Transcript
Speaker: Hey, hey, Web3!
Speaker: Estamos de volta com mais um Blocafé, e este é o número 62.
Speaker: Hoje, prepare-se para um papo com quem vive como avatar no metaverso por dois anos.
Speaker: Vamos explorar o lado bom e o lado nem tão legal assim dos metaversos descentralizados.
Speaker: E se você acha que tocar uma startup é moleza, acredite, não é, especialmente se você for mulher.
Speaker: Apenas 2% do dinheiro destinado a startup vão para aquelas lideradas por mulheres.
Speaker: E vamos entender a sua luta para desconstruir essas barreiras.
Speaker: A nossa convidada, com mais de 10 anos de estrada em marketing digital e tecnologia, vai nos contar os desafios e aprendizados em trazer a Web3 para o mundo real.
Speaker: E não é só.
Speaker: Também vamos falar de filosofia, afinal, ela é filósofa de formação.
Speaker: Vamos falar de pinguins, sim, pinguins, código aberto e independência financeira.
Speaker: Você não pode perder!
Speaker: Diretamente de São Carlos, a capital brasileira de tecnologia, essa conversa está sensacional!
Speaker: Preparada?
Speaker: Então, pegue um café e vamos falar de blockchain!
Speaker: Ei pessoal, o bloco está prestes a começar, mas antes vamos trocar umas ideias.
Speaker: Este é o momento da nossa publicidade e como não temos um parceiro para este bloco, vou falar com você, ouvinte do Blocafé, para você saber como você pode ajudar o Blocafé a continuar a crescer.
Speaker: E vou te contar, a sua ajuda é absolutamente essencial.
Speaker: Música
Speaker: Primeiro e acima de tudo a sua audiência e interação nas redes sociais são o tesouro mais valioso que eu tenho.
Speaker: Você sabe que a nossa plataforma social principal é o X, mas também estamos explorando o LinkedIn.
Speaker: Portanto interaja com a gente nessas redes que você já ajuda um montão.
Speaker: Isso é realmente incrível e fundamental para nós.
Speaker: Você também pode pedir o Poap que é gratuito e exclusivo para cada episódio.
Speaker: Mas espere, tem mais.
Speaker: Se você puder e quiser, eu sei, não está fácil para ninguém, você pode apoiar financeiramente o Blocafé.
Speaker: E para tornar essa experiência inesquecível, temos um NFT comemorativo de um ano na rede Zora.
Speaker: Por apenas 0.01 ITER, você pode eternizar seu apoio ao Blocafé na blockchain e ter esse registro na sua carteira.
Speaker: Incrível, não é?
Speaker: O primeiro link na descrição vai direto para a página do Mint.
Speaker: Se você tiver dúvidas sobre como enviar item para a rede Zora, estou à disposição para ajudar você.
Speaker: Como você viu, há várias maneiras de você apoiar o meu trabalho e uma delas é simplesmente ouvir esse podcast que está prestes a começar.
Speaker: Muito bem a todos que chegaram agora, eu sou o Iso Serials e esse é o Blocafé, podcast Web3 que acredita que a informação é a ponte para a revolução.
Speaker: Aqui você vai mergulhar no universo da Web3, entender suas possibilidades e desafios e descobrir como ela pode revolucionar a sua vida digital.
Speaker: Com entrevistas exclusivas com builders, queremos compartilhar conhecimento e inspirar você a construir o futuro que deseja.
Speaker: Experimente você também a Web3 com o Blocafé.
Speaker: Na blockchain, já é possível você ouvir o nosso podcast, sempre um dia antes de ser distribuído na Web2, mintar um NFT gratuitamente a cada episódio
Speaker: e coletar os curtas mais interagidos pela comunidade.
Speaker: Favorite o bloco café no protocolo da Audios e peça o po-up deste bloco.
Speaker: Se você já está no protocolo da Lens, siga a gente por lá também.
Speaker: E assim, de bloco em bloco, experimentamos a blockchain para eternizar os nossos cafés.
Speaker: O agregador de links está na descrição.
Speaker: Bom, vamos para mais um cafezinho.
Speaker: Eu estou hoje com a Natália López.
Speaker: Estou aqui já...
Speaker: Com a minha roupa de metaverso, porque é isso que nós vamos falar muito aqui, metaverso.
Speaker: Vamos dar um pontapé inicial nesse podcast, que eu estou bem animado.
Speaker: Então, Natália, primeiramente, muitíssimo obrigado por você ter aceito o convite do Blocafé e estar aqui nos estúdios para a gente bater esse papo.
Speaker: Eu queria pedir que você se apresentasse brevemente para a nossa comunidade e aquela clássica pergunta de todo programa cripto, como que a Natália Lox...
Speaker: e as criptos se encontraram.
Speaker: Seja bem-vinda, Natália.
Speaker: Muito obrigada pela oportunidade de estar falando um pouco sobre cripto, sobre metaversa, sobre esse ambiente da Web3, sobre ecossistema que é tão promissor e que nos dá a oportunidade de realizar tantas coisas, inclusive realizar tantas coisas pela primeira vez.
Speaker: Eu cheguei nesse ecossistema da blockchain
Speaker: Primeiramente porque eu já sou uma ativista do software livre, então eu já acompanho alguns desenvolvimentos tecnológicos dessa área.
Speaker: Eu acompanho principalmente o Tim Berners-Lee, que é o inventor da internet, e ele já há algum tempo estava falando justamente do caminho pelo qual a internet que ele criou tinha ido, que foi tomado pelas big techs.
Speaker: que ele iria criar uma nova internet descentralizada, que ele iria criar o Solid, e então tinha todo o movimento, eu tentei inclusive nessa época, eu não lembro agora o ano que foi isso, conhecer um pouco mais sobre o projeto dele, mas a descentralização naquela época não fazia sentido, entende?
Speaker: Então, como tudo no software livre, você também precisa, às vezes, dosar o limite de ser muito vanguardista, muito ousado.
Speaker: Então, acabei voltando um pouco, trilhando naquilo que eu estou empreendendo há muito tempo, que é através de uma startup.
Speaker: Eu entrei no empreendedorismo há três anos mesmo nessa parte ligada à startup, desenvolvendo uma plataforma de gestão do trabalho remoto, onde tem vários tipos de features, mas eu enfrentei problemas para poder ter acesso ao capital enquanto founder de startup, enquanto founder mulher de startup, de ter acesso ao capital mesmo
Speaker: com a minha startup acelerada, mesmo tendo um software, mesmo meu software tendo usuário, mesmo eu tendo receita, não era suficiente.
Speaker: E na verdade a gente tava ali já lidando com essa realidade, não sei se você sabe, mas apenas 2% do capital
Speaker: distribuído para as startups chegam na mão de founders mulheres.
Speaker: Então, realmente é mais difícil para a mulher estar empreendendo na área de startup.
Speaker: E aí, justamente, foi nesse momento que eu precisei pivotar
Speaker: e encontrar algo que era inovador.
Speaker: Então eu fui bem com a cabeça de cientista e falei assim, o que é a coisa mais difícil que tem no mercado hoje?
Speaker: O que é a coisa mais inovadora que tem no mercado hoje?
Speaker: Eu vou aprender isso e eu vou colocar isso dentro do meu modelo de negócio.
Speaker: Então nesse momento eu estava até assim, nossa, vou ter que aprender a programar em blockchain, né?
Speaker: eu ainda não estava tendo dimensão de fato do que era essa tecnologia.
Speaker: E aí comecei, óbvio, entrando ali pelo Bitcoin, pela cripto, tentando entender, logo vieram os jogos Play to Earn, joguei BombiCripto.
Speaker: perdi dinheiro, investi no Mafagafo, nossa também querida startup brasileira, perdi dinheiro, mas não quer dizer que eu não entendi os modelos de negócios, e eu vi muito valor nesses modelos de negócios,
Speaker: E foi isso que me fez cada vez aprofundar mais.
Speaker: E logo do jogo Blade to Earn, já veio a questão do metaverso, acabei caindo dentro desse ecossistema, me apaixonei.
Speaker: vi que aí tinha muita possibilidade de inovar realmente na área de startup e aqui estou eu finalmente, após oito meses pivotando a minha empresa, finalmente estamos aí fazendo nosso período de vesting, que para quem não conhece,
Speaker: é quando uma startup sai captando o investimento.
Speaker: Nós estamos na série do investimento One, estamos captando ainda o nosso primeiro investimento, mas a gente está tendo resultados muito positivos, por quê?
Speaker: Porque estamos em um ecossistema de grandes novidades, que é justamente a Web3 e o metaverso.
Speaker: E foi justamente, então, por precisar pivotar a minha startup,
Speaker: que eu entrei no mundo cripto, procurando uma tecnologia inovadora para o meu modelo de negócios.
Speaker: Bacana a coincidência dos fatos, porque em novembro nós tivemos três CEO de startups, vamos dizer assim.
Speaker: A Lili também, embora não se identifique como CEO de startups, ela também faz isso com a marca dela, a brand dela.
Speaker: mas tivemos a Elo Passos e agora você trazendo aqui, nesses três nós falamos sobre esses 2% de startup direcionado apenas para as mulheres, a Elo fez até uma brincadeira comigo, ou ai, vou fazer uma brincadeira com você,
Speaker: Se um homem ganhasse cinco prêmios no seu primeiro ano, se fizesse prêmio e ganhou o Hackathon lá fora, babapumpum, quanto você acha que esse homem captaria?
Speaker: E eu sou péssimo para isso, né?
Speaker: E aí eu falei, pô, não sei muito bem, mas isso tem um valor aí.
Speaker: Bom, então vamos fazer o seguinte, o exercício agora vai ser, troca esse homem por elopassos, que sou eu, e eu arrecadei dez vezes menos do que esse homem arrecadaria e tal.
Speaker: Enfim, muito triste e importante a gente trazer isso para o Bloco Café.
Speaker: Eu sempre trago essa disparidade entre gêneros como um intuito de reconhecer o meu privilégio e intuito de fortalecer que essas coisas sejam faladas e sejam, quem sabe, esperamos nós que as coisas mudem para melhor.
Speaker: Uma das coisas que acontecem muito aqui no Bloco Café, eu brinco que eu sou uma coxa de retalho, né?
Speaker: Vou trocando com as pessoas e carregando um monte de retalhinhos das pessoas que passaram pelo Bloco Café
Speaker: E o Tim Berners-Lee também já apareceu aqui esse mês, especificamente no episódio da Lily Kessler, que ela disse uma coisa que ainda não apareceu, o Tim Berners-Lee da Web3, e ela usou a ideia da interoperabilidade, que antes você tinha a intranet nas empresas, e ele veio e conectou tudo isso, e acho que ele está faltando isso, eu concordei demais com essa questão da interoperabilidade.
Speaker: Bom, tocando o barco aqui, vamos então falar sobre Metaverse,
Speaker: Você coloca lá no teu LinkedIn, como você acabou de falar que é a tua principal plataforma e a gente está começando a gostar de lá também, que você vive como um avatar no metaverso já por dois anos.
Speaker: Imagino que seja uma experiência totalmente diferente.
Speaker: Eu queria então perguntar para você como é que foi essa experiência, o que isso influenciou na sua visão sobre a Web3 e as suas aplicações.
Speaker: Esse movimento, justamente, da startup, ele já foi um movimento que eu tive que fazer já a primeira virada total para o digital, no qual eu falei assim, ok, eu vou realmente não fazer nada, eu não vou sair de casa para fazer nada,
Speaker: e vou conseguir construir um modelo de negócios que eu consiga realmente tocar ele de maneira colaborativa, de maneira online.
