... Talvez não tenha o entendimento da indústria, do quão podre é essa palavra, né?

Speaker: Tão podre é essa indústria da ciência e tal, e talvez...

Speaker: atitudes como essa que aos olhos de uns é uma pirataria, às vezes isso aí, na verdade, é um questionamento justamente sobre essa hierarquia, essa centralização.

Speaker: Nesse todo o contexto que nós trouxemos aqui agora, vamos encerrar aqui.

Speaker: Qual é a importância, então, que você vê do DESAI na descentralização da ciência, Isabela?

Speaker: Eu acredito que o DESAI promove essa...

Speaker: democratização não só do conhecimento mas também da valorização do trabalho de cada ente envolvido isso a gente pode abranger quem produz o conhecimento

Speaker: quem trabalha no sentido de corrigir, a correção por pares, a parte do editorial, toda a cadeia de produção de conhecimento é valorizada e monetizada.

Speaker: Então, é isso que eu acredito nessa promoção.

Speaker: Bacana, bacana.

Speaker: Inclusive, a gente já tem alguns exemplos de DAOs.

Speaker: Tem o seu propósito para a promoção da ciência.

Speaker: Tem a VitaDAO, que aborda a questão da longevidade.

Speaker: Tem a ValeDAO, Biologia Sintética e Mudanças Climáticas.

Speaker: AtenaDAO, Saúde das Mulheres.

Speaker: Mas uma das coisas que brilha aos olhos do The Sci é que

Speaker: Todas essas áreas que eu trouxe agora, por exemplo, mudança climática, longevidade, é uma área que já naturalmente já possui financiamento do modelo tradicional.

Speaker: Elas são áreas bem super financiadas até, mas o design permite que áreas subfinanciadas obtenham seus recursos.

Speaker: Por exemplo, tem uma DAO, a HairDAO,

Speaker: que é focada em tratamento para queda de cabelo.

Speaker: E essa indústria está essencialmente centralizada dentro das indústrias de cosméticos.

Speaker: Ou seja, o financiamento está extremamente privado, secreto e totalmente...

Speaker: não é aberto, vamos dizer assim.

Speaker: Então, você também está desenvolvendo um modelo um pouquinho parecido com isso, né?

Speaker: Eu queria que você trouxesse isso, destacar a importância da diversidade das áreas científicas e por que o DSAI também permite essa evolução de que áreas subfinanciadas tenham acesso a recursos.

Speaker: No caso, o projeto que eu estou desenvolvendo agora

Speaker: ele envolve mais uma questão da transformação digital.

Speaker: No momento não é DAO em si, mas pode vir a ser em alguma etapa desse processo, porque os projetos vão evoluindo muito e às vezes a gente começa com uma ideia inicial e a gente vai até pivotando, que a gente chama assim no empreendedorismo.

Speaker: a linguagem do empreendedorismo na ciência.

Speaker: Então, assim, talvez eu fuja um pouco da resposta, mas o que a gente está fazendo agora, que é uma coisa bem disruptiva, e aí entra um pouco naquela área que eu falei lá no início da minha apresentação,

Speaker: porque dentro do meu doutorado, da pesquisa em si, eu verifiquei que eu não ia resolver todas as minhas dores como cientista.

Speaker: E uma dessas dores era a parte de logística na ciência, de transporte de material biológico.

Speaker: Essa foi a principal dor que me levou a estar desenvolvendo um modelo inovador para a preservação de corneas de boi.

Speaker: porque eu trabalho com métodos alternativos ao uso de animais, que é bem específico, mas não é isso que eu quero falar.

Speaker: O que eu quero dizer é que o Brasil tem um terreno muito acidentado e aqui no Rio de Janeiro em si a gente tem um trânsito muito ruim.

Speaker: Então, a gente gasta um período longo para se deslocar

Speaker: e coletar esse tipo de material que, por exemplo, aqui na capital do Rio de Janeiro, a gente não tem.

Speaker: Esse material biológico é tido mais em regiões de abate, de gado, é trabalho com corno.

Speaker: E aí, na necessidade de transportar materiais biológicos, eu apliquei isso para um desafio de inovação aberta, onde a gente vai falar um pouco de diversidade, que é o tema da sua pergunta,

Speaker: onde nos desafios de inovação aberta, e aí entra um pouco também até na questão de financiamento, de como a gente pode pegar financiamento na pesquisa, o interessante é que as startups são convidadas para resolver uma dor de organização, e aí eu como Fiocruz apliquei

Speaker: esse para um desafio de inovação aberta chamado Def Inovador, que é lá do Distrito Federal, e aí você vai falar assim, ah, mas você está no Rio de Janeiro, como que você foi elegível para o edital do Distrito Federal?

Speaker: E aí que eu vou te contar a minha loucura.

Speaker: Eu fiz uma parceria com a Fiocruz de Brasília,

Speaker: levei esse desafio para lá e nós encontramos startups para desenvolver um modelo de logística utilizando drones.

Speaker: Aí você vai falar assim, ah, tá bom, mas e como a transformação digital se encaixa nisso?

Speaker: Nós temos a questão dos dados também, né?

Speaker: Das amostras, dados de pacientes, isso tudo, e a gente, a intenção é envolver a blockchain nesse processo.

Speaker: Aí a gente vai entrar mais nessa área que é a bolha de vocês, né?

Speaker: Que não é tanto assim a minha, não me considero uma especialista no tema.

Speaker: Mas nós podemos inserir várias soluções dentro desse projeto.

Speaker: dentro do projeto drone.

