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Episódio 01 - A taverna do Ganso Embriagado

Nove Círculos RPG
Nove Círculos RPG

145 plays · Oct 7, 2023

Transcript

Speaker: Olá a todos, eu sou o Trik.

Speaker: E eu sou o Araújo.

Speaker: Sejam bem-vindos ao nosso podcast RPG.

Speaker: E pra você que não sabe, o RPG é um jogo onde a gente interpreta personagens e criamos histórias juntos.

Speaker: Nesse caso, eu sou o narrador ou mestre e os jogadores são os protagonistas de uma aventura.

Speaker: E vocês são o que mantém o nosso universo vivo.

Speaker: O nosso foco é fazer com que você não seja apenas um ouvinte, mas uma parte ativa do nosso universo, interagindo através do nosso programa de apoio.

Speaker: Você sendo um apoiador, além de ajudar o nosso projeto a continuar existindo, você vai poder decidir eventos canônicos que mudam o rumo de toda a campanha.

Speaker: Por exemplo, os nobres do norte estão tramando uma guerra.

Speaker: Deveriam eles invadir as ilhas pantanosas ao oeste ou marchar em direção ao sul, em direção às vilas de Kiverna?

Speaker: Quem decidir isso é você, apoiador.

Speaker: E essa interatividade deixa as campanhas muito dinâmicas, já que a gente tá improvisando tudo do nosso lado.

Speaker: Apesar de a gente ter, sim, um universo muito rico, com lendas e histórias por trás de cada coisa, o mestre nunca decide como as coisas acabam.

Speaker: E é isso, pessoal.

Speaker: Pra continuar existindo, o Nove Círculos precisa da sua ajuda.

Speaker: É só acessar apoia.se barra novecírculos, tudo junto.

Speaker: Valeu!

Speaker: Meus caros, sejam bem-vindos ao Nove Círculos.

Speaker: Hoje a gente vai iniciar o nosso primeiro episódio, nossa primeira aventura com vocês.

Speaker: Juntos aqui a gente vai contar uma história sobre aventureiros, heróis, que vão moldar essa história com suas ações.

Speaker: E nada daqui é scriptado, nada daqui é escrito previamente pelos jogadores.

Speaker: Tudo aqui que a gente tá jogando é em tempo real.

Speaker: Nada disso aqui é combinado.

Speaker: Resumindo, é isso.

Speaker: Então, jogadores, eu quero pedir pra vocês se apresentarem.

Speaker: Vamos começar aqui pelo Júlio.

Speaker: Júlio, fala aí.

Speaker: Bom dia, boa tarde, boa noite.

Speaker: Meu nome é Júlio César, sou um dos colaboradores aqui do Nove Círculos.

Speaker: E hoje estarei interpretando o sacerdote Ernesto o Honesto.

Speaker: Um discípulo do deus Golftar, deus da verdade.

Speaker: Gabriel?

Speaker: Certo, eu sou o Gabriel.

Speaker: Eu vou estar interpretando um personagem chamado Akai.

Speaker: Ele é um samurai, um guerreiro e humano.

Speaker: Muito bom, então temos um humano, sacerdote, humano samurai e Rafael.

Speaker: Opa, sou o Rafael.

Speaker: Estou jogando com o Tren, que é um caçador de monstros e ele é um humano também.

Speaker: Olha essa party aí, cara, só humanos.

Speaker: Mas pra quebrar esse clima, essa cultura de humanos, a gente tem o último e não menos importante, Ian.

Speaker: Fala, pessoal, meu nome é Ian e eu vou estar jogando com Jorgin Juba Branca, um anão artificer.

Speaker: Muito bom, essa é a party, esse é o grupo e, bom, sem mais delongas, já vamos direto ao ponto.

Speaker: A chuva cai suavemente sobre as ruas de Halvar, que é essa pequena vila situada na região sul de Kivert.

Speaker: O solo lamacento está sendo esmagado sobre os pés de várias pessoas enquanto essa vila ganha vida, apesar do clima meio sombrio.

Speaker: A atmosfera é bem densa, quase que opressiva, mas isso não vai impedir com que os habitantes dessa pequena vila continuem a se movimentar pelas ruas, cumprindo suas atividades diárias.

Speaker: No meio de tudo isso, uma figura envolta em uma capa, talvez para se proteger da chuva ou até mesmo para proteger sua identidade, ela caminha por essas ruas enlamassadas de Halvar.

Speaker: Essa figura cruza algumas vielas, passa por várias pessoas que estão ali comercializando e apesar de Halvar ser uma cidade pequena, várias cabanas e várias tendas de mercadores podem ser observadas nas ruas.

Speaker: Isso se dá porque Halvar é meio que um ponto chave nas rotas de mercadores.

Speaker: Então, quando os mercadores passam por aqui, eles resolvem passar a noite ou se proteger do tempo, da chuva, e acabam ficando e comercializando por consequência disso.

Speaker: Então, apesar de ser uma cidade pequena, que não tem atração nenhuma, ela virou uma cidade de um polo mercantil em ascensão.

Speaker: A figura...

Speaker: que eu mencionei antes, ela está se movendo com um propósito, como se ela tivesse um objetivo dentro dessa cidade.

Speaker: Ela cruza uma viela que dá em direção à rua principal da cidade.

Speaker: E na praça principal tem vários estabelecimentos importantes.

Speaker: Um desses estabelecimentos é uma casa, uma cabana de dois andares, que tem uma grande placa na frente dele.

Speaker: E essa placa tem a ilustração de um ganso segurando um copo de cerveja.

Speaker: Essa figura se aproxima e abre a porta.

Speaker: Quando ele empurra essa porta,

Speaker: A luz quente se derrama nesse novo ambiente.

Speaker: E dentro dessa taverna está cheia de atividade.

Speaker: O ar é bem espesso, com cheiro de cerveja, aroma de carne assada, batatas, legumes, enfim...

Speaker: As tábuas do chão, elas rangem sobre o peso dos clientes que vão pra lá e pra cá, alguns estão dançando, completamente embriagados, outros estão mais na deles, alguns estão em grupos, outros sozinhos.

Speaker: Um desses grupos tem um grupo de anões,

Speaker: Mais ou menos uns três anões ali e um homem humano, talvez um humano, mas ele está com algumas roupas que impedem que você consiga identificar a raça com precisão.

Speaker: Mas parece ser um humanoide que se destaca ali entre o grupo dos anões.

Speaker: As paredes da taverna são adornadas com vários enfeites e objetos de lembrança, tem troféis de caça, armas, tem um pato, aliás um ganso, tem mapas também da área ao redor, tem o brasão de Kivelho, que é um garanhão branco empinando sobre o mar esverdeado, representando a fartura e magia desse reino.

Speaker: A iluminação fraca lança algumas sombras profundas no canto da sala, criando uma espécie de atmosfera acolhedora, dando esse contraste com o que a gente tem no lado de fora.

Speaker: E assim que essa figura entra, ela tira o capuz, revelando o rosto dela.

Speaker: E revelando também o motivo de várias pessoas se virarem para ela.

Speaker: É uma figura chamativa, que tem uma aparência bem distoente do que você se vê normalmente.

Speaker: É um homem alto, forte, que carrega consigo uma capa bem escura e no geral todas as suas roupas são mais escuras.

Speaker: Ele tem um cabelo bem estiloso jogado ao lado e uma barba bem curta.

Speaker: Só que o que mais chama a atenção de longe desse ser são os olhos.

Speaker: São olhos avermelhados, quase que brilhantes.

Speaker: Mas pra falar melhor desse personagem, eu quero que o Rafa fale melhor desse personagem, diz pra nós qual é a aparência dele e o que ele tá fazendo aí nessa cidade.

Speaker: O Ren, apesar de ser relativamente novo, tem uma face um pouco envelhecida pelo sol, pelo esforço, pelas inúmeras caças que ele participou.

Speaker: Ele tá bem focado agora em conseguir bebida, que é...

Speaker: realmente precisa.

Speaker: Depois de uma caçada, é de costume que ele beba bastante.

Speaker: E o que trouxe o trem a essa cidade?

Speaker: Ele tá atrás de um contrato?

Speaker: Qual que seria a ocasião?

Speaker: Ele acabou de terminar um contrato, caçou uma besta que estava importunando algumas pessoas da região.

Speaker: E tá esperando ordens ou... Esperando ordens e procurando algum trabalho que esteja disponível pra ele fazer nesse meio tempo também.

Speaker: E lógico, enquanto ele não encontra, ele bebe.

Speaker: Muito bom.

Speaker: Assim que você entra, atrás do balcão, a proprietária da taverna, que é uma mulher baixinha, rechonchuda, com o rosto avermelhado, ela olha pra você e estende o braço rechonchudo dela na sua direção,

Speaker: Ei, vem aqui.

Speaker: Tenho algo pra você, jovem.

Speaker: Rurik, traga uma bebida pra ele.

Speaker: Você conhece ela, é a Berta, é a dona da taverna do ganso embriagado.

Speaker: E o marido dela, que é o ajudante dela, o Horik.

Speaker: O Horik também é um homem rechonchudo, ele pega as coisas com uma certa agilidade ali, ele tá fazendo de tudo pra se mover com graciosidade, mas obviamente pela ocasião, por estar cheio de pessoas e por ele ser um homem um pouco desajeitado, ele acaba...

Speaker: tropeçando ali, mas não derruba nada.

Speaker: Ele entrega todas as bebidas pras pessoas e deixa um no balcão endereçado a você.

Speaker: Ele dá uma piscadela e volta ao trabalho.

Speaker: Muito obrigado, Berto.