Speaker: Esse é o primeiro movimento.
Speaker: O segundo movimento vem justamente com essa necessidade de você, enfim...
Speaker: ter que colaborar com outras pessoas.
Speaker: E aí você precisa dessa plataforma imersiva para você ter essa colaboração, essa emoção, essa troca.
Speaker: Quando o metaverso entrou, o que é viver no metaverso todo dia?
Speaker: É ter uma rotina, você tem que entrar lá.
Speaker: Todo dia está acontecendo algo, se você entrar hoje tanto no Spatial quanto na página do The Central Land, tem eventos acontecendo 24 horas por dia, e é por isso que é muito incrível, por exemplo, eu gosto muito do caso do DJ,
Speaker: que em algum lugar do mundo são 10 horas da noite, então às 10 horas da manhã aqui ele pode aumentar o número de festas deles e fazer um evento lá para ganhar mais dinheiro, por exemplo, e trabalhar em horários que ele estaria em casa, cozinhando, fazendo alguma outra coisa que não fosse festa.
Speaker: O ponto é que o metaverso, ele é essa plataforma que permite justamente você acessar pessoas do mundo todo.
Speaker: Então você cria uma rotina, você entra, tem ali uma gama de opções de lugares, de festas, de games que você pode entrar.
Speaker: em cada lugar desse tem pessoas do mundo inteiro então você pode encontrar desde um investidor a uma pessoa que precisa de uma logomarca então tem clientes igual no mundo físico que bate ali na sua loja e fala olá tudo bem o que você faz o que você vende conta para mim no metaverso é esse mesmo ambiente quanto mais você entra mais você conhece o ecossistema e mais você começa a viver aquela comunidade
Speaker: A Web3, como a gente sabe, ela é, acima de tudo, uma comunidade, é um grande ambiente colaborativo.
Speaker: Então, a gente precisa fomentar essas formas ali dentro, fazendo justamente o quê?
Speaker: tentando trazer as pessoas para o metaverso, mas isso só vai acontecer se a gente conseguir investir em cultura, investir em informação, porque infelizmente hoje eu considero o metaverso, embora a gente tenha pessoas de baixa renda acessando esse ambiente, eu considero um mercado de luxo.
Speaker: Tem problemas para acessar de hardware, não é qualquer velocidade de memória RAM que você consegue ter acesso,
Speaker: tem problemas de ticket médio para entrar, você consegue comprar uma roupa, você consegue comprar um terreno, você consegue pagar o desenvolvimento de um prédio, o que é de fato estar no metaverso?
Speaker: Uma coisa é estar B2B como empresa, outra coisa é estar B2C como pessoa, então dá para entrar de graça, dá para jogar jogo e ganhar dinheiro, então a gente está ali dentro dessas várias possibilidades.
Speaker: Mas o grande aprendizado do viver no metaverso é justamente criar uma rotina, entender de um ecossistema que no caso de um descentralende inclui a governança da DAO, então inclui fazer política, você não coloca uma roupa à venda ali, você tem que ter aprovação da DAO,
Speaker: Você não vira um ponto de interesse do nada, você precisa fazer festas constantes, provar que você faz parte daquela comunidade e ser aprovado.
Speaker: E ainda tem que manter esse ambiente ativo sempre, senão você perde.
Speaker: Então tem uma série de regras que você precisa estar aprendendo.
Speaker: E na Web3, a gente tem esses vários metaversos, várias comunidades, cada uma com as suas regras, cada uma com a sua identidade visual, cada uma com o seu foco.
Speaker: Então, por exemplo, o The Central Land tem muito mais festas e o Space Show tem muito mais congressos acadêmicos.
Speaker: Então, a gente tem uma diferença também no tipo de público que se está atraindo de acordo com o metaverso.
Speaker: O ponto é, dá para ganhar dinheiro e é sobre isso que a gente vai falar mais um pouco.
Speaker: Você foi embaixadora da The Central Land Brasil até recentemente, então eu queria primeiro que você apresentasse para a gente o que é o The Central Land, você ainda está por lá, tem projetos em cima, a gente vai falar um pouquinho mais depois, mais na frente também da CISLAB.
Speaker: Mas eu queria também pegar essa tua bagagem como embaixadora da Decentraland, os desafios, as oportunidades que você encontrou ao promover a adoção de metaversos descentralizados no Brasil.
Speaker: Eu acho que a primeira questão é que as pessoas não fazem ideia do que é metaverso.
Speaker: Então, antes de falar de descentralização, qual é o primeiro ponto?
Speaker: E aí é óbvio que eu vou trazer a referência, né?
Speaker: de ser filósofa e de sempre estar buscando um conceito para criar uma base de entendimento.
Speaker: E tem aquele entendimento de que metaverso é aquele que está conectado à blockchain,
Speaker: e tem aquele entendimento que metaverso é um universo com seu ecossistema, como por exemplo o Fort Light, e ele em si é considerado um metaverso, já que ele tem a sua comunidade, ele tem a sua economia, e ele tem ali vários pontos que são incomuns com o metaverso.
Speaker: Porém, eu entendo que o que de fato permite que um token valorize dentro do mercado e que de fato você comece a pensar em ter operabilidade, que é justamente esse conceito em que você pode passar de um metaverso para outro metaverso.
Speaker: Então, para quem não conhece, dois dos mais famosos é o Spatial e o Decentraland.
Speaker: o Decentraland é conhecido como metaverso descentralizado, o SpaceRail é conhecido como metaverso centralizado, a diferença é justamente sobre poder, descentralização é sobre poder, então no descentralizado nós temos aí os usuários, pessoas se reunindo,
Speaker: para bancar um metaverso, para bancar essa grande startup que é o Decentraland, a gente poderia dizer assim.
Speaker: Na verdade, o Decentraland, justamente por já ser uma DAO, ele se aproxima muito mais do Linux, que é uma foundation.
Speaker: O Decentraland também é uma foundation.
Speaker: Então ele se constrói a partir do sistema colaborativo, ele inclusive usa do open source, da filosofia do software livre para estar se constituindo também enquanto sistema descentralizado, tenta colocar uma governança que de fato dá poder para os seus usuários de decidir o caminho ao qual o desenvolvimento desse metaverso vai ter,
Speaker: e é extremamente diferente do Space, no qual tem uma empresa, uma cabeça, você não decide se vai lançar marketplace, se agora é o momento de lançar um token que vai funcionar também na blockchain, né?
Speaker: A própria moeda do Space, ela é uma moeda
Speaker: mais parecida aí com Super Mario, né?
Speaker: Ela só funciona dentro daquele ecossistema.
Speaker: Tem um valor?
Speaker: Você pode ganhar dinheiro?
Speaker: Sim, você pode.
Speaker: Não quer dizer que você não vai ganhar dinheiro.
Speaker: Só que você não vai conseguir pegar esse ativo, botar na sua carteira e vender isso em um mercado, dentro de uma plataforma aí de exchange.
Speaker: E esse, para mim, que é o fator...
Speaker: preponderante em termos de tecnologia que faz essa sociedade de fato se tornar algo extremamente possível porque é justamente essa poder fomentar a economia desse modo de que valoriza e desvaloriza
Speaker: ele precisa da economia para fomentar tudo isso, entendeu?
Speaker: Para justamente ter a produção a partir disso, senão você fica engessado, vira uma bolha, você não sai daquele ecossistema, você não escala, e toda bolha tem aquele problema, que é o caso, por exemplo, do Facebook, que atingiu o máximo dele de usuários, ele tem que virar metaverso, ele tem que ganhar dinheiro de outras formas,
Speaker: ele já chegou no máximo dele, entendeu?
Speaker: Então, quanto modelo de negócios, enquanto escalabilidade, ele tem que botar isso para funcionar.
Speaker: Afinal, ele tem uma empresa que custa bilhões, não é só um problema de ganhar bilhões, é como eu mantenho esse custo de bilhões, né?
Speaker: Então...
Speaker: o metaverso está aí para trazer essa grande solução entrando na pergunta do que é o descentraland então descentraland essa organização autônoma descentralizada toda a dao né se une para botar um
Speaker: um propósito em prática, então, por exemplo, você pode se reunir para achar a cura de uma doença, né?
Speaker: Então, cada um ali vai dar X reais, a gente pode estar criando um token ou não, e está promovendo toda uma governança de como vai funcionar, qual cientista a gente vai contratar, onde que a gente vai testar, então tem uma série de coisas para serem decididas e por isso exige governança.
Speaker: E essa é a grande novidade do mercado para as startups, experimentar governança, que até então você só experimentava tecnologia.
Speaker: Agora a gente pode também experimentar novos modelos de governança, não hierarquicos, descentralizados, e é sobre tudo isso que o Decentraland traz.
Speaker: Então, por exemplo, dentro dessa guerra entre metaversos,
Speaker: Qual vai perdurar?
Speaker: A gente não sabe.
Speaker: A gente sabe que a Apple lançou um óculos, que a Meta lançou um óculos, que isso vai ser uma grande revolução.
Speaker: Teve aquele pin agora também que vai eliminar os celulares da nossa mão.
Speaker: Então, a gente está passando por um momento em que os hardware também vão mudar da nossa convivência, vão passar a ser outros tipos.
Speaker: Mas a gente não sabe o que?
Speaker: O meta vai engolir os peixes?
Speaker: Não sei.
Speaker: São os mesmos usuários que estão ali?
Speaker: Não sei.
Speaker: Uma outra questão também.
Speaker: a meta entrando, de fato ela vai conseguir converter, ela pretende lançar no celular, eu acho que isso pode derrubar.
Speaker: Agora, enquanto o metaverso descentralizado, a meta não derruba, porque quem decide manter aquele projeto lá,
Speaker: funcionando são os usuários e é por isso que a descentralização novamente é sobre poder porque é sobre esse poder de se manter enquanto modelo de negócios eu vou estar aqui eu vou continuar concorrendo nessa área nesse nicho
Speaker: então é por isso que ele tem tanto valor e no fim custa-se mais entrar, porque também ele entrega esse valor a mais para quem está querendo entrar dentro do metaverso.
Speaker: A outra questão é mercado ativo, o Decentraland hoje tem um mercado que movimenta
Speaker: 138 milhões de dólares em ativos digitais.
Speaker: Não é uma coisa assim, ai, vai, tá funcionando ou não tá funcionando.
Speaker: São 138 milhões de reais, é só olhar um número, simples assim.
Speaker: Entendeu?
Speaker: Em relação a mercado, a gente tem que entender o quê?
Speaker: Que quando eu faço a mintagem, que para quem não conhece é quando eu pego essa roupa digital, faço o upload dela, e aí eu vou pagar uma taxa para colocar nessa blockchain, para ter um token, para ter esse código que vai dizer que essa minha roupinha
Speaker: ela tem um dono, ela tem uma quantidade X, ela tem um valor, e aí você paga lá, no caso do Decentraland são R$750,00, então é super caro para você estar colocando uma roupa no mercado.
Speaker: Só que você colocou 750 reais, aquele ativo passa a ter um valor de peso, porque no mínimo você já pagou 750 reais.
Speaker: Então já é um próprio sistema no fim que ele ajuda no fim o creator a valorar de fato o seu ativo.
Speaker: Então a descentralização no fim ela tem muitos benefícios.
Speaker: Eu acho que a única dificuldade dela é
Speaker: Ela por enquanto está só em inglês, então para o público em português é mais difícil.
Speaker: Ela precisa de um hardware avançado.
Speaker: O brasileiro não tem computador bom, não consegue acessar, tem problema de estabilidade de internet.
Speaker: Então tem que enfrentar vários problemas aí para poder ter acesso.
Speaker: E aí começa também, justamente nesse momento que você começa a refletir, pô, eu ainda não tenho um óculos de realidade virtual, como é que eu acesso essa tecnologia da realidade virtual se eu não tenho um objeto?
Speaker: Ah, então eu sempre vou ficar para trás porque eu não tenho acesso a esse hardware?
Speaker: Então, tudo isso começa a entrar dentro desse movimento de entrar dentro da descentralização.
Speaker: No fim, custa descentralizar.
Speaker: Não é tão barato assim fazer o alternativo.
Speaker: No fim, a centralização permite chegar ao usuário um custo muito mais barato.
Speaker: Os special é 25 dólares a mensalidade do host.
Speaker: O servidor é gratuito.
Speaker: Um terreno no Decentraland é 50 mil reais.
Speaker: Você pode alugar por menos, tá?
Speaker: Tem, inclusive, terrenos bem baratos, mas às vezes é no meio do nada.
Speaker: Ninguém quer um terreno no meio do nada.
Speaker: Você quer ter vizinhos, você quer ter leads, você quer ter companhia.
Speaker: É importante para a pessoa chegar na frente da sua casa
Speaker: E tem uma outra casa do lado, e tem uma outra casa na frente, com outras pessoas que pertencem a outras comunidades.
Speaker: E é aí que as comunidades da Web3 têm a chance de quê?
Speaker: Se conhecer, se trombar.
Speaker: Porque como é que você faz comunidade dentro do Discord se trombar?
Speaker: Não se tromba.
Speaker: Você tem que ir para uma festa no metaverso para se trombar.
Speaker: Então, por isso que é um ecossistema tão maravilhoso de estar trabalhando.
Speaker: Pô, eu fico pensando, né?
Speaker: Tipo, quão longe a gente tá de um universo, e aí eu acho que a gente vai já sair pela primeira vez aqui do roteiro aqui agora, Natália.
Speaker: Porque quão longe a gente tá, quão distante a gente tá dessas coisas, por exemplo, da pessoa preferir
Speaker: comprar um terreno no metaverso, ao invés de, por exemplo, comprar um terreno na vida real para ela morar por conta de negócio mesmo, do ponto de vista empresarial.
Speaker: E não só isso, talvez empresarial, mas também um pouco de como longe a gente está para viver o metaverso, está totalmente
Speaker: ligado ali dentro desses... do Decentraland, por exemplo?
Speaker: Você acha que isso daí a gente vai atingir o mainstream ou vai continuar um pouco assim mais de lado?
Speaker: Enfim, qual é a tua visão?
Speaker: Como é que você olha assim pro futuro e fala assim, meu, daqui 10 anos vai estar todo mundo ali?
Speaker: Eu vou usar o exemplo do Arada, tem um podcast dele no... eu acho que é o Web3Cast do Amadal,
Speaker: no qual ele fala justamente o quê?
Speaker: Talvez...
Speaker: o mercado do metaverso nunca vai alcançar o seu mainstream, porque talvez a gente esteja entrando num modelo, que é o modelo da própria descentralização, de você ter várias comunidades pequenas.
Speaker: Então, talvez a probabilidade seja que a gente tenha ali seus vários metaversos, cada um com as suas características, mais festa, mais game, mais acadêmico, enfim, cada um com as suas características.
Speaker: e cada um vai ter ali a sua X quantidade de usuários, 5 mil, 15 mil, 3 mil e 500.
Speaker: Então, talvez, até os metaversos agora, que estão aí, tem metaversos com seus 5 mil e 15 mil usuários, mas tem metaversos coreanos com seus 380 mil,
Speaker: então também a gente consegue pegar outros exemplos que tem muito mais usuários e em sociedades que estão muito mais avançadas tecnologicamente e que o metaverso lá já é uma adoção mais fácil, mas ainda não tinha blockchain antigamente, então
Speaker: nesse modelo hoje, é por isso que eu falo que o elemento da blockchain quando você fala de metaversa, enfim, é tão importante.
Speaker: Então a gente provavelmente nunca, talvez a gente nunca chegue nesse mainstream.
Speaker: Aí tem a outra variável, Apple e meta.
Speaker: Meu, você vai dizer que os caras não sabem analisar mercado?
Speaker: Você vai dizer que os caras lançaram um óculos achando que o metaverso vai flopar?
Speaker: É sério mesmo isso?
Speaker: Eu não vou ser tão inocente.
Speaker: No mercado de startup, eu não vou ser tão inocente.
Speaker: Eu vou olhar para essa direção e vou atacar nessa direção.
Speaker: Entendeu?
Speaker: Porque pelo menos eu vou...
Speaker: Preferi errar falando que eu estou ali acompanhando os grandes como a galera da Meta e da Apple, da Ray-Ban, da Google, porque no fim está todo mundo entrando dentro dessa área, não necessariamente dos seus próprios.
Speaker: Às vezes alguns vão estar entrando com outros parceiros, então muita coisa vai ser desenvolvida.
Speaker: E é óbvio que o Fortnite vai entrar na blockchain uma hora.
Speaker: Esses jogos vão entrar na blockchain uma hora.
Speaker: E aí que tem toda uma necessidade dos mercados, o quê?
Speaker: De transitar a galera da web 2 para a web 3.
Speaker: E não tem mão de obra para fazer isso.
Speaker: E a gente tem um problema gigantesco de mercado e é aqui que a minha startup vai atacar.
Speaker: Porque no fim vai faltar mão de obra.
Speaker: Então a adesão desse mercado, ele já está acontecendo.
Speaker: Eu não acho que é uma coisa que vai acontecer.
Speaker: A Dolce & Gabbana já está lá.
Speaker: A Adidas já está lá e está com um ROI positivo das ações.
Speaker: O grande lance hoje é que você, enquanto empresa pequena, com 4, 5 ações, você faz mais ações no metaverso do que uma Dolce & Gabbana.
Speaker: E aí lá dentro você se torna mais famoso do que uma Dolce & Gabbana.
Speaker: Então dentro do The Central Land, você usar uma roupa do Mitch Todd, você usar um rostinho do Jinja, é muito mais famoso, é muito mais hype do que um Dolce & Gabbana, do que um Adidas.
Speaker: Esse é legal você falar quando a pessoa não conhece metaverso.
Speaker: Então chega alguém ali que eu vou apresentar de metaverso, eu falo, estou aqui com a minha roupinha da Tommy Hilfiger.
Speaker: Aí é legal, porque ela reconhece a marca e ela entende que estar no metaverso é bom, porque a Tommy Hilfiger está lá.
Speaker: Mas para quem está dentro do metaverso, a verdade é que os creators lá de dentro é que bombam.
Speaker: Você quer usar, e é justamente aquele lance de fomentar a comunidade.
Speaker: Quem é o representante da Dolce & Gabbana que está na DAW?
Speaker: Quem é o representante da Dolce & Gabbana que está na festa da Tanguy Poco?
Speaker: que está na festa da comunidade da The Central Land Brasil.
Speaker: Quem é?
Speaker: Não está ali.
Speaker: Então não participa.
Speaker: Então, tem ações que ela pode fazer, óbvio, enquanto gamificação e tal, mas é diferente enquanto está participando de fato da comunidade
Speaker: Do MetaVex.
Speaker: Mas a impressão que me dá é que as grandes marcas ainda não entenderam muito bem esse espaço.
Speaker: E daqui a pouco a gente vai voltar nisso daí.
Speaker: Bom, você já faz do metaverso a sua principal fonte de receita
Speaker: E aí aquela pergunta que a gente já falou, a gente vai chegar lá, como é que você ganha dinheiro no metaverso, vai ser feito agora.
Speaker: E aí então vamos já trazer a Syslab, que nasceu nessa tua experiência, experimentação no metaverso.
Speaker: Então explica pra gente o que é a Syslab, também tem a Sysdow, enfim, traz um pouquinho aí dessa tua fonte de receita principal e os frutos que isso tem gerado no metaverso.
Speaker: A CIS Labs, primeiramente, ela é uma fentec, então ela é uma startup de tecnologia feminina, nós usamos aí mulheres para aprender a estar desenvolvendo ambiente, trabalhando com blockchain, justamente para já estar aumentando o empreendedorismo feminino, mas nós nos definimos como uma one-stop-shop de transição
Speaker: de web 2 para web 3 e metaverso então o que que é isso significa que nós somos uma empresa de uma parada só no qual você vai chegar lá com a sua empresa da web 2 e nós vamos trabalhar a sua empresa de ponta a ponta em tudo que você precisa então por exemplo você precisa introduzir dependendo do caso
Speaker: tokenomics no business plan da sua empresa, quando eu vou lançar um token ali dentro da minha DAO, dentro do meu mercado, quantos tokens eu tenho que lançar?
Speaker: Como eu construo essa economia?
Speaker: Esse é um ponto que a gente precisa desenvolver.
Speaker: Tem a questão, por exemplo, que hoje em termos de regulamentação, de legislação brasileira, blockchain é a tecnologia mais segura que a gente tem.
Speaker: Então, todo mundo vai passar a ter que usar blockchain porque vai ser exigência do governo.
Speaker: né não só do próprio governo que inclusive já usa o SUS usa na cadeia de logísticas de remédio ou a Receita Federal já usa para entregar comprovantes tokenizados com o resto eu já tenho várias aplicações né que o próprio governo usa e agora grande lançamento do toque que é o Drex né então é
Speaker: ficando mesmo aí a sua bandeira de que vamos ser sim uma nação cripto inovadora, né?
Speaker: Vamos sim usar da blockchain centralizada para fazer as nossas ações privadas, né?
Speaker: Dentro de toda forma que a regulamentação precisa ter.
Speaker: E aí abre então essa demanda, né?
Speaker: Esse mercado gigantesco de todas essas plataformas que vão precisar conectar com blockchain.
Speaker: Então é aí que a gente está atacando.
Speaker: E a Cislebs hoje, que é a nossa startup, ela também tem a função de estar construindo o que vai ser a Cisdall.
Speaker: Então a Cisdall vai ser ali a nossa organização autônoma descentralizada, onde homens e mulheres poderão fazer parte.
Speaker: No entanto, nós temos um propósito, nós queremos captar dinheiro para estar investindo em startups fundadas por mulheres e para isso a gente também vai criar a CIS Capital, que é o nosso fundo de investimento que a gente vai estar usando para investir nessas startups.
Speaker: Então hoje a CISLABS ela nasce justamente para resolver o problema da demanda no mercado.
Speaker: Então a gente faz isso através de três unidades de negócio, uma de ensino, uma de tecnologia e uma de metaverso, mas a de ensino nesse momento ela é a principal porque não tem como atacar nesse modelo de negócio sem estar treinando essas pessoas.
Speaker: As empresas que a gente vai pivotar vão precisar contratar pessoas.
Speaker: A minha empresa precisa contratar pessoas.
Speaker: Hoje, se você quiser fazer uma roupa, talvez você não consiga encontrar um designer que vai entregar no prazo que você precisa, que dependendo do caso, também precisa passar por uma aprovação da DAO
Speaker: E aí o que vai acontecer?
Speaker: Talvez você tenha que contratar um cara lá do Canadá, você tenha que pegar o dinheiro do Brasil, botar no exterior, pagar em dólar, pagar mais caro por esse desenvolvedor, sendo que você podia estar incentivando aqui.
Speaker: Então, em relações ao empreendedorismo feminino, a gente entende o quê?
Speaker: Que a gente pode capacitar mulheres para a Web3, e isso vai trazer independência financeira para elas.
Speaker: Isso vai dar uma nova oportunidade delas brilharem desse ecossistema.
Speaker: E aqui, além de tudo, tem a oportunidade de brilhar sendo o primeiro em diversas ações.
Speaker: Isso que é mais mágico dentro desse ecossistema.
Speaker: Acho que é por isso que a gente trouxe aquele dado logo de cara, 2%.
Speaker: de todo dinheiro arrecadado em startup vai para as CEOs mulheres, acho que dessa dor nasceu a CISlab, a CISDAW força muito legal, desejo sucesso desde já e conte sempre com o Blocafé e com o AI para isso, para o que precisar, estamos aqui.
Speaker: Olha...
Speaker: Vamos falar um pouquinho sobre essa tua experiência como fundar, criar uma startup, liderar isso, e especificamente na Web3.
Speaker: Quais são os maiores aprendizados?
Speaker: Se eu tivesse que falar, conversar com a Natália que começou lá atrás, o que você falaria para ela, Natália?
Speaker: Olha, eu acho que a vantagem, na verdade, da Web3 hoje é que existem plataformas que você praticamente consegue fazer tudo de graça se você quiser começar uma startup.
Speaker: Então, para começar, eu acho que isso é um ponto benéfico.
Speaker: Agora, qual que é o problema de empreender com startup?
Speaker: Primeiro, você tem que entender o nicho de startup.
Speaker: A startup é um nicho de empresa que você constrói um modelo de negócio para ser escalável, que você vai construir um modelo de negócio no qual você vai participar de rodadas de investimento, no qual um dia você vai vender e sair da sua empresa.
Speaker: Se você não for fazer um modelo de negócio com essa função, você está na área errada.
Speaker: A primeira coisa é entender de fato qual é o business da startup.
Speaker: Aí você vai neste ângulo, tecnologia.
Speaker: Aí, como é mais... Para onde que eu vou?
Speaker: Onde está a minha dor?
Speaker: Eu, Natália, né?
Speaker: Entrei no empreendedorismo, né?
Speaker: Migrando da carreira acadêmica e da filosofia, da sociologia para o mundo acadêmico... Desculpa, para o mundo do empreendedorismo, né?
Speaker: Fiz essa passagem e como uma cientista me fez a pergunta, o que é uma empresa?
Speaker: Como eu crio uma empresa?
Speaker: O que é um departamento?
Speaker: O que é gerir um departamento?
Speaker: Como que eu vou realmente criando cada pedaço da construção do que é ser uma empresa?
Speaker: E aí a gente quando vai entrar nesse mundo a gente precisa o que?
Speaker: Estudar e se conectar e aqui eu vou falar do maior parceiro que o empreendedor tem no Brasil que é o Sebrae.
Speaker: Então através do Sebrae eu conheci algumas técnicas de inovação
Speaker: que me fizeram pivotar o meu modelo de empresa tradicional para um modelo mais de startup, no sentido de apresentar o que é uma proposta de valor, qual é a dor que eu estou resolvendo no mercado, qual é a solução que eu estou trazendo,
Speaker: qual é o meu diferencial, qual é o investimento que eu preciso, aonde que eu vou gastar, provo como é que eu vou fazer isso.
Speaker: Planilhado, planilha gigantesca, não existe business sem uma planilha gigantesca,
Speaker: traz né então você tem que é estruturar tudo isso e a web3 entra porque startup é uma é tentando engolir a outra se você não tiver algo extremamente inovador você vai morrer você não vai conseguir a taxa de mortalidade de startups é altíssima se a gente ainda for entrar num recorte de startups fundadas por mulher
Speaker: o recorte vai ser mais alto ainda.
Speaker: Só que eu, Natália, Evelyn, que está aqui por trás da CISLEV, a gente tem uma carta na manga, que é a cidade do qual a gente faz parte, que é São Carlos, que é conhecida como a capital nacional da tecnologia.
Speaker: Então, aqui a gente está envolto de um ecossistema inovador.
Speaker: A gente aqui produz inteligência artificial, produz robótica, produz...
Speaker: cura do câncer, produz unicórnio, tem grandes startups aqui como iFood, Magazine Luiza, tem o laboratório do Santander.
Speaker: Então a gente está envolto de um ecossistema de inovação, o hub de inovação que a gente tem aqui também é um dos maiores da América Latina.
Speaker: Nós temos um ecossistema que tem duas grandes universidades, uma federal,
Speaker: E a USP, em qualquer lugar que tenha uma USP perto, vira um outro tipo de ecossistema.
Speaker: Um recorte que eu gosto de trazer também, de 16 unicórnios que o Brasil tem hoje, 10 tem CEOs formados pela USP.
Speaker: desses 10 ou melhor se eu não me engano é desses 16 tá só uma é mulher que é a CEO do Nubank então é é difícil até para os grandões mas a gente tá nesse ecossistema que fomenta esse lugar aqui propício para o empreendedorismo feminino e para o empreendedorismo feminino em deep tech
Speaker: que é o que a gente resolveu empreender e enfrentar, né?
Speaker: Tecnologias difíceis, linguagens de programações difíceis, tecnologias muito novas, com custos muito altos, precisando realmente desse trabalho com o investimento.
Speaker: Então hoje também a gente está num momento que o ecossistema precisa do investidor, porque justamente os hardwares ainda estão caros, a gente precisa formar pessoas, os programadores especialistas são caros, então a gente precisa realmente de um modelo robusto para dar conta da demanda, uma demanda que já tem, não é uma demanda que vai existir ainda, já tem a demanda.
Speaker: se você lançar produto vai ter gente consumindo então é uma questão de cash mesmo e como a gente sabe né Web3 correndo galopando né tudo muito rápido tem que ir para o mercado tem que ir para o mercado com força né porque
Speaker: Porque assim, a hora é agora.
Speaker: A hora é agora mesmo.
Speaker: E eu acho que o lançamento do Drex mostra o time.
Speaker: Que a hora é agora.
Speaker: Na abertura do especial CBDC, feito pelo Pedro Magalhães, em que ele disse exatamente isso.
Speaker: A hora de mudar as coisas é agora.
Speaker: Muito legal.
Speaker: Daqui a pouquinho a gente vai voltar a falar de São Carlos...
Speaker: Eu não vou mais repetir o que você falou, porque eu tinha separado aqui, a questão da UFSC, da USP está lá, também tem o Instituto Federal também por lá, o Sanka Hub também, enfim, tudo isso aí já falou, mas a gente vai voltar.
Speaker: em São Carlos para a gente falar também do evento no Metaverse que aconteceu recentemente lá em São Carlos.
Speaker: Então, tocando o barco aqui, Natália, um papo que eu também adoro muito, já passamos muito pelo conflito que você falou
Speaker: Do que adianta a Gucci, a Dolce & Gabbana estar no metaverso se não tem hype?
Speaker: Ou seja, existe esse desentendimento.
Speaker: A Raíssa Jansen aqui no Blocafé, aliás um episódio muito, adoro muito também, um beijo para a Raíssa, ela disse que na Web2 a entrega do produto é o dia final.
Speaker: Você entregou, acabou o trabalho, missão cumprida Na Web3, a entrega do produto é o primeiro dia
Speaker: Vamos falar um pouquinho sobre marketing digital, como é que você está vendo, você tem mais de 10 anos de experiência com marketing digital, tecnologia, mas como é que está esse gap entre Web 2 e Web 3 no marketing digital, Natália?
Speaker: Eu acho que o marketing digital é justamente o caminho pelo qual a gente vai fazer as empresas transitarem, as pessoas transitarem.
Speaker: Eu trabalho mais com foco B2B, então eu vou falar desse público, que é o público que eu conheço mais,
Speaker: não vou falar do B2C porque eu acho que o B2C depende de hardware e é outro tipo de análise que a gente tem que fazer.
Speaker: Mas no caso do B2B, primeiro assim, gente, que maravilha, né?
Speaker: Você tem um ecossistema que você pode começar do dia 1 e construir tudo do zero, em que você pode competir de fato, que você não está sendo engolida pelas empresas gigantescas que podem pagar um horário na Globo para aparecer.
Speaker: Você entra ali e aparece e faz a sua ação de marketing.
Speaker: O segundo ponto é que a gente tem que... O metaverso, ele é uma ferramenta.
Speaker: E ele é primeiro, antes de tudo, uma ferramenta de marketing.
Speaker: Então, lá dentro, eu construo o meu ambiente.
Speaker: Eu vou lá, eu decoro.
Speaker: Então, é Natal?
Speaker: Eu monto a minha árvore de Natal.
Speaker: Eu vou lá para o meu avatar, eu tiro a minha foto, eu faço marketing da minha empresa de Natal personalizado.
Speaker: Eu vivo aquele momento.
Speaker: E isso é uma ferramenta muito rica, porque eu não preciso pagar modelo, porque eu não preciso pagar estúdio, porque eu não preciso pagar fotógrafo, porque eu não preciso pagar uma série de custos que eu tinha antes
Speaker: na web 2 então o avatar facilita a web 3 traz essas ferramentas que vão diminuir o custo do marketing
Speaker: que é um dos custos mais caros que uma empresa tem hoje.
Speaker: Quando a gente entra também em Web3, a gente está falando o quê?
Speaker: De novos canais de venda.
Speaker: Então aqui eu tenho uma chance de começar a vender para um público que eu não vendia.
Speaker: Um público que eu consigo chegar perto.
Speaker: um público que está em comunidade que é possível de fato você trocar muito diferente do Instagram que você praticamente embora você possa ali responder as mensagens né não é não tem uma troca de fato de comunidade você praticamente tem é um uma lista de transmissão né no qual você joga conteúdo
Speaker: as pessoas recebem, comentam, mas não faz aquilo virar outra coisa, virar uma ação, não vai dali para outra ação.
Speaker: Então, por exemplo, quando a gente vai numa festa dentro do The Central Land, acabou uma festa, as pessoas perguntam, e agora, a gente vai para onde?
Speaker: Porque sempre tem alguma coisa para fazer, um lugar para ir, um amigo para encontrar.
Speaker: E é aí que estão as possibilidades de venda.
Speaker: E aí que a gente vai descobrindo.
Speaker: Então, por exemplo, dentro do The Central Land, você pode ter um apartamento e lá tem um telão.
Speaker: E você que está hoje em Portugal e eu que estou aqui no Brasil, a gente pode se juntar lá naquele telão para assistir Oppenheimer naquele telão.
Speaker: E a gente vai ter que pagar 10 dólares para poder ter acesso a esse telão.
Speaker: E alguém vai lucrar com isso e as coisas vão acontecer.
Speaker: Então, dentro do marketing digital eu vejo que é o momento de vender.
Speaker: Pesquisa de marketing, então eu acho arriscado oferecer um retorno para o cliente hoje.
Speaker: mas a gente consegue oferecer muita pesquisa, por isso mesmo que eu falo que o time é um time do investidor, é um time para a empresa que quer pivotar, é um time para quem quer estar na frente, para quem é futurista, quem é vanguardista, esse é o time.
Speaker: Agora, tem gente que ainda está aprendendo a usar o Facebook.
Speaker: A maioria das pessoas nem usam mais o Facebook, já estão em outras redes e tem gente que ainda está entrando.
Speaker: Então, assim, a maturidade tecnológica no Brasil, o gap é absurdo.
Speaker: mas toda essa aceleração da experiência da da inteligência artificial já tá trazendo a facilidade né de você começar a conviver mais com figura do avatar naturalmente você usando o avatar para fazer o seu marketing da web
Speaker: com inteligência artificial, ainda não estando no metaverse, você vai vendo o quê?
Speaker: Poxa, eu podia entrar com o meu avatar da Natália e encontrar o avatar da Sabrina Sato,
Speaker: na balada, tirar uma selfie com ela.
Speaker: Puxa, não é que eu fiz mesmo isso na vida real?
Speaker: Porque a vida real do metaverso é tão real quanto a vida que a gente está vivendo.
Speaker: As experiências que eu tenho lá são incríveis.
Speaker: Então, o meu avatar, conheço o avatar da Sabri da Sato, conheço o avatar da Nina Silva, conheço o avatar da Adriane Galisteu.
Speaker: Eu, pessoalmente, não conheço.
Speaker: Então, olha aí a possibilidade da empresa.
Speaker: A Natália antes não era nada, agora a Natália com metaverso, ela foi numa festa com Adriana e Galisteu.
Speaker: Olha a diferença de Business Plan.
Speaker: Agora, com o metaverso, antes eu tinha que vender, por exemplo, para um bar que também tem a possibilidade de estar no metaverso com eventos digitais, com acessos com NFT, com brindes, com gamificações, coisas que dá para pensar, tem um milhão de possibilidades.
Speaker: Eu acho que tem gente que arruma desculpa para não avançar tecnologicamente, sabe?
Speaker: querendo ficar no tradicional, tá bom, tá tudo bem, mas tá querendo vender mais, tá querendo vender mais e não tá querendo se esforçar mais.
Speaker: Tecnologia nova não vem sem esforço.
Speaker: É difícil pra caramba.
Speaker: É todo dia, eu não tô na balada, eu tô aqui fazendo podcast, 20 horas, 8 horas da noite, eu já trabalhei o dia inteiro, e a gente tá aqui tentando o quê?
Speaker: Evoluir, avançar, construir.
Speaker: Então,
Speaker: O marketing digital vai ganhar muito dinheiro, principalmente porque vai precisar de muito curso de inteligência artificial, muito curso para lidar com metaversos.
Speaker: Então as pessoas também vão estar ganhando justamente nessa fase de formação.
Speaker: E tem todas essas pessoas, todas as influências precisam virar avatar.
Speaker: Todo mundo vai precisar ter uma persona pra estar, às vezes, num lugar que ela não pode estar naquele momento.
Speaker: Porque agora a gente faz reuniões ao mesmo tempo, praticamente.
Speaker: Eu, inclusive, com o metaverso,
Speaker: Isso acontece de fato.
Speaker: Dependendo do caso, você consegue estar em mais de um lugar ao mesmo tempo.
Speaker: E isso é a escalabilidade do tempo.
Speaker: Quem fala sobre o tempo é o Ronaldo Lemos.
Speaker: que é esse cara aí maravilhoso que ajudou a gente a fazer o marco civil da internet aqui no Brasil.
Speaker: E é por isso também que o Brasil tem uma lei de cripto, é graças a esse marco civil.
Speaker: O Brasil já era preparado em termos de legislação para avançar para uma lei de cripto.
Speaker: Então o Drex vem já num movimento maravilhoso.
Speaker: E o pessoal, inclusive, falando de Drex, fala muito, compara muito
Speaker: com o Pix, e a gente tem que lembrar, gente, por trás de toda essa tecnologia, sempre tem um software livre, sempre tem uma red hat por trás.
Speaker: E aí a gente volta à descentralização, porque no fim, descentralização está em tudo, é que as pessoas não sabem.
Speaker: o quanto de sistemas colaborativos elas usam e não sabem, que é uma coisa maravilhosa também.
Speaker: Mas voltando aí à questão do marketing digital, é o momento do marketing digital que estava morno, que tinha dado uma declinada, a galera não está mais vendendo curso, não está vendendo nem de muita coisa,
Speaker: web 3 metaverso é a possibilidade aí de estar entrando nessas novas tecnologias né e tá realmente faturando uma grana alta principalmente porque hoje ela pode vender para as grandes marcas você não precisa também dando pequeno agora você pode estar tirando um peixe grande e o momento é agora o peixe grande vai precisar do desenvolvedor para entrar no mercado e você tem que estar preparado
Speaker: para essa demanda.
Speaker: Se você não estiver preparado, aí vai ser que nem mais um canal de YouTube nascendo agora, né?
Speaker: É, então, isso daí é o gancho perfeito, Natália, para a próxima pergunta, né, sobre estar preparado.
Speaker: Você, no teu LinkedIn, você coloca que você ajuda empresas a inserirem blockchain em seus modelos de negócio.
Speaker: Vamos falar um pouquinho sobre isso, quais são os principais benefícios que você vê na adoção.
Speaker: A gente já falou um monte deles aqui, né?
Speaker: Mas como você vê que está ocorrendo essa transformação, pelo menos nos setores em que você já trabalhou?
Speaker: Bem, primeiramente por causa da transparência, tá?
Speaker: O investidor vai botar dinheiro, o que ele mais quer?
Speaker: Transparência com o dinheiro dele.
Speaker: É uma questão de jogo financeiro.
Speaker: Então, para ele é negócio estar, que o seu modelo de negócio tenha blockchain, tenha essa transparência financeira.
Speaker: em termos de gestão, em termos de processos, entre outras coisas.
Speaker: O outro ponto é entender o quê?
Speaker: O que de fato esse modelo de negócios precisa?
Speaker: Ele precisa de um software, um smart contract,
Speaker: ele precisa de uma plataforma White Label, ele precisa só de uma campanha de NFT.
Speaker: O que é estar na blockchain?
Speaker: Estar na blockchain não é necessariamente criar uma programação.
Speaker: Às vezes, uma campanha de NFT, no qual ela vai botar sua NFT lá no OpenSea, é suficiente para ela pivotar.
Speaker: E a gente está fazendo isso com um cliente nosso,
Speaker: que é o Instituto Acorde, nós estamos fazendo uma campanha de NFT para uma instituição para dar um PCD mais ITEA, autistas, então eles precisavam o quê?
Speaker: Fazer uma campanha de doação, já é algo que eles trabalham, já é uma instituição sólida, mas com a blockchain primeiro eu pude ampliar o conceito de comunidade deles, então antes eles eram uma instituição,
Speaker: uma organização aqui de São Carlos, no qual eles basicamente pediam dinheiro para as pessoas de São Carlos para estar ajudando a instituição.
Speaker: Com o conceito de comunidade, eu amplio isso para a inclusão Brasil, então a gente cria uma comunidade no Discord, então a gente já começa a ampliar isso para o público maior,
Speaker: E começa a colocar eles também o quê?
Speaker: Vamos anunciar sua NFT aonde?
Speaker: No metaverso.
Speaker: Por quê?
Speaker: Você vai aparecer nos podcasts, vai aparecer no podcast de cripto.
Speaker: Vai atrair essa galera aí para estar conhecendo o seu projeto.
Speaker: E óbvio, e aí a NFT além de tudo,
Speaker: ela traz toda uma série de modelos de negócios já pré-construídos, como por exemplo o clube de benefícios.
Speaker: Então você consegue trocar o modelo de doação comum, de entrar numa plataforma, de doar e de não ganhar nada em troca, de ganhar um obrigado, um coraçãozinho.
Speaker: Se o seu marketing digital for bom, talvez você receba um e-mail marketing agradecendo a sua doação que você fez ali às vezes um ano inteiro.
Speaker: Entendeu?
Speaker: Você não ganha nada no final.
Speaker: Com um clube de benefício você consegue fazer uma campanha e ainda dar retorno.
Speaker: Provavelmente o retorno que você dá em clube de benefício supera o valor que a pessoa compra da NFT.
Speaker: Então olha como é que você consegue pivotar um modelo de negócio que está ali no ambiente do...
Speaker: das instituições de caridade, que estavam no ambiente da cidade, e eu consigo levar o modelo deles para o mundo, porque eles se abriram para a inovação, porque eles se abriram para a blockchain.
Speaker: Então, não necessariamente blockchain é programação.
Speaker: Agora, vai existir casos que sim, vamos ter que fazer uma programação.
Speaker: Você quer fazer um game no metaverso?
Speaker: Programação.
Speaker: Entendeu?
Speaker: Não tem como fugir da programação.
Speaker: Então tem todas essas diferenças.
Speaker: E tem casos complexos, como por exemplo, o Brasil agora está discutindo sobre isso.
Speaker: Devemos criar a nossa blockchain brasileira?
Speaker: Qual é a startup que vai começar a criar uma blockchain brasileira?
Speaker: Nós temos pessoas capazes de desenvolver uma blockchain nacional, mas tem que ter alguém querendo construir uma startup para isso.
Speaker: Então, tem a abertura para a gente estar desenvolvendo e...
Speaker: Se a empresa quiser olhar com bons olhos, ela vai se abrir para novos canais de venda.
Speaker: Logo, ela vai ganhar dinheiro, porque ela vai aprender a vender em outros ambientes.
Speaker: E uma empresa que não está indo para frente sempre, entrando em novas comunidades, conhecendo novas formas de vender,
Speaker: Acaba, acaba, uma empresa sempre tem que estar crescendo.
Speaker: Então, ir para a Web3 é um movimento natural.
Speaker: Agora, precisa de maturidade tecnológica.
Speaker: Dá para ir aos pouquinhos?
Speaker: Dá para ir aos pouquinhos, mas já é um usuário que tem um computador, que tem um celular, que às vezes já usa uma inteligência artificial.
Speaker: Muito provavelmente, às vezes, é um estúdio de marketing digital que vai me contratar
Speaker: num serviço mais especializado, então muitas agências de marketing vão contratar a agência de marketing especializada em metaverso, né?
Speaker: Com essa... que tenham esses produtos para poder estar atacando, porque não vai estar preparado.
Speaker: Não vai estar preparado.
Speaker: E vai ter que pagar mais caro por isso, né?
Speaker: E a gente hoje está num momento que o conhecimento é gratuito.
Speaker: Quem quer, senta a bunda na cadeira e estuda.
Speaker: E a Web3 tem chance para isso.
Speaker: É esse o recado.
Speaker: Eu quero trazer filosofia aqui para o Bloco Café.
Speaker: A gente adora filosofar e não é sempre que vem uma formada em filósofos, uma filósofa de formação.
Speaker: Natália, como é que você acha...
Speaker: que a filosofia influencia a sua abordagem para inovação na Web3 nos seus projetos atuais.
Speaker: É 100%, ela influencia porque...
Speaker: Quem faz filosofia, um pouquinho revolucionário é. Está buscando sempre ali, está encontrando uma forma de ajudar, às vezes, alguma coisa a si mesmo, o mundo.
Speaker: E dentro dessa minha trajetória da filosofia, uma das coisas que eu tive contato foi que eu percebi que a utopia
Speaker: não era mais uma disciplina na filosofia, a gente não se reunia mais para resolver problemas.
Speaker: Vamos resolver o problema do mundo?
Speaker: Como eu crio um capital igual Marx?
Speaker: Como eu viro um Marx?
Speaker: Porque ele tinha um problema, ele tentou escrever um livro para resolver um problema no qual ele estava analisando.
Speaker: A gente não se junta mais nem para tentar viajar na maionese, tentando achar soluções.
Speaker: Então, a Web3, quando eu entrei na Web3, foi assim, as sinapses começaram a acontecer.
Speaker: Caramba!
Speaker: Eu posso criar um país.
Speaker: Caramba, eu posso criar uma economia.
Speaker: Caramba, imagina isso na mão de um filósofo, como legal isso é. Porque até um tempo eu estava ali criticando o capitalismo e agora eu posso criar o meu próprio sistema capitalista.
Speaker: Olha que...
Speaker: incrível que isso é, então assim, influencia 100% e me dá base para construir novos conceitos.
Speaker: Então hoje, por exemplo, o conceito de metaverso, que é um conceito que eu ainda não tenho formado, porém eu estou escrevendo para tentar chegar próximo daquilo que eu defendo como conceito de metaverso.
Speaker: porque fica difícil a gente às vezes até fazer venda ou até tomar posições frente a alguns problemas políticos se a gente não tiver definido muito bem os nossos conceitos.
Speaker: E o meu orientador sempre ensinou que filosofia é fazer conceitos.
Speaker: É descrever conceito, chocar conceitos.
Speaker: Isso é fazer filosofia.
Speaker: Muito mais do que aquilo que a gente aprende na escola, que é o conceito clássico do amigo da sabedoria.
Speaker: Mas filosofia é justamente falar na essência daquilo que as coisas são.
Speaker: Então qual é a essência da Web3?
Speaker: Qual é a essência do metaverso?
Speaker: Qual é a essência de um token?
Speaker: Tem que entender a tecnologia para entender a essência?
Speaker: Tem política envolvida dentro da tecnologia?
Speaker: Como que tudo isso se entrelaça?
Speaker: Então dá toda a base para a gente estar trabalhando governança.
Speaker: E aí eu vi que eu tinha oportunidade de não só ter uma startup,
Speaker: mas de exercitar a governança.
Speaker: Então, não tinha como fugir dessa inovação.
Speaker: Eu tive que mergulhar de cabeça, porque eu, como realmente uma ativista do software livre, uma hack ativista, no meu doutorado,
Speaker: Eu falo sobre a questão do hackativismo, como, por exemplo, durante a primavera, desligaram os servidores e houve uma comunidade por trás para religar a internet e informações conseguirem ser passadas, inclusive informações que estavam salvando vidas lá de pessoas que tinham sido submetidos a bombas de gás, então, para resolver problemas de vida, né?
Speaker: Então são coisas que precisam estar ali.
Speaker: Então a filosofia está aí com tudo e é muito bom ter isso.
Speaker: Mas a minha trajetória na filosofia é na economia, tá?
Speaker: Ao contrário de muitos acadêmicos, toda a minha trajetória
Speaker: graduação, mestrado, doutorado, eu tenho uma trajetória de economia e política.
Speaker: Eu escolhi, às vezes eu até era colocada em xeque assim, mas isso que você está fazendo é filosofia ou economia?
Speaker: É filosofia ou é sociologia?
Speaker: Porque filósofos, justamente, quando a gente entra em conceito, a gente fica tentando achar o limite daquilo, mas isso é ou não é?
Speaker: Então também tem um caminho aí, óbvio, que eu já tinha trilhado da economia, me apaixonei pelos derivativos de crédito quando estava ali cada vez entrando mais sobre a questão de bolsa de valores, sobre a queda da bolsa de 2008.
Speaker: E aí esse foi só um pequeno passo para entender a financiarização do capitalismo e entrar de vez logo nessa questão da blockchain, do Bitcoin, que veio logo como uma consequência de quem está imerso
Speaker: em sistemas de economia, teoria política, como eu venho desenvolvendo na minha carreira acadêmica há muito tempo já.
Speaker: Eu gostei logo no início, você falou, pô, fazer filosofia já é por si um ato revolucionário.
Speaker: É mesmo, né, cara, realmente.
Speaker: E uma dessas tuas explorações aí filosóficas,
Speaker: Você fala sobre a filosofia do pinguim, software livre.
Speaker: Uma das coisas que eu gostei também nessa pesquisa para fazer aqui o roteiro foi que você é uma Linux addiction, né?
Speaker: Você gosta do Linux, eu também sou da...
Speaker: Quando eu mexo com o Windows, eu tenho raiva.
Speaker: Como é que pode ser tão horrível isso daqui?
Speaker: Não usar outro sistema, é. Então, enfim, vamos falar um pouquinho sobre essa tua apresentação no TEDx, sobre filosofia do pinguim e o software livre.
Speaker: Você consegue fazer um paralelo aí entre software livre, independência financeira, liderança e ainda contextualizar com a Web3?
Speaker: Primeiramente é o seguinte, eu só empreendo hoje porque tem Linux.
Speaker: Primeiro, Linux é a nossa camada da internet, internet rodada em Linux.
Speaker: Então qualquer empreendedor que está usando hoje a internet na verdade já tá aí se utilizando um pouco de Linux na vida dele sem ele saber.
Speaker: Se ele usa um Android ele também tá usando aí um sistema operacional livre, sem ele saber ele também tá aí
Speaker: contribuindo com esse sistema.
Speaker: O grande aprendizado que eu tenho é o seguinte, quando eu comecei a me aprofundar mais sobre o open source, sobre o software livre, eu tive ali a possibilidade de pegar programas que tinham na internet e vender.
Speaker: um negócio que estava ali de graça, entenda, nem todo software livre é de graça, mas muitos são gratuitos, a maioria dos software livres ganha com suporte, a maneira como eles monetizam, mas você tem acesso ao código, você tem liberdades em relação a esse código, de modificar, de copiar, de aumentar esse código, de entrar nele para estudar, às vezes você precisa resolver um problema,
Speaker: que o cara que criou o código não resolveu e aquilo ali é um problema para você.
Speaker: Então, o open source é sobre a liberdade de você estar se conectando com esses sistemas.
Speaker: Então eu aprendi que dava para ganhar dinheiro com isso, porque eu tinha um software robusto, um CRM, um suite CRM, um account, eu tinha softwares maravilhosos de mercado que eu podia vender e eu vendi.
Speaker: O que não deu certo
Speaker: foi que era muito difícil, de repente, ensinar para o empreendedor cinco softwares que eles tinham que aprender.
Speaker: Isso não era fácil, foi por isso que eu acabei entrando na programação e desenvolvendo uma plataforma que integrava esses softwares que eu tentava vender.
Speaker: E isso me levou a questionar muito a questão da filosofia, por quê?
Speaker: Quando eu fui escrever minha tese, eu já entendi que eu podia fazer aquilo ali em formato de site, então não tinha porque eu estar escrevendo, sentar, sabe?
Speaker: Depois que você coleta os dados, você senta e aí vai escrever sua tese.
Speaker: Sendo que o objeto da pesquisa, geralmente você estuda, você conclui, você faz ali o seu pedaço de texto e sobe com um texto de um blog, aquilo é uma parte da sua pesquisa.
Speaker: e é algo vivo e você vai construindo.
Speaker: Então não tinha mais porque eu estar funcionando dentro daquele sistema.
Speaker: A outra coisa então é que cara, eu fiz a primeira tese digital do mundo usando o WordPress, eu não inventei a roda, eu só fiz aquilo que a inovação ensina.
Speaker: Inovação às vezes é você pegar, por exemplo,
Speaker: uma arrumação de produtos numa arara e organizar de uma forma diferente que o cliente vai perceber e vai passar a comprar mais aquele produto.
Speaker: Inovação não é sobre criar programas, entrar na blockchain, inovação não é sobre isso.
Speaker: Inovação é sobre pegar algo e usar de uma maneira que às vezes outras pessoas não estavam usando.
Speaker: E gente, ficar imprimindo papel para poder defender dissertação, recorrije, imprime cinco folhas, ninguém lê aquilo quase, sendo que poderia estar na nuvem, com várias pessoas acessando, com várias pessoas colaborando com a sua pesquisa, porque você vai fazer alguma coisa sozinha, sendo que você pode estar disponibilizando esses dados para o mundo.
Speaker: Então, não faz sentido você não usar dessa tecnologia.
Speaker: Então, tudo isso, eu entendi o quê?
Speaker: Poxa, basta eu aprender um software, que eu tenho um negócio bom aqui para vender.
Speaker: E aí eu comecei a ver várias pessoas, eu comecei a empreender nessa parte do marketing digital de startup.
Speaker: próximo a pandemia né durante a pandemia você via várias pessoas assim meu a galera tinha gente que ainda não mandava e-mail sabe tinha gente ainda que não sabia fazer videoconferência a gente tá falando de metaverse a galera teve que aprender o que que era azul
Speaker: que era Meet.
Speaker: Hoje que a gente está aqui falando inclusive de várias reuniões simultâneas, mas alguns meses atrás as pessoas estavam aprendendo o que é o Meet, como eu instalo o Meet no meu celular para fazer uma reunião online.
Speaker: Então a gente precisava realmente
Speaker: fazer isso girar.
Speaker: Então eu entendi que ao aprender o software livre, eu poderia estar vendendo isso e ganhando dinheiro.
Speaker: Logo, todas as mulheres que estavam precisando ali mudar de seus empregos e não só acadêmicos capazes de entrar, de estudar um software de maneira autônoma, de aprender ali coisas novas, uma programação nova, não à toa.
Speaker: Teve uma passagem enorme da galera da Sociologia para a UECS,
Speaker: O que tem de gente mudando de humanas para programação de quilo?
Speaker: Porque a galera teve que mudar também.
Speaker: que o software livre é gratuito, mudar custa.
Speaker: O software livre tem conhecimento público, o software livre tem fórum, o software livre está no sistema descentralizado, você acessa pessoas para você conseguir ajuda e se desenvolver, tem um bug, você acha alguém para te ajudar a resolver.
Speaker: Então não é sobre aprender só um software, é sobre se inserir em um ecossistema de colaboração,
Speaker: e se inserir nesse ecossistema de colaboração te dá essa base para você virar aí a sua carreira, né?
Speaker: E para mim, no caso, foi poder ter a minha startup, né?
Speaker: Não só aprender aí um pouco de PHP, né?
Speaker: De programação, tudo isso só é possível porque é livre.
Speaker: eu não pago para isso, está aí para a gente usar.
Speaker: Então todo mundo realmente pode estar fazendo.
Speaker: Eu acho que eu voltaria no tour do mundo, eu entendo que muitas vezes o meu discurso é para um público às vezes até mais acadêmico, é para um público às vezes que já é
Speaker: formado, mas que às vezes não conseguiu aí o sucesso na vida e precisa realmente pivotar suas carreiras, assim como pessoas que estão empreendendo e precisam pivotar suas empresas e a maioria das vezes é a resposta na tecnologia, pode estar tanto na web 3, pode estar na web 2, eu acho que a web 3 também não soluciona todos os problemas, né?
Speaker: Ela é apenas uma solução
Speaker: e por ser um ecossistema novo, ela é um ecossistema no qual você tem mais chance de dar certo, do que um ecossistema saturado, como o da Web2, e é mais ou menos por aí que a gente fala.
Speaker: E o pinguim, eu falo, porque o meu pai sempre ficava brincando, o meu pai ele é um físico,
Speaker: foi ele que trouxe o Linux pra dentro de casa, eu, na verdade, eu sempre usei Linux desde criança, né?
Speaker: O Windows lá em casa era quase como se falasse de vírus dentro.
Speaker: Não, vai usar o Windows, vai pegar vírus no computador, né?
Speaker: Então, não pode usar, né?
Speaker: Tem que aprender a usar, me chamava até de analfabeta digital, porque eu queria usar o Windows, não queria usar o Linux.
Speaker: né então porque justamente quando você aprende a usar Linux você aprende a instalar o sistema você vê lá tô instalando a BIOS estou instalando agora interface gráfica você entende como um computador funciona você entende como é que você fala com a máquina né em outros sistemas a coisa vai vindo de uma maneira mais intuitiva né você acaba não aprendendo
Speaker: mas funciona, entrega, né?
Speaker: E não só, tem certas tecnologias como dos games, né?
Speaker: Que às vezes só roda no Windows e em alguns casos mesmo eu tenho que usar.
Speaker: E eu sou uma pessoa que assim, eu não falo mal da tecnologia proprietária.
Speaker: Tecnologia proprietária entrega.
Speaker: E daí o Canva pra calar minha boca, entendeu?
Speaker: Eu ficava lá em Xscape, tem que ser designer true, tem que ser software livre.
Speaker: Até o dia que eu não conseguia fazer um pitch, eu entrei no Canva, usei o modelinho de pitch lá e consegui desenvolver o primeiro pitch da minha startup graças ao Canva.
Speaker: Eu calei a minha boca,
Speaker: aprendi a fazer um design, a entregar um design mais rápido, também tinha a vantagem que ao pagar, eu já estava pagando pelos direitos autorais, né, algo que quando você sai do software livre ali, você no fim tem que pagar de algum modo para estar usando imagem, resolvi esse problema, então eu calei a minha boca, resumindo é isso, né, o Spatial.
Speaker: metaverso servidor gratuito você vai começar a testar você vai em qual você vai no gratis você tá fazendo MVP entendeu você vai gastar 50 mil para fazer teste não vai entendeu então você tem que saber o cenário que você tá analisando agora você vai entrar com tudo aí de repente gastar 50 mil é interessante então tem aí vários cenários para estar analisando é isso
Speaker: É, você falou agora um ponto assim que eu fiquei um pouco em conflito lá, logo no comecinho quando você falou do Space, né, e comparou e tal, e eu falei, pô, então quer dizer que o Space não é tão legal assim e tal, mas tá aí, acho que essa diferença que você trouxe, né, é muito importante, né, e acho que
Speaker: Isso que você falou de entregar é um dos gargalos da descentralização.
Speaker: Inteligência artificial.
Speaker: Quantas você está pagando?
Speaker: Fala para mim.
Speaker: Porque depois você paga uma, você começa a pagar a segunda e aí você fala, não vivo mais sem isso.
Speaker: E você está ali pagando para os caras.
Speaker: Exatamente.
Speaker: E acho que essa questão de...
Speaker: Se você quer execução, você precisa ter ponto de centralização.
Speaker: Exato.
Speaker: Eu acho que é um pouco... A gente precisa entender.
Speaker: E isso não é defeito, né?
Speaker: Às vezes a gente fala assim, ou você é descentralizado, e acho que você trouxe muito bem isso daí, né?
Speaker: Até o momento em que você...
Speaker: precisou, cuspiu na testa, como a gente fala, a gente fica nessa... Ou você está lá, ou você está cá.
Speaker: Não pode estar na ponte.
Speaker: Ou você é Web3, ou você... Gente, não é assim.
Speaker: Você é Web2, você é Web1, você vira, vai Web3, às vezes está pensando na Web5 já.
Speaker: Enfim, vamos falar de São Carlos, cidade maravilhosa, inteira de São Paulo.
Speaker: Você já falou aqui que é capital...
Speaker: Nacional da Inovação Tecnológica e recentemente teve uma experiência fantástica que foi o São Carlos Experience e a Natália evidentemente não podia ficar de fora esteve lá participando do painel foi um sucesso total, mais de 3 mil inscrições, 200 palestrantes 9 mil pessoas no evento, impressionante
Speaker: Traz um pouquinho disso, como é que foi esse evento, como é que foi o pessoal sentir ali, o que você sentiu de quão aberto estão as inovações para a Web3, Natália?
Speaker: Primeiro, a gente precisa contextualizar que esse evento é a primeira vez que acontece aqui em São Carlos.
Speaker: embora nós somos a capital nacional da tecnologia e em breve seremos a capital nacional da tecnologia TTI, então de Deep Tech mesmo, trazendo esse reconhecimento da Hard Science.
Speaker: Esse evento nunca tinha acontecido, a gente não tinha nenhum grande evento como essas feiras de empreendedorismo que tem em São Paulo, como o Rio Innovation Week, como
Speaker: blockchain São Paulo, blockchain Rio, NFT Rio, a gente ainda não tinha esses grandes eventos, esses eventos de startup, então estava faltando fazer isso, então houve todo um movimento das universidades, dos centros de inovação, da prefeitura, de estar realmente se juntando para estar fazendo esse evento.
Speaker: Como eu estava imersa no metaverso, num primeiro momento, não estava pensando em estar participando ali, até que veio a questão da Web3, né?
Speaker: E a gente foi convidada, então, para estar colocando a nossa startup ali na Startup Village, mas também estar participando como palestrante aí na palestra do NFT Não É Só Figurinha, onde eu dividi o palco aí
Speaker: uma galera bem legal aí também, bem de peso aí da blockchain teve o cara lá inclusive que tem o Banco do Brasil aí
Speaker: como cliente faz a partir do sistema de pagamento deles, então é gente de peso mesmo.
Speaker: E o que foi incrível?
Speaker: Através desse evento a gente conseguiu fazer o GM digital da estação do trem aqui de São Carlos, então a gente mostrou que São Carlos veio para inovar e para entrar no metaverso também, então a gente levou esse case e a gente mostrou o quê?
Speaker: Que São Carlos está querendo se projetar, colocando essa marca, fazendo esse marketing de capital
Speaker: da tecnologia, justamente porque ele está querendo atrair investimento.
Speaker: E não tem lugar melhor do que o metaverso para estar atraindo investidores de fora.
Speaker: Olha que legal, pessoas de fora podem agora entrar e passear na estação do trem aqui de São Carlos.
Speaker: então tá conhecendo todo esse ecossistema, então a gente foi muito interessante enquanto a gente tava lá expondo né, enquanto tava passando assim os slides dos nossos produtos ninguém parava, mas era só a gente começar a andar com um avatar ali, parava a gente na frente do stand perguntando para saber o que que era, e aí
Speaker: Isso foi muito legal.
Speaker: Tanto que a gente acabou chamando a atenção aí da Globo, né?
Speaker: E chegou o repórter, e o repórter já chegou pedindo.
Speaker: Não, faz meu avatar aí.
Speaker: Não, mas me coloca aí na hora.
Speaker: Eu falei, beleza, né?
Speaker: Quem sabe faz ao vivo.
Speaker: Então, colocamos ele lá dentro do Space, fizemos o avatar deles, colocamos ele com o microfone da Globo, né?
Speaker: E fizemos ainda a reportagem ser gravada de maneira sincronizada, aparecendo o link sim que tem dentro do...
Speaker: do Spatial, mostrando ali todo o ecossistema.
Speaker: Então, foi uma reportagem muito legal que passou no estado todo de São Paulo, então viralizou aí para a gente bastante, está trazendo muito retorno esse case em especial.
Speaker: justamente porque São Carlos tem um papel de peso aí no empreendedorismo, principalmente no empreendedorismo de startups.
Speaker: Foi muito legal, a gente está tendo muito retorno e foi só o primeiro.
Speaker: Então, a gente só tem a agradecer esse convite que foi feito para a gente estar participando desse evento.
Speaker: Eu tenho sempre, Natália, uma brincadeirinha ali no X, duas horas antes, horinhas antes da gente entrar no estúdio.
Speaker: Eu pergunto sempre lá o que você perguntaria para a Natália Lox, envolvidora no Metaverso, e o Gino Matos batendo cartão aqui com o seu tradicional humor.
Speaker: Aqui, Natália, você prefere paçoquita de tijolinho ou de rolha?
Speaker: Primeiro eu vou elogiar porque eu adoro humor aleatório.
Speaker: A gente que é da filosofia entende essa questão do humor aleatório, né?
Speaker: Que ele, na verdade, carrega vários sentidos.
Speaker: Mas o que é importante é que ele sempre traz uma história.
Speaker: E eu gosto mesmo é do Dadinho, que é aquela paçoquinha quadradinha.
Speaker: Eu, inclusive, um...
Speaker: Eu comprava muito disso na infância, comia quilos, era algo absurdo.
Speaker: Então, me veio a memória aí sobre a paçoquita aí, mas evito comer paçoquita, porque tem muita...
Speaker: muito óleo.
Speaker: Não, nossa, Clube Dadinho, eu estou nessa nada aí, faz aí um metaverso, um evento Clube Dadinho que eu vou estar presente, porque eu adoro, adoro.
Speaker: Porque ele é mais cremosinho, ele é úmido, né?
Speaker: A paçoca é mais seca.
Speaker: Faz tempo que eu não como, né?
Speaker: Mas você sabe que o último que eu comi,
Speaker: Ele já não tava assim, já tinha caído a qualidade, sabe?
Speaker: Tipo assim, a gente... Pandemia, pandemia, pandemia acabou com a qualidade de tudo, né, cara?
Speaker: Então, você também chegou nessa conclusão?
Speaker: Eu achei que era coisa minha, cara, tipo aquela coisa de saudosismo, ah...
Speaker: Não, é só você olhar os produtos mesmo, você vê os produtos mudando os ingredientes.
Speaker: É, né?
Speaker: Então realmente caiu aí o Dadinho.
Speaker: Tinha um tempo até que ele tinha sumido, né?
Speaker: Ele achou até que tinha falido a empresa Dadinho, enfim.
Speaker: Aqui sempre tem um boteco numa esquina que vai ter dadinho.
Speaker: Ah, não, interior.
Speaker: É.
Speaker: realmente, o dadinho é muito forte no interior é verdade eu comia muito mais dadinho na minha cidade natal que na capital é verdade eu faço também sempre após a pergunta da comunidade é uma pergunta que eu faço desde o bloco Gênesis antes do bloco 1 até que é por que você ainda está em cripto, Natália?
Speaker: Bem, primeiro porque eu entendo o que é a tecnologia da escassez, o que a blockchain é, enquanto tecnologia propicia e eu sou apaixonada por isso, por essa criação e ver que isso realmente é uma forma de criar novas fontes de renda, né, seja por cripto, seja por
Speaker: roupa, por outras formas de ativo, seja por governança, isso me trouxe de fato, me deu na minha mão o poder de revolucionar, talvez não o mundo, mas talvez o meu metaverso.
Speaker: E é
Speaker: E é dentro desse arcabouço que eu acabo me inserindo aí.
Speaker: Eu acho que é mais ou menos isso.
Speaker: Eu estou em cripto porque eu vejo a cripto como a possibilidade, bem, primeiro de eu me destacar na minha carreira, trabalhando com inovação.
Speaker: mas eu realmente acredito nessa tecnologia.
Speaker: Acredito não.
Speaker: Eu, enquanto programadora, entendo essa tecnologia e preciso usá-la, porque ela é maravilhosa.
Speaker: Ela é uma tecnologia que cria coisas e que possibilita dar escassez, dar valor diferente.
Speaker: Isso, inclusive, do ponto de vista filosófico, é realmente incrível.
Speaker: E eu sempre gosto de falar que, às vezes, as pessoas...
Speaker: quando eu falo, ah, mas você cria do nada, né?
Speaker: O Bitcoin cria valor do nada, né?
Speaker: Eu sempre tento lembrar que o Bitcoin, ele...
Speaker: usa energia, ele usa energia física, ele não cria do nada, ele usa poder computacional, então é uma tecnologia que produz escassez, mas ela não é criada do nada, ela também tem o seu lastro em energia,
Speaker: E isso é interessante também de levar em conta dentro da análise do potencial disso.
Speaker: E é justamente por isso que eu continuo, eu realmente vejo todas as aplicações que a gente pode fazer e eu quero testar, quero conhecer mais, eu cada vez me encanto mais, vejo as novas possibilidades de estar usando e quero entrar nesse universo aí.
Speaker: Agora de novo lembrei, acho que talvez quando você estava explicando a questão da filosofia do pinguim,
Speaker: Acho que é por isso que a gente gosta tanto da Web3, porque nós gostamos do código aberto e a Web3 flerta muito, está baseada na abertura dos contratos.
Speaker: Na verdade, o que as pessoas estão chamando de Web3, eu acho assim, é uma jogada de marketing no fim das contas.
Speaker: Porque a gente que trabalha com software livre, eu falo assim, eu nunca teve esse momento, nossa, agora eu entrei na Web3, tá entendendo?
Speaker: Eu já trabalho com sistemas descentralizados há muito tempo.
Speaker: Então, assim, o que você está chamando de descentralização de fato?
Speaker: É o código aberto?
Speaker: Eu acho que a gente tem ali a diferença das DAOs,
Speaker: isso realmente é um sistema de governança, eu acho que isso é algo que é diferente, que a gente não tinha, que a tecnologia dá, mas enquanto descentralização de fato, quando a gente pensar no conceito de se afastar do centro, de dividir, de ser colaborativo, a gente só está aprofundando algo que o open source faz há muito tempo, então...
Speaker: E é por isso que a gente gosta de Web3, porque faz sentido pra gente.
Speaker: Bom, eu já ouço o rufar dos tambores, rufem os tambores.
Speaker: Vem aí, CryptoPog!
Speaker: E a pergunta, Natália, é se você está preparada.
Speaker: Preparada?
Speaker: Então vamos lá.
Speaker: Primeira é sempre ele, Bitcoin.
Speaker: Revolução.
Speaker: Satoshi Nakamoto.
Speaker: Gênio.
Speaker: Web3.
Speaker: Ecossistema.
Speaker: NFT.
Speaker: Propriedade intelectual.
Speaker: Metaverso.
Speaker: Pessoas.
Speaker: Inteligência artificial.
Speaker: Vida ou produtividade boa essa?
Speaker: Maravilhoso.
Speaker: Segurança digital.
Speaker: Essencial, né?
Speaker: Não tem como escapar dessa.
Speaker: Linux.
Speaker: Vida também.
Speaker: Decentralização.
Speaker: Essencial para manter direitos.
Speaker: O que falta para adesão popular das criptos é?
Speaker: Eu acho que é medo.
Speaker: Medo do novo.
Speaker: Você tem alguma blockchain preferida?
Speaker: Tenho.
Speaker: Polygon.
Speaker: E alguma que quer distância?
Speaker: Não.
Speaker: Não tenho nenhuma não, acho que cada uma tem aí a sua área de interesse, a sua tecnologia, o seu protocolo.
Speaker: Então cada uma tem a sua chance de ser usada.
Speaker: É mais pelas taxas mesmo, né?
Speaker: A Polygon é vida pra testar MVP.
Speaker: Como é que você testa MVP?
Speaker: Não dá pra testar MVP no Ethereum, você fale!
Speaker: Você se considera uma maximalista?
Speaker: Eu considero uma megalomaníaca.
Speaker: Natália, o que foi o colapso Terra-Luna?
Speaker: Cara... Eu acho que são pessoas muito...
Speaker: inocentes tentando ganhar dinheiro com pessoas que são inocentes também.
Speaker: Porque como que a gente explica isso?
Speaker: E a insolvência da FTX?
Speaker: Não sei falar.
Speaker: De índice de lavagem de dinheiro a pedido de ETF na SEC, o que fez a BlackRock mudar de opinião?
Speaker: Também não sei falar sobre.
Speaker: Redes de privacidade?
Speaker: Privacidade é essencial.
Speaker: Esse foi um dos temas que a gente colocou, inclusive, em relação à DAO.
Speaker: Dá para a gente fazer uma daus só de mulheres?
Speaker: Dá para a gente excluir a questão do anonimato?
Speaker: Não dá.
Speaker: Agora, privacidade também tem que ser regulada.
Speaker: O Brasil vai tentar trabalhar com essa questão da regulamentação.
Speaker: Eu acho que a gente tem que ter a liberdade de fazer várias coisas, de empreender, mas eu acredito que tem limites, né?
Speaker: Tem pedofilia, tem limites.
Speaker: E a gente precisa ter os mecanismos de colocar limites.
Speaker: Eu não sou ainda do 100%, como é que é, anarcocapitalista ou qualquer coisa do tipo, né?
Speaker: Eu acho que nesse ponto eu sou um pouco mais pé no chão.
Speaker: Ethereum flipa Bitcoin?
Speaker: Cara, acho que não.
Speaker: Acho que não.
Speaker: Acho que não.
Speaker: É muito... Não, é... Eu não consigo falar impossível.
Speaker: Acho que ela pode... Não.
Speaker: Não.
Speaker: Não é difícil.
Speaker: Não.
Speaker: Não.
Speaker: Cislab.
Speaker: Cara, Cislab é propósito de vida.
Speaker: É propósito.
Speaker: Natalia Lox.
Speaker: Vanguardista, futurista.
Speaker: Natália, o que é cripto?
Speaker: É tecnologia de escassez, tecnologia de resistência, tecnologia de liberdade.
Speaker: Então é isso, tecnologia de resistência, tecnologia de liberdade, é o fim desse bloco.
Speaker: Eu queria agradecer de coração a Natália Lox,
Speaker: por essa conversa, essa filosofada no metaverso, que como nós vimos, nem é tão novo assim, e muito menos a Web3, afinal está baseada muito na invenção da internet lá atrás, então foi bem bacana essa viagem,
Speaker: que o Pinguim, a filosofia do Pinguim, trouxe.
Speaker: Enfim, adorei te conhecer, Natália.
Speaker: Desejo sucesso para a CIS Lab, para a CISDAO e reforço aqui que o Blocafé está à disposição.
Speaker: Sempre que você precisar da gente, a gente está de portas abertas, Natália.
Speaker: Então, eu queria que você encaminhasse para as considerações finais e contasse qual é o melhor jeito de te encontrar.
Speaker: Legal.
Speaker: Primeiro eu quero agradecer o espaço, principalmente para falar da pauta novamente do empreendedorismo feminino, de que apenas 2% das founders mulheres recebem capital.
Speaker: para falar então para as pessoas aí que enxerguem uma mulher que pode estar se desenvolvendo na tecnologia, que pode estar entrando na Web3, falem para essa pessoa entrar em contato comigo, eu quero conhecer essa mulher, mas não apenas mulheres, estou ajudando muita gente que está querendo migrar para a Web3, não apenas empresas, mas pessoas também que estão buscando esse caminho.
Speaker: Me encontrar é fácil, eu estou nas redes sociais, a minha rede mais ativa é o LinkedIn, mas você pode estar entrando em contato através delas.
Speaker: Pedir meu celular, eu estou passando também, eu sou uma pessoa totalmente acessível, quer marcar podcast, palestra, sou acessível, pode estar chamando também, adoro estar conversando sobre o Web3.
Speaker: E está agradecendo novamente o Uai por esse espaço,
Speaker: Para mim, o Bloquefé já faz parte do nosso ecossistema.
Speaker: Com certeza, vou estar trazendo muito cliente para também ativar dentro do seu podcast.
Speaker: porque a gente precisa, às vezes, estar levando os modelos de negócios de blockchain em lugares de blockchain para o público especializado da Web3.
Speaker: Então, com certeza, é muito legal estar entrando também na sua comunidade.
Speaker: Está também aí falando, novamente, da Decentraland Brasil, que faz esse trabalho de popularizar o metaverso também, para quem quiser estar conhecendo, pode estar entrando no Discord.
Speaker: A Cisdau também tem um Discord, pode também a galera estar entrando no nosso Discord para estar conhecendo um pouco mais de perto sobre a nossa organização.
Speaker: querendo contribuir de outras maneiras, descobrir mais sobre como é que a gente está fazendo.
Speaker: E é isso aí, meu nome é Natalia Lox, é só procurar por Natalia Lox em qualquer lugar, que vocês conseguem me achar.
Speaker: Estou no X também, admito que eu ainda não caí de amores pelo X, embora seja a nossa rede da Web3 aí.
Speaker: Eu estou me debatendo com ela, mas vocês conseguem me achar aqui também pelo X, que é a plataforma preferida do Blocaf.
Speaker: É isso, tudo ao seu tempo, Natália.
Speaker: Muito legal, brigadão por aí.
Speaker: Obrigado pelas palavras, confesso que fiquei bem feliz aqui, muito bacana.
Speaker: Comunidade, eu quero agradecer também o carinho da sua audiência.
Speaker: A tua interação nas redes sociais com a gente está sendo fantástica e isso é muito importante para o Blocafé.
Speaker: Eu e a Natália ficamos por aqui, mas como sempre vem aí a Francisca Miguel para trazer uns recadinhos importantes, inclusive a senha do NFT deste bloco.
Speaker: Nos encontramos na próxima semana.
Speaker: Tchau, tchau!
Speaker: Essa conversa fez o tempo passar tão rápido, não é?
Speaker: Muito legal conhecer um pouco mais da Natália Lóques e desejo toda sorte para a jornada dessa mulher fantástica e toda a ché para que ela contribua a fazer deste mundo um lugar mais justo para viver.
Speaker: Até Dadinho veio parar no podcast.
Speaker: E você?
Speaker: Prefere Dadinho ou Paçoca?
Speaker: A resposta desta pergunta é a senha para o Po-Up desta semana.
Speaker: Isso mesmo, se você prefere Dadinho, comenta a hashtag Dadinho na mensagem fixada do X. Ou se preferir Paçoca, hashtag Paçoca que você receberá o link na sua DM.
Speaker: Lembre-se, não precisa conectar a sua carteira.
Speaker: Outra pergunta é, você já mintou o NFT Blocafé um ano na rede Zora?
Speaker: Por apenas 0,01 Ether você pode contribuir com o trabalho do Blocafé.
Speaker: Coleciona um registro on-chain de seu apoio e ainda farma o airdrop da Zora.
Speaker: O primeiro link da descrição te leva direto para a página do Mint.
Speaker: Se você não sabe como enviar Ether para a rede Zora, acesse o nosso site e descubra como.
Speaker: E como sempre, se você tiver dúvidas, críticas, sugestões ou parcerias, entre em contato com a gente através do X ou o e-mail blocafe.com.br Todos os links incluindo o da Natália Lóques estão na descrição.
Speaker: Até a próxima gente!
Speaker: Tchau!
Speaker: E aí