Speaker: Uma das coisas que a Odessaia traz nessa mudança alternativa, um modelo alternativo ao sistema tradicional, é a questão da propriedade intelectual.

Speaker: Inclusive, usando ativos digitais como uma soberania ali de...

Speaker: que possibilita, por exemplo, a gente citou o exemplo de quantas vezes a pessoa for citada, ela recebe ali uns riots, uma coisa que contribui, diferente da indústria da música, enfim.

Speaker: Como é que você vê, então, que o The Sci promove a propriedade intelectual, Isabela?

Speaker: Então, eu vejo, assim, que ele promove valorizando o que você produz.

Speaker: Então, por exemplo, como você citou, na indústria da música, o artista recebe por quantas vezes ele... Eu não sei exatamente a métrica, mas não sei se é por quantas mil vezes ele é ouvido, enfim.

Speaker: Mas atualmente, na ciência, a gente não recebe nada, porque o direito autoral é todo da revista.

Speaker: Então, a DSAI, ela vai valorizar isso.

Speaker: à medida que você for sendo citado, todo o processo, como a gente já disse aqui várias vezes, que envolve essa produção do conhecimento, todos os atores, ela vai dar essa...

Speaker: vai dar o nome aos bois.

Speaker: Então, se foi você que produziu isso aqui, isso aqui é de seu direito.

Speaker: Se foi você que executou essa etapa aqui, corrigindo o artigo do coleguinha por pares, você vai receber por isso daqui.

Speaker: Toda comunidade, ela recebe por um preço, a gente pode chamar assim, um valor, enfim, acessível, o que não é atualmente, que é inacessível.

Speaker: e aí envolve a questão de necessidade de financiamento na pesquisa para você poder publicar para você poder ter um dado aberto e um dado democrático o que acaba não sendo democrático porque para você publicar numa revista de dados abertos você tem que pagar 16 mil reais é bem complexo e não ter direito

Speaker: e aí, por exemplo, na nossa comunidade acadêmica, quantas vezes você é citada é uma métrica, então fica complexo se as pessoas não têm como te ver, ou seja, te acessar e aí não tem como te citar, na de sair tem, então

Speaker: É dessa forma que ela promove.

Speaker: Uma das críticas direcionadas à academia, Isabela, é a dificuldade, a distância da universidade, dos centros de pesquisa para a população.

Speaker: É verdade que muitos desses trabalhos vão impactar diretamente, então mesmo sem saber a pessoa está sendo beneficiada pela aquela entidade de pesquisa, instituição, mas mesmo assim existe uma barreira de diálogo.

Speaker: Você é produtora de conteúdo, você sabe muito bem essa dor, a dificuldade de você falar, especialmente

Speaker: quando a nível base da população não está no mesmo nível dos doutores, da ciência, enfim.

Speaker: Como é que você acha que a DSAI pode contribuir na acessibilidade da educação científica para o mundo?

Speaker: Olha, assim, primeiro que esse assunto é bem legal, parabéns pelo levantar esse tema.

Speaker: de fato existe uma barreira de diálogo e é interessante que mais pra frente a gente vai citar o Hack Girls mas eu acho que eu já posso trazer um pouquinho o Hack Girls aqui pra essa resposta que um dos primeiro eu vou explicar o que é o Hack Girls Hack Girls é uma é um hackathon que envolve

Speaker: meninas de comunidade carente do Rio de Janeiro que estudam em escolas públicas, elas se inscrevem nesse hackathon e elas ali recebem mentorias e elas têm alguns temas para resolver.

Speaker: E um dos temas desse ano foi exatamente o acesso à universidade.

Speaker: e elas ali trouxeram algumas soluções para isso, né?

Speaker: De acessibilidade de conteúdo, porque essa entrada na universidade, a gente acha que é uma coisa simples e democrática, mas não é. Então agora vamos trazer para a DSAI, só para... eu quis situar isso, porque isso realmente é um tema... uma dor, né?

Speaker: um tema que envolve muitas coisas.

Speaker: Você perguntou como que a DSAE pode democratizar esse acesso, essa barreira desse diálogo entre a academia e a população.

Speaker: Eu acho que uma das coisas que a Web3 traz é a linguagem.

Speaker: Então, para essa barreira, para esse diálogo ocorrer, a gente precisa ter uma linguagem simples.

Speaker: Essa questão da linguagem simples é tão emergente que, atualmente, existem oficinas de disseminação de conhecimento para a linguagem simples.

Speaker: Então, eu acho que é uma forma de a gente estar aproximando

Speaker: essa linguagem dura que muitas vezes a população não entende, que a gente fala, ninguém está interessado em saber o que é um epítopo, uma citosina, uma coisa que o nome em si não traz um significado.

Speaker: onde a gente precisa ensinar também os cientistas a falarem de forma simples.

Speaker: Então, explica para uma criancinha de cinco anos o que você faz.

Speaker: Eu acho que a internet facilita a interação.

Speaker: Antigamente, você só podia mandar uma mensagem, agora você manda uma mensagem com uma expressão

Speaker: Agora você pode mandar uma mensagem, uma expressão e já pode reagir.

Speaker: E aí você mesmo pode me dizer também o que mais a Web3 pode trazer de acesso de comunicação para essa linguagem ser mais simples e mais acessível.

Speaker: Total, é uma das coisas que você também... Primeiro essa questão que você falou bem, eu concordo, a dificuldade de falar a linguagem popular, o entendimento e tal, e a Web3 tem um pouco disso também, sabe?

Speaker: Não é... Às vezes a gente fica muito preso no tecniquês da coisa, às vezes você vai...

Speaker: Já veio gente, por exemplo, a Larissa Barros citou que teve num congresso certa vez, e ela que está inserida, cobre também, o Agenda Cripto, cobre eventos cripto, ela teve dificuldade de entender o que a pessoa estava falando na palestra.

Speaker: Pela excessividade de termos, o linguajar, né?

Speaker: Exatamente Entendeu?

Speaker: Então, tipo assim, você tem que saber o teu público, né?

Speaker: E aí você teve essa interação, a Web3 possibilita isso diretamente, né?

Speaker: Entre o criador de conteúdo, entre o criador da pesquisa, os pesquisadores e a comunidade em si, o teu público e tal

Speaker: Bom, muito interessante.

Speaker: Olha, mês passado, ou seja, nós estamos gravando no dia 17 de novembro, então no início de outubro deste ano, DAO foi tema do editorial da Nature Biotechnology, The Community of DAO, ou Comunidade da DAO.

Speaker: O artigo discutiu, então, as DAOs como modelos alternativos de financiamento para pesquisa

Speaker: destacando seu papel não apenas como fontes de financiamento, como a gente tem falado aqui, as possibilidades, mas também como comunidades científicas robustas.

Speaker: O texto trouxe à tona os desafios atuais no financiamento científico como viés de gênero e filiação,

Speaker: e explora também a descentralização como uma solução potencial para o caso.

Speaker: Ou seja, basicamente tudo isso que a gente está falando aqui, a Nature publicou no seu editorial mês passado.

Speaker: E um dos desafios, Isabela, do que apontado no paper foi a conscientização das DAOs

Speaker: dentro da comunidade acadêmica, que a gente até já meio que pincelou um pouco, já introduziu esse assunto aqui no podcast.

Speaker: Vamos falar disso daqui, quais são os desafios que você enfrentou cara a cara com isso, como é que você vê a barreira da comunidade científica e como superá-lo?

Speaker: Eu acredito, assim, a barreira que hoje eu vejo é a gente popularizar, catequizar, eu estou usando muito esse termo, porque é o termo que eu aprendi na inovação,

Speaker: Quando eu entrei no mundo da inovação e do empreendedorismo,

Speaker: eu me via muito como um patinho feio na lagoa, sabe?

Speaker: Eu não tinha com quem conversar as minhas ideias, eu não tinha com quem trocar, eu não tinha uma comunidade, que hoje eu já sou imersa.

Speaker: Eu acho que inclusive a Web3, o movimento de SAI, eles chamam de movimento por isso, né?

Speaker: Porque eu vejo um coletivo, uma comunidade onde a gente pode estar trocando, disseminando essas informações.

Speaker: Então, hoje eu acho que esse é o primeiro grande desafio, é a gente estar popularizando isso para os cientistas e a comunidade que ainda não conhece, porque para quem está dentro da bolha, tudo que vocês estão falando é muito óbvio e muito conhecido, mas tem ainda, posso dizer que 80% da comunidade ainda não ouviu falar, sabe?

Speaker: Então, é por isso que eu acho que um dos meus papéis é ajudar a levar esse conceito e esse movimento aonde eu estiver.

Speaker: Então, assim, é mesmo na popularização do conhecimento da ciência, da divulgação científica.

Speaker: E aí, dentro do que você já falou, das DAOs, a questão do financiamento na ciência é uma questão muito crítica e isso vem resolver um pouco o que seria esse financiamento coletivo descentralizado.

Speaker: Então, a gente pode criar plataformas coletivas para pesquisa.

Speaker: Os membros podem contribuir com as suas criptomoedas, com os projetos específicos e as decisões sobre quais projetos irão se financiar iam ser tomadas, enfim, por meio de votação dentro dessas DAOs.

Speaker: Eu já disse aqui que eu não sou muito especialista nesse tema, mas eu vejo uma resolução

Speaker: desse tipo de financiamento coletivo através de DAOS como uma grande solução para o que a ciência hoje enfrenta.

Speaker: Eu acho que é um pouco assim, um pouco do que eu penso sobre isso.

Speaker: Eu acho que também, eu sempre digo que esse papel da descentralização da Web3 é geracional, sabe?

Speaker: É tipo, a mudança ocorre sempre para frente, né?

Speaker: Dificilmente a revolução vai ocorrer para trás e tal.

Speaker: Sim, sim.

Speaker: Então, eu vejo que isso daí é um trabalho meio de formiguinha, por exemplo, falamos bastante da Goretti.

Speaker: Sim.

Speaker: Que, inclusive, se você que está ouvindo agora esse podcast está gostando desse papo, quiser se aprofundar mais no tema, convido você.

Speaker: a ouvir o nosso podcast com a Maria Goretti.

Speaker: Agora me falhou o número dele.

Speaker: Goretti Freitas.

Speaker: Maria Goretti Freitas, exatamente.

Speaker: Vocês têm que seguir a Maria Goretti Freitas.

Speaker: Não, esse episódio está maravilhoso.

Speaker: Inclusive, recentemente eu fiz uma pergunta lá no X, pensando em fazer um playlist...

Speaker: do primeiro ano, assim, os sete essenciais do Bloco Café.

Speaker: E esse da Maria Goretti está perfeito para estar entre esse.

Speaker: Bloco 46, acabei de pegar aqui.

Speaker: Ah, legal.

Speaker: Bloco 46.

Speaker: Então, se você...

Speaker: Está gostando do tema.

Speaker: Depois de terminar isso daqui, fico com o convite para você ouvir o Bloco 46 com a Maria Goretti Freitas.

Speaker: Colega também, ex-colega, né?

Speaker: Que ela já se reformou.

Speaker: Mas ex-colega da Fiocruz.

Speaker: Isso, da Fiocruz.

Speaker: Isabela Gimenez.

Speaker: Olha, você falou um pouco da Hack Girls, mas vamos trazer um pouquinho mais sobre esse movimento.

Speaker: Adorei já o que você falou, mas dá uma mergulhada um pouco.

Speaker: Recentemente teve um evento...

Speaker: maior, acho que foi a apresentação desses projetos, enfim, fala um pouquinho sobre isso.

Speaker: Então, a Fiocruz tem um comitê de inserção de meninas e mulheres na ciência para promover a equidade de gênero na ciência, porque nós temos esse dado de que, na verdade, eu acredito que existem muitas mulheres na ciência,

Speaker: mas os cargos de alta gestão são majoritariamente masculinos.

Speaker: E a gente sabe que as meninas carentes, a gente falou aqui agora sobre o acesso à informação e o acesso a quebrar essas barreiras, envolve também oportunidades.

Speaker: Então, assim, eu me sinto privilegiada de ter entrado na ciência desde pequena, desde o ensino médio, por isso que onde eu vou, eu digo que eu respiro ciência.

Speaker: E isso estava tanto dentro dos meus foros que, assim, é estranho até falar, porque, assim, quem não conhece a Fiocruz primeiro, eu convido a vir aqui no Campos de Manguinhos,

Speaker: que é como se fosse um grande parque tecnológico.

Speaker: Aqui nós temos o Museu da Vida, que é gigante, tem uma célula

Speaker: em tamanho de Itu, que você pode ver as organelas, a gente tem aqui a dupla hélice de DNA, as crianças são imersas no parque da ciência, então a gente tem a biblioteca que também traz história, tem as coleções biológicas, então muita gente no entorno, a Fiocruz é em torno de comunidades, muita gente nem conhece o que a Fiocruz tem para oferecer de conhecimento científico.

Speaker: Então, o Hack Girls é uma maratona de tecnologia, parte desse programa de mulheres e meninas na ciência voltado para essas estudantes de ensino médio das comunidades carentes do Rio de Janeiro.

Speaker: Então, as meninas se inscrevem, tem esses desafios que o programa coloca, o desafio dependendo do ano.

Speaker: Então, eu fui mentora em um dia desse programa.

Speaker: Esse ano, elas lançaram esses desafios, um voltado para essa democratização de acesso à universidade,

Speaker: Eu percebi que as meninas têm muito desejo de resolver as próprias dores.

Speaker: Então, um dos desafios também encontrados foi de saúde mental, que a gente falou no nosso papo offline, e a gente vai trazer isso aqui.

Speaker: Até achei interessante esse tema, porque foi um tema também, dois temas que você trouxe.

Speaker: Foram dois temas colocados para as meninas resolverem, para você ver como é uma questão.

Speaker: e aí dentro disso elas têm essa necessidade de trazer também resolução de problemas da saúde da mulher.

Speaker: E aí então essas equipes elas são selecionadas e elas têm a oportunidade de aprender a desenvolver software.

Speaker: Elas também assistem palestras, elas passam por mentorias e elas vão desenvolvendo um produto.

Speaker: Elas passam por uma banca de avaliação todo esse processo, majoritariamente por mulheres, e a equipe vencedora recebe uma bolsa em valor mesmo para estar desenvolvendo depois de um tempo junto com a equipe da Fiocruz.

Speaker: Então, eu acho que é uma oportunidade para, talvez, as meninas de comunidade carentes

Speaker: se não fosse esse programa que envolve uma política pública, elas talvez não teriam essa oportunidade e pode mudar o futuro de alguém.

Speaker: Então assim, eu sempre fico muito emocionada a participar de programas que têm a ver com causas que eu acredito.

Speaker: Então assim como a minha vida hoje é transformada pela ciência e pela inovação, principalmente pela inovação,

Speaker: um programa desses, onde você dá um gostinho para uma menina, ainda criança, a gente chama de criança, como que ela pode trabalhar a inteligência dela sendo lapidada por profissionais, então a solução vem da cabeça delas, elas que têm a criatividade, e ali você vai trabalhando as ferramentas e depois dando uma remuneração, mesmo que pequena,

Speaker: onde talvez ela fosse encontrar esse tipo de remuneração em outra via, que a gente sabe que existe dentro de uma comunidade carente, isso é muito bonito, né?

Speaker: A gente não vai mudar o mundo inteiro, mas se a gente trabalhar como uma formiguinha, isso já é uma grande causa.

Speaker: Então, o Hack Girl é esse programa que tem apoio da Fiocruz, apoio da Prefeitura do Rio e apoio da Cefete, que é a Escola Técnica do Rio de Janeiro.

Speaker: E aconteceu agora, acabou de acontecer semana passada.

Speaker: Sim, é muito legal.

Speaker: E quando eu vi isso daí, eu falei, nossa, aqui tem que ir lá.

Speaker: É um projeto lindíssimo.

Speaker: Parabéns aos envolvidos.

Speaker: Muito legal ter aqui também, trazer isso para o Blocafé.

Speaker: E a gente vê que são atitudes como essa, que a gente defende tanto e falou bastante aqui sobre a democratização.

Speaker: de você derrubar os muros e construir rampas, né?

Speaker: Então, acho que isso é muito, muito legal.

Speaker: Olha, falamos de saúde mental e a pergunta é direta, na lata, Isabela.

Speaker: Como que você cuida da sua?

Speaker: Então, assim, eu amo esse tema.

Speaker: Amo demais.

Speaker: Acho que a gente pode fazer um podcast só dele.

Speaker: É...

Speaker: Vou falar de como eu cuido da minha saúde mental, incluindo a Fiocruz.

Speaker: Porque a Fiocruz tem um programa de saúde do trabalhador e eu comecei a trabalhar minha saúde mental nesse programa, me inscrevendo num grupo de corrida.

Speaker: Enfim, então assim, eu adotei a corrida como estilo de vida desde 2011, me tornei maratonista em 2019 para vencer a ansiedade.

Speaker: Então a gente acha que saúde mental é só fazer terapia, não é só isso.

Speaker: Saúde mental é você cuidar do seu corpo e executar também atividades que façam você se estressar, liberar endorfina.

Speaker: Então, eu sou uma esportista, posso me classificar, sim.

Speaker: Atualmente, eu cuido da minha saúde mental malhando todos os dias, 5 horas da manhã, sim, eu acordo 4h40, eu sou do 5am Club e eu vejo o milagre, né, que é o nascer do sol.

Speaker: Eu acho que só a gente vivenciar isso já é um milagre, tem até um livro que fala sobre isso.

Speaker: O Milagre da Manhã, que é o Dico, para quem quiser saber mais sobre o assunto.

Speaker: E eu também faço terapia mesmo, psicoterapia.

Speaker: Então, assim, eu sou uma pessoa muito multidisciplinar, ligada bem no 220, conectada com as tendências, e a minha cabeça não para de funcionar.

Speaker: Então, assim como eu gosto de produzir conteúdo, eu consumo muito também conteúdo.

Speaker: praticamente todos os dias ou estou assistindo um podcast ou uma live ou um vídeo no YouTube, alguma coisa, e aí a nossa cabeça realmente fica lotada de informações.

Speaker: Então, se a gente não tiver algum canal para estar sublimando isso, a gente já trouxe Freud lá no início da conversa, agora eu vou trazer Freud de novo, então o conceito é dele, o conceito de sublimação,

Speaker: A gente, a nossa chaminela precisa desopilar.

Speaker: Então, eu cuido da minha saúde mental praticando esporte e fazendo psicoterapia.

Speaker: Olha, vamos dar uma filosofa.

Speaker: Como se a gente não fez isso o episódio inteiro, né?

Speaker: Filosofia, aliás, PhD de Philosoph Doctor, né?

Speaker: Ah, eu adoro.

Speaker: Eu adoro, adoro esse processo científico, adoro esse questionamento, adoro pensar.

Speaker: Sabe que uma das coisas que eu mais gostei da minha tese de doutorado foi a parte que eu introduzi o conceito

Speaker: do processo científico e tal, ou seja, não tinha nada a ver com a minha tese doutorada era nutrição de organismos aquáticos e tal, então não tinha comparação, fisiologia animal comparada, enfim.

Speaker: Interessante.

Speaker: É, então, e eu vim trazendo, porque assim, eu vou dizer mais ou menos o meu racional, né?

Speaker: Eu não cheguei aos resultados esperados, eu mudei isso, não é que eu não obtive resultados, mas não eram os esperados.

Speaker: E aí eu quis trazer um pouco como se dá esse processo, justamente pelo método de tentativa e erro, e que o meu, embora os resultados não foram aqueles que eu estava esperando, eles são importantes para o processo, evidentemente que...

Speaker: não será o... esse artigo, a minha tese não é o Nobel, mas o Nobel chegou lá por conta desses processos, dessas teses que não tiveram o resultado revolucionário, vamos dizer assim, né?

Speaker: Aquele que você queria, nossa, quero impactar, você me trouxe ali um pouco também, você aceitou as dores que você não conseguia resolver, né?

Speaker: Um pouco sobre isso, e essa foi um pouco da minha fuga,

Speaker: Eu fui um pouco por aí e tal, não sei o que, trouxe E aí o meu... Eu até fiquei um pouco medo da banca, né?

Speaker: Como é que ela ia receber isso Porque foi quase que um capítulo a parte da... Enfim, bom Como é que você vê que o processo científico Esse que eu falei de tentativa e erro e tal É importante para o estabelecimento de uma sociedade mais próspera?

Speaker: Nossa, assim, linda essa pergunta Porque...

Speaker: Eu digo no meu Instagram, agora está fechado o meu perfil, mas eu dou bom dia cientista para todo mundo.

Speaker: Por que eu chamo as pessoas assim?

Speaker: Porque, na verdade, as pessoas não sabem que elas são cientistas.

Speaker: Todo mundo é um cientista.

Speaker: Porque esse pensamento que você está trazendo aqui para a gente, que é o pensamento científico de tentativa e erro, ele está inserido, ele está dentro da gente.

Speaker: E talvez, em algum momento, alguém tenha tirado isso de você.

Speaker: Mas esse é o pensamento natural de ser humano, né?

Speaker: Se você, por exemplo, vai caçar, você não sabe onde você vai caçar o alimento, você vai o quê?

Speaker: Tentar te ver, você vai buscar.

Speaker: Conseguiu, sucesso, ok, estrelinha, você aprendeu.

Speaker: Não conseguiu, você também aprendeu.

Speaker: Então, todo mundo é um cientista.

Speaker: Eu parto desse princípio.

Speaker: E as pessoas, elas só classificam cientistas quem faz a ciência básica, por exemplo, de biólogos, né?

Speaker: São cientistas, são pesquisadores.

Speaker: Quem faz profissão de conhecimento é a ciência básica.

Speaker: E eu digo que não.

Speaker: O nome próprio diz, né?

Speaker: a galera de TI, a galera que está aí, os devs, os desenvolvedores, são muitos cientistas.

Speaker: E eu acho engraçado que muitos deles não se classificam como tal.

Speaker: E eu fico me perguntando por quê.

Speaker: Então, assim, não é só porque o nome é o cientista da computação, o nome está dizendo lá, você é um cientista.

Speaker: Mas todo mundo, de todas as áreas que a gente for

Speaker: Se eu for perguntar, o que você faz?

Speaker: A pessoa vai falar.

Speaker: Vai falar, que legal, você é um cientista.

Speaker: A pessoa vai falar, não, não sou cientista, porque tem a imagem de que cientista é um cara nerd atrás da bancada, do laboratório de jaleco, se vestindo de forma geek.

Speaker: Ainda tem esse conceito que eu desmistifico, porque eu amo moda, eu amo cor.

Speaker: Enfim, a gente até trouxe na outra podcast a menina que fala de moda e webtrailer.

Speaker: A Lili, aproveita pra divulgar o trabalho da Lili também.

Speaker: Você imagina, a Lili que tá fazendo esse movimento todo aí.

Speaker: Ela não é uma cientista, claro que é. Ela não envolve o processo científico no trabalho dela, claro que envolve.

Speaker: Quantas vezes ela já acertou e quantas vezes ela já errou.

Speaker: Então...

Speaker: então eu acredito isso eu acredito que todo mundo é cientista e a curiosidade científica ela nasce com a criança e é até interessante que é uma startup que inclusive eu convido o próximo podcast vai se convidar a Maria Sampaio que ela é do Coractio eles são uma startup que eu sou madrinha e amo muito não só pela causa que é ensinar

Speaker: a ciência ao acesso a todas, partindo das crianças, e a gente parte desse princípio, que a gente nasce sendo cientista e um dia isso é tirado da gente, então aquelas perguntas curiosas que a criança tem,

Speaker: mamãe, isso é o que?

Speaker: Uma lagarta?

Speaker: Por que tem duas patas?

Speaker: Dorme de olho fechado e dorme de olho aberto?

Speaker: Tinha uma colega na faculdade de biologia que já era jornalista.

Speaker: E aí a gente ficava, ah, não, lá vai a Paula perguntar de novo, porque as perguntas dela eram as mais curiosas possíveis.

Speaker: E a gente tem uma mania muito grande de...

Speaker: até fazer piada e chacota com perguntas inusitadas, porque um dia isso foi tirado da gente lá da infância.

Speaker: Só que não, isso são curiosidades.

Speaker: Por que um dia a curiosidade é reprimida?

Speaker: se o pensamento científico ele parte de uma curiosidade, de um desejo de resolver, de um desejo de cutucar aquilo dali que ninguém cutucou ainda.

Speaker: Então a pergunta era disso, era, ah, peixe dorme?

Speaker: Peixe fecha o olho pra dormir?

Speaker: Peixe dorme?

Speaker: Peixe, enfim, essas perguntas.

Speaker: A gente, ah, não, lá vem a fulano.

Speaker: Mas...

Speaker: Eu acho que eu dei uma volta aqui na minha filosofia.

Speaker: Eu não sei se eu respondi a sua pergunta.

Speaker: Mas se eu não tiver respondido, você pode me perguntar de novo.

Speaker: Você foi mais pelo lado da questão de recuperarmos o cientista que habita em nós.

Speaker: O cientiste, o cientista que habita em mim, saúda.

Speaker: o cientista que habita em você e tal, acho que é um pouco isso, isso aí acaba sendo, tornando a sociedade mais próspera também, sabe?

Speaker: Tipo, a gente investigar e perguntar as coisas... É, sim, então, é, eu não finalizei com a parte da sociedade, como pode tornar a sociedade mais próspera, né?

Speaker: Então, acredito, assim, que se a gente incentivar essa atitude em todo mundo e não...

Speaker: e não reprimir isso desde a infância, sabe?

Speaker: Porque eu acho que num dado momento isso acaba sendo reprimido.

Speaker: Então, a gente promove ações para tornar a nossa sociedade mais próspera.

Speaker: E quando você quer o quê?

Speaker: Que é a formação do pensamento crítico, a formação do tentativo e erro, aprender com os aprendizados ao longo do caminho.

Speaker: Então...

Speaker: Eu acho que a gente contribui, sabe?

Speaker: Dessa maneira.

Speaker: Eu fui mais por esse lado filosófico mesmo.

Speaker: Mas era essa a ideia.

Speaker: Aliás, o Blocafé adora ir por aí, pelo lado filosófico.

Speaker: E uma das grandes inspirações do Blocafé é um tecnofilosofo, que é o Casta.

Speaker: Então, eu gosto muito de ir por aí.

Speaker: Agora, engraçado, no meio da tua resposta, você comentou

Speaker: Algo sobre a questão dos erros, né?

Speaker: Se você saiu e voltou sem nada, você também aprendeu, né?

Speaker: E eu lembrei da Goretti.

Speaker: A Goretti fala que tudo é feedback.

Speaker: Tudo pra ela é feedback.

Speaker: E você trouxe agora uma outra frase que fica...

Speaker: Todo mundo é cientista.

Speaker: Adorei essa frase aí, adorei.

Speaker: É o bom dia de cientista.

Speaker: Exatamente, só no processo aí, às vezes é inibido.

Speaker: Aliás, não é só o lado cientista que é inibido nessa sociedade.

Speaker: Enfim, olha, eu tenho uma brincadeirinha ali, cerca de minutos, horas antes da gravação, que é o que você perguntaria para Isabela Gimenez lá no X e o Gino Matos, que está sempre por aqui.

Speaker: Um grande abraço.

Speaker: Perguntou aqui para você uma pergunta no seu bem sério.

Speaker: Olha, Isabela, se eu declarar guerra ao sol para amenizar o calor... Ah, ele está no Rio de Janeiro, tá?

Speaker: Isabela, se eu declarar guerra... Acho que essa informação é importante.

Speaker: Isabela, se eu declarar guerra ao sol para amenizar o calor, eu poderia sair vencedor dessa disputa?

Speaker: Estamos falando de um mano a mano sincero entre mim e a estrela central do sistema solar.

Speaker: Gino Matos, sempre o seu humor característico, grande abraço, Gino.

Speaker: Então, o que você diria?

Speaker: Se eu pudesse declarar guerra ao sol

Speaker: para amenizar o calor, como é?

Speaker: Eu poderia sair vencedor dessa disputa?

Speaker: Acho que não.

Speaker: Lamento informar, meu camarada.

Speaker: Vai derreter igual um plástico no fogo.

Speaker: Tocando o barco aqui, eu faço sempre a última pergunta, Isabela, que eu tô curioso pra saber como é que você vai responder essa.

Speaker: Porque é uma continuação da primeira pergunta.

Speaker: Lá eu te perguntei como é que você entrou em cripto e você meio que não me respondeu.

Speaker: Isso.

Speaker: Exato.

Speaker: Agora eu vou perguntar.

Speaker: Quero ver como é que você vai ensabuar essa daqui.

Speaker: Vamos lá.

Speaker: Por que você ainda está em cripto?

Speaker: Por que eu ainda estou?

Speaker: Eu não estou.

Speaker: Eu não estou.

Speaker: O único cripto que eu posso talvez entrar é o...

Speaker: planeta cripto eu não estou em cripto gente essa bolha aí eu preciso furar maravilha eu já ouço o rufar dos tambores rufem os tambores vem aí criptopog Isabela pergunta que não quer calar você está preparada

Speaker: Não!

Speaker: Eu não estou preparada.

Speaker: A gente se prepara no caminho.

Speaker: Sabe o que eu lembrei?

Speaker: Sabe o que eu lembrei agora?

Speaker: Lembrei daquele... Sei.

Speaker: Você não sabe o que está, né?

Speaker: Você ouve lá.

Speaker: Sim, mas eu ouvi.

Speaker: Não, é isso, eu tô me sentindo assim aqui.

Speaker: Gente, eu não sei, não.

Speaker: E eu lembrei também que a tua resposta, a gente se preparou no caminho da Guta.

Speaker: Guta disse, eu perguntei pra ela se o ser humano tava preparado.

Speaker: para lidar com a inteligência artificial.

Speaker: E ela falou, não, não está, porque nunca esteve preparado para nada.

Speaker: Isso.

Speaker: Foi se adaptando.

Speaker: Olha, primeiro é sempre ele, Isa.

Speaker: Bitcoin.

Speaker: Não domino.

Speaker: Satoshi Nakamoto.

Speaker: Não é meu amigo.

Speaker: Web3.

Speaker: Estou entrando.

Speaker: NFT.

Speaker: Importante.

Speaker: Metaverso.

Speaker: O presente.

Speaker: Inteligência artificial.

Speaker: Necessário.

Speaker: Segurança digital É tudo do presente Desai Love Science O que falta para adesão popular das criptos é?

Speaker: Não sei Você tem alguma blockchain preferida?

Speaker: Não, não tenho E alguma que quer distância?

Speaker: Também não Ethereum, flipa Bitcoin?

Speaker: Não tenho como opinar Fiocruz Minha casa Isabela Gimenez Uma mulher em evolução

Speaker: Isabela, o que é cripto?

Speaker: Para mim o termo cripto é uma abreviação de criptomoeda, mas eu...

Speaker: Não me sinto capaz de definir com precisão para uma criança de 5 anos.

Speaker: Então é isso.

Speaker: Sem a capacidade de definição para uma criança de 5 anos, chegamos ao fim desse episódio.

Speaker: Foi muito legal.

Speaker: Eu adorei porque nós furamos a bolha, né?

Speaker: Não falamos com pessoas... Comunicamos com pessoas que não é...

Speaker: No caso, a Isabela não é Web3 nativa.

Speaker: Não sou, gente.

Speaker: Muito legal essa disposição, como ela está enxergando e como, principalmente, como a Web3, a descentralização, pode solucionar uma dor que ela lida no seu dia a dia, no seu trabalho, com a sua pesquisa.

Speaker: Então, foi muito legal, adorei te conhecer, Isabela, quero agradecer de coração por essa agradável conversa aqui, eu espero que as pessoas tenham aprendido o quanto eu aprendi, desejo um sucesso sempre, conte com o Blocafé para essa tua jornada.

Speaker: Estamos à disposição e eu queria pedir, então, que você iniciasse as considerações finais e contasse também qual é o melhor jeito de te encontrar, quem ficou interessado em alguma coisa que você falou, a hack-gown, enfim, quiser trocar uma ideia com você, qual é o melhor jeito, Isabela?

Speaker: Perfeito.

Speaker: Então, iniciando aqui as considerações finais, eu quero agradecer o convite para você, o like e o Bloco Café.

Speaker: falar para vocês que, assim, como cientista eu posso dizer que está tudo bem não entender de todos os assuntos e nós também não temos que saber tudo.

Speaker: O importante para o sucesso de qualquer projeto é a gente ter uma equipe e, principalmente, essa equipe ser multidisciplinar.

Speaker: então quanto mais multidisciplinar essa equipe for, você vai ter sucesso, porque o sucesso está nas pessoas, então é impossível, acho, eu dominar todo esse assunto de Web3 que eu estou só agora começando a colocar o pezinho,

Speaker: é uma cultura, enfim, envolve muito conhecimento, é um pouquinho do que a gente falou em off, que todo conhecimento é uma colcha de retalhos, que cada passo adiante você observa que tem algum tipo de conflito não resolvido, você vai caminhando, vai costurando a sua colcha e você vai vendo que aquele retalho vai se adaptando ali,

Speaker: e além do mais nesse mundo que está em constante transformação.

Speaker: Então acho que o importante é a gente

Speaker: ter esse pensamento da inovação, que ele é um pensamento de adaptação, adaptação à nova realidade, e trazer as pessoas para perto que dominam aquilo que a gente não domina.

Speaker: Porque uma grande frase que eu aprendi no mundo da inovação aberta quando eu entrei, e aí eu digo que é a frase que... Eu já estou escrevendo a minha história com a minha frase, que é os projetos dão certo porque as pessoas fazem eles darem certo.

Speaker: Então, para mim, o sucesso está nas pessoas.

Speaker: Eu sei que a inteligência artificial está aí e foi criada por pessoas, mas pessoas serão sempre pessoas, pessoas precisam de pessoas, pessoas nunca serão substituídas.

Speaker: Então, eu quero finalizar com esse pensamento.

Speaker: As pessoas podem me encontrar no LinkedIn, Isabela com Z e um L, Gimenez com S no final.

Speaker: Eu tenho meu perfil também no Instagram, que é Isabela G, Isabela G.I.

Speaker: de Gimenez.

Speaker: Meu e-mail, enfim, da Fiocruz, para quem quiser enviar e-mail.

Speaker: Isabela.gimenes.fiocruz.br Eu sou uma pessoa de fácil acesso, gosto de conversar com todo tipo de público, costumo dar atenção para todo mundo, sou bem conhecida por isso, por dar acesso e oportunidade às pessoas que estão ao meu entorno.

Speaker: Uma das minhas premissas é que o conhecimento não é para ser guardado dentro de uma gaveta,

Speaker: Pra mim, pra você dar asas à sua imaginação, você precisa abrir essa gaveta e deixar os seus sonhos voarem e entrar em ação pra que eles aconteçam.

Speaker: Então, pra mim, conhecimento, ele só é válido quando você dissemina ele.

Speaker: Então, eu costumo ensinar, assim, quem tá à minha volta e pede ajuda, eu costumo ensinar com maior amor, sabe?

Speaker: Eu deixo isso, porque eu acho que essa é a marquinha que a gente deixou no mundo, essa transformação que a gente faz.

Speaker: Então, por isso que eu acredito na multidisciplinaridade.

Speaker: E tá tudo bem a gente furar a bolha e tá tudo bem, a gente se aceita do jeitinho que a gente é, porque a gente aprende, sabe?

Speaker: Eu aprendo com você, vocês podem aprender um pouquinho comigo.

Speaker: E assim a gente vai construindo tudo que a gente conversou aqui, inclusive a gente falou sobre construir uma sociedade, um pensamento científico, quebrar barreiras, e eu acredito nisso, tá bom?

Speaker: Bacana, muitíssimo obrigado então, Isabela Gimenez, por essa conversa.

Speaker: Adorei e eu também adorei você estar aqui com a gente até agora.

Speaker: Muito obrigado pelo carinho da sua audiência e a sua interação com a gente nas redes sociais.

Speaker: Isso, sem sombra de dúvida, é o bem mais valioso que o Blocafé pode ter.

Speaker: Eu e a Isabela ficamos por aqui, mas não saia daí que vem aí.

Speaker: a nossa host Francisca Miguel para trazer os recadinhos importantes, inclusive a senha do NFT deste bloco.

Speaker: Nos encontramos semana que vem.

Speaker: Tchau, tchau.

Speaker: Tchau, tchau, galera.

Speaker: E aí, gostou desse bloco?

Speaker: Este tema é muito importante e interessante sairmos de nossa bolha e dialogar com diferentes pontos de vista.

Speaker: Adorei conhecer a Isabela Gimenez e que loucura o momento que caiu a energia quando falaram da Alexandra Elbáquia.

Speaker: A senha para o Po-Up de hoje é hashtag Pontes.

Speaker: Digite hashtag Pontes na mensagem fixada do X que um link será enviado em sua DM.

Speaker: Você sabia que o Mint do NFT Blocafé um ano foi prorrogado?

Speaker: Isso mesmo!

Speaker: Por 0,01 Ether você não apenas contribui com Blocafé, como deixa o registro on-chain de seu apoio ao Blocafé.

Speaker: E o melhor de tudo, você ainda farma o airdrop da Zora.

Speaker: Se você tem dúvidas, críticas, sugestões ou parcerias, entre em contato com a gente através do X ou e-mail blocafe.proton.me.

Speaker: Todos os links incluindo o da Isabela Gimenez estão na descrição.

Speaker: Até a próxima gente.

Speaker: Tchau.

Speaker: 60 anos?

Speaker: Desculpa.

Speaker: Olha só, mas essa galera da Web3...

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