Speaker: Só nunca nega uma bebida.

Speaker: Você fez um bom trabalho com aquele animal.

Speaker: Aliás, o que deu naquele bicho?

Speaker: Ele... Ele estava ao redor da vila há um bom tempo.

Speaker: Ele não deveria ter atacado ninguém.

Speaker: Olha, a gente não sabe muito bem como funcionam essas bestas, mas até onde eu sei, uma hora ou outra, o desejo de matar vem a todos.

Speaker: Começa sua vida.

Speaker: No outro lado da taverna, o grupo de anões está conversando ativamente sobre... Aliás, eles estão conversando ativamente enquanto estão empenhados em alguns pedaços de papéis que estão na mesa.

Speaker: Enquanto isso, o humanoide que está junto com esse grupo de anões, ele está de braços cruzados, não está dando muita atenção para o que os anões estão falando, mas ele está fazendo um papel de observação, então ele está meio que tomando conta da segurança desse grupo de anões.

Speaker: E o líder é um anão que, se você olhar a primeira vez, você vai ter a impressão de que é um anão ancião.

Speaker: Um anão muito velho, que passou por muitas coisas.

Speaker: Mas talvez esse não seja o caso.

Speaker: Quando você chegar mais perto desse anão, você vai ver que a liderança dele não é atribuída pela idade, porque ele é um anão jovem.

Speaker: Ele tem cabelo branco, barba branca, mas ele é jovem.

Speaker: Mas pra falar melhor dele, e o que esse anão tá fazendo aqui com outros dois anões, eu quero que o Ian conte pra gente quem é Jorgen e Juba Branca.

Speaker: Bom, nesse momento, só para contextualizar, o Jorgin estaria tomando uma boa cerveja gelada ali, junto com seus amigos anões, enquanto ele discute quais seriam os próximos planos da viagem dessa caravana que ele está seguindo.

Speaker: O Jorgin, ele é um anão de 135 anos, que é relativamente meia-idade ali para um anão, ele não chega a ser um anão velho, e o que causa estranheza mesmo são seus cabelos e barbas brancas.

Speaker: É possível notar também que o rosto dele é um pouco castigado pelos trabalhos que ele exerce na forja e também pelo tempo que ele já está vivo aí, seguindo a vida dele, as viagens que ele faz fora do seu reino natal.

Speaker: Ele está vestindo uma roupa como se fosse branca e azul.

Speaker: Ela é predominantemente branca e alguns detalhes são azuis, principalmente no fim de cada manga e no fim da camiseta.

Speaker: Embaixo dessa camiseta não é possível ver, mas se ouve, o som da cota de malha pesada que ele usa.

Speaker: Ele também nas costas tem um escudo no lado direito do cinto dele, um machado de guerra dos anões.

Speaker: Ele é relativamente, pra quem reconhece ele, né?

Speaker: Ele é relativamente uma pessoa simples, humilde, mas quando ele fica irado, ele se transforma em outra pessoa.

Speaker: No momento ali, eu acredito que ele esteja junto de seus outros colegas, decidindo qual que seria a melhor coisa a se fazer, principalmente debaixo dessa chuva.

Speaker: Muito bom.

Speaker: Acompanhado de você tem dois anões, o Drogon e o Grom.

Speaker: Eles não têm sobrenome, que é algo comum de anões que vivem, aliás, é a regra para anões que vivem na superfície.

Speaker: Talvez um dia a gente entenda melhor porque que o Yorgren, Chuba Branca, ainda tem esse sobrenome dele.

Speaker: Mas de qualquer maneira, você está acompanhado de Drogon e Grom, ambos anões que estão empenhados com você nessa missão.

Speaker: Dando um pouco mais de contexto pra você, Yorgren, vocês conseguiram rastrear uma espécie de artefato que está nessa cidade.

Speaker: Então esse artefato, ele talvez não esteja nas redondezas, mas a pista mais sólida que vocês já tiveram sobre esse artefato está nessas cidades.

Speaker: E ele tem um preço monetário imensurável.

Speaker: Mas não só isso, promete trazer poder e tal, e você sabe que com isso vem muito conhecimento também.

Speaker: Só pra eu anotar aqui como seria o nome dos outros dois anões.

Speaker: Os anões são o Grom, com dois M's, e Drogon.

Speaker: Então, senhores, ele entorna na caneca de bebida.

Speaker: Acredito que estamos perto.

Speaker: Ele aponta em algumas anotações também o mapa que ele tem ali da região.

Speaker: Eu acho que está por aqui.

Speaker: Devemos continuar procurando.

Speaker: Eu chuto que esses outros dois anões, assim como você já fez uma descrição que a gente tem um guarda-costas, eles não são guerreiros, não como Jorgrim, mas talvez artesões estejam ali para me auxiliar nessa busca, talvez.

Speaker: Eles definitivamente não são guerreiros experientes.

Speaker: Claro, eles carregam consigo um machado e uma espada, mas não são guerreiros.

Speaker: Mas, aproveitando a deixa, conta pra gente quem é esse guarda-costas, o Gabriel.

Speaker: Certo, o Akai é um ronin jovem, ele tem um corpo magro e uma altura de 1,75m, uma postura confiante, um cabelo preto penteado de forma curta e desarrumada.

Speaker: Os olhos dele tem um tom profundo de castanho e uma pequena cicatriz na sobrancelha, resquício de uma das suas batalhas passadas.

Speaker: A roupa do Akai consiste num haori vermelho escuro que tá bem abarrotado, né?

Speaker: Ele usa calças pretas e umas sandálias de palha.

Speaker: Na sua cintura tem duas espadas, no lado direito, com um conjunto ali de uma katana e uma wakizashi, que é basicamente uma katana curtinha.

Speaker: Apesar da sua aparência jovem, ele emite uma sensação de cansaço e tristeza no seu olhar.

Speaker: Certo.

Speaker: Jorgen, enquanto você está conversando sobre os próximos passos com seus companheiros anões, o Drogon é um companheiro que você conheceu há pouco tempo.

Speaker: Inclusive, ele foi recrutado porque ele conhece melhor essa região e ele fala algumas línguas mais específicas que podem ajudar nessa companhia.

Speaker: E ele se vira para você.

Speaker: Coloca a mão no seu ombro e fala... Bom, eu acho que você tem que pensar na possibilidade de pedirmos ajuda.

Speaker: Bom, e quem você sugeria para pedirmos essa ajuda?

Speaker: O Droga se entreolha com o Grom.

Speaker: Bom, a...

Speaker: Eu estava conversando com o Groon e, bem, tem aquele padre na cidade famoso por milagres.

Speaker: Dizem que ele é um seguidor de Goftar.

Speaker: Nada melhor do que um servidor de Goftar para falar a verdade.

Speaker: E também tem aquela vidente, o Drogan tenta se lembrar do nome e o Groon completa.

Speaker: Eudrida, Eudrida.

Speaker: Isso, Eudrida.

Speaker: Bom, realmente, acredito que não somos especialistas nessas relíquias e não estão ao alcance de nosso povo.

Speaker: Talvez esse tal sacerdote possa nos ajudar.

Speaker: Você tem contato com ele?

Speaker: Bom, eu não, mas ele sempre está na praça da cidade operando milagres, dizem.

Speaker: O Yorgrin olha, talvez no mapa regional que se tivesse ali na mesa, e tenta encontrar essa praça.

Speaker: A Taverna do Ganso Embriagado fica na praça

Speaker: Só que ela fica meio que numa esquina, assim, né?

Speaker: Ela fica na praça central.

Speaker: Mas é provavelmente alguns metros apenas de onde vocês estão agora.

Speaker: Então seria nessa mesma praça da taverna?

Speaker: Isso.

Speaker: Praça central dessa vila que não é uma vila grande, né?

Speaker: Mas ela atrai muitos mercadores.

Speaker: O Jorgen passa a mão sobre a barba, alonga a barba branca dele.

Speaker: Por um tempo ele fica quieto, pensando, pensativo no caso.

Speaker: É, eu acho que é a nossa única opção no momento.

Speaker: Não gosto de recorrer à ajuda de forasteiros.

Speaker: Melhor, estranhos.

Speaker: Mas este homem é um homem de Deus.

Speaker: Então devemos confiar nele.

Speaker: Principalmente porque é do Deus da Verdade.

Speaker: O Grom, ele conceita... Sim.

Speaker: Ele aperta o... Ele cara dele de Goftar.

Speaker: Sim, sim.

Speaker: Goftar não permitiria nada errado.

Speaker: Muito bem.

Speaker: O que vocês fazem agora?

Speaker: Bom, eu finalizo a minha cerveja que eu estava tomando ali no momento.

Speaker: Assim como a gente já decidiu o que nós faríamos, eu vou recolhendo os papéis pra guardar tudo, né?

Speaker: Todo esse material que a gente deixou ali.

Speaker: Certo.

Speaker: Enquanto eu vou guardando, eu me viro pro guarda-costas, o Akai.

Speaker: Bom, você ouviu?

Speaker: Sim, vamos.

Speaker: Eu acompanho vocês.

Speaker: Vou garantir que nada aconteça nessa praça.

Speaker: Tá certo, mas eu estava pensando em ir assim que a chuva parasse.

Speaker: Certo, vocês quem manda.

Speaker: Mas a questão é, se prepare.

Speaker: Com certeza.

Speaker: O Akai começa a ajeitar as coisas dele também, pegar os seus equipamentos e se preparar pra sair.

Speaker: Mas assim, tome uma cerveja, não se preocupe, eu sei que está em trabalho, mas todos estamos.

Speaker: Se alegre um pouco.

Speaker: Isso seria colocar em risco a segurança de vocês.

Speaker: Não posso, não acho que isso seja a melhor decisão a ser tomada.

Speaker: O Akai pega e coloca a katana dele na cintura e vai colocando a mochila nas costas.

Speaker: Olha, te digo, não seria legal morrer sóbrio.

Speaker: E ele toma mais um gole dessa cerveja que ele estava tomando.

Speaker: Ao final dele tomar essa cerveja toda, ele entorna a caneca e dá um arroto alto.

Speaker: Ele bate a caneca sobre a mesa e se levanta.

Speaker: Muito bem.

Speaker: Enquanto isso, Tren, você quer conversar alguma coisa com a taverneira?

Speaker: Ah, Merckler, você sabe se existe algum outro prato existente pra fazer nesse meio termo?

Speaker: Quanto a mesma ordem?

Speaker: Hum... Deixe-me pensar.

Speaker: Ah, claro, temos... Bom, temos alguns rapazes que estão precisando de ajuda em uma construção aqui perto.

Speaker: Hum... Ela coça a boca.

Speaker: Rurik, você sabe de algo?

Speaker: O Rurik se gira assim, um pouco desengonçado.

Speaker: Pô, claro, esses senhores aqui estão precisando de ajuda.

Speaker: Ontem estavam procurando por alguém que podia servir como guarda-costas.

Speaker: Ele aponta para os anões.

Speaker: Ah, guarda-costas, é. Muito melhor.

Speaker: Não gosta de fazer outro tipo de serviço, sabe?

Speaker: Você olha para os anões e eles estão ajuntando algumas coisas na mesa, enrolando alguns papéis e terminando as canecas de cerveja.

Speaker: Bem, eu vou falar lá com eles.

Speaker: Alguém me dê... Você, Berta, alcance de cerveja.

Speaker: Me dê dois copos.

Speaker: Aqui está.

Speaker: Bom, você sai do balcão e se direciona até a mesa...

Speaker: Onde estão esses anões?

Speaker: E é uma mesa adaptada.

Speaker: Ela tem umas cadeiras menores, uma mesa mais baixa.

Speaker: E os anões, eles olham pra você chegando com um olhar de desconfiança.

Speaker: Especialmente o mais velho de todos eles, que é um anão com cabelo branco.

Speaker: E pra você, é bem velho.

Speaker: Pequenos, quem é o chefe?

Speaker: É o velhote?

Speaker: Opa, calma lá, meu amigo.

Speaker: Pequenos e velhote?

Speaker: O que é isso?

Speaker: Nunca conversou com outros cavaleiros antes?

Speaker: Você vê o Jorgin extremamente irado.

Speaker: Ah, deve ser você.

Speaker: Eu entrego a cerveja pra ele.

Speaker: O Jorgin, a cara de raiva dele, ele se desfaz.

Speaker: Ele dá uma repensada, sabe?

Speaker: Exatamente.

Speaker: É assim que começamos a conversar.

Speaker: Veja, não sou um simples mercenário.

Speaker: Ainda tenho um pouco de honra.

Speaker: Sou um caçador da legião.

Speaker: Não estou com nenhum contrato.

Speaker: Me falaram que vocês estão precisando de ajuda.

Speaker: Jorginho, roda um dado de história.

Speaker: Tirei 15.

Speaker: Bom, 15 passa.

Speaker: 15 é o dado necessário pra você ter esse conhecimento sobre quem é a legião que o Trent mencionou.

Speaker: Então a legião, na verdade, o nome completo é Legião do Chifre Dourado.

Speaker: É um grupo de caçadores de monstros.

Speaker: Resumidamente.

Speaker: Mas o que é monstro pra eles é um pouco abstrato e se estende um pouco.

Speaker: Polêmica.

Speaker: É um grupo de caçadores com umas histórias um pouco...

Speaker: Eles são um pouco infames por serem violentos, por terem... Porque eles supostamente não têm interesses políticos, mas tem algumas histórias onde eles se envolveram em contextos políticos.

Speaker: Mas, de qualquer maneira, infames ou não, a Legião do Chifre Dourado é um grupo muito renomado.

Speaker: A sua reputação lhe precede uma...

Speaker: Mas entenda, não queremos problemas, e sim soluções.

Speaker: Nesse momento eu me viro pro Akai.

Speaker: Então, o que acha?

Speaker: Mais um par de mãos não seria ruim, não?

Speaker: É, eu olhei pra esse homem desde o momento que ele entrou nessa taverna.

Speaker: O Akai escaneia mais uma vez de cima a baixo o trem.

Speaker: Não acho que seja um problema levá-lo juntos, afinal vamos precisar de ajuda nessa expedição.

Speaker: Então está feito.

Speaker: Ele se vira pro humano, estende a mão, no caso, pro trem.

Speaker: Meu nome é Jorgen Juba Banca.

Speaker: E você?

Speaker: Prazer, prazer, Jorgen.

Speaker: Sou... Como é que é?

Speaker: Como é?

Speaker: Jorgen?

Speaker: Jorgen, com J no começo.

Speaker: Tudo bem, eu sou o trem.

Speaker: Assim que você estende a mão e cumprimenta ele?

Speaker: Veja bem, nós não pagamos em caso de morte, não tem seguro ir pra nada e também... não cobrimos nenhum tipo de plano de saúde ou algo do tipo.

Speaker: Isso não será necessário, mas eu gostaria de ouro.

Speaker: Ah, isso nós temos, mas eu gostei dele, Akai, gostei dele.

Speaker: Ele não fica pedindo esses benefícios.

Speaker: É um homem simples, assim como eu.

Speaker: Pois então, vamos fechar este contrato.

Speaker: Ele pega um daqueles papéis que estava sobre a mesa, que antes ele havia guardado, pega uma caneta que ele tem, um penal ali, e começa a escrever, redigitar um contrato.

Speaker: Enquanto ele escreve o contrato, o Drogen e o Gron, eles estão conversando entre si e eles estão interolhando assim, se interolhando e analisando de dar cabeça aos pés o Tren.

Speaker: Eles olham, acho que ele seria um bom, mas será que ele daria conta de um zumbi?

Speaker: Eles estão cochichando entre si.

Speaker: Que um zumbi?

Speaker: Isso não é nada.

Speaker: Ah, sim.

Speaker: Então você é da Legião.

Speaker: Sim, eu acabei de matar... Era um filhote, mas... Ah, um filhote!

Speaker: Era um filhote de Wyvern, seu maldito.

Speaker: Ele cutuca o Grom.

Speaker: Um pequenino.

Speaker: Eles ficam zoando você há um tempo.

Speaker: Muito bem, muito bem.

Speaker: Guardião da Legião, mostra pra nós o seu chifre.

Speaker: Tira um pouco o manto, daí eu mostro um chifre do tamanho de um antebraço, mais ou menos, todo branco com algumas listras douradas.

Speaker: Ele arregala os olhos e pega da sua mão.

Speaker: Você deixa?

Speaker: Eu deixo.

Speaker: Ele pega da sua mão e mostra pro Grom.

Speaker: Olha, ele olha pra você com um olhar de canto e se vira pro Grom e eles ficam cochichando enquanto mordem as partes que tem ouro e ficam ouvindo o som do osso, dando pequenos toques com as falanges do dedo.

Speaker: É ouro mesmo.

Speaker: Você pode morder, pode olhar, mas se você tocar isso aí, vai ser seu último dia de vida.

Speaker: Ele olha pra você com um olhar desconfiado, um pouco magoado, olhando de baixo pra cima, né?

Speaker: E te devolve o chifre.

Speaker: Eu já vi maiores.

Speaker: Muito obrigado, muito obrigado.

Speaker: E você, homem magro, como é seu nome?

Speaker: Por que usa essas espadas finas?

Speaker: Meu nome é Kai.

Speaker: Eu sou de uma terra distante.

Speaker: Acho que é o suficiente pra você entender.

Speaker: Estranho os costumes desse lugar.

Speaker: É normal as pessoas morderem chifres?

Speaker: Esses pequeninos, eu acho que eles mordem qualquer coisa.

Speaker: Não conheço muito bem.

Speaker: O... O chefe, acho que os dois estão muito amigos.

Speaker: Ah, sim, sim.

Speaker: Mas isso é bom.

Speaker: É bom que eles tenham uma sinergia, porque daí na hora do combate eles também se ajudam.

Speaker: Seria ruim se eles tivessem se desencontrando.

Speaker: Mas então, Trem, o grandioso matador de filhotes, quanto será o pagamento?

Speaker: Gostei desse título.

Speaker: Quanto você quer me oferecer?

Speaker: Acima de uma peça de ouro, eu trabalho pra você.

Speaker: Qual é o nosso budget, mestre, ali, da nossa companhia?

Speaker: Qual é a nossa finanças que nós temos?

Speaker: É o que você tem no bolso.

Speaker: Você vê, então, o Jorgin revirando os bolsos dele?

Speaker: E a promessa do que você vai poder vender.

Speaker: O Jorgin, então, revira os bolsos dele?

Speaker: Ele começa a chacoalhar, alguns barulhos de metal saem do bolso dele.

Speaker: Daí ele puxa algumas peças de ouro e começa a separar quando você conta as moedas, sabe?

Speaker: Pra pagar as pessoas.

Speaker: Daí ele começa a separar assim... Mas essa quantidade de peças de ouro seria por o quê?

Speaker: Semanas?

Speaker: Meses?

Speaker: Acho que uma por dia tá mais do que justo.

Speaker: O quê?

Speaker: Nem eu ganho isso.

Speaker: Você não vai pagar pra ele isso, né?

Speaker: Não, não vai não.

Speaker: Você não ganha isso porque você é um péssimo lutador.

Speaker: Eu consigo olhar só pro seu físico e saber que você não consegue pular uma cerca.

Speaker: Veja só.

Speaker: Ele sobe no banquinho que tá na mesa.

Speaker: Veja só você, magrelo.

Speaker: Eu, pra sua informação, eu venho de uma família muito nobre.

Speaker: Eu acho.

Speaker: Você é extremamente fofo.

Speaker: Por favor, Jörgen, continue.

Speaker: O quê?

Speaker: O Grom puxa ele.

Speaker: Calma, Draugan, calma.

Speaker: Está tudo bem, está tudo bem.

Speaker: Ele é como nós, rapazes.

Speaker: Ele tem um humor ácido.

Speaker: Vocês irão se dar bem.

Speaker: Mas então, Trang, é um valor muito alto.

Speaker: Mas podemos fazer assim.

Speaker: Assim que conseguimos o que queremos, podemos dar uma parte do pagamento.

Speaker: E não se preocupe, irá valer muito mais do que uma peça de ouro.

Speaker: Eu gostei, digo que eu gostei Gostei dessa proposta Mas eu preciso te perguntar Se algum tipo de nome

Speaker: Geralmente, pessoas só mais escolarizadas escrevem assim.

Speaker: Sim, sim.

Speaker: Já fui um.

Speaker: Há muito tempo.

Speaker: Eu também.

Speaker: Mas isso não lhe te interessa, ok?

Speaker: Está tudo acertado em nosso contrato.

Speaker: Eu viro assim o contrato que está na mesa e empurro para ele.

Speaker: Aqui nas minutas desse contrato está dizendo que o montante final será dividido igualmente entre todos.

Speaker: Incluindo você, deseja participar de nossa companhia?

Speaker: Quando isso aconteceu comigo, eu confiei, pois eu nem sei ler essas palavras.

Speaker: O contrato tá todo redigido em enânico.

Speaker: É, aí que vem a pergunta importante.

Speaker: Quais de vocês falam enânico?

Speaker: Eu não falo.

Speaker: O Akai tá confiando na palavra aí do... Ô, mestre, eu selecionei umas linguagens aleatórias, porque eu não tinha pensado em quais seriam as mais comuns.

Speaker: Nessas linguagens tá listada a língua Anã.

Speaker: Não, não está.

Speaker: Então não.

Speaker: Ele vira pra você o contrato e parece um monte de rabiscos aleatórios sem sentido nenhum.

Speaker: Ah, não se preocupe, Eric, porque para nosso contrato o valor tem que estar na nossa língua materna.

Speaker: Me dê um momento.

Speaker: Ele puxa o contrato, vira de novo pra frente a ele e começa a fazer novos rabiscos.

Speaker: Mestre, eu analisando o semblante dele, não consigo saber se ele tá querendo me passar a perna.

Speaker: Pode uma intuição ou uma percepção.

Speaker: Pô, eu tirei 5.

Speaker: Em qual dado?

Speaker: É, intuição.

Speaker: Muito bem.

Speaker: A tua intuição diz que esse anão é o mais confiável que já pisou na face de que velho?

Speaker: Na verdade, nem precisa.

Speaker: Olha, pelo jeito que você... Não, agora me dê um minuto.

Speaker: Estou terminando, já comecei.

Speaker: Nesse momento, ele olha pro seu rosto, Tren, olha de volta pro papel, ele tira a língua pra fora e morde ela de canto de boca.

Speaker: Ele gira a língua pro outro lado da boca dele e começa a rabiscar mais ferrenhamente ainda o papel.

Speaker: Ele olha novamente pra você, olha pro papel... Pronto!

Speaker: Você tá pronto!

Speaker: Ele girou o papel de voto pra você e onde tinha algumas inscrições, tem agora um desenho do seu rosto muito mal desenhado, extremamente feio, como se fosse uma caricatura sua e uma setinha, uma pilha de tesouros sendo distribuída entre todo mundo.

Speaker: E agora?

Speaker: O Dragan se vira e fala, tá perfeito, golzinho!

Speaker: Faltou aquela verruga ali, ó. É impossível eles estarem mentindo.

Speaker: Se no papel está desenhado, então será realidade.

Speaker: Bendito, eu posso guardar a recordação?

Speaker: Sim, sim, claro.

Speaker: Só assim aqui embaixo, onde está seu nome.

Speaker: Crém, grande matador de figotes.

Speaker: De novo, Dragan.

Speaker: Eu assino e guardo essa bela caricatura.

Speaker: Quando ela não dá risada, o Jorgin bate a mesa.

Speaker: Entenderam?

Speaker: Entenderam?

Speaker: Pronto, pode ficar com você.

Speaker: O contrato fica com você, Etra.

Speaker: Está firmado em nossas partes.

Speaker: Quando começamos?

Speaker: Bom, assim que a chuva parar.

Speaker: Estamos atrás de um tal de sacerdote de Goftar.

Speaker: Ernesto, Ernesto, eu ouvi falar.

Speaker: Ernesto, o sacerdote honesto.

Speaker: Aquele é de Goftar.

Speaker: Ah... Vamos trocar de risco?

Speaker: Não é dele, não?

Speaker: Mestre, me derrubo de falar desse Ernesto.

Speaker: Posso rodar também, mestre?

Speaker: Pode, pode.

Speaker: Quem quiser conhecer... Quem quiser saber se conhece o Ernesto, pode rodar um dado de história.

Speaker: Roda uma historieta aí pra gente.

Speaker: Eu tirei 14.

Speaker: Ok.

Speaker: Tirou 20.

Speaker: Criticou.

Speaker: Tirei 22 no total.

Speaker: Tá.

Speaker: Akai, você nunca ouviu falar sobre nenhum sacerdote santo de Goftar na sua vida.

Speaker: Mas o Tren, ele vem passando por algumas... Mas o Goftar... O Goftar eu conheço.

Speaker: O Deus Goftar.

Speaker: Sim, você conhece o Deus Goftar.

Speaker: Conhece amplamente.

Speaker: Porque ele é o Deus mais influente em Tiverly.

Speaker: Já o Tren, ele vem passando por algumas cidades, rastreando criaturas e pegando contratos.

Speaker: E em uma dessas cidades que ele passou recentemente, ele ouviu falar sobre um sacerdote que passou operando milagres por lá.

Speaker: E do dia pra noite ele saiu e as pessoas choraram pela sua ausência.

Speaker: Eu já ouvi falar desse homem, ele parece ser bem querido.

Speaker: Sim, sim.

Speaker: É com isso que estamos contando.

Speaker: Parece que ele terá mais pistas do paradeiro da nossa relíquia que estamos buscando.

Speaker: É realmente uma boa ideia buscar um sacerdote.

Speaker: Isso... Bem, quando fazemos caças mais complexas, geralmente levamos alguém que possa nos curar.

Speaker: Caças que não sejam filhotes.

Speaker: Cuidar de nossas filhas.

Speaker: Olha só, minha paciência... Na verdade, eu não importo.

Speaker: Não se preocupe, trem.

Speaker: Vamos todos beber em nome de trem, o matador de filhotes.

Speaker: Muito bem.

Speaker: Eu levanto a caneca.

Speaker: Pelo trem!

Speaker: As pessoas ao redor também erdem as canecas.

Speaker: Sim, todos vocês juntam os copos ao centro da mesa.

Speaker: Alguns têm que se abaixar um pouquinho pra erguer e alguns têm que se esticar, mas todos levam os canecos ao centro, exceto a Kai, que ainda tá de braços cruzados observando tudo.

Speaker: E traga um copo de leite para Akai, ele também deve beber.

Speaker: É pra já!

Speaker: Um bebedor de leite... É o suficiente pra mim.

Speaker: O Akai pega o copo de leite e bebe numa golada assim.

Speaker: Eu achei que ele estava brincando.

Speaker: Não foi minha intenção, vem.

Speaker: Muito bem.

Speaker: Após essa cena um pouco constrangedora para todas as partes, estão firmados os contratos e oficialmente todos estão na companhia do Yorgrin, que ainda precisa de um nome, Yorgrin.

Speaker: Mas de qualquer maneira, um tempo depois, alguns, vários minutos, a chuva finalmente diminui.

Speaker: Não cessa completamente, mas diminui drasticamente.

Speaker: A ponto que fica muito viável você sair pro lado de fora sem ter que se preocupar em molhar todos os equipamentos.

Speaker: Bom, senhores, acredito que é chegada a hora.

Speaker: O Jorgin já vai se levantando, pegando sua mochila, verificando se está com todos os seus pertences em ordem, está tudo ali, e vai se dirigindo à saída da taverna.

Speaker: Ah, mas onde vamos encontrar esse Ernesto?

Speaker: Sabe alguma coisa sobre isso?

Speaker: Bom, a princípio ele estaria na Praça Central, logo aqui à frente.

Speaker: Acredito que dá nos seus sermões.

Speaker: A taverneira meio que impede a passagem de vocês até a saída.

Speaker: Olha, é o meu anão favorito.

Speaker: Ah, sim?

Speaker: É... Bom, vocês beberam bastante, comeram... Ah, não se preocupe.

Speaker: Meu braço esquerdo já está cuidando disto.

Speaker: Droga!

Speaker: Ah, senja!

Speaker: Aqui está!

Speaker: Ele pega um pacote de moedas e joga na mão dela.

Speaker: Tá tudo aqui e mais um pouco.

Speaker: Obrigado.

Speaker: Ele vai passando.

Speaker: Não se preocupe, minha senhora.

Speaker: Somos anões honestos.

Speaker: Uhum.

Speaker: Daí ele olha pro Tren e pro Akai.

Speaker: Homens também.

Speaker: Voltem sempre à taverna do Ganso Embragar.

Speaker: Obrigado.

Speaker: O Akai faz uma leve reverência, levando a postura um pouco pra frente.

Speaker: Isso aí.

Speaker: Eu me pergunto qual que é a história por trás desse nome.

Speaker: Deve ser uma história bem engraçada e que alguém pensou muito nela.

Speaker: Ah, realmente.

Speaker: Não tem a chiqueza dos nomes enânicos, mas é um bom nome.

Speaker: Poderia ser o nome de nossa companhia.

Speaker: Um ganso embriagado.

Speaker: Olha, gostei.

Speaker: Berta.

Speaker: Ah, sim?

Speaker: Pode sair e sobreviva para que nos vejamos no Hobbit.

Speaker: Claro, claro.

Speaker: Obrigado, obrigado.

Speaker: Voltem sempre, voltem sempre.

Speaker: A taverna do ganso embriagado.

Speaker: Lembre-se.

Speaker: Nós iremos herdar o nome da companhia e não saberemos o seu significado?

Speaker: Eu acho que não é preciso.

Speaker: Você faz questão?

Speaker: Eu não faço questão de nada.

Speaker: São vocês que estão decidindo.

Speaker: Vamos terminar logo com isso?

Speaker: Ô, Beckett!

Speaker: Beckett!

Speaker: Oh, claro, claro.

Speaker: Por quê?

Speaker: Explique pra essas pessoas o que o nome dessa merda.

Speaker: Ah, essa é uma história muito boa.

Speaker: Nossa, que surpresa vocês perguntarem isso.

Speaker: Vejam bem, vejam bem.

Speaker: Diz a lenda que a taverna se chamava originalmente o Ganso Dourado.

Speaker: Era em homenagem a uma ave premiada que o proprietário tinha ganhado.

Speaker: Uma noite, o dono, o meu antepassado, bebeu tanto mais tanto que achou que esse ganso tinha se perdido.

Speaker: E aí ele chamou todo mundo que estava aqui na taverna para procurar o ganso.

Speaker: E aí eles confundiram o lago que tem aqui perto com a rua.

Speaker: Todo mundo pulou no lago e começou a procurar a árvore.

Speaker: Depois da noite inteira procurando, eles voltaram pra taverna e encontrou o ganso dormindo do lado de um bêbado.

Speaker: E aí ficou o ganso embriagado.

Speaker: Bom, não fico, Deus.

Speaker: Tá sentido com o nome de nossa companhia?

Speaker: Nós somos embriagados e estamos procurando o pato de ouro.

Speaker: É um ganso.

Speaker: Ah, mesma coisa.

Speaker: Não entendo esses animais aí da superfície.

Speaker: Então está feito.

Speaker: Seremos os arqueólogos do Ganso Embriagado.

Speaker: Olha, eu devo confessar que me lisonjeia bastante vocês terem o nome.

Speaker: Mas eu preciso dizer que eu vou querer uma parcela aí nos lucros de vocês.

Speaker: Vocês estão usando o nome da minha taverna.

Speaker: Não, não, jamais.

Speaker: Nunca usaríamos o nome da sua taverna.

Speaker: Estou falando de osso, outro granso que estava embriagado.

Speaker: Um que vi semana passada.

Speaker: Veja bem, se for um pato e se eles são a mesma coisa, então não precisamos pagar absolutamente nada.

Speaker: Mas de um homem esperto, concordo com ele.

Speaker: Fazemos assim.

Speaker: Eu te dou uma compensação agora e mudamos o nome para...

Speaker: Arqueólogos do Pato Embriagado.

Speaker: Chefe, você tá falando sério?

Speaker: Sim.

Speaker: Eu já menti alguma vez?

Speaker: É que é um nome um pouco ruim pros negócios.

Speaker: Mas o que teremos para oferecer no final dessa companhia?

Speaker: Eu acho que é melhor você pensar melhor, chefe.

Speaker: E o que sugere?

Speaker: Vamos terminar esse contrato e aí a gente pensa.

Speaker: Mas e como iremos se apresentar aos clientes?

Speaker: Como a gente tem feito?

Speaker: O que falaremos ao senhor René?

Speaker: A companhia do Jorgen Gilba Branca.

Speaker: Não, mas daí o crédito está todo em meu nome.

Speaker: Eu não gosto disso.

Speaker: É que, chefe, você é o único que tem sobrenome aqui.

Speaker: É o único que lembra do seu sobrenome.

Speaker: É. Olhando por este lado faz sentido.

Speaker: Mas o ganso bêbado também é um bom nome.

Speaker: Hum.

Speaker: Bom, vamos matutar melhor, a gente tem ideia.

Speaker: Vamos logo.

Speaker: Por enquanto, será na companhia do Jorgin Juba Branca.

Speaker: Muito bom.

Speaker: Eu gostei, eu gostei.

Speaker: Eu seguro a porta pra eles, mestre.

Speaker: E vou indicando com a mão pra eles saírem.

Speaker: Vamos, vamos.

Speaker: Temos um padre pra encontrar.

Speaker: Muito bom.

Speaker: Vocês se dirigem à saída e o Jorgin deixa a porta se fechar atrás de vocês.

Speaker: Vocês se dirigem até o centro da praça, onde se concentra o maior número de mercadores, de pessoas, de artistas.

Speaker: Todo tipo de atividade acontece normalmente no centro dessa vila, incluindo...

Speaker: execuções em público.

Speaker: Mas hoje não é um dia de execução.

Speaker: Hoje é um dia de felicidade e milagres trazidos pelo sacerdal ateano Ernesto, o Honesto.

Speaker: Vocês andam em direção ao centro dessa praça.

Speaker: Quanto mais vocês se dirigem ao centro, mais lama remexida vocês encontram.

Speaker: Mas isso não parece incomodar nenhuma das pessoas que estão ao redor de uma espécie de palco improvisado feito com tábuas.

Speaker: E mesas.

Speaker: Acima desse palco tem um homem.

Speaker: Ele é um homem jovem, bem apessoado, com uma aparência chamativa.

Speaker: Ao redor desse padre tem várias pessoas vestidas com roupas bem simples, extremamente simples.

Speaker: Todas elas estão maravilhadas com o que esse sacerdote está falando.

Speaker: E é isso, ele está terminando o seu sermão.

Speaker: Pois bem, minhas crianças, observem, eu aponto de volta para trás, para onde as pessoas são enforcadas, observem o final, o destino de todos os mentirosos, de todos os malandros, as pessoas que querem nos enganar, pois Koufta, o nosso protetor, o nosso defensor, a destruição de todos aqueles que nos desejam mal, irá nos graciar com sua força, sua coragem, seu poder.

Speaker: Pois vejam, a verdade é como uma ferida.

Speaker: Apesar de bruta e às vezes dolorosa, ela irá assarar.

Speaker: Ela irá se esvair e sumir um dia, que poderá ser esquecida.

Speaker: Mas a mentira, a mentira ela corrói a alma.

Speaker: A mentira é como uma cicatriz.

Speaker: É uma cicatriz que você pode esconder ela por algum tempo, mas uma vez que ela está à mostra e uma pessoa consegue vê-la viva, crua.

Speaker: Ela jamais poderá ser esquecida novamente.

Speaker: E peço que todos prestem atenção.

Speaker: Eu levanto e peço para que um raio me parta.

Speaker: Caso eu esteja dizendo a verdade.

Speaker: A mentira.

Speaker: Caso eu esteja dizendo a mentira.

Speaker: As pessoas erguem as mãos em júbilo O Padre Ernesto está aqui para nos salvar Sim, sim A aparência dele Neste exato momento o Padre Ernesto está usando apenas uma espécie de toga Que cruza na diagonal com o seu ombro direito Que vai até a sua cintura Deixando uma parte das suas Gloriosas partes de trás para fora Mas cobrindo a parte da frente

Speaker: É isso que eu queria falar com você, mestre.

Speaker: Qual que é o PG desse RPG?

Speaker: É 18?

Speaker: É mais 16?

Speaker: Por quê?

Speaker: Tô perguntando só pra futuros.

Speaker: Isso é estranho.

Speaker: Futuro, mestre.

Speaker: Eu vou te parar.

Speaker: É que o padre tem anos maiores, então, futuro.

Speaker: Eu vou te parar quando você cruzar uma linha.

Speaker: Ótimo.

Speaker: Perfeito.

Speaker: Eu vou tentar ultrapassar essa linha todo tempo, então.

Speaker: Maravilha.

Speaker: Eu levanto as mãos pra cima.

Speaker: Tô brincando.

Speaker: sacerdote Ernesto, ele está usando apenas uma toga, apenas algumas partes do seu corpo, ele não está usando nenhum sapato, ele está descalço.

Speaker: O cabelo dele é todo lambido pra trás, ele é bem longo, a barba dele é bem cheia.

Speaker: Todo o cabelo dele é grisalho, assim como a barba, que dá uma certa aparência de velhice.

Speaker: Mas quando você dirige a visão pra mais pra baixo, para o peito dele, para o corpo dele, você vê um corpo jovial, musculoso, definido, como se

Speaker: Fosse esculpido por um deus Agora Depois do meu sermão final Eu vou na direção Da plateia E qual é a aparência da minha plateia, mestre?

Speaker: Sua plateia é composta primariamente Por Talvez a sua escolha Ou não, pode ser coincidência Mas primariamente por jovens Mulheres e homens bonitos No auge da sua juventude

Speaker: Exatamente isso que eu queria saber.

Speaker: Tem algum jovem bonito ali na frente?

Speaker: Os que são mais dignos de usar as vestes esbranquiçadas e ficarem próximos a você são jovens bonitos.

Speaker: Eu vou pousar minha mão por debaixo do queixo de um, colocar meu dedão na bochecha, olhar no fundo dos olhos dessa pessoa e dizer... É, talvez ainda haja redenção para você.

Speaker: A jovem que você puxou é uma jovem completamente desiludida da vida e ela encontrou uma esperança de um propósito maior na vida dela através da sua palavra.

Speaker: E quando você diz isso, os olhos dela se marejam e ela se enche de felicidade.

Speaker: Ele é um santo!

Speaker: Ela se vira pra plateia e todos aplaudem.

Speaker: Pois ganhei minhas crianças.

Speaker: Por hora, irei me repousar.

Speaker: Mas, peço que mantenham este pensamento, mantenham todas as minhas filosofias em mente.

Speaker: Por favor, meus pupilos, me acompanhem.

Speaker: Eu vou descer do palanque.

Speaker: Na verdade, eu vou estender um pé do palanque, mas só vou esperar que alguém se sirva de escada pra mim.

Speaker: Um homem musculoso, um trabalhador das minas, assim que você dá o seu primeiro passo, ele imediatamente se joga ao chão e deixa suas costas pra você usar como escada.

Speaker: Perfeito.

Speaker: Acabou de chover, né, mestre?

Speaker: Sim.

Speaker: A terra tá um pouco... Lamacenta?

Speaker: Sim, bastante.

Speaker: Eu espero alguém dar uma sandália pra mim.

Speaker: É... Um homem que... Ele tá vestindo algumas roupas... Uma roupa colorida.

Speaker: E que não é lavada há muito tempo.

Speaker: Mas ele claramente já foi alguém... De uma pequena burguesia.

Speaker: Talvez um mercador da cidade.

Speaker: Ele traz uma sacola...

Speaker: Pô, aqui está, senhor, aqui está.

Speaker: Isso aqui é uma coleção pessoal.

Speaker: Como você disse, eu estou me livrando das riquezas mundanas.

Speaker: Aqui está, aqui está.

Speaker: É um coro vindo de carramade dos monstros dos desertos.

Speaker: Aqui está, é muito bom, é resistente.

Speaker: Ele coloca nos seus pés.

Speaker: Eu analiso, olho para baixo, levanto uma sobrancelha, levanto a outra...

Speaker: Amanhã é um... Ela é um pouco apertada, mas... Irá servir.

Speaker: Você é um bom servidor.

Speaker: Obrigado.

Speaker: Que Goftar te abençoe.

Speaker: Eu coloco a mão sobre a testa dele, mestre.

Speaker: Estou me sentindo abençoado.

Speaker: Eu estou indo em direção aos meus aposentos com o resto dos meus pupilos, mestre.

Speaker: Do meu rebanho.

Speaker: Bom, os seus aposentos...

Speaker: Pode ser traduzido como uma casa que foi doada por um servo fiel.

Speaker: Que fica alguns passos daí.

Speaker: Mas no caminho, você percebe um grupo...

Speaker: anões e dois homens armados olhando fixamente pra você e toda essa comoção.

Speaker: Mestre, eles impedem o meu caminho?

Speaker: Não, eles não impedem, mas eles chamam muita atenção porque cá entre nós você é um homem, é, talvez isso, mal concebido em alguns lugares e mal interpretado, e aí você sempre tá um pouco alerta.

Speaker: Pois bem, pois bem, eu apenas noto a presença deles, mas continuo reto.

Speaker: Muito bem, o grupo tá livre pra tomar as ações que quiserem.

Speaker: Eu me viro à companhia e falo, e aí, o que acham?

Speaker: É este homem?

Speaker: Eu acho que é. Parece.

Speaker: Ele realmente é um homem santo, como pode?

Speaker: Um coração tão grande, este sermão dele deveria servir de direção para todos nós aqui na companhia.

Speaker: É. Vamos atrás dele.

Speaker: E aí, o grupo vai?

Speaker: Senhor, senhor Ernesto.

Speaker: O Jorgin grita enquanto ele passa mais à frente.

Speaker: Eu ouço isso, mestre.

Speaker: Você ouve essa voz te chamando de algum lugar que você não consegue localizar.

Speaker: Tem muitas pessoas odiando você e você não consegue localizar de onde está vindo essa voz.

Speaker: Mas tá vindo... você sabe a direção, só não sabe exatamente quem.

Speaker: Eu olho pra trás e imediatamente faço algum sinal para que os meus seguidores se joguem na minha frente.

Speaker: Alguns seguidores confusos não entendem o que tá acontecendo e eles começam a entrar em pânico.

Speaker: O que está acontecendo, senhor?

Speaker: Eu apenas olho na direção do... Eu olho firme, olho cerrado, com a postura direta, com os ombros pra trás, o queixo pra cima, apenas olhando na direção de onde eu vi o meu nome ser chamado.

Speaker: Assim que ele se vira e ajeita a postura, os seguidores do Ernesto, eles repetem o líder deles, mesmo que sem entender, eles se viram pra mesma direção

Speaker: E erguem os queixos esperando enfrentar quem quer que esteja chamando o líder deles.

Speaker: O Jorgen se aproxima dessa muralha de seres humanos que se formou na frente dele e começa a tentar olhar por cima deles, mas como o Jorgen é pequeno, tendo seus 1,25 metros de altura apenas, ele não consegue mais enxergar o sacerdote.

Speaker: Ele então começa a resmungar com as pessoas que estão ali na frente.

Speaker: Ei, me dê licença, eu quero passar, preciso falar com o sacerdote.

Speaker: Vamos, abra um caminho.

Speaker: E ele tenta meio que se enfiar no meio das pessoas.

Speaker: Ernesto, ou Ernesto, nesse momento você percebe que a voz mais gustural e mais irritada, ela tá vindo de uma direção específica, mais ou menos nas suas costas.

Speaker: Só que ela tá vindo do chão, mais próximo do chão do que você esperava.

Speaker: Eu vou virar meu corpo.

Speaker: Olho na direção da voz e digo, deixe-o passar.

Speaker: Nada de ruim acontecerá com o sacerdote de Koftar.

Speaker: Mas, senhor, você vai correr perigos.

Speaker: Falta de fé, homem?

Speaker: Não, não, de forma alguma.

Speaker: Então deixe-o passar.

Speaker: O Akai toma a frente e vai meio que empurrando as pessoas enquanto elas abrem o caminho pro pessoal passar.

Speaker: E o Akai fica segurando as suas espadas, guardando o território enquanto os anões passam.

Speaker: As pessoas vão deixando vocês passarem com pouca resistência.

Speaker: Eles ainda hesitam um pouco porque temem pela vida do santo, mas eles confiam na palavra do seu líder.

Speaker: Pois então, eu falo isso enquanto o Kossu ajeita o meu bigode.

Speaker: O que desejam?

Speaker: O Jorgen vai saindo das últimas fileiras de pessoas que estavam à frente dele, ainda empurrando elas, por mais que a Kai tenha abrido caminho pra ele.

Speaker: Ele chega, se dá de frente com o sacerdote Ernesto e espera o resto da companhia chegar também, né?

Speaker: Pra que todos estejam ali no momento.

Speaker: E assim que todos chegam, ele se entreolha assim, meio que sem saber o que dizer.

Speaker: Olá, sacerdote.

Speaker: Meu nome é Jorgen.

Speaker: Não nos conhecemos ainda, mas conheço sua fama.

Speaker: Estavam precisando de uma ajuda em relação a uma coisa.

Speaker: E ele pausa, esperando o sacerdote responder.

Speaker: E como eu, um mero servo, um pobre servo de Golftar, poderia lhe ajudar?

Speaker: Antes...

Speaker: Se ele quer te responder, Ernesto, roda um dado de... Roda um D20 seco.

Speaker: Olha.

Speaker: Olha.

Speaker: É seco, né?

Speaker: Então, 16.

Speaker: Enquanto o anão começa a falar, você dá uma boa olhada nos integrantes da companhia dele.

Speaker: Você percebe que um deles te reconhece.

Speaker: É o mais alto deles.

Speaker: É o que mais apresenta perigo fisicamente, talvez.

Speaker: É um homem pálido.

Speaker: Tem olhos de assassino, assim.

Speaker: São olhos que emanam uma luz quase que vermelha, assim.

Speaker: Ele tá junto com esse grupo que tá falando comigo?

Speaker: Sim.

Speaker: Ele tá logo do lado do segundo guarda-costas.

Speaker: Então, ao mesmo tempo que eu falo isso, eu abaixo a cabeça em forma de reverência, deixando meu cabelo cair por cima.

Speaker: Ten, você reconhece ele vividamente, sim, você já ter visto ele passando por outras cidades e agora você conseguiu conectar a fama dele com a pessoa que você viu.

Speaker: De fato, você não viu nada demais, realmente é sempre essa mesma cena, seguidores e tudo mais.

Speaker: E como o mero sacerdote de Golfter poderia lhes ajudar?

Speaker: Bom, estamos atrás de uma Rei Leica de alto valor, valor inestimável e gostaríamos de ter algum tipo de paradeiro dela.

Speaker: O nosso melhor homem é que poderia falar mais.

Speaker: Parece que ele já te conhece.

Speaker: E ele se vira pro Trane.

Speaker: Já ouvi de seus feitos.

Speaker: Você tem alguma habilidade além de fé?

Speaker: As pessoas, elas o levam isso como uma afronta aos poderes divinos providos ao seu líder.

Speaker: E eles começam a cochichar e levam isso como uma afronta, esperando uma resposta ao mesmo nível.

Speaker: Está tudo bem, está tudo bem, minhas crianças.

Speaker: Eu levanto as minhas mãos, acalmo os ânimos.

Speaker: Eu não possuo nenhum poder.

Speaker: Eu sou nada.

Speaker: Apenas um sacerdote só é capaz de fazer as coisas que ele faz através da vontade de seu senhor.

Speaker: Então todo poder que um sacerdote tem, sacerdote de Golftar, vem através dele.

Speaker: A pessoa em si não é nada.

Speaker: Quando o sacerdote falou minhas crianças, o Yorgen olha em volta procurando por literalmente crianças.

Speaker: Eu não tô vendo nenhuma criança não.

Speaker: Ah, concordo.

Speaker: Não vejo nenhuma também.

Speaker: Eu acho que esse homem está um pouco alterado.

Speaker: Mas então de que relíquia vocês estão dizendo?

Speaker: A gente pode falar disso num lugar mais... privado.

Speaker: Não, mas não há problema.

Speaker: Não há nada que eu esconderia de meus fiéis seguidores.

Speaker: Não, não se preocupe.

Speaker: Mas a nossa companhia sim.

Speaker: Não?

Speaker: Não, eu concordo com você.

Speaker: Você não tem nada a esconder, nós temos.

Speaker: Então vamos a um lugar mais desejo.

Speaker: Pois bem, se assim desejam.

Speaker: O Jorgen fica esperando o sacerdote devale para algum lugar, porque não conhece nada da cidade.

Speaker: Apenas a taverna.

Speaker: Por favor, me acompanhe.

Speaker: Você vai levar eles até onde, Ernesto?

Speaker: Até o meu santuário.

Speaker: O Yogni se vira pra companhia e fala.

Speaker: Ah, achei que ele nunca tomaria iniciativa.

Speaker: Sujeito estranho.

Speaker: Eu acho que ele tá testando a nossa fé.

Speaker: A Kai cutuca o trem e o coxixe.

Speaker: Por que as pessoas se ofenderam, sendo que nada foi direcionado a elas?

Speaker: Por que se ofenderam por esse homem?

Speaker: O que ele tem de especial?

Speaker: Vocês são levados então até uma casa ali perto, que foi cedida de maneira a ajudar a missão divina do Ernesto.

Speaker: Então algum mercador muito rico cedeu a sua propriedade para que Ernesto pudesse ter um santuário, onde ele continuasse a exercer sua missão divina.

Speaker: É uma casa muito requintada.

Speaker: Então é uma casa com um certo luxo, ou pelo menos um luxo que você pode esperar de uma vila pequena de Kiverl.

Speaker: Mas lembrando que Kiverl é um reino rico, então...

Speaker: Até mesmo as pequenas vilas podem se dar alguns luxos.

Speaker: E é o caso dessa casa, que foi customizada nas últimas semanas pelo Ernesto, com adornos de gofitar, mantos e perfumes.

Speaker: Ah, mestre.

Speaker: Oi.

Speaker: Antes mesmo deles entrarem na casa, eu paro eles, abro a porta, dou duas palmas,

Speaker: Todos para fora.

Speaker: As pessoas que cercam vocês começam a sair, deixando vocês a sós.

Speaker: E como eu estava falando, a casa é um santuário completo, um pedacinho da igreja de Guftar no meio de uma casa.

Speaker: Assim que o Jorgin adentra a casa do sacerdote, ele se maravilha.

Speaker: Ele olha de cima a baixo, de um lado ao outro, com os olhos brilhando, e fala pro sacerdote.

Speaker: Oh, que belo casarão você tem aqui, não, sacerdote?

Speaker: Acredito que também irei louvar Golftar.

Speaker: Parece que vale a pena.

Speaker: Isso aqui é ouro?

Speaker: Apenas pequenas doações para nos ajudar a propagar a palavra de nosso salvador.

Speaker: Vocês tratem de negócios, eu li pela frente de um lado.

Speaker: Não, que nada, entra aí.

Speaker: Eu e o Grom, a gente vai dar uma volta pela cidade e pegar alguns mantimentos.

Speaker: Não é, Grom?

Speaker: Não fique bravo, Trane.

Speaker: Ele irá servir um chá para nós, tenho certeza.

Speaker: Não é mesmo, sacerdote?

Speaker: Irá receber bem o homem?

Speaker: Bom, isso irá depender da informação que vocês estão precisando me trazer.

Speaker: Peço que preste atenção, porque este é um terreno sagrado.

Speaker: E caso vocês tentem mentir ou omitir qualquer tipo de informação, eu saberei.

Speaker: Enquanto ele tava falando que o terreno é sagrado, a casa é um terreno sagrado, o Yogni tava meio que encostando em alguma coisa, um objeto de golftar que tinha ali no canto, de ouro, meio que bajulando esse objeto.

Speaker: Assim que ele fala que a casa é um terreno sagrado, ele puxa a mão de volta ao corpo e ora atentamente ao sacerdote.

Speaker: Ah, sim, claro.

Speaker: Nessa mesma deixa, a dupla de anões que tá com vocês, eles se entreolham.

Speaker: Bom, a gente precisa dar uma passada no mercado, comprar mantimentos pra viagem.

Speaker: Vejo você mais tarde, chefe, lá na taverna.

Speaker: Está certo, rapazes.

Speaker: Fiquem à vontade.

Speaker: Encontram vocês lá.

Speaker: Eles saem meio que sem jeito, assim, sem saber como andar, não se portar num lugar desse.

Speaker: Então eles vão tentando desviar meio de lado, assim.

Speaker: Com licença, com licença.

Speaker: Não roguem nada.

Speaker: O Akai entra e tira os sapatos e fica esperando na porta com as mãos na bainha da espada.

Speaker: Mestre, tira a roupa.

Speaker: Pois então, digam o que vieram dizer e eu vou atrás de uma espécie de armário e eu vou começar a sacar de dentro dele algumas outras peças de roupa.

Speaker: Tá, você realmente se... Pera, pera, pera, pera.

Speaker: Você realmente se despiu.

Speaker: Sim.

Speaker: Já tava meio despido, né?

Speaker: Certo.

Speaker: O Ernesto começa a se despir na parte de cima e deixando o manto cair, ele se dirige a um armário ali perto enquanto conversa com vocês.

Speaker: O Yorgrin, ele vê o Akai retirando os sapatos, né, ao entrar na construção e ele fica meio inconclusivo, sabe?

Speaker: Por que você está atirando?

Speaker: E daí ele não entende muito bem.

Speaker: Quando ele se via novamente pro sacerdote, o sacerdote eu acho completamente pelado.

Speaker: A cara de... O Jorgen faz uma cara de pasmo, porque ele não entende o que tá acontecendo.

Speaker: Este é um manto.

Speaker: E um próximo segundo, dá um estralo na mente dele e ele fala... Agora eu entendi.

Speaker: E ele começa também a tirar os sapatos dele.

Speaker: Ah, vocês da cidade têm um hábito muito estranho, mas não.

Speaker: Ele está começando a se despear também, só que ele demora um pouco mais porque ele tem armaduras e tudo mais.

Speaker: E começa a desafivilar a ombreira... Não é necessário, não será necessário não.

Speaker: Apenas estou retirando esta... este manto sagrado.

Speaker: Deve ser utilizado apenas em cerimônias.

Speaker: Permita-me colocar algo mais apropriado.

Speaker: O Akai tava levando a mão pra tirar o kimono também.

Speaker: Ah, eu achei que fazia parte do templo ter que tirar as roupas.

Speaker: Ele volta com as mãos assim.

Speaker: O Yorginin já tava sem camiseta.

Speaker: Quando o sacerdote falou isso.

Speaker: Ah, mas eu já estava na metade do trabalho.

Speaker: E ele já começa a pegar novamente as roupas que ele deixou jogadas ao chão pra se vestir novamente.

Speaker: Mestre, agora eu tô vestindo uma túnica.

Speaker: Estou com um cajado em mãos.

Speaker: Pois é, então.

Speaker: Me falem mais sobre essa relíquia.

Speaker: Mestre, qual informação nós temos da relíquia?

Speaker: No caso, eu ali, que é o único que ficou dos originais.

Speaker: Eu e o Akai, no caso.

Speaker: A gente sabe muito, sabe pouco?

Speaker: Ou a gente só tem noção que está por aqui?

Speaker: Você...

Speaker: Recebeu-se a informação através da guilda dos mercadores de que havia um artefato aos redores da cidade de Halvar, mas é um artefato até desconhecido, porque é um artefato que eles dizem ser de uma civilização antiga, dos elfos.

Speaker: Que é um conhecimento comum, né?

Speaker: Que os elfos tinham civilizações e se perderam no tempo.

Speaker: Então, tudo que se sabe que é um artefato élfico.

Speaker: Mais que isso, você não recebeu informação.

Speaker: A questão é que você recebeu essa informação meio que privilegiada, ela é uma informação um tanto secreta e não tinha ninguém, pelo menos você assume, que não tem ninguém com as suas capacidades para investigar isso no momento.

Speaker: Então você tomou a frente e foi mesmo que sem algumas informações cruciais, você resolveu investigar isso porque o risco valia bastante.

Speaker: Chegaram a mencionar que valiam três baús cheios de ouro.

Speaker: Bom, vamos por partes.

Speaker: O que você sabe de civilizações antigas?

Speaker: Assuma que eu não entendo nada.

Speaker: Nem mesmo de civilizações antigas que ficavam por aqui?

Speaker: A dos elfos, talvez...

Speaker: Ele nunca fala diretamente assim, não sei.

Speaker: Assuma que não seja.

Speaker: Como disse, comece do zero.

Speaker: Talvez você saiba alguém das civilizações originárias dessa região, alguém que vivia aqui há muito tempo, que viva há muito tempo também, seja alto, orelhas pontudas, cabelos longos, voz aveludada.

Speaker: Entendeu?

Speaker: E daí ele começa meio que com a mão esquerda girar o dedo, o indicador e o polegar de um lado pro outro.

Speaker: Entende o que eu digo?

Speaker: Você se refere a elfos.

Speaker: Isso, isso, mas não refira-se a eles assim.

Speaker: Os homens altos de orelhas pontudas, esses mesmos.

Speaker: Os antigos, os que já se foram talvez, sabem alguma coisa?

Speaker: Ah, mestre, posso rolar uma história aqui?

Speaker: Pode rolar.

Speaker: Vamos ver aqui então.

Speaker: Quinze.

Speaker: Você sabe que houve uma civilização antiga de elfos na região e inclusive foi um dos motivos de você colocar a sua peregrinação para essa direção, porque geralmente ruínas élficas indicam riquezas, uma coisa necessária na sua missão divina.

Speaker: Ah, sim, já ouvi falar sobre as ruínas.

Speaker: Por acaso você encontrou alguma?

Speaker: Então, parece que tem alguma coisa aqui nos arredores.

Speaker: Mas primeiro, preciso que assine isso aqui.

Speaker: Dei o tiro da minha mochila, mestre.

Speaker: Um outro contrato em Enânico, que na verdade, pra quem conhece Enânico, é um contrato de confidencialidade da Guilda dos Mercadores.

Speaker: Mestre, dou um passo pra trás.

Speaker: Ah, ah, perdão, mas eu reservo as minhas mãos apenas para o meu trabalho sagrado.

Speaker: Não há nada demais aqui.

Speaker: É apenas um papel.

Speaker: Ah, não.

Speaker: Jorgen, roda um intuição.

Speaker: E todo mundo que quiser rodar também, que tiver na cena, pode rodar.

Speaker: Exceto o... É só eu e o... É, só você.

Speaker: Exceto o caso do trem, ele tá lá do lado de fora, né?

Speaker: É, é só eu e o Jorgen.

Speaker: Tirei 13.

Speaker: Neste caso eu posso rolar um Deception também?

Speaker: Eu tirei 10.

Speaker: Não, é porque é passivo, né?

Speaker: Eu tirei 13.

Speaker: Tá, certo.

Speaker: E o Akai?

Speaker: 10.

Speaker: Jorgen, você sente pela primeira vez que esse homem santo pode estar um pouco apreensivo?

Speaker: Ou até mesmo, no pior dos casos, escondendo alguma coisa?

Speaker: Assim que ele recua para trás e fala o que disse, o Yorgini, ele, serra os olhos.

Speaker: Parece que você já tem informações sobre o que iríamos falar.

Speaker: Apenas não estou acostumado com esse tipo de coisa.

Speaker: Que tal nós chamarmos uns de meus fiéis seguidores aqui para que ele sirva de testemunha deste contrato?

Speaker: Creio que será algo que você possa concordar.

Speaker: Eu sou a testemunha do contrato.

Speaker: Exatamente.

Speaker: Ele está aqui para testemunhar, ele é um homem digno e ele é neutro em relação ao nosso contrato.

Speaker: Ah, mas eu preciso de alguém da minha parte?

Speaker: Mas Akai, me lembre bem, você também não era um seguidor de Golftar?

Speaker: Talvez.

Speaker: Você deveria seguir esse sacerdote, não é?

Speaker: Então você é parte do...

Speaker: Do grupo dele?

Speaker: Eu já ouvi falar de Golftar, os seus ritos, mas como o Yorgrin disse, eu sou neutro.

Speaker: Eu só vou escoltar vocês, então eu sou a testemunha perfeita.

Speaker: Não sou parcial pra nenhum dos lados.

Speaker: Você vê?

Speaker: Esse sacerdote, ele é um exímio seguidor de Golftar.

Speaker: Pode acreditar em confiar nele.

Speaker: Ele só fala a verdade.

Speaker: Um dos seus, tenho certeza.

Speaker: Eu cerro os olhos...

Speaker: um pouco desconfiante.

Speaker: Pois bem, peço que assine o meu nome.

Speaker: Como assim?

Speaker: Eu não entendi.

Speaker: Você vai assinar o seu nome ou ele assina pelo seu nome?

Speaker: Assine utilizando seu próprio nome dizendo que esta pessoa irá fazer parte do seu grupo.

Speaker: Eu faço uma reverência.

Speaker: Mas eu preciso que você assine, senhor.

Speaker: Veja bem, é burocracias de anões.

Speaker: Entende?

Speaker: Nesta linha aqui, eu pego o contrato com a mão esquerda, levanto para ele e com a mão direita eu vou apontando algumas linhas que ele não faz a mínima ideia do que está escrito.

Speaker: A não ser que ele entenda enânimo.

Speaker: Ernesto, você lê e consegue entender a língua anã?

Speaker: Eu falo elfico.

Speaker: Isso é um não.

Speaker: Ele não entende não.

Speaker: Ele vê os abiscos aleatórios.

Speaker: O dedo de Jorgrin vai de direita pra esquerda, de linha por linha, e ele vai falando.

Speaker: Então, como você vê aqui, na verdade, de acordo com as autoridades enânicas, é por isso que eu preciso que você assine.

Speaker: Pois bem, é claro.

Speaker: Mestre.

Speaker: Diga.

Speaker: Eu irei fazer um grande rabisco, como se ele não pudesse identificar qual que é o nome que tá sendo escrito.

Speaker: Tá.

Speaker: Como você quer fazer isso?

Speaker: Apenas irei fazer um rabisco que se assemelha a um nome, mas no final se torna ilegível.

Speaker: Muito bem.

Speaker: Quando você pega a caneta, acontece alguma coisa, Padre Ernesto?

Speaker: Só pra eu saber.

Speaker: Em off aqui.

Speaker: Ah, como assim?

Speaker: Porque você tá com o corpo modificado, não tá?

Speaker: Não, não.

Speaker: Não tô não, mestre.

Speaker: É o seu corpo?

Speaker: Sim.

Speaker: Você tá vendo que na minha ficha tem um trequinho às ferramentas?

Speaker: Ah, entendi.

Speaker: Muito bem.

Speaker: O Ernesto, o Ernesto, ele pega a caneta, aliás, ele pega a pena e começa a rabiscar e faz a sua assinatura.

Speaker: Pois bem, aqui está.

Speaker: Assim que ele passa o contrato de volta pro Jorgin, com a mão esquerda e uma manzada só, o Jorgin pega e amassando o papel, quase que destruindo ele e se enfia na mochila dele.

Speaker: Ah sim, pronto, passamos das formalidades.

Speaker: Então, como você leu no contrato, tudo o que falarmos aqui, as informações que nós te dermos, você não poderá compartilhar com ninguém.

Speaker: Ninguém mesmo.

Speaker: Apenas se nós te dermos uma autorização prévia.

Speaker: Entendido?

Speaker: Compreendo plenamente.

Speaker: Bom, os meus contatos da Guilda dos Mercadores me informaram que aqui, nessa cidade, pelas Idondezas, teriam uma relíquia élfica.

Speaker: Uma relíquia antiga e de alto valor.

Speaker: Principalmente valor para nós, nossa companhia, e a Guilda dos Mercadores.

Speaker: Eu esperava encontrar alguém que entendesse dessas coisas para que possuísse nos ajudar.

Speaker: E com certeza o sacerdote mais honesto da cidade poderia nos ajudar nisso.

Speaker: Ainda mais sabendo de coisas de elfos.

Speaker: Pois bem, e quando começaremos?

Speaker: Bom, assim que você nos der uma dica que podemos seguir uma pista, talvez, uma localização, eu não sei.

Speaker: Nossa.

Speaker: Ô, mestre, por acaso eu conheço alguma ruína próxima daqui?

Speaker: Por acaso eu tenho isso no meu mapa?

Speaker: Não, mas tem uma anciã na cidade.

Speaker: Talvez... isso possa ajudar.

Speaker: Devo adivinhar que vocês não são daqui.

Speaker: Nem um pouco.

Speaker: E daí o Jorgin olha pro Akai com uma aparência totalmente estranha daqui.

Speaker: Ainda mais um anão fazendo esse tipo de gesto.

Speaker: Eu conheço alguém que talvez possa nos ajudar.

Speaker: Ah, agora estamos falando a mesma língua, não é mesmo?

Speaker: Bom, aquele termo ali era só o de confidencialidade.

Speaker: Agora precisamos assinar para que você possa fazer parte de nossa companhia e nos ajudar na nossa busca.

Speaker: Assim, garantindo seus direitos e deveres.

Speaker: O Jorgin, enquanto ele vai falando isso, ele já vai colocando a mochila ao chão, abrindo ela e retirando um outro papel novamente com o seu penal.

Speaker: Mestre, caiu uma gota de soia da minha testa.

Speaker: Muito bem.

Speaker: Agora, eu vou... Você já me passou o contrato, Jorgen?

Speaker: Ele tