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#014 Tendências e Coincidências

Pitada de Clubismo
Pitada de Clubismo

129 plays · May 26, 2023

Começamos o episódio com uma resenha de final de rodada com o que de mais interessante aconteceu na 7ª rodada do Brasileirão. Logo em seguida a nossa dupla analisa os números e além dos números do Clássico Carioca (20:00), o GreNal de Luis Suaréz (30:20), Flamengo x Corinthians (42:30) e mais uma vitória dos Coringas do Dorival (55:20). No final do Pitada, comentamos sobre os repetidos ataques racistas que o Vini Jr. tem sofrido na Espanha e o total descaso e cumplicidade das autoridades espanholas com o racismo nos estádios espanhóis. Não se esqueça de se inscrever no canal e ativar as notificações para não perder nenhum episódio! Gostou? Compartilhe e deixe um review de 5⭐para ajudar na divulgação do podcast!

Transcript

Speaker: E aí

Speaker: Olá, você está escutando o Pitada de Clubismo, o podcast de análises estáticas, técnicas e estatísticas com aquela pitadinha de clubismo e eu tô sempre puto com o meu microfone porque ele sempre vaza quando eu faço esse viola lá.

Speaker: Ou você escuta muito alto ou você escuta como se fosse a coisa mais baixa do podcast.

Speaker: Você está escutando o Rafael Lima e comigo ele, Guilherme Silva.

Speaker: Pra dar spoiler, você que tá escutando vai ter escutado com a coisa mais alta.

Speaker: Arrombado, irmão.

Speaker: Tô ouvindo, gado.

Speaker: Bizarro, bizarro.

Speaker: Mas tá, tá, vamos lá, vamos dar a nossa impressão da rodada então.

Speaker: Um formato mais relax pra esse episódio, uma conversa, já passamos por quê?

Speaker: Por oito rodadas do Brasileirão, correto?

Speaker: Sete rodadas, desculpa, do Brasileirão.

Speaker: Então já dá pra tirar algumas impressões, já dá pra tirar algumas coisas que a gente já aprendeu nesse começo do Brasileirão, então vamos tocar a bola aí pra frente numa conversa mais informal.

Speaker: E a primeira delas é que o Vasco talvez fique por ali, hein?

Speaker: Talvez não saia daquela posição, hein?

Speaker: Nosso Vasco, como é que vem?

Speaker: Pô, esse homem... O que esse homem tira pra tirar o Vasco é brincadeira, pô.

Speaker: Parece que é flamenguista.

Speaker: Bizarro, pô.

Speaker: Bizarro.

Speaker: O pior é que o Vasco finalmente amargou.

Speaker: Finalmente não, né?

Speaker: Mas quem diria, né?

Speaker: No começo do campeonato, quem diria que o Vasco amargou sua primeira rodada na zona do rebaixamento, depois da vitória do Cuiabá pra cima do Cruzeiro, lá na Arena de Jacaré.

Speaker: Sim, acabou de acabar o jogo, Cuiabá 1, Cruzeiro 0.

Speaker: E assim, é porque Vascaíno já é naturalmente traumatizado com zona de rebaixamento, né?

Speaker: A merda é essa.

Speaker: Mas estamos na sétima rodada, estamos na sétima rodada e, assim, se tu puxar 2022 no Brasileirão, quem tava na zona de rebaixamento...

Speaker: Não, mentira, não vou fazer isso aqui agora não.

Speaker: Quem tava na zona de rebaixamento na sétima rodada e quem acabou na zona de rebaixamento, talvez tenha algum outro ali que realmente terminou rebaixado, mas por mais, por mais, pegar rebaixamento na sétima rodada, não quer dizer muita coisa.

Speaker: O que quer dizer muito mais coisa, que pra mim eu acho que é muito mais alarmante, é...

Speaker: A defesa do Vasco, que é uma mãe.

Speaker: É a maior das mães nesse Brasileirão, nesse começo de Brasileirão.

Speaker: Você precisa criar muito pouco, você precisa ter muito pouco criativamente, ofensivamente, especialmente em contra-ataques, pra furar essa defesa, embora tenha um goleiro que esteja fazendo um bom campeonato, que é o caso do Léo Jardim.

Speaker: Inclusive o goleiro que mais fez defesas no Brasileirão até o momento.

Speaker: O Vascão tá na situação chatinha, né?

Speaker: Mas é aquela história.

Speaker: O Barbieri, será que não que seja o podcast do Vasco, mas será que o Barbieri vai se manter essa pressão?

Speaker: Não só o Barbieri, como também vários técnicos estão ameaçados, como o Mano, que eu ainda não entendi como não caiu, pelo menos até hoje que a gente tá gravando, não caiu ainda o Mano.

Speaker: Até segunda-feira, né?

Speaker: Calma lá, calma lá, que daqui pra terça-feira tem... Tem chão.

Speaker: Daqui pra terça-feira à noite tem chão.

Speaker: E assim, pô, vamos falar sério agora?

Speaker: O... A galera fala muito, todo mundo, todo torcedor assim...

Speaker: Minimamente informado no futebol brasileiro, a galera que muito provavelmente escuta esse podcast, fala sobre a questão do dar tempo e de ter trabalhos de mais longo prazo no Brasil.

Speaker: Você tem...

Speaker: a galera dando muita moral para o trabalho do Vojvoda no Fortaleza, o trabalho do Abel dispensa comentários no Palmeiras, o Fernando Diniz, olha o que acontece quando você dá tempo para um técnico, futebol mais bonito do Brasil, o Botafogo do Luiz Castro é mais um outro exemplo de futebol que tem mais de um ano de tempo de trabalho.

Speaker: Só que aí, no primeiro momento que o time vai mal, e assim, Vasco teve maus momentos nesse 2023 já, mas esse agora é realmente o primeiro mau momento do Vasco.

Speaker: Assim, mau momento estendido, de papo de o que já está a seis jogos sem ganhar nenhum jogo, ganhou na primeira rodada contra o Atlético Mineiro, e desde então foram só empates e derrotas.

Speaker: Então é o primeiro período ruim do Vasco, e no primeiro período ruim do Vasco já é tipo, ah, o Barbieri não sabe mais de merda nenhuma, tem que mandar tirar o Barbieri, tem que mandar tirar cinco candango aí desse time do Vasco.

Speaker: Aí eu te pergunto, quem é que vai assumir o Vasco?

Speaker: Luxemburgo depois de ser demitido do Corinthians?

Speaker: O imediatismo nunca é uma solução, né?

Speaker: A gente tem que lembrar que tem que haver, dar tempo ao trabalho, que o trabalho às vezes evolui.

Speaker: O próprio Dair Maionese conseguiu evoluir muito bem o Santos defensivamente, principalmente ofensivamente não é tão legal de assistir, a gente não pode negar.

Speaker: Ofensivamente ele pensa defensivamente?

Speaker: É, o time retranqueiro.

Speaker: O que o Alda entrega pra gente do Santos é estresse,

Speaker: dor de cabeça e pontos.

Speaker: Por enquanto, se ele conseguir manter assim com uma defesa bem sólida, é aquela história, o trabalho tende a evoluir, mas às vezes a gente tem que tirar alguns trabalhos pelas raízes quando vê que realmente não dá mais.

Speaker: Para mim é o caso do Inter do Mano.

Speaker: O Inter do Mano, de fato, é um trabalho que, mesmo que ainda já seja longo, ainda assim é um trabalho que parece que o prazo de validade já acabou.

Speaker: O time não parece ter concentração.

Speaker: Apesar de que mais pra frente a gente não vai dar esses números direitinho, mas não sei, me parece meio displicente às vezes.

Speaker: Nervoso, não sei o que dizer.

Speaker: A gente conversou sobre isso, né?

Speaker: Que a preparação do Internacional foi muito condicionada em chegadas no meio do ano.

Speaker: Chegada do Arangues, que, se não me engano, acabou de se juntar oficialmente com a equipe, né?

Speaker: A gente está agora realmente apto treinando e começando a estar mais envolvido com o elenco.

Speaker: A chegada do Enne Valencia, que eu ainda não sei se...

Speaker: A gente sabe, o Enevalência com certeza vai vir pro Internacional, não vai vir, qual é a situação do Enevalência.

Speaker: E, assim, foi muito nisso, as esperanças e as maiores contratações.

Speaker: Não, o Enevalência vai vir com certeza.

Speaker: Vai vir com certeza?

Speaker: Tudo bem, vai vir com certeza.

Speaker: Mas ainda assim, não é agora, né?

Speaker: É só lá em... Assim, em junho já tá... Em junho já tá batendo na porta, mas... Só lá pra... Pra quando abrir a janela do meio do ano mesmo.

Speaker: É... Mas a gente falou sobre isso na prévia do Internacional, que é um time que manteve muito os jogadores que tinha no elenco.

Speaker: É... Perdeu algumas peças importantes.

Speaker: E...

Speaker: Não repôs com contratações de peso, né?

Speaker: Não teve nenhuma... E isso é muito evidente, principalmente em comparação com o Grêmio, que reformulou muito trazendo jogadores de peso nessa janela do começo do ano.

Speaker: E a gente vai falar muito sobre isso, obviamente, no Grenal.

Speaker: Mas...

Speaker: Assim, isso é meio que fruto do planejamento também, do começo do ano.

Speaker: E a mesma situação com o Vasco é fruto do planejamento do começo do ano.

Speaker: O Vasco foi quem trouxe o Robson Bambu como uma opção pré-zaga.

Speaker: Obviamente o Vasco, no planejamento do Paulo Brax, não pensou em Robson Bambu para ser o titular.

Speaker: Mas trouxe o titular, ou com o status de titular, o Capasso, e ele não está dando conta do recado.

Speaker: Aí acontece o quê?

Speaker: o Barbieri vai e traz a próxima melhor opção no elenco.

Speaker: Só que o plantel, a próxima melhor opção é o Robson Bambu.

Speaker: Então, quando não acerta o encaixe, eu não estou dizendo assim que não acertou a contratação do Capaz, é muito certo ainda para dizer isso.

Speaker: Mas quando não se tem profundidade de elenco e quando não se contrata, é...

Speaker: com profundidade de elenco você é passivo a isso quando você erra nas contratações ou quando você simplesmente não tem um encaixe esperado das contratações e é isso que tá acontecendo agora no Vasco em diversas posições inclusive no ataque é, eu só pra finalizar Vasco porque né não é um podcast do Vasco exato

Speaker: O time do Vasco chegou muito badalado, principalmente com a contratação do artilheiro do Campeonato Brasileiro do ano passado, o Pedro Raul.

Speaker: Que acabou sendo uma contratação... Que inclusive foi a única contratação pro ataque do Vasco, né?

Speaker: Sim.

Speaker: Vou lembrar.

Speaker: Não, o Orelhano também.

Speaker: Mas o Orelhano é meio que tipo um meia ponta, né?

Speaker: Ele joga de meia, joga de ponta e tal.

Speaker: Enfim, não é um atacante-atacante propriamente dito.

Speaker: Veio o Pedro Raul pra ser o único centroavante...

Speaker: E ele parece que não sei, não acho que depois do começo do ano ele conseguiu embalar uma boa sequência, ainda mais quando a temporada agora começou a apertar.

Speaker: Diferente do atacante do outro time do Rio, né, Preto e Branco, o Tiquinho Soares não só encaixou como tá potencializando esse time do Botafogo.

Speaker: E não sei, a gente tem que falar um pouco sobre isso do Botafogo, que conseguiu contratar muitos caras,

Speaker: A maioria em final de contrato e eles estão encaixando muito bem.

Speaker: O próprio Marçal, que jogou muito no sábado contra o Fluminense... Pô, mas o Marçal tinha muito cara de dar certo no momento que o balanço fechou com ele.

Speaker: Não veio o cara, inclusive acho que veio até o Liga.

Speaker: Não, mas, pô, ele era...

Speaker: Até muito recentemente ele era titular de time de Premier League, né, pô?

Speaker: São contratações certas no tempo certo que o time só tende a evoluir.

Speaker: O Botafogo, eu li num tweet esses dias, não tem 11 titular.

Speaker: Tem 16 caras que entram e mudam o jogo.

Speaker: É a profundidade de elenco, exatamente.

Speaker: Uma profundidade de elenco bem boa que o Botafogo fez.

Speaker: e todos os times vão prestar.

Speaker: O Palmeiras me decepcionou um pouco nisso, apesar de que tem muitas boas peças.

Speaker: Por exemplo, se um daqueles quatro do ataque sente, apesar de que tem aquele moleque que veio da base do Flamengo que se esquece o nome, quando entra, por exemplo, o, sei lá, o Breno Lopes, não passa tanta segurança.

Speaker: O Flaco Lopes, ok, tá jogando bem.

Speaker: O moleque do Flamengo ainda é o moleque, o Hendrick.

Speaker: Mas aí a gente olha para as opções de um meio.

Speaker: As opções de um meio são... Tem esse cara.

Speaker: E aquele lá.

Speaker: E aquele outro.

Speaker: Pô, vem cá.

Speaker: Tu tá falando do Breno Lopes que marcou o gol da final da Libertadores 2020?

Speaker: Esse Breno Lopes?

Speaker: Pô, o Davidson também fez gol em final do Libertadores contra o Flamengo, mano.

Speaker: É, só que o Ben Lopes fez contra o Santos, né, man?

Speaker: Dito disso.

Speaker: Não deixo o Davidson, nem ele melhores.

Speaker: Ei, peraí, o Davidson marcou nessa rodada, tá?

Speaker: Davinho, Davinho mesmo.

Speaker: Ei, fala dele.

Speaker: Por exemplo, um lá, Bruno Tabata.

Speaker: Fez gol contra o Fortaleza, tava na Copa do Brasil.

Speaker: Não acho jogador excepcional.

Speaker: Acho que perde muito quando tem ele, por exemplo, titular.

Speaker: Mas, tipo, o próprio Fláculo Lopes que você mencionou tava se encontrando já nesse começo de temporada.

Speaker: Então, só assim... Fláculo Lopes tava, né?

Speaker: Não, Fláculo Lopes tava, né?

Speaker: Não, então, exatamente.

Speaker: Tava o dobre do Lopes.

Speaker: Não, não, perfeito.

Speaker: Só que, tipo, Fláculo Lopes, temporada passada, você não achava 12 palmeirenses que davam peido por ele, pô?

Speaker: Eu conheço um monte de amigo palmeirense que achava a pior contratação por conta do valor pago, que foi um valor altíssimo, e por ele não estar rendendo nada.

Speaker: E agora rendeu, e rendeu num momento especialmente em que o time...

Speaker: precisou dele, porque o Veiga tava machucado o Rony tava machucado então ele chegou e foi essa profundidade de elenco que permitiu o Palmeiras continuar em alto nível porque tinha uma peça de reposição muito bem qualificada mesma coisa agora do eu tô esquecendo o nome dele o volante que veio do Guarani que tá jogando bem aqui só agora

Speaker: Tá falando do... Richard Lewis.

Speaker: Richard Lewis, perfeito.

Speaker: É, ele mesmo.

Speaker: Ele veio do Guarani, né?

Speaker: É, ele mesmo.

Speaker: É... Ele já chegou se encaixando perfeitamente com o time.

Speaker: Então, assim, é... É irreal, acho, você esperar que todas as contratações vão dar certo.

Speaker: Mas, num todo, num todo...

Speaker: Esse time do Palmeiras consegue, né?

Speaker: As contratações necessárias pra manter um time de alto nível.

Speaker: É, mas, por exemplo, não sei.

Speaker: Eu queria que um time como o Flamengo, por exemplo, contratasse os caras e contratasse pensando no time, não pensando em contratar as estrelas.

Speaker: Pô, mas o Flamengo queima dinheiro, pô.

Speaker: É bizarro.

Speaker: O Flamengo se contrata... A grande questão do Gerson, o cara que realmente o Flamengo precisasse, tipo um zagueiro, um lateral direito...

Speaker: O goleiro já tinha trazido o Santos, então talvez um meio que hoje está faltando, apesar do que o Pulgar começou a jogar bem, né?

Speaker: Sei lá, me pega um pouco.

Speaker: O próprio Luiz Araújo, que fechou recentemente, veio do Atlanta United, da MLS, o Flamengo pagou 9 milhões de euros no Luiz Araújo.

Speaker: Assim, valor alto, pô.

Speaker: É um valor alto.

Speaker: Mas é um valor que eles queriam pagar no Ângelo.

Speaker: A gente tem que ser justo também que eles queriam pagar esse valor no Ângelo.

Speaker: Então essa contratação é uma contratação da CAV.

Speaker: Deu um ponto a desse.

Speaker: Beleza, mas... Tipo, na MLS esse ano foram 14 jogos, 3 gols e 2 assistências.

Speaker: Beleza, números sólidos.

Speaker: Mas...

Speaker: 9 milhões de euros é um valor alto, muito alto para o mercado brasileiro.

Speaker: Só Flamengo e Palmeiras e Atlético Mineiro, há muito tempo atrás, conseguem desembolsar esses valores.

Speaker: É um valor que não condiz com a produção e com as peças que tem no futebol brasileiro hoje.

Speaker: Então, assim, o Flamengo pode...

Speaker: Gastar em estrelas, mas também... Até voltando pro ponto que tu tava falando... Encontrar mais barganhas como um Richard Hughes no futebol nacional, né?

Speaker: Mas esse não é o momento.

Speaker: Mas tem jogadores em fim de contrato na Europa, como o Botafogo fez.

Speaker: Até nas próprias Arábias, no mundo árabe... Vários jogadores que ou um ano de contrato ou pouco tempo... Proproscar na China...

Speaker: Repatriar o coediá Repatriar o coediá Repatriar o repatriar, né?

Speaker: Como se ele fosse prazer É trabalho de scout No final tudo é trabalho de scout Não contratar por nome E só uma informaçãozinha Eu peguei aqui e consegui atrás No campeonato brasileiro do ano passado A zona de rebaixamento na sétima rodada era Cuiabá, Atlético Goianiense Juventude e Fortaleza Mas... Ceará em décimo sexto Ceará em décimo sexto E foi que caiu Verdade, tem razão

Speaker: Então, assim, dois dos quatro escaparam, né?

Speaker: É, mais dois dos quatro estavam lá e escaparam.

Speaker: Mas, tipo, 15º, 16º, 16º, 17º, todos com oito pontos.

Speaker: Quem estava em 14º?

Speaker: O Flamengo.

Speaker: Perfeito.

Speaker: Não, mas então é isso, né?

Speaker: Não me soa muito o alarme essa situação do Vasco, não pela posição na...

Speaker: Na tabela em si, porque se o Cuiabá tivesse empatado ou perdido para o Cruzeiro, o Vasco estaria tecnicamente fora da zona de rebaixamento, mas rendendo muito pouco defensivamente do mesmo jeito, né?

Speaker: Então, alarmante é a defesa do Vasco.

Speaker: O Curitiba vai superar a expectativa do jogo, que a gente botou no Goiás, né?

Speaker: Inclusive...

Speaker: Sim, o pior time, né?

Speaker: E o Cuiabá de Antônio Oliveira, pô, não, desculpa, só fechando, o Cuiabá de Antônio Oliveira, mais uma vez, né?

Speaker: Antônio Oliveira fazer um trabalho que arranca os pontos dos momentos menos prováveis, menos previsíveis, e vai mantendo o Cuiabá subindo cada pontinho a pontinho, né?

Speaker: Pois é. Já foi empate com o Bragantino.

Speaker: Na mídia do possível... Vitória contra um Cruzeiro fora de casa.

Speaker: O Fluminense jogou melhor.

Speaker: Esse 2x0 do Fluminense mascarou uma atuação péssima do time.

Speaker: Levou um 4x0 do Agalho, ok, acontece, mas pegou três pontos lá no América.

Speaker: Num jogo maluco também.

Speaker: Pô, já que tu falou do Fluminense, rapidão...

Speaker: O que tu acha dessa defasagem gigantesca do Fluminense em relação às estatísticas avançadas?

Speaker: Pra mim, tá mostrando que os times estão começando a entender como o time Diniz funciona e como conseguir pressionar ele.

Speaker: Como a gente vai ver em breve, a pressão alta mesclada com pressão média sem dar fôlego pro Fluminense atacar, anula o time.

Speaker: O time não tá conseguindo mais sair muito...

Speaker: Eu não sei o que dizer, muito por parte também do Alexander estar fora, ele é uma perda muito sentida, porque o Gabriel Pirano não consegue jogar nesse esquema, e em esquema nenhum, né?

Speaker: Eu não sei se ele era do Santos, posso falar.

Speaker: E já são alguns jogos que o Fluminense vem, e não jogando tudo aquilo que jogou no começo, como aquele 2x0 contra o Paraná, esse que a gente se encantou, o próprio 5x1 no River,

Speaker: Não encantou tanto contra o Cruzeiro.

Speaker: Passou um perrengue, mas conseguiu os dois gols.

Speaker: Contra o Vasco.

Speaker: Amassou, mas aquela amassada de só cruzamento na área, como a gente discutiu no podcast, no episódio.

Speaker: É o famoso volume sem produto, né?

Speaker: Isso.

Speaker: Contra o Cuiabá, o Cuiabá mereceu.

Speaker: Até teve um XP de X-Points que a gente falou.

Speaker: Estou trazendo dados, desculpa, mas enfim.

Speaker: Maior do que o do Fluminense.

Speaker: 0x0 com o Flamengo.

Speaker: A gente lembra como foi o jogo.

Speaker: O Fluminense não criou absolutamente nada.

Speaker: E esse fim de semana contra o Botafogo, mais um jogo que o Fluminense não faz gol, segundo seguido.

Speaker: E de novo, sem criar absolutamente nada.

Speaker: Teve uma chance lá no final do jogo, mas...

Speaker: Se tivesse feito esse gol, tivesse saído com o Ipá, teria sido resultado muito injusto pelo que foi o jogo.

Speaker: Enfim, vou repetir essa frase mais pra frente.

Speaker: Não, acho que já é perfeito pra gente puxar Fluminense e Botafogo.

Speaker: A gente já emenda no assunto, já começa a falar sobre o jogo, que foi um jogo realmente de um amasso descomunal do Botafogo pra cima do Fluminense.

Speaker: Tanto estatisticamente,

Speaker: quanto em questão de criação de jogadas perigosas.

Speaker: A gente fala muito isso de volumes vazios, pelo menos a gente já falou em dois ou três episódios do podcast, a gente fala muito da questão do volume sem ter a contundência, e é exatamente o que esses 66% de posse de bola do Fluminense no jogo contra o Botafogo são.

Speaker: é um volume vazio, é um volume muito de tocar a bola, de estar sempre mudando a posição da bola, fazendo um balanço de um lado para o outro, sem conseguir sequer chegar na área do Botafogo com perigo.

Speaker: E o Botafogo quis jogar desse jeito, ele deu a bola para o Fluminense, falou, Fluminense, pega a bola, você tem a bola, mas você não faz mais nada, você passou do meio de campo, você passou da intermediária, você não faz mais nada, intermediária de defesa.

Speaker: Dito e feito, o Botafogo tem um bloco alto.

Speaker: O Botafogo que tá jogando assim, esse é o Botafogo de 2023.

Speaker: É um time que abdica da próxima bola.

Speaker: Joga em bloco alto, joga em bloco médio, e contra o Fluminense foi escancarado o que aconteceu.

Speaker: O Fluminense realmente teve uma chance numa bola de erro coletivo ali do Botafogo, que pipocou na intermediária, que ali foi o gramato sintético.

Speaker: Ali a gente tem que falar, o gramato sintético fez a bola correr um pouquinho mais e o Lê não conseguiu chegar.

Speaker: Pena pra ele e mérito do Botafogo.

Speaker: Mérito de quem instalou o gramado sintético, né?

Speaker: Mérito de quem instalou o gramado sintético e mérito do Luiz Castro que tá sabendo camuflar o seu time.

Speaker: Uma coisa que a gente falou muito bem do Fortaleza.

Speaker: E a gente tem que falar que o Botafogo tá fazendo muito bem que é a partir do seu adversário ser modo ou seja, jogar.

Speaker: Contra o Galo teve a bola, amassou o Galo.

Speaker: Contra o Fluminense não teve a bola e ainda assim não deixou o Fluminense jogar e amassou o Fluminense.

Speaker: Impressionante.

Speaker: Sim, então só para dar algumas estatísticas da partida, Botafogo que teve 21 finalizações contra 3 do Fluminense, eu repito, 3 finalizações

Speaker: não só no primeiro tempo, do tempo todinho, do jogo todinho, o Fluminense só teve três finalizações, sete finalizações no alvo do Botafogo, nenhuma do Fluminense, o Botafogo que teve até mais cruzamentos, o que é impressionante, porque você pensa, pô, o Fluminense só fez cruzar na área, o...

Speaker: o Botafogo até conseguiu mais cruzamento e um aproveitamento maior de cruzamento e 13 finalizações dentro da área, né?

Speaker: Que é realmente onde está a discrepância maior, o Botafogo conseguiu criar e muito conseguindo criar dentro da área, criando chances de chute e perigo, chutes que acarretariam mais problemas para a defesa do Fluminense, para um XG de 1.6 total do Botafogo contra um

Speaker: um XG do Fluminense de 0.93, agora esse 0.93 é muito mascarado por aquela uma chance, exatamente, por aquela uma chance.

Speaker: O XG eu não estou com ele aberto aqui, mas eu acho que foi um 0.8.

Speaker: 0.82.

Speaker: E a gente tem que falar de outra coisa desse Botafogo que inclusive tanto do Botafogo quanto do Palmeiras que são as bolas paradas.

Speaker: Os líderes do Brasileirão são os melhores times em bolas paradas, pelo menos nesse começo do ano.

Speaker: Palmeiras que já fez, que nos seus gols, mais de um terço deles é em gol de bola parada, tanto escanteio quanto faltas.

Speaker: É um time muito forte e o Botafogo não fica muito atrás.

Speaker: É um time que na bola parada vem sendo muito forte, apesar de também criar muito bem pelo chão, então...

Speaker: É um time que às vezes quando o jogo estiver apertado assim, tem uma bola parada, vai ter um Victor Cuesta ali, que pode vir e fazer seu gol, ou até dar sua assistência, como foi naquela primeira rodada, pro gol do Eduardo.

Speaker: Sim, sim, sim.

Speaker: E assim, o time do Botafogo também é um dos times com o maior, o segundo maior, no caso, aproveitamento de chutes, né?

Speaker: Conversão de gols por chutes, isso é algo que a gente já tinha falado bastante, o time do Botafogo.

Speaker: não vinha finalizando muito por partida.

Speaker: Finalizou bastante, na verdade, contra o Fluminense.

Speaker: Essa vitória e a vitória contra o Atlético Mineiro em específico foram dois jogos em que o Botafogo teve o controle das ações ofensivas.

Speaker: Mas é um time também que consegue tirar muito de pouco, né?

Speaker: Que é também o caso do Fluminense.

Speaker: Só que o Fluminense, isso aí meio que mascara...

Speaker: certos problemas de criação que o Fluminense tem tido nessas primeiras rodadas, mas que com brilhantismo de finalização, ninguém falou sobre, ninguém levantou por ser um futebol tão bonito e tão plástico.

Speaker: Mas o Fluminense tem uma das maiores, como a gente falou no papo de aquecimento,

Speaker: uma das maiores defasagens de XG e XGA do Campeonato Brasileiro.

Speaker: O Fluminense que tem um XG, uma expectativa de gol, que a gente já falou, é uma expectativa de quanto você marcaria de acordo das posições do campo que você chuta.

Speaker: O XG do Fluminense é uma expectativa de gol de 9.5.

Speaker: O Fluminense tem 12 gols, ou seja...

Speaker: 2,5 a mais do que o esperado, muito pela boa finalização de craques como o Germancano.

Speaker: E tem um XGA, que é uma expectativa de gols contra, ou seja, quantos gols o modelo prevê que você levaria de acordo dos chutes que os adversários tiram contra o teu gol,

Speaker: Um XGA de 12, só que levou só 6 gols.

Speaker: Ou seja, ótimo trabalho do Fábio, mas o Fluminense dá muitas chances para os adversários.

Speaker: Inclusive, esse número fica até um pouquinho mascarado, porque a gente tem aquele XGA absurdo do Fortaleza de 5 e pouco, ou 6 e pouco, contra o Fluminense.

Speaker: Mas temos já artística interessante individual do Fábio.

Speaker: que ele tem 4 de gols prevenidos.

Speaker: O que é gols prevenidos?

Speaker: É o XG, o XG que ele evitou que foi gol, que ele defendeu o XGOT, na real, menos os gols que ele sofreu.

Speaker: E ele tem o número de 4.

Speaker: O segundo lugar é o Leo Jardim, o terceiro é o João Paulo.

Speaker: O Leo Jardim é o segundo com 1.61.

Speaker: Fábio tem mais que o triplo do Leo Jardim, que é o segundo lugar, em gols prevented.

Speaker: Os gols prevenidos.

Speaker: Isso...

Speaker: Mostra uma performance absurda do Fábio, que a gente tá vendo, né?

Speaker: Que ele tá agarrando muito.

Speaker: Sim, pegando muito, muito mesmo.

Speaker: E uma coisa que a gente tem que falar também do Botafogo, que eu inclusive falei do Tiquinho e do Pedro Raul, o Tiquinho hoje é o artilheiro do Brasileirão e o garçom do Brasileirão.

Speaker: Pra você, ele é o melhor jogador até agora do Brasileirão?

Speaker: Pô, boa pergunta.

Speaker: Boa pergunta mesmo.

Speaker: Putz, não sei, velho.

Speaker: Talvez sim, não sei.

Speaker: Mas é porque também tem o Hulk, pô, que tá jogando em altíssimo nível.

Speaker: Rafael Veiga, apesar de Rafael Veiga ter ido mal nas duas partidas.

Speaker: É, aí tu fala, pô, mas o Hulk tem números mais abaixo do que o Tiquinho.

Speaker: Só que o time do Atlético Mineiro, como um todo, até agora há pouco, quando começou a engrenar, não vinha ajudando em nada o Hulk.

Speaker: Não vinha ajudando em nada o Hulk.

Speaker: Então, tipo... Mas é uma briga boa.

Speaker: Tiquinho Soares, Hulk, e como você citou, Rafael Veiga, pra mim...

Speaker: estão numa prateleira acima dos outros nesse começo brasileiro.

Speaker: Não muito atrás deles vem o Mendoza, tá?

Speaker: Jogando bem, tá?

Speaker: O Mendoza.

Speaker: Eu não vou falar nem que eles, os ouvintes, não estão prontos pra essa conversa.

Speaker: Eu não estou pronto pra essa conversa, tá?

Speaker: Mas o Fábio também tem que estar no mínimo top 5 jogadores desse começo brasileirão.

Speaker: Sem dúvida, pra mim, Fábio.

Speaker: Melhor goleiro.

Speaker: Disparável que o goleiro.

Speaker: E o goleiro do nosso time, sem clubismo nenhum, logo atrás dele, na minha cabeça.

Speaker: O Léo Jardim, João Paulo agarrando muito, de fato.

Speaker: Sim, pena que o Léo Jardim agarra um e a defesa deixa sair cinco, né?

Speaker: Do Santos não põe mais.

Speaker: Ah, isso é errado.

Speaker: Não, tô falando do La Jardim, infelizmente.

Speaker: Mas o João Paulo que começou mal, o Brasileirão, inclusive a gente lembra, você lembra que eu gravei uns óbvios revoltados, né?

Speaker: Não, ele teve um... Pô...

Speaker: Mas fora de um, ele salvou então os outros jogos.

Speaker: Ele teve um jogo que ele custou o time, que foi o jogo contra o Cruzeiro.

Speaker: E hoje teve uma só-americana também.

Speaker: Não, a gente estava falando do Brasileirão.

Speaker: Não, sim, sim, sim.

Speaker: Estou falando do contexto que foram os jogos seguidos.

Speaker: Mas depois ele realmente voltou a se encontrar, de fato.

Speaker: Então, indo agora para aquele que...

Speaker: Na minha opinião foi o jogo de maior, não diria audiência, mas de maior repercussão pelo que é e pela história e pelos momentos dos clubes.

Speaker: Tivemos o Grenal, né?

Speaker: Um Grenal que só duas palavras definem.

Speaker: Luiz Soares, que jogo do Uruguai.

Speaker: Pô, é muito bom ter o Soares.

Speaker: Muito bom ter o Soares do Brasil.

Speaker: É, você ia melhor ter ele no meu cartola.

Speaker: Não, eu escalei o Bruno Rodrigues.

Speaker: Eu escalei o Bruno Rodrigues.

Speaker: Eu botei no meu banco.

Speaker: Eu sou um merda, irmão.

Speaker: Dito isso, o Grêmio atropelou o Inter no Grenal 439.

Speaker: E nos últimos 20 Grenais já são 10 vitórias do Grêmio e só 4 vitórias do Inter.

Speaker: Então, realmente, o Rio Grande do Sul, apesar do Grêmio ter jogado na segunda divisão do ano passado, ainda tem dono.

Speaker: E esse dono é o Grêmio.

Speaker: E foi um Grenal que, assim...

Speaker: O Inter dominou bastante as ações no começo da partida.

Speaker: Só que aí o Luiz Soares teve um lance que... Desculpa, eu só posso descrever como um lance de Luiz Soares.

Speaker: Porque ele está rodeado de dois defensores do Internacional.

Speaker: Ele quase perde a bola.

Speaker: Ele vira num giro rápido.

Speaker: Abre um pouquinho de espaço sem nem olhar para o gol.

Speaker: E acerta um tirambaço no canto a posto do goleiro sem nenhuma chance para o Kehler defender.

Speaker: E vira completamente o clima e o momento do jogo que estava muito confortável para o Internacional até o momento.

Speaker: Até o gol do Luiz Soares, o Grêmio não tinha chegado com nenhuma...

Speaker: intenção no ataque até então, aí você fala, pô, o Luiz Saúres marcou o gol aos 7 minutos do primeiro tempo.

Speaker: Beleza, mas o Grêmio não tinha feito nada até o momento na partida.

Speaker: É porque os dois segundos de fato só deu o Inter, inclusive teve aquela bola atravessa do Alan Patrick, foi, né, dele?

Speaker: Sim, exatamente.

Speaker: Foi do Alan Patrick, né?

Speaker: Com 3 minutos.

Speaker: E a gente tem que falar que o... E a gente tem que falar que o Renato Gaúcho mudou o esquema, né, ele realmente sacou o Vina de fato, tirou um dos caras do meio.

Speaker: E botou o zagueiro Bruno Vini, entrou na vaga dele.

Speaker: E tentou montar meio que um quadrado no meio, com o Suárez ali na frente.

Speaker: E acabou que deu certo.

Speaker: O Grêmio ainda foi superior no meio.

Speaker: Conseguiu segurar ali atrás com o I5.

Speaker: E a gente tem que falar do Kamikaze Kahneman.

Speaker: Pô, deu certo no primeiro gol, que ele vai até lá no ataque e desarma a bola com muita força.

Speaker: Com muita força na chegada, não é não com força na bola, mas tipo...

Speaker: força no desarme.

Speaker: Muita força na bola, não muita força do Felipe Melo, né?

Speaker: Isso.

Speaker: E aí ele vai e ele consegue, nesse desarme, ver o gol do Soares.

Speaker: Só que mais pra frente ele tenta fazer a mesma coisa, agora na defesa.

Speaker: E ele erra, e quando ele erra, leva amarelo e é expulso e o jogo muda.

Speaker: Nesse momento o jogo já era 2x0.

Speaker: Mas ainda assim, a gente tem que falar que o Kahneman já tem muito amarelo nesse brasileiro, muito, muito.

Speaker: Pô, não sei, isso eu cheguei a comentar com você, porque eu não acho que na hora a gente tava falando muito no WhatsApp.

Speaker: Mas, pô, que tava com a cara do Kahneman ser expulso no segundo tempo.

Speaker: Tava o cheiro úmido do cartão vermelho, pô, porque realmente muito...

Speaker: Muito inconsequente o Kahneman nessa partida e simplesmente não tava conseguindo acompanhar na velocidade.

Speaker: O Kahneman tá sendo muito inconsequente.

Speaker: E apelou.

Speaker: Às vezes funciona.

Speaker: Literalmente apelou.

Speaker: Literalmente um kamikaze.

Speaker: Às vezes funciona, mas às vezes vai dar nisso aí.

Speaker: Ele é expulso.

Speaker: Só que assim, o Kahneman foi expulso no segundo tempo, mas antes...

Speaker: Na primeira etapa ainda, teve o gol do Vila Sante, um belíssimo gol, mas outra ótima finalização de um jogador do Grêmio, que o Grêmio, assim, até os 35, 40 do primeiro tempo, teve dois lances de alta contundência e foram os dois lances que abriu o 2x0.

Speaker: e foi muito num contra-ataque, mais uma vez roubando a bola do Inter na intermediária, trabalhou bem ali, a bola sobrou pro Vila-Santi, que acerta um chute no contrapé, no canto inferior, direito do goleiro, sem nenhuma chance, e a gente foi pro intervalo com 2x0 do Grêmio, um Inter atordoado, sem nem entender o que aconteceu, de tão rápido e letal que foram os dois

Speaker: basicamente únicos ataques que o Grêmio teve de perigo na primeira etapa.

Speaker: E na segunda etapa, o Inter meio que se entregou, né?

Speaker: A pressão e ao mau momento que vivia o time, começou a errar coisas bestíssimas.

Speaker: E mais uma vez aparece o Luiz Soares com mais um lance de brilhantismo

Speaker: em vez de tentar chutar direto pro Keyler, acha o Bitelo livre, livre, e o Bitelo... Nossa, finalização do Bitelo, tá?

Speaker: Outra, né?

Speaker: Outra, já coleciona finalizações do Bitelo.

Speaker: E o Grêmio já tava com a menos nessa hora, né?

Speaker: E o Grêmio já com a Grêmio.

Speaker: E eu tenho a curiosidade aqui do SofaScore, que o Kahneman recebeu o cartão em todos os sete jogos que jogou pelo Grêmio, os últimos sete.

Speaker: Contra o Santos, contra o Cruzeiro, contra o Cuiabá, contra o Palmeiras, contra o Fortaleza, contra o Cruzeiro e contra o Inter recebeu dois.

Speaker: Não havia sido expulso ainda, mas nos últimos sete jogos se jogou, levou amarelo em todos.

Speaker: Esquema de aposto?

Speaker: Ou é badrim?

Speaker: É porque é o Kahneman, né?

Speaker: Tem toda uma história, mas... É o Kamikaze, né?

Speaker: É o Kamikaze.

Speaker: Foi um tweet que eu vi, não lembro de quem foi, mas é o Kamikaze.

Speaker: Não tem jeito.

Speaker: E realmente chegou num momento que ficou 3x0 pro Grêmio mesmo, com um a menos, que, pô, se o torcedor do Inter tivesse no estádio, tinha jogado a toalha.

Speaker: tinha jogado a toalha total e... E é isso, né?

Speaker: Porque... Nada deu certo pro Internacional, teve mais volume de jogo, criou, assim, em questão de criar e abrir chances boas pros seus jogadores, teve, tanto é que a estatística de XGA do Internacional, ou seja...

Speaker: A expectativa de as bolas, onde você entrega as bolas para os seus companheiros, para eles finalizarem, qual é a expectativa desses lances e dessas criações se converter em gol?

Speaker: O XGA do Internacional foi 1.94.

Speaker: Foi um XGA, não é?

Speaker: Um XA, desculpa.

Speaker: O XA do Internacional foi 1.94.

Speaker: um número altíssimo em termos de criação, em termos de finalização, mas a finalização da equipe e muito nervosismo ruíram essas boas chances até que o Internacional teve ao longo da partida, você lembra de chutes do Luiz Adriano, o Luiz Adriano que inclusive teve uma chance clara logo depois do gol do Luiz Soares e ficou assim,

Speaker: um momento evidente na partida da diferença dos centroavantes de cada equipe, um cria muito do nada e um cria nada do muito, e assim, é isso, o Grêmio conseguiu converter as chances que teve e transformou isso em domínio de jogo, e o Internacional não.

Speaker: E o Inter está muito abalado.

Speaker: Infelizmente, não tem o que fazer com o Inter.

Speaker: Só a única solução que eu consigo ver é realmente mandar o Mano Menezes embora.

Speaker: Tentar uma mudança de filosofia.

Speaker: Aproveitar a campanata ainda está no começo.

Speaker: O Inter ainda tem libertadores por enquanto para jogar, porque a Copa do Brasil está numa situação difícil.

Speaker: Já perdeu 2 a 0 para o América.

Speaker: Tem que reverter, beleza, que o América não está tão bem assim...

Speaker: Resultado a resultado, né?

Speaker: Mas, estatisticamente, o jogo da América é um jogo aberto e muito difícil de golear.

Speaker: Então, a se ver, né?

Speaker: Isso.

Speaker: Tem que ver o Inter pra não jogar a temporada no lixo por causa desse começo.

Speaker: É, realmente.

Speaker: Eu tenho uma estatística interessantinha aqui do Inter, que nos últimos cinco jogos, o Inter sofreu 13 gols

Speaker: E fez três.

Speaker: Uma defesa que a gente falava que era muito boa no começo do campeonato.

Speaker: Que era, na verdade, uma das características de times do Mano Menezes, que é ter essa defesa boa, essa defesa bem postada, bem disciplinada, realmente muito vazado nesse começo de Brasileirão.

Speaker: Mas o Inter nos últimos 4 jogos de Brasileirão, que foi o que a gente conseguiu pegar de estatística avançada, tem um XGA de 6.75.

Speaker: Ou seja, tirando a Copa do Brasil, vai 11 gols que levou, teve um XGA de 6.75, mas um XG de menos de 4.

Speaker: Menos de 4 de XG nos últimos 4 jogos de Brasileirão.

Speaker: Então, de fato, foi um time que não está conseguindo produzir para ganhar.

Speaker: Muito pelo contrário.

Speaker: Eu pensei que agora o Inter é a 13ª defesa mais vazada no Brasileirão no momento.

Speaker: Com 11 gols vazados, mesmo número de...

Speaker: Vasco da Gama, exatamente.

Speaker: Então, se você tá numa estatística de defesa vazada junto do Vasco da Gama, você sabe que você não tá bem.

Speaker: Ainda tendo um só de gol pior, é porque tem alguma coisa errada.

Speaker: Tem algo muito errado.

Speaker: E nos expected points o Inter era pra estar em 18º, né?

Speaker: A gente tem que dizer isso também.

Speaker: E nos expected points o Vasco era pra estar mais acima, né?

Speaker: Na tabela.

Speaker: É, junto com o Santos, inclusive.

Speaker: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 10.

Speaker: É isso mesmo.

Speaker: Era pra estar... O Santos e o Inter, 18º o Vasco.

Speaker: Mas e o Inter, 18º.

Speaker: E o Grêmio não muito acima, tá em 15º.

Speaker: Mas o Inter, de fato, nada bem.

Speaker: É crise no lado vermelho do Rio Grande do Sul, né?

Speaker: Sim, crise.

Speaker: Mas assim, Internacional é aquela equipe que a gente não acha que vai cair, né?

Speaker: Então, fica aí, né?

Speaker: Fica assim, acende o alerta pra gente ficar de olho e vamos ver quais são os próximos passos do Colorado.

Speaker: Pois é, o Inter... Complicada a situação.

Speaker: Eu ia dizer que o Inter tem... É um dos times que mais assiste seu adversário tocar bola antes de conseguir desarmar.

Speaker: Mas acho que a gente já deu informação muito mais pro torcedor do Inter, né?

Speaker: Vamos... Não, deixa tranquilo.

Speaker: Vamos passar.

Speaker: Mas o melhor que a gente tá aqui é que o Inter só é pior nesse quesito que Corinthians, Botafogo e Cuiabá.

Speaker: E o do Corinthians a gente fala mais pra frente sobre.

Speaker: Não, é, e o Botafogo, ele... Ele... É, ele... Entrega a bola pro adversário, né?

Speaker: É, mas o Botafogo gosta de jogar desse jeito.

Speaker: É diferente dos outros três times que... Não, mas o Inter também gosta de jogar desse jeito, né?

Speaker: Na verdade, no contra-ataque, só que não tá conseguindo encaixar contra-ataque.

Speaker: E não consegue caixar marcação também.

Speaker: E aí sofre muito gol dando tanta bola pro adversário.

Speaker: Complicado.

Speaker: É difícil.

Speaker: Complicado também é a situação do Corinthians, né?

Speaker: Depois da derrota no... No superclássico da Globo, que foi jogado às 4 horas do domingo sem nenhum outro jogo do Brasileirão.

Speaker: Era o... Mas tudo bem.

Speaker: E assim, o Corinthians que jogou melhor que o Flamengo na partida como um todo.

Speaker: De modo geral, eu não acho que jogou muito melhor.

Speaker: Eu ouvi muita gente falando que o Corinthians amassou o Flamengo, não é pra tanto.

Speaker: Não, é muito de expectativa, é muito condicionado na expectativa entrando na partida, né?

Speaker: Porque você pensa, o Flamengo vai jambrolar esse Corinthians com o Maracanã lotado.

Speaker: O que aconteceu foi, o Corinthians foi um pouquinho melhor do que o Flamengo como um todo na partida.

Speaker: E o Corinthians fez o que o Fluminense fez com 10 pessoas, né?

Speaker: Com 10 jogadores.

Speaker: Se fechou, saiu pra contra-ataque e o Flamengo não soube como furar mais uma vez uma defesa bem postada lá atrás.

Speaker: Muito cruzamento.

Speaker: Mais uma vez, vários cruzamentos na área.

Speaker: De um deles saiu o gol do Léo Pereira.

Speaker: Você está me ouvindo?

Speaker: Estou te ouvindo.

Speaker: Você está me ouvindo?

Speaker: Estou sim.

Speaker: De um deles saiu o gol do Léo Pereira.

Speaker: Beleza, saiu o gol do Léo Pereira.

Speaker: Mas a gente vê com vários exemplos já dessa temporada do Flamengo, que o Flamengo, quando está cruzando muito na área e esses cruzamentos de entrada da área...

Speaker: Quer dizer que tem algo muito de errado com esse ataque, que é um ataque extremamente qualificado e não tá produzindo.

Speaker: E sem a Rascaeta e sem a Vertão Ribeiro, o time perde muita criação e perde mais ainda quando o Gabigol vai sair da área buscar a bola.

Speaker: Tipo, tudo bem ele ter a iniciativa de buscar a bola e tal, sair da área, mas ele não tá conseguindo entregar os passes, não tá conseguindo entregar efeito de bola, não tá conseguindo entregar passe-chave.

Speaker: Não tá fazendo sentido ele continuar nessa posição.

Speaker: Alguém tem que pegar, analisar e mostrar pra ele, tintim por tintim, que não tá dando certo e que o Flamengo não tá conseguindo superioridade com ele fazendo isso, saindo da área e voltando.

Speaker: Muito pelo contrário.

Speaker: Quando ele volta é porque o time tá sem nenhuma criação e com ele não consegue criar do mesmo jeito.

Speaker: É coisa de...

Speaker: Mudar.

Speaker: Mudar a estratégia de Gabigol como 10.

Speaker: Talvez fazer ele ser realmente segundo tacante, não um camisa 10 que fica ali mais pra trás.

Speaker: Mas sim um cara de área que vem por trás do Pedro, que é o normal se fazer.

Speaker: Eu acho que seria até onde o Gabigol rendiria mais, né?

Speaker: Que foi onde ele rendeu ano passado.

Speaker: O Pedro puxando marcação no pivô, segurando marcação, e o Gabigol fazendo um facão por trás.

Speaker: É bem melhor que o Gabigol voltando, tentando achar os passes.

Speaker: na minha honesta opinião.

Speaker: Não, concordo.

Speaker: Inclusive você.

Speaker: Não, é, perfeito.

Speaker: Mas, assim, né,

Speaker: Conseguiu os três pontos o Flamengo, que mantém a equipe ali na sexta colocação com 12 pontos.

Speaker: Então, em questão de resultado, o São Paulo não está tão pressionado, mas em questão de desempenho, ainda mais com a torcida do Flamengo do jeito que a torcida do Flamengo é, não precisa entrar em mais detalhes sobre isso, é um desempenho bem aquém da equipe, o que também foi

Speaker: Sejamos bem sinceros, um desempenho bem aquém do Corinthians para o plantel que tem, né?

Speaker: O Corinthians, beleza que já vem desempenhando mal pro plantel, pra equipe que tem, desde a época do Fernando Lázaro, sim.

Speaker: Mas ainda assim, o Corinthians tem um dos melhores elencos do Campeonato Brasileiro.

Speaker: Assim, nome por nome, velho ou não, jogador em alta idade ou não, o Corinthians ainda tem um dos melhores seis ou sete elencos do futebol brasileiro,

Speaker: E até agora é o que?

Speaker: É o quarto jogador a treinar essa equipe desde o... O quarto jogador.

Speaker: O quarto treinador a comandar essa equipe desde o começo do Brasileirão.

Speaker: E você não vê ainda um desenho ofensivo que consegue encaixar, extrair o melhor das peças que o Corinthians tem, né?

Speaker: E o Corinthians parece a cartilha do time rebaixado.

Speaker: Troca um de treinador no começo do ano.

Speaker: Joga mal pele.

Speaker: Vem cá, vem cá.

Speaker: Joga bem pele.

Speaker: A ode do Luxemburgo ser demitido tá em quanto?

Speaker: A pergunta é boa.

Speaker: A resposta que daria é agora.

Speaker: Tem ode pra isso?

Speaker: Eu tava de meme, mas tem ode pra isso mesmo.

Speaker: Ou se for... Não tem, né?

Speaker: Mas estaria menos de 2, né?

Speaker: Tem uma odd de 2.

Speaker: Quem vai ser demitido primeiro?

Speaker: Luxemburgo, Mano Menezes ou Renato Gaúcho?

Speaker: Não, Renato Gaúcho você já pode tirar dessa equação por enquanto.

Speaker: Não, depois a gente dá aquele Grenal e esquece.

Speaker: Mas aqui, ó. Esquece.

Speaker: É isso aí mesmo.

Speaker: Dito isso...

Speaker: O trabalho do Corinthians está complicado.

Speaker: Eu fico muito triste com um negócio desse, sabe?

Speaker: Eu fico verdadeiramente triste com a situação do Corinthians.

Speaker: Mas falando sério... Cadê o meme?

Speaker: É, cadê o meme?

Speaker: Mas falando um pouco sério agora... O time mostrou uma evolução e foi de fato a melhor partida do Corinthians no comando Luxemburgo.

Speaker: Isso a gente tem que... Não pode negar.

Speaker: Fez uma excepcional partida defensiva na medida do possível...

Speaker: Realmente neutralizou o Flamengo, o Flamengo não teve muitas chances, mas o jogo foi na raça, no final o Léo Pereira não conseguia mais atar para o Zaga, estava machucado de São Paulo, ele já tinha agachado as três paradas para alteração, mandou o Léo Pereira ir para o ataque, ficar no ataque, e ele de atacante, com uma perna só, sem conseguir sentir uma coxa,

Speaker: Consegue pular mais alto que os caras do Corinthians, que eram dois, marcando ele.

Speaker: Faz aquela cabeçada perfeita.

Speaker: Magistral, movimento perfeito.

Speaker: De centroavante, é. De centroavante mesmo.

Speaker: Muito oportunista e muito centroavante, né?

Speaker: E eu vi... Pode completar.

Speaker: E o Mel Pereira já tem três gols de Brasileirão, se eu não estou enganado.

Speaker: Sim, são três gols no Brasileirão e perfeito que já dá o gancho pra estatística que eu vi, que eu acho que é a estatística mais interessante dessa semana.

Speaker: O Flamengo, o Léo Pereira, já é o segundo zagueiro com mais gols em uma temporada de Campeonato Brasileiro do Flamengo.

Speaker: Com três.

Speaker: É, com três.

Speaker: O primeiro é o Hever, que teve cinco gols.

Speaker: na época que ele passou, obviamente, pelo Flamengo.

Speaker: Só que o Hever teve 5 em 38 rodadas.

Speaker: O Léo Pereira já tem 3 em 7.

Speaker: É bizarro.

Speaker: E o Léo Pereira é o artilheiro do Flamengo sem gol de pênalti.

Speaker: E o Gabigol tem 3 também.

Speaker: Mas o Gabigol tem 3 de pênalti.

Speaker: Se o Léo Pereira bater os pênaltis, ele já era o artilheiro brasileiro junto do Tiquinho Soares.

Speaker: E isso é uma coisa.

Speaker: Sim, realmente.

Speaker: Realmente bizarro.

Speaker: Mas é. Mas é assim, foi um jogo que pelo tamanho das torcidas e pelos nomes, não tem jeito.

Speaker: A gente precisa pelo menos mencionar.

Speaker: Mas foi um jogo bem aquém, né?

Speaker: Foi um jogo bem fraquinho de futebol.

Speaker: Infelizmente.

Speaker: Mas se saiu no final das contas o que tá num momento um pouquinho melhor.

Speaker: com os três pontos.

Speaker: O que eu acho que ele já falou para o Corinthians no domingo foi a entrada do Paulino Primeiro Volante que realmente por trás do Fausto Vera fez uma boa partida.

Speaker: Ele estava cotado para ser o melhor da partida, inclusive.

Speaker: Tanto pela Globo quanto pela torcida, não lembro, mas pela Globo sim, e eu estava concordando.

Speaker: Até porque ele era o cara que estava dominando bem o meu, puxava bem os contra-ataques, mas...

Speaker: É aquilo, né?

Speaker: O Lápera foi o melhor jogo, afinal o que ele fez foi loucura.

Speaker: Mas gostei muito do Paulinho com o primeiro volante.

Speaker: De fato, jogou bem.

Speaker: Eu gostei do Adson também.

Speaker: Gostei do Fagner e do banco também.

Speaker: Fagner e do banco e o Fábio Santos.

Speaker: Os dois foram pro banco e o time até que entregou, com o Bruno Mendes na lateral e o Bidu na outra, e o Murilo sendo lá junto do Gil na zaga, até que ficou bem postado.

Speaker: É uma alternativa.

Speaker: É, destaque também pro Adson, que eu achei que fez uma boa partida com um sistema de 4-4-2, em que finalmente colocou o Roger Guedes

Speaker: numa dupla de ataque com o Euroberto, o Adson conseguiu criar chances interessantes, não diria tão perigosas, mas chances interessantes pela ponta direita, e pode ser talvez um esquema para se replicar

Speaker: com a volta do Renato Augusto, ter o Adson pela direita e ter no lugar do Maicon o Renato Augusto, só que para isso teria que ter o Roger Guedes fechando pela esquerda na recomposição,

Speaker: E a gente teria que ter o Fábio Santos do banco também, eu imagino.

Speaker: É, e teria que ter um meio de campo melhor qualificado defensivamente, né?

Speaker: Porque um meio de campo de Paulinho e Fausto Vera para segurar as pontas com Roger Guedes e Yuri Alberto e Renato Augusto ficaria meio complicado.

Speaker: Mas, assim, né?

Speaker: São pensamentos que o Pô fechou, não para a gente.

Speaker: Exato, e o Flamengo a gente tem que destacar uma boa partida do Pulgar.

Speaker: Realmente entrou bem nesse meio de campo.

Speaker: Eu falei pra você.

Speaker: Porque ele entra com o primeiro volante e volta, o Thiago Maia pra ser segundo, como era na época do João Gomes.

Speaker: E potencializa o jogo do Thiago Maia, que saindo de primeiro volante e joga legal, faz seus desarmes.

Speaker: E... Pedro sumido, Cabigol sumido, Wesley mal, Santos mal, a dupla de zaga do Flamengo bem até...

Speaker: E o Ayrton Lucas começou a assumir ultimamente pelo Flamengo.

Speaker: Não sei se você tem percebido isso também, mas o esquema do São Paulo... É, é o esquema do São Paulo.

Speaker: O Ayrton Lucas abriu bem na ponta, ele não está mais participando tanto de gol diretamente.

Speaker: É porque, assim, eu achei até natural, até certo nível, essa queda do Ayrton Lucas, porque ele volta realmente a recompor uma linha...

Speaker: de quatro na primeira linha, né?

Speaker: Lá ele.

Speaker: Com Wesley, Fabrício Bruno, Léo Pereira e o Ayrton Lucas.

Speaker: No sistema do Vitor Pereira, o Ayrton Lucas tinha carta branca de fazer o que ele quisesse no ataque, pô.

Speaker: Porque era um sistema de três zagueiros, espetava o Ayrton Lucas pra subir bastante e...

Speaker: E ele só teria que ter esse fôlego pra conseguir subir e voltar e fazer realmente essa amplitude do ataque, como o cara mais...

Speaker: mais aberto, digamos assim, pela esquerda.

Speaker: O que não é necessariamente o jeito que ele usa tanto o Ayrton Lucas, porque ele precisa voltar um pouco mais pra marcar por conta dessa diferente dinâmica.

Speaker: Pra mim, eu acho que é aliado muito a isso, a queda do Ayrton Lucas.

Speaker: Por isso até, não tenho escalado ele no meu cartola, não que tenha ajudado porque eu escalei o William, que fez zero pontos nessa rodada contra o Culiabá.

Speaker: Mas, vida que segue.

Speaker: O Ayrton, inclusive, até às vezes quando o São Paulo joga com três zagueiros, eu sinto ele às vezes mais preso, não sei.

Speaker: Se é pra dar liberdade pro Gerson ir pra esquerda, e o Ayrton Lucas vir trabalhar mais pro meio, porque quando o ponta vai mais pra esquerda que o Ea, como ele gosta de botar o Gerson, às vezes o lateral do São Paulo fica mais pelo meio.

Speaker: E aí despontar esse alisa o Ayrton Lucas.

Speaker: Não sei.

Speaker: É algo a se ver, mas eu lembro de um jogo claramente onde ele acabou entrando no lugar do Gerson, né?

Speaker: E fez muito meio.

Speaker: E ele perdeu muito o seu poder de velocidade, poder físico.

Speaker: Mas enfim, problema pro São Paulo é que tem Libertadores quarta, né?

Speaker: Não meu.

Speaker: Indo de time passando por um mau momento pra outro time grande passando por um mau momento.

Speaker: Não, o time grande tá passando por um bom momento, mano.

Speaker: Não, o time grande tá passando por um bom momento e o outro grande que perdeu está passando por um mau momento, né?

Speaker: Deixa de graça, palhaço.

Speaker: Tivemos São Paulo 4, Vasco 2 no Morumbi.

Speaker: Um jogo que foi um erro assistir sóbrio, na verdade.

Speaker: E assim, pô, não sei nem por onde começar.

Speaker: Começa você, dando a sua análise da partida.

Speaker: Não, não, não, não, não.

Speaker: Vai, não, começa aí, tu assiste o jogo.

Speaker: Não, não, não, não.

Speaker: Assisti o possível.

Speaker: E o que eu posso dizer é que a gente tem o São Paulo que vem a muitos jogos sem levar gol.

Speaker: Vem com invencibilidade de oito jogos, agora nove.

Speaker: Contra o Vasco que vinha muito mal.

Speaker: Então no pré-jogo a gente esperava que fosse ser um jogo difícil pro Vasco.

Speaker: E a gente tem uma sequência de lances do São Paulo no começo.

Speaker: Ainda mais com o Caleri acabando furando uma bola.

Speaker: mas não parece o pior dos jogos do Vasco esse ano.

Speaker: Nunca é o pior dos jogos, mas sempre é uma derrota.

Speaker: É essa frustração, eu acho, como se eu não fosse o torcedor do Vasco.

Speaker: É essa frustração do torcedor do Vasco que, assim, parece que está tabelado.

Speaker: O Vasco joga muito bem os primeiros 25 minutos.

Speaker: Só que nesse primeiro 25 minutos tem que criar um gol, porque se não criar, vai levar um gol.

Speaker: Que foi o que aconteceu contra o Santos, mais uma vez é o que acontece contra o São Paulo.

Speaker: São Paulo, com um setravante muito oportunista no Caleri, quando a bola chegou para ele dentro da pequena área, ele botou para dentro.

Speaker: Eu não sei o que é isso no meu time.

Speaker: Adoraria saber.

Speaker: Inclusive, uma coisa que eu vi...

Speaker: é que a zaga do São Paulo, do São Paulo não, desculpa, do Vasco principalmente pelo lado direito tem sido bem difícil.

Speaker: Tem sido basicamente uma avenida.

Speaker: A famosa avenida Pumita Rodrigues.

Speaker: Sim, bem difícil não, né?

Speaker: Bem fácil, na verdade, pros adversários.

Speaker: É, o Pumita Rodrigues... É, bem complicado, porque... Quem foi contratado pra posição foi o Capasso, o Barbieri até o momento não achava que ele era a melhor opção.

Speaker: Escalava o Robson.

Speaker: Assim, até o jogo contra o São Paulo, ele não tinha custado...

Speaker: propriamente dito, uma partida.

Speaker: Foram mais erros coletivos, muito por buracos abertos do Pumita, que espeta bastante, sobe muito, mas isso aí já é uma questão do sistema do Barbieri também, tanto é que o Gabriel Peck tem que cortar um dobrado na recomposição por conta dessa característica do sistema.

Speaker: Mas o Robson custou ao Vasco três gols nessa partida.

Speaker: Pô, desculpa, mas não pode levar aquele díbil do Rodrigo Nestor.

Speaker: Ali ele fez o movimento de futsal galado.

Speaker: Tipo, ele fez o... Não, tipo, exatamente.

Speaker: O Casemiro até falou sobre isso.

Speaker: Eu não tenho uma opinião formada sobre o Rodrigo Nestor.

Speaker: Eu acho ele um jogador que cumpre bem o seu papel e tá ali naquilo que é esperado dele.

Speaker: Mas porra, doidão, tu não pode fazer o Rodrigo Nestor parecer o Messi em cima de você, pô.

Speaker: Você não pode.

Speaker: Você não pode, é bizarro.

Speaker: Ele fecha num movimento de futsal pra fechar o drible entre as pernas, só que ele dá o corredor todinho pro Nestor, pô.

Speaker: Ele achou que o Neixão tava na linha do futsal, não podia puxar reto.

Speaker: Ele podia e ele puxou.

Speaker: E desculpa, ele também não podia ter perdido aquela bola pro... Foi pro Luciano ou foi pro Marcos Paulo que ele perdeu aquela bola?

Speaker: Que foi o primeiro gol?

Speaker: Que saiu o primeiro gol?

Speaker: Que o Kaleri chutou em cima do Leo Jardim.

Speaker: Pô, man, na real eu acho que a amnésia é de pós-trauma, tá ligado?

Speaker: Que eu não tô nem lembrando mais desse lance.

Speaker: Foi o lance que ele perde a bola, aí o cara do São Paulo vai e toca no meio pro Kaleri na entrada, aí ele chuta bem fraquinho, no meio do gol.

Speaker: Sim.

Speaker: Ah, lembrei, lembrei, lembrei.

Speaker: Sim, sim.

Speaker: Aham.

Speaker: Sim, foi nele também que... Foi ele que perdeu essa bola e acho que era o Marcos Paulo ali.

Speaker: Foi ele que perdeu a bola do primeiro gol, o gol do Caleri.

Speaker: E pô, não dá, pô.

Speaker: Não dá.

Speaker: O Vasco que passou a partida todinha custando pra tentar voltar no placar.

Speaker: Criando o jogo até, principalmente no começo do primeiro tempo e no começo do segundo tempo.

Speaker: Conseguiu 2x1.

Speaker: com um gol de cabeça do Barros, mais um cruzamento, o Vasco que só cria por cruzamento,

Speaker: E assim, também não é nenhum demérito virar e falar, ah, o time cria por cruzamento.

Speaker: Se tem como o cruzamento um fundamento bom e cria resultados, beleza.

Speaker: O problema é que no Vasco só tem isso no repertório atualmente.

Speaker: O que é inclusive uma regressão do que aconteceu no estadual, que o Vasco no estadual não só criava por cruzamento.

Speaker: Não sei se você...

Speaker: Você lembra, a gente até conversou sobre isso, que o Vasco tinha uma proposta de jogo até reconhecível, quando a gente estava falando, só em off mesmo, assistindo os jogos do Brasileirão, do Carioca, no caso.

Speaker: Mas, assim, o Vasco custa, faz um esforço enorme para conseguir os gols que consegue.

Speaker: Conseguiu dois gols, conseguiu empate contra o São Paulo com um gol do Galarza.

Speaker: Ele mesmo, o jogador que foi escorraçado na Série B do ano passado.

Speaker: O Galarza acerta um chute aos 38, eu acho, já 37 do segundo tempo.

Speaker: 2x2 Vasco e o torcedor não conseguiu comemorar nem por 2 minutos.

Speaker: Gol do São Paulo em sequência e aí foi a terceira falha do Bambu.

Speaker: O Beraldo, que é bem mais baixo que o Robson, desculpa chamar Bambu, o Robson, não precisou nem pular dentro da pequena área e descolou um cabeceio pro meio do gol aberto, pô.

Speaker: E quem tava na marcação dele?

Speaker: O Robson.

Speaker: Agora, falando um pouco também mais do São Paulo, que fez o primeiro tempo realmente muito bom.

Speaker: Um jogo que foi bem legal no primeiro tempo.

Speaker: Um jogo bem laicar, mas que o São Paulo criou as melhores chances, isso é um fato.

Speaker: E conseguiu tabelar bem pelo... Uma pelo lado esquerdo do ataque, do lado do Puma.

Speaker: E uma pela jogada vinda de um contra-ataque, que aí fica só o Bambu num contra-um.

Speaker: E o Nestor é muito gênio no que ele faz.

Speaker: E ainda teve o desarme no Bambu também, onde o Caleri era pra ter feito aquele gol, inclusive o meu cartólogo agradeceria.

Speaker: E um São Paulo que... E o Elton Rato entrou muito bem, né?

Speaker: No segundo tempo.

Speaker: Sim, e o Elton Rato.

Speaker: E o São Paulo que acabou perdendo um pouco o domínio do jogo.

Speaker: Tanto no final do primeiro tempo quanto ali na metade do segundo tempo, mais ou menos.

Speaker: Acabou que o jogo não ficou tão controlado e acaba levando empate, mas o Elton Rato entrou muito bem.

Speaker: Mesmo fora as duas estatísticas, ele deu uma profundidade ali interessante e o Vasco... Não conseguiu.

Speaker: Não conseguiu lidar com... Não conseguiu lidar e ainda mais o Vasco... Uma coisa que eu também vi, vi do Casemiro, que eu achei interessante que ele falou, foi que o Vasco leva um a zero e se desespera.

Speaker: o gol que o São Paulo faz no contra-ataque, todo o time do Vasco está no ataque.

Speaker: E na volta está o Nestor correndo contra o Bambu e todo mundo chegando muito depois.

Speaker: Porque todo mundo se lançou, todo mundo se desespera.

Speaker: Talvez o maior momento do time, somado com o jogo contra o São Paulo, lá no Morumbi, que vem embalado, tenha afetado jogadores que se desesperaram, apesar de conseguir buscar o empate.

Speaker: Ainda assim...

Speaker: Pô, e é esse negócio, a esperança é o que mata, né?

Speaker: Porque quando o Vasco empata naquele 2x2, eu pensei, pô, tá aí.

Speaker: É um momento que se pá, vai fazer muito bem pro psicológico desses jogadores.

Speaker: Que é um grupo muito novo, por sinal... Confia.

Speaker: É, confia que vai dar certo.

Speaker: Mas...

Speaker: que é um grupo extremamente novo, por sinal é o elenco mais novo do Brasileirão.

Speaker: Tá aí uma curiosidade.

Speaker: A média de idade mais nova do Brasileirão é do Vasco, com um time de uma média de idade de 23 anos, 23.2 para ser exato.

Speaker: Mais novo inclusive até do que o Red Bull Bragantino.

Speaker: Assim, é um elenco muito novo, que é muito por conta do perfil de contratações que o Paulo Brax tem para essa equipe, quanto também o uso de muitos jogadores da base do Vasco.

Speaker: Então, eu acho que passa muito por aí a questão do Vasco, eu sinto muito.

Speaker: Toda vez que leva gol, especialmente quando leva gol quando tá jogando bem, que foi nos casos contra São Paulo e Santos, por exemplo.

Speaker: E o São Paulo que tá muito embalado.

Speaker: Pô, a gente vai ter que dizer de novo que burrada que fez o Flamengo, né?

Speaker: Deixando o Dorival sair.

Speaker: Estamos a zero dias sem falar da burrada da demissão do Dorival.

Speaker: O recorde é zero dias.

Speaker: É bizarro.

Speaker: Pô, e quem ganhou com isso foi o São Paulo, né?

Speaker: Pô, tem que agradecer por ter contratado ele, achado essa oportunidade do mercado.

Speaker: E o Dorival normalmente faz isso nos times dele.

Speaker: Ele normalmente deixa o time muito rápido e no momento que vai passando as coisas, o time acaba recaindo, vai pra normalidade, mas o time já tá salvo.

Speaker: E ele consegue salvar o São Paulo muito bem.

Speaker: Muito, muito bem.

Speaker: Pelo menos por enquanto.

Speaker: E realmente caiu no colo do São Paulo o Dorival Júnior.

Speaker: Caiu no colo, porque...

Speaker: se o Corinthians tira toda essa situação do Fernando Lazo um pouco antes do Rogério Senna, eu acho que o encaixe do Eduardo no Corinthians é muito mais interessante, até pelas características do time, do que ele seria no São Paulo.

Speaker: Só que o São Paulo foi quem chegou primeiro,

Speaker: o Dorival tem todo um carinho, tem toda uma história com o São Paulo, e levou disparado o melhor técnico disponível no mercado brasileiro.

Speaker: Sem planejamento nenhum, sem... Lembrando, o São Paulo estava num momento horrível com o Rogério Senna, muito mais por clima de vestiário, na minha opinião, do que...

Speaker: por problema do... da administração do Rogério Senna, né?

Speaker: Mas, assim, criou-se um clima insustentável e acabou realmente por terminar um trabalho que eu considerava até interessante e bom.

Speaker: E gostaria, por exemplo, do Rogério Senna no meu time algum dia.

Speaker: Mas caiu total no colo do São Paulo, o Dorival Júnior.

Speaker: E que bom, né?

Speaker: Para o torcedor do São Paulo.

Speaker: Bom para o São Paulo.

Speaker: Porque o Dorival eu sempre gostei, sempre que ele treinou o Santos.

Speaker: Pelo menos de 2012 pra cá, né?

Speaker: Desde aquela que o Ganso e nem mais precisaram ele.

Speaker: É um treinador que mostra sempre trabalho, mostra resultado e normalmente mostra bom futebol, tá?

Speaker: Normalmente mostra bom futebol, o outro lado é isso tudo.

Speaker: Nessa sequência do São Paulo de nove jogos com vitórias seguidas, nove jogos sem perder seguidos, desculpa, cinco, seis, sete desses jogos não levou gol.

Speaker: 7 dos 10 jogos não levou gol.

Speaker: Levou gol só contra Coritiba, 1x1, e contra o Corinthians, aquele pênalti, e 2 contra o Vasco.

Speaker: Fora isso, não levou gol nenhum desses jogos.

Speaker: Apesar de ter alguns 0x0 pelo caminho,

Speaker: É um time que vem sendo difícil de furar.

Speaker: Dorival ajeitou bem a defesa.

Speaker: E já tem o quinto melhor ataque também do Brasileirão, com 12 gols, né?

Speaker: Vem fazendo muitos gols.

Speaker: E ainda mais tendo feito 4 agora, sobe mais esses números ainda.

Speaker: Sim.

Speaker: E a gente tem que lembrar também aqueles 3 contra o América.

Speaker: Agora sim, aqueles 3 contra o América... Foram um pouco mascarados, né?

Speaker: Não foi tanto pra 3x0.

Speaker: Não, aquele jogo não era pra 3x0.

Speaker: Se você era pra 3x0 pra alguém, é pra ter sido pra América.

Speaker: Vamos ser justos também.

Speaker: Então, mas não é pra tanto, mas... É o Dorival.

Speaker: E uma resiliência muito boa.

Speaker: Mas já que a gente tá falando de boas defesas, agora bora passar pro destaque, os melhores destaques da rodada, os outros jogos.

Speaker: E bora começar pela atual campeão e pela melhor defesa brasileirão.

Speaker: Basicamente, a gente teve o melhor ataque e a melhor defesa se enfrentando nesse fim de semana.

Speaker: No jogo nobre do sábado que é o jogo.

Speaker: E não bolou absolutamente nada.

Speaker: Muito por mérito do Santos.

Speaker: O Santos realmente soube com o Manoel Palmeiras.

Speaker: É um fato que a defesa do Santos se ajeitou.

Speaker: E é um time agora muito difícil de ser furado a defesa.

Speaker: De fato, o time se postou bem, mas uma grande atuação do Joaquim.

Speaker: O Santos ainda teve um problema com o Messias, que ele acabou sofrendo uma concursão numa disputa de cabeça.

Speaker: E saiu no intervalo, tanto ele quanto o Lucas Braga sofreram, inclusive o Messias vomitou no vestiário.

Speaker: Disse ele, não sabia não.

Speaker: Não deu nada, só daqui não.

Speaker: E o Maicon entrou, todo mundo esperava que o Maicon fosse comprometer, mas bem pelo contrário, na verdade.

Speaker: Segurou as pontas.

Speaker: Também teve uma atuação ok e mais uma vez a zaga do Santos se mostrando bem boa.

Speaker: Bela contratação do Joaquim e João Paulo, por incrível que pareça, não fez nenhum milagre.

Speaker: O único chute que o Palmeiras acertou no gol foi no final do jogo.

Speaker: Um chute de longe do Gabriel Menino, que esse levou o perigo de longe, mas tipo, nem um chute de uma bola no gol.

Speaker: Duas que rasparam a trave, mas foram chutes de bem longe, porque o Santos fez, vocês não entram na sua área, tem que chutar daí.

Speaker: E o Palmeiras tentou chutar.

Speaker: E não deu.

Speaker: O Santos também não teve muitas oportunidades.

Speaker: Teve um chute com o Lucas Pires, que o Everton fez uma defesa segura.

Speaker: Um chute com o David Washington, que a bola vai lá.

Speaker: E uma jogadaça do David Washington, que ele dribla, dá o drible da vaca no zagueiro do Palmeiras, mas o Luan consegue travar ele na hora do chute.

Speaker: Fora isso, foi um jogo bem apático, quando o Palmeiras não conseguia criar pra cima do Santos.

Speaker: Santos bem postado, abdicou bem da bola, e 0x0.

Speaker: Vai parecer zoação minha aqui, mas no fundo é um comentário bem sério mesmo.

Speaker: O Santos encontrou nesse começo de Brasileirão a habilidade de enfeiar jogos.

Speaker: Realmente ele deixa o jogo feio, difícil, chato, truncado pro adversário, mas é aquele tipo da coisa.

Speaker: Fazendo isso...

Speaker: Beleza, para um torcedor não interessado no Santos, que é a maioria do público neutro da partida, fica um jogo ruim, fica um jogo feio.

Speaker: Mas é efetivo, é algo que o Santos já conseguiu que, pelas minhas contas, uns 5 a 6 pontos do Santos nesse começo de Brasileirão,

Speaker: Foram jogos assim bem truncados, né?

Speaker: Eu puxando aqui só de cabeça o empate que conseguiu c om o Atlético Mineiro na Vila, outro empate que conseguiu contra o Palmeiras agora, né?

Speaker: Na Vila também.

Speaker: A vitória fora de casa contra o Vasco em mais um jogo que foi super truncado.

Speaker: E teve também o primeiro jogo da rodada, né?

Speaker: inclusive.

Speaker: Contra o Grêmio, que também foi bem truncado o jogo.

Speaker: É, que foi bem truncado, mas isso aí o Santos perdeu.

Speaker: Mas aí, só tipo, só puxando de cabeça mesmo, uns quatro jogos desses primeiros sete do Santos, o Santos teve essa tática e conseguiu extrair pontuação de três desses quatro jogos.

Speaker: Não é o tipo de futebol que eu gosto, não é o tipo de futebol que eu acho legal de assistir, mas...

Speaker: É efetivo, tá dando resultados, né?

Speaker: E o Santos também teve o agravante do ataque que não jogou com seus melhores pontos, né?

Speaker: Mendoza, sentido, soteu do suspenso.

Speaker: Até o próprio Marcos Lanata na sala sub-20 provavelmente nem volta pro Santos.

Speaker: Mas foi um time que, mesmo sem os pontos, conseguiu montar uma estratégia pra parar o Palmeiras e parou.

Speaker: O Santos que não parava o Palmeiras, já havia oito jogos.

Speaker: Eram oito jogos de Santos-Palmeiras que eram oito vitórias do Palmeiras.

Speaker: Na Vila, no Morumbi, no Allianz.

Speaker: Onde você quiser, onde você pensar, teve jogo do Santos Palmeiras e o Palmeiras ganhou.

Speaker: Sim, realmente, por esse ponto, sim.

Speaker: Não, válido, é válido, é um resultado bom.

Speaker: Qualquer ponto que você consegue tirar do Palmeiras hoje, na atual conjuntura do Campeonato Brasileiro, é um resultado bom.

Speaker: Seja empate, seja vitória, você conseguir tirar pontos do Palmeiras hoje no Brasileirão,

Speaker: é sim um resultado positivo olhando o médio e longo prazo do campeonato.

Speaker: E do jeito que o jogo foi, inclusive, eu achei impressionante que o Santos não passou aperto.

Speaker: Nenhum homem do jogo você falava, pô, se o Palmeiras tivesse acertado esse passo, era gol.

Speaker: Pô, mas foi um ataque muito... Foi um ataque muito lento do Palmeiras, né?

Speaker: Parece até... Não foi o característico dinamismo dos quatro caras da frente, Veiga, Dudu, Rony e Arthur, que a gente tinha visto em outros jogos, né?

Speaker: Tanto é que o cara mais perigoso da equipe do Palmeiras foi o Gabriel Menino, que compunha a linha de volantes com o Zé Rafael.

Speaker: O Gabriel Menino que começou a subir, a chutar de longe, a tentar puxar mais um pouco o protagonismo, porque via que...

Speaker: Não tinha nada muito rolando na frente.

Speaker: Parte disso é mérito do Santos, mas parte disso também.

Speaker: Eu acho que foi uma noite bem apática desse grupo.

Speaker: Parecia que o Palmeiras achava que ia ganhar a qualquer momento o jogo.

Speaker: Sim.

Speaker: E foi adiando, adiando, e o Santos ganhando bola, ganhando confiança, afastando bola e conseguindo sair pro jogo contra-ataque rápido.

Speaker: David Washington incomodou bem os atacantes.

Speaker: Mas o problema desse Santos é que se o Ponta não for um cara muito diferenciado que vai driblar 2-3 ou que vai ganhar na velocidade de todos eles, parece que ele vai ficar isolado e não vai jogar bem.

Speaker: O que aconteceu com o Angel, aconteceu com o Lucas Braga.

Speaker: Não acontece com o Souto Dedo, por quê?

Speaker: Porque ele tem um drible curto muito bom e ele desbalanceia.

Speaker: E o ataque do Santos flui.

Speaker: Com o Mendoza, ele é muito rápido e ele é extremamente habilidoso também.

Speaker: Desbalanceia muito.

Speaker: O Angelo não tem toda essa velocidade, apesar de ser rápido.

Speaker: Não tem toda essa velocidade, não tem todo esse habilido do Soteudo.

Speaker: Então, ele é um pouco sacrificado nesse esquema, mas é pelo bem do time não perder os jogos.

Speaker: É uma pena pro Angelo, porque ele é muito novo, tem muito a desenvolver.

Speaker: Mas eu espero que agora vai vir um jogo contra o Bahia em casa e o Bahia vai vir pra cima do Santos e o jogo seja um pouco mais aberto.

Speaker: Então, interessante.

Speaker: Pra essa volta, o Brasil vai ser interessante projetando essa volta.

Speaker: Mas puxando já pro Bahia, né?

Speaker: Já que a gente já tá falando de Bahia também.

Speaker: Bahia que abriu a rodada num empate 1x1 contra o Goiás.

Speaker: Num jogo que aqui em Natal só se fala em outra coisa, hein?

Speaker: Pois é. E... E assim, Bahia tinha muito cara de que ia conseguir realmente confirmar o favoritismo jogando em casa.

Speaker: Saiu na frente com o gol do Everaldo.

Speaker: Mas cedeu...

Speaker: Um gol bem bobo até contra o Goiás.

Speaker: A barreira muito mal posicionada abriu a barreira.

Speaker: Literalmente abriu a barreira para o chute do Bruno Melo.

Speaker: Aí não tem goleiro que salve esse chute.

Speaker: Que vai no canto inferior, por trás da barreira.

Speaker: O goleiro tá no completo lado oposto do gol.

Speaker: Aí matou completamente o Marcos Paulo.

Speaker: Ainda teve algumas chances interessantes na segunda etapa pro Bahia.

Speaker: Mas terminou nesse 1x1.

Speaker: E foi 1x1 de um jogo que no segundo tempo principalmente ficou bem monótono.

Speaker: O Bahia tentava... Esfriou, esfriou legal.

Speaker: Cruzava, nada.

Speaker: Tocava bola, nada.

Speaker: Puxava contra-ataque, nada.

Speaker: E uma recuperação do Biel, né?

Speaker: Que depois do jogo péssimo que ele fez contra o Santos, se o Bahia não ganhou aquele jogo muito, passa pelos pés do Biel, que foi, de novo, um péssimo jogo dele.

Speaker: Até que jogou bem.

Speaker: Conseguiu fluir o ataque do Bahia, mas... Não, mas foi tipo... Literalmente foi um jogo ruim do cara, pô.

Speaker: Até então ele vinha sendo...

Speaker: nas últimas duas ou três rodadas do Brasileirão, e incluindo até esse jogo contra o Goiás, um dos jogadores mais perigosos do ataque do Bahia.

Speaker: Ele realmente era o único que, em vários momentos, ainda subia, criava, tentava alguma coisa diferente nos últimos jogos.

Speaker: Mas enfim, esses dois times vão se enfrentar, né?

Speaker: O Bahia e o Santos na Copa do Brasil, e vamos ver o que é que sai, né?

Speaker: Agora, seguindo pra mais um jogo dessa rodada...

Speaker: A gente tem que falar da primeira vitória da América, né?

Speaker: Sim!

Speaker: Primeira vitória da América do Brasil em cima do Fortaleza.

Speaker: O Coelhão, que não só conseguiu sua primeira vitória contra um time da Série A, na Copa do Brasil contra o Internacional, e já emendou conseguindo sua primeira vitória na Série A contra o Fortaleza.

Speaker: Ambos os jogos foram numa independência, mas que dão um fôlego grande pro América Mineiro.

Speaker: O Fortaleza, que tava com um time misto,

Speaker: Mas o... O América Mineiro que mereceu, né?

Speaker: Mereceu a vitória.

Speaker: Assim, talvez nem tanto pelo que apresentou nesse jogo em específico, mas já vi um acúmulo de boas atuações sem conseguir resultado e finalmente conseguiu o resultado dentro de casa.

Speaker: E que chutaço do Felipe Azevedo, hein?

Speaker: E, pelo que parece, a América nunca cogitou de emitir o Mancini, muito pelo contrário.

Speaker: E eu gosto desse posicionamento da diretoria.

Speaker: Viu o trabalho, viu o futebol e confiou.

Speaker: O técnico consegue embalar agora duas histórias seguidas.

Speaker: Botou o América basicamente.

Speaker: Ainda não, mas praticamente.

Speaker: Botou o pé direito nas quartas da Copa do Brasil e ganhando o Fortaleza.

Speaker: Dois times que jogaram o Libertadores esse ano.

Speaker: O América...

Speaker: Vem numa boa sequência e agora vem pra pegar uma defensa e justiça e pode seguir na temporada como se fosse um ponto de retorno, digamos assim.

Speaker: Sim, e é muito pra isso que servem as competições de Copa também.

Speaker: É um momento pra meio que resetar um novo começo na temporada e foi exatamente isso que...

Speaker: aconteceu para o América Mineiro, conseguiu esse respiro contra o Internacional na Copa do Brasil e você já viu a equipe voltando contra o Fortaleza muito mais leve para executar o plano de jogo do que a gente vinha vendo nas primeiras seis rodadas.

Speaker: Então, parabéns pro América Mineiro, né?

Speaker: Apesar que nessa rodada o América acabou abdicando da bola, né?

Speaker: Como a gente pode ver nos números, teve 27% de posse de bola.

Speaker: Sim.

Speaker: Realmente deu a bola pro Fortaleza.

Speaker: Deixou o Fortaleza jogar.

Speaker: E conseguiu fazer seus dois gols.

Speaker: Aquela cartilha de... Sim, aquela cartilha de time que tá brigando na parte de baixo da tabela.

Speaker: Mas que conseguiu, pelo menos nesse jogo contra o Fortaleza... E assim, eu não consegui ver o jogo todo... Eu só virei assistir em alguns momentos...

Speaker: mas que conseguiu executar os contra-ataques que eram os tipos de jogada que o América Mineiro estava criando e quando chegava no final acertava uma bola na trave ou então simplesmente era um passo errado.

Speaker: Era alguma coisa que continuava alimentando aquela frustração desse time do América e alimentando o mau momento da equipe.

Speaker: E dessa vez...

Speaker: Foram só três chutes no gol, dois gols.

Speaker: Conseguiu tirar dois gols e conseguiu tirar um resultado, mesmo não tendo apresentado um melhor futebol como apresentou em jogos que foi goleado, né?

Speaker: Exato.

Speaker: E o Lucero ainda zerado, não é o Brasileirão?

Speaker: Isso me pega um pouco.

Speaker: Eu imaginei que ele estaria bem melhor nesse momento.

Speaker: Muito surpreendente, muito surpreendente, sim.

Speaker: Apesar que ele teve um chutaço no jogo, ainda assim...

Speaker: Não tô gostando da falta de participação dele em gols e principalmente em más atuações que ele vem tendo.

Speaker: Ainda mais que ele se machuca, volta e não consegue.

Speaker: Não está conseguindo desempenhar, mas acho que é tempo ao tempo aqui.

Speaker: É, o Lucero que inclusive foi a nossa dica unânime do podcast, tanto minha quanto do Juninho quanto sua, de jogador do Fortaleza para o Cartola.

Speaker: E assim, eu ainda não... Minto, escalei uma vez já o Lucero no Cartola, mas desde então não voltei a...

Speaker: a cogitar o centroavante do Fortaleza, que vive realmente um momento de seca de gols, né?

Speaker: Sim, eu botei ele, eu lembro, ainda foi contra o Inter.

Speaker: Acabou que ele foi substituído no começo do segundo tempo.

Speaker: Enfim, é isso.

Speaker: Fortaleza ainda é um time forte e vai se recuperar.

Speaker: É, tava misto também.

Speaker: Agora indo de seca de gols pra time que tá com ataque pegando fogo e essa vitória do nosso querido Red Bull Bragantino pra cima do Atlético Paranaense.

Speaker: Como é que faz?

Speaker: É o Braga.

Speaker: Pô, o Bragantino, é porque a gente já conversou isso em off, e até no 1 que não acabou não saindo, que o Bragantino é surpreendente, ele estava tão embaixo na tabela, porque é um time muito forte, que joga muita bola.

Speaker: Quem viu o Bragantino e o Palmeiras viu, que foi um time que agrediu o Palmeiras, não se intimidou.

Speaker: E fez substituições pra ganhar o jogo.

Speaker: E teve chance de ganhar o jogo.

Speaker: Conseguiu um empate com o Palmeiras.

Speaker: Na Copa do Brasil, claro, já foi eliminada.

Speaker: Mas... Teve essa semana toda de treino e consegue uma vitória no Tocque Paraná e esse misto.

Speaker: Uma vitória tranquila até, né?

Speaker: Sim.

Speaker: O Atlético Paranense que estava sem o Vitor Roque, estava sem o Fernandinho, estava sem alguns outros jogadores também.

Speaker: Mas realmente o time do Red Bull Bragantino é o típico time que as estatísticas avançadas contam pouco mais fielmente a história da produção da equipe.

Speaker: em vez de você só olhar para a tabela e olhar só para os gols marcados e gols contras.

Speaker: Por que eu digo isso?

Speaker: Porque o Red Bull Bragantino, quando você olha as estatísticas de ataque da equipe, é uma das equipes com maior field tilt da competição.

Speaker: também a equipe... Field e tilt, pra quem não tem familiaridade, é o número de passos que o time troca ali no terço final do campo do ataque, ou seja, se o Bragantino tem uma média de quase 62%, é porque em seus jogos, quase 62% das vezes que a bola tá no teste de ataque, seja do Bragantino ou seja do outro time, tá no ataque do Bragantino essa bola.

Speaker: Então é muito interessante isso, só perde pro Flamengo, quase 70%.

Speaker: Sim, sim, perfeito.

Speaker: E isso rolou nessa rodada.

Speaker: Nesse jogo contra o Corinthians, o Flamengo passou do Bragantino em questão de field tilt, porque até então, eu lembro que o Bragantino tava na frente, mas realmente é um dos melhores times em questão de field tilt, field tilt.

Speaker: Normalmente são os melhores times que tem o melhor field tilt.

Speaker: Sim, tem uma correlação aí, tanto é que o top 5 é Flamengo, Red Bull Bragantino, Palmeiras, Cruzeiro e Atlético Mineiro, 5 equipes com ataques que estão na parte de cima da tabela.

Speaker: Exato, e aí o Bragantino além disso ainda tem o famoso PPDA, que é Passers Per Defensive Actions, ou seja...

Speaker: Quantos passes um time troca pro Bragantino conseguir recuperar a bola?

Speaker: Onde é o segundo melhor do Brasileirão, só deixando um time trocar 7,7 passes até recuperar a bola.

Speaker: Só perde pro Galo, nesse quesito.

Speaker: Que, de fato, é o estilo do Cudê, né?

Speaker: Do perde e pressiona.

Speaker: Apesar de que o Bragantino tem a maior interceptação de bola do Brasil.

Speaker: O maior índice de pressão alta.

Speaker: Exato.

Speaker: De contra-pressão, né?

Speaker: Exatamente, o perde-pressiona.

Speaker: Completando, o Bragantino é o melhor time nesse quesito.

Speaker: Quando perde a bola, o Bragantino rapidamente faz uma...

Speaker: uma pressão pós-perda, conseguem 60,9% das vezes que faz a pressão pós-perda recuperar a bola.

Speaker: É um número bizarramente alto.

Speaker: É muita coisa.

Speaker: Parece 60% não sei o quê, mas é muita coisa.

Speaker: E é o maior do Brasileirão, então, obviamente, é muita coisa.

Speaker: O Argentina, de fato, é um time que...

Speaker: vem com essa intensidade e não deixa um time muito confortável pra jogar.

Speaker: Além disso, ele é um dos times que menos deixa o time ter passes quando o Bragantin tá na pressão alta.

Speaker: Como assim?

Speaker: Se um time tá trocando passes, o Bragantin é o que menos deixa ele tocar enquanto o Bragantin tá lá na pressão alta.

Speaker: Com três vezes mais que o segundo colocado, que é o Inter.

Speaker: É absurdo.

Speaker: Esse time é absurdo no Pérdipo e pressiona.

Speaker: De fato, gosto muito desse Braga.

Speaker: E é normal essas vitórias, principalmente em casa, ainda mais com o time misto do Paranaense.

Speaker: Sim, é um jogo que diz muito mais sobre o Brantino do que sobre o Atlético Paranaense.

Speaker: Que o Atlético Paranaense vinha até, inclusive...

Speaker: de uma sequência muito importante de jogos, conseguiu virada contra o Flamengo, conseguiu virada contra o Botafogo, conseguiu virada contra o Curitiba, no Atlético, então até natural, talvez, num jogo que você poupa vários jogadores titulares, você ter um pouco dessa relaxada da equipe, né?

Speaker: Então assim, não é nada que me tire nem um pouco do meu entendimento desse time do Atlético Paranaense, mas bela vitória do Bragantino.

Speaker: Indo agora pro Atlético Mineiro, que é outro time que tá num ótimo momento dentro do Brasileirão e o Guilherme tá com uma léptospirosa aqui no podcast.

Speaker: O Atlético Mineiro que ganhou mais uma, né?

Speaker: Já são três vitórias seguidas do Galão e quatro das últimas cinco partidas com vitórias.

Speaker: Mais um gol do Hulk, esse aí eu escalei no meu cartola, foi meu capitão, graças a Deus.

Speaker: E assim, mesmo com o Curitiba saindo na frente...

Speaker: Esse time do Atlético Mineiro dava muita pinta, dava muita cara de que ia voltar a marcar e que ia conseguir a vitória.

Speaker: O Atlético Mineiro que jogava fora de casa, jogando contra o Curitiba no Couto Pereira, mas que conseguiu não se abalar com um a zero inicial do Coxa e aplicou a virada.

Speaker: E o interessante desse jogo do Galo foi que o Galo teve mais facilidade em trocar passe, em criar jogada no primeiro tempo que no segundo.

Speaker: Aí você fala, ah, mas isso é normal, não sei o quê.

Speaker: O problema é que no segundo tempo o Curitiba tá jogando com um a menos.

Speaker: E foi basicamente um a menos o segundo tempo inteiro.

Speaker: Sim.

Speaker: Até o Maurício Lemos ser expulso por reclamação no pênalti que o Hulk ia bater.

Speaker: O Galo consegue a virada nesse pênalti e no segundo tempo os passos por dentro não estavam encaixando pro Galo, mas numa bola alçada consegue o pênalti.

Speaker: O Hulk bate bem e o Maurício Lemos é expulso, o jogo fica 10 contra 10, mas o jogo fica morno.

Speaker: Atlético não vai subir porque já tá ganhando e tá 10 contra 10.

Speaker: Tem jogo importante contra o Paranaense nessa quarta, ou é nessa quinta.

Speaker: A gente tem que lembrar.

Speaker: E o Curitiba tentava, mas não tinha criatividade.

Speaker: Então, o jogo acabou naquele pênalti mesmo.

Speaker: Maurício Lemos, que estava... No meu cartão?

Speaker: Estava.

Speaker: Sim, perfeito.

Speaker: Estava, né?

Speaker: Como é que o valor levou o do Curitiba é que eu não sei.

Speaker: Bizarro, bizarro.

Speaker: Mas Curitiba tem dessas, né?

Speaker: O brasileirão desse ano, na verdade, tem dessas de estragar esse jeito de todo mundo, né?

Speaker: São poucos jogos até agora.

Speaker: Não só que terminam 0x0, né?

Speaker: O Santos é especialista nesse quesito.

Speaker: Mas em que você tem um dos times termizando com a defesa não vazada.

Speaker: Nessa rodada mesmo, nós tivemos Cuiabá, Flamengo...

Speaker: Santos e Palmeiras que foram 1x0x0.

Speaker: Bragantino e Botafogo.

Speaker: Todas as outras defesas do Brasileirão foram vazadas.

Speaker: Foram vazadas, exato.

Speaker: E ainda foi uma rodada que ainda teve bastante times com 0x0 no placar, né?

Speaker: Porque na rodada anterior foi ainda mais tocante nesse quesito.

Speaker: Exato, é um Brasileirão que tá saindo muitos gols e muito difícil uma defesa não ser vazada.

Speaker: Tanto é que duas, pelo menos, vamos lá, três já já já foram vazadas nessa rodada.

Speaker: A gente esperava que fosse.

Speaker: É o caso de Cuiabá, Santos, Botafogo.

Speaker: Curitiba.

Speaker: Não, Curitiba foi mal.

Speaker: Ah, não, Curitiba foi.

Speaker: Botafogo foi mal.

Speaker: Bragantino, dependendo, talvez, o Bragantino, se a gente pensasse, ah, o Atlético tá com as reservas, ainda que eu achasse que fosse um jogo que os dois iam marcar.

Speaker: Eu falei isso, que ia ser jogo pra ambos marcos, mas... E o Flamengo, a gente esperava que não fosse ser vazado.

Speaker: Mas não esperava que tenha sido do jeito que foi.

Speaker: Mas era uma rodada bem difícil pra um time não ser vazado.

Speaker: Eu ainda pensei num Grêmio, num Bahia, talvez, mas ambos foram vazados.

Speaker: E agora, fechando a rodada, com aquele que foi o último jogo da rodada, tivemos agora há pouco o Cuiabá, 1x0 em cima do Cruzeiro, o Cruzeiro que...

Speaker: Tecnicamente jogava em casa.

Speaker: O Cruzeiro que mandou o jogo no estádio.

Speaker: Joaquim Henrique Nogueira.

Speaker: A famosa.

Speaker: E assim.

Speaker: Que resultado do Cuiabá.

Speaker: E que jogou.

Speaker: Teve os lances mais.

Speaker: Perigosos.

Speaker: Do primeiro tempo.

Speaker: E jogou assim.

Speaker: Num futebol.

Speaker: Propondo jogo de igual para igual com o Cruzeiro.

Speaker: Não foi o melhor jogo da rodada.

Speaker: Não foi um jogo.

Speaker: de encantar os olhos, por isso que tá no giro da rodada, não no jogo de destaque.

Speaker: Mas um belo resultado pro Cuiabá.

Speaker: E a gente tem que aceitar, querendo ou não, o Davidson decidiu de novo.

Speaker: Bizarro, sempre que o Davidson fala isso.

Speaker: É o Devinho, pô.

Speaker: É o Devinho.

Speaker: Agora ele não.

Speaker: Ele não.

Speaker: Deus.

Speaker: Deus.

Speaker: Agora ele que fez um gesto muito bonito no começo do jogo, né?

Speaker: Com toda a situação que aconteceu com o Vini Jr. Ele protestou lá da Arena Jacaré fazendo o punho por alto, porque ele, aí se a gente lembrar, ele jogou no Getafe, ele sofreu racismo na Espanha.

Speaker: Aconteceu com ele também.

Speaker: Então ele sabe bem o que vem estar passando.

Speaker: Não nas mesmas proporções, óbvio.

Speaker: Mas ele entende.

Speaker: E foi um gesto bacana e foi coroado com um gol.

Speaker: O Deivinho, apesar dos paisares, ele é bom caráter, fora de campo.

Speaker: Dentro de campo ele é um maluco.

Speaker: Pô, o Davinho é muito... Ele é um maluco do bem, pô.

Speaker: Ele é muita gente boa.

Speaker: É um showman.

Speaker: Você viu o lençol que o lateral do Cruzeiro deu, dá nele.

Speaker: Ele sai aplaudindo, passa por ele e aperta a mão.

Speaker: Aí é loucura.

Speaker: Ele é piroca, pô.

Speaker: Ele é piroca.

Speaker: Eu queria ir no Vasco amanhã.

Speaker: Sem guerra, tá?

Speaker: Sem guerra.

Speaker: Tipo, tem como?

Speaker: Tem como a gente traz.

Speaker: Ah, mas não vai ser titular.

Speaker: Foda-se.

Speaker: Eu quero o Davinho na minha equipe.

Speaker: O David é do desenvolvimento.

Speaker: Agora, fechando o podcast, muito bem, muito obrigado, você até lembrou que tivemos um dos casos mais estúpidos, babacas, sujos, imorais do futebol, e especialmente do futebol, nesses últimos anos, que foi mais um caso de racismo.

Speaker: Contra o Vinícius Júnior.

Speaker: Que eu não preciso.

Speaker: Dispensa.

Speaker: Apresentações dispensas.

Speaker: Eu dizer quem o Vinícius Júnior é. Porque o Vinícius Júnior hoje.

Speaker: É. O principal jogador.

Speaker: Do principal clube do mundo.

Speaker: E assim já faz um ano.

Speaker: que estão tendo esses casos de torcedores chamando o Vinícius Júnior de macaco, chamando o Vinícius Júnior de negrinho disso e aquilo, e eu não vou nem entrar nos detalhes dos xingamentos, de torcedor do Atlético Madrid botando um boneco, simbolizando o Vinícius Júnior, enforcando esse boneco em cima de um viaduto.

Speaker: E a La Liga não faz nada, né?

Speaker: A La Liga não faz nada e quando faz, expulsa a vítima do campo depois do Vinicius Júlio ter sido enforcado.

Speaker: Isso foi um absurdo.

Speaker: Isso foi uma das cenas mais indígenas que eu já vi no futebol.

Speaker: Foi o Hugo Maduro?

Speaker: Hugo Maduro.

Speaker: E ele dá um... Ele basicamente enforca o Vinícius Júnior.

Speaker: O Vinícius Júnior pra se defender, ele empurra a cara do cara.

Speaker: Eu não diria nem que aquilo foi um tapa, tá?

Speaker: Ele empurra a cara do cara.

Speaker: Ele só afasta.

Speaker: E digo mais.

Speaker: Com mão aberta.

Speaker: E o cara flopa, pô.

Speaker: O cara flopa no chão.

Speaker: O juiz vai no VAR.

Speaker: E decide dar um cartão amarelo pro Vinícius Júnior.

Speaker: Ali foi o estopim da incompetência e mau caráter da La Liga.

Speaker: Ali pra mim foi a personificação, o excremento que tá acontecendo nas questões raciais da Liga Espanhola.

Speaker: E digo mais, o que o VAR fez foi inadmissível.

Speaker: Não é possível que todo mundo no mundo, todo mundo no planeta viu o Hugo Duren forcando o Vinícius Júnior só a cabine do VAR que não viu e só conseguiu ver o tapa do Vinícius Júnior.

Speaker: Não entra na minha cabeça que isso aconteceu.

Speaker: Não entra na minha cabeça que teve algum problema na transmissão.

Speaker: O que entra na minha cabeça é o porquê eles fizeram isso.

Speaker: Mas a gente sabe por quê.

Speaker: Ele já foi afastado, ele já foi demitido, ele já foi desligado da Liga, mas não é o suficiente.

Speaker: Não é o suficiente ainda.

Speaker: Porque vai botar só em cima do árbitro?

Speaker: E todos os 40 mil torcedores estavam gritando pro Vinícius e naquelas ofensas.

Speaker: Nada vai acontecer?

Speaker: pro próprio Valencia, nada vai acontecer, pro próprio Gabriel Paulista, aquele merda, que depois do jogo, depois de tudo que aconteceu, ele sendo brasileiro, tendo, imagino eu, seguindo várias páginas brasileiras, vendo toda a repercussão que deu, fala, qual o nome daquele chato de merda do Valencia, que eu esqueci?

Speaker: Mestaia, La Mestaia.

Speaker: Essa merda aí, ele falando, esse estádio é incrível, não sei o quê.

Speaker: Aí depois ele posta um story dizendo, ah, chamar o Jô do Ditonto é diferente de chamar de mono.

Speaker: Aí não dá.

Speaker: Pô, irmão, não tem, isso aí é... Aí não dá, aí é maluquice.

Speaker: E a gente tem que lembrar que ele, o próprio Gabriel Paulista, foi expulso no primeiro jogo contra o Real Madrid porque ele tentou acabar com a carreira do Vinícius Júnior.

Speaker: Ele simplesmente, Vinícius Júnior, passou na velocidade, ele dá um pontapé pra cima, sorte que o Vini pula.

Speaker: Porque senão ele teria machucado o Vini por pelo menos um mês.

Speaker: E ele vai, aí dá, bota fogo na lenha.

Speaker: E eu digo mais, os caras da mídia espanhola são muito sujos.

Speaker: Todos são extremamente sujos.

Speaker: Torcedores querem trazer casos que o Real Madrid foi racista.

Speaker: Pô, o Vinícius, o que o Vinícius Júlio tem a ver com isso, irmão?

Speaker: Se já foi, tem que ter sido punido também.

Speaker: Ponto.

Speaker: Tá, mas o que que isso justifica...

Speaker: o Vinícius Júnior ser tratado como um sub-humano dentro de um campo de futebol por 60 mil torcedores.

Speaker: São torcedores de tipo de Valência, fazendo tweets, explicando que o Real Madrid é um time racista.

Speaker: Beleza, mas e dito isso, o que aconteceu com o Vinícius Júnior não é pra acontecer com ninguém.

Speaker: E se o Real Madrid, como o Real Madrid teve canto racista com o Debele, não aconteceu nada...

Speaker: também tá errado, e tá tudo errado.

Speaker: Tá errado.

Speaker: E muito por conta da cultura da La Liga, muito por conta da cultura da La Liga, muito por conta dos costumes da La Liga, que nunca pararam pra investigar, pra cobrar, pra punir casos de racismo.

Speaker: Aí tu fala, pô, mas existem casos de racismo no Brasil também.

Speaker: Nesse quesito, o futebol brasileiro...

Speaker: ainda tem, tá?

Speaker: ainda tem, não é nenhuma utopia, não é nada maravilhoso mas nesse quesito essa conversa pelo menos existe no Brasil, essa conversa de que racismo não é o que e de que

Speaker: equipes e seus torcedores precisam ser punidos da forma mais veemente possível não ter ação nenhuma em frente a algo que não aconteceu uma, não aconteceu duas não aconteceu três, não aconteceu quatro vezes tem acontecido há mais de um ano com o principal jogador da principal equipe da Liga aí tu fala, ah, mas o Real Madrid tem outros jogadores negros existem outros jogadores negros na Liga isso não é um problema da Liga

Speaker: É um problema da liga quando você tem o jogador negro mais visado e mais protagonista em termos de estar no holofote por sua posição e pelo que tem construído na sua carreira.

Speaker: Ter esse jogador negro e você ter a sociedade espanhola como um todo achar que é ok você vir nesse jogador e lixar e usar de racismo e usar de injúrias raciais.

Speaker: pra tentar tirar esse jogador do estado que ele tá e da posição que ele tá atualmente.

Speaker: Uma posição que ele trabalhou pra caralho pra tá, e que ele tem todo o direito de, se quiser, arrumar as malas e sair dessa porra, dessa liga.

Speaker: Pô, desculpa, mas é isso.

Speaker: E eu digo mais, o presidente da La Liga, de lá do que aconteceu pra cá, segunda-feira à noite,

Speaker: Todos os tweets dele sobre o caso foram respondendo o Vinícius Júnior.

Speaker: Foram atacando o Vinícius Júnior, sim.

Speaker: Ou atacando, ou respondendo, ou dizendo que tá tudo... Que o Vinícius não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê.

Speaker: Não falam nada sobre a torcida do Valência.

Speaker: Não recriminou em um momento.

Speaker: Não falou que ia tomar ação.

Speaker: Nada, pô.

Speaker: Ficou muito claro o que incomodou ele no que aconteceu naquele estádio.

Speaker: Não foi a torcida do Valência.

Speaker: Ficou muito claro o que aconteceu.

Speaker: O porquê que ele se incomodou.

Speaker: Clarice, me digam mais, até o Luiz Rubiales, que é o presidente da Federação Espanhola do Futebol, pediu desculpas ao Vinícius pelo comportamento do Javier Tebas e pediu pra ele ignorar, porque é um cara que só tá atacando um jogador que sofreu insultos raciais horas antes dos comentários.

Speaker: Pô, mas pior que todo mundo sabe, o Javier Tebas, ele é um tubo-tuador, ele é um cara de cagar regra.

Speaker: E ele é um cara ligado à extrema direita espanhola, ele é um cara ligado à extrema direita espanhola desde os anos 70, se a gente pesquisar, inclusive isso eu peguei no Além de Copa, que é um perfil muito bom do Teiro, inclusive, quem puder seguir, é de graça, tá, essa propaganda, porque eles são realmente...

Speaker: Eles são picas.

Speaker: Copa além de Copa, o perfil.

Speaker: Muito bom.

Speaker: Muito sobre futebol e política e história envolvida.

Speaker: Ele explica bem a relação do Javier Tebas e da extrema-direita espanhola e do quão próximo é essa relação e do porquê ele é desse jeito fazer sentido.

Speaker: E, por exemplo, a gente tem um deputado, nascido em Senegal, que está na Espanha, desde 2010 e 2021, foi deputado em Madrid, certo?

Speaker: Um partido de extrema-direita disse que iria deportar ele se ele tivesse maioria no Congresso, em qualquer decisão dele.

Speaker: Vox é o partido que o Tebas apoia.

Speaker: É isso que eu posso dizer.

Speaker: E já falou publicamente.

Speaker: Isso não é nenhum segredo do Sete Chaves, não.

Speaker: Ele já falou publicamente isso que apoia o partido Vox.

Speaker: Isso aí é registro público.

Speaker: Então, assim, a gente foi realmente... No momento que eu esqueci de puxar esse como primeiro assunto do nosso podcast, que tem que ser o primeiro assunto...

Speaker: Sobre qualquer discussão do futebol, quando você tem um dos melhores jogadores do futebol mundial ameaçados e atacados de forma tão baixa e chula, precisa ser o principal tema.

Speaker: Mas...

Speaker: Fica aqui o nosso registro e o nosso comentário sobre o tema.

Speaker: Sabemos que não temos a maior das plataformas, mas entendemos que é um assunto de extrema importância e que precisa ser falado.

Speaker: E desculpa terminarmos o podcast falando sobre algo tão triste, mas que precisa ser falado.

Speaker: E fica aqui como nossa forma de protesto.

Speaker: O final desse podcast não vai ter nenhuma musiquinha, não vai ter nenhum tchau, nenhum valeu.

Speaker: Obrigado.

Speaker

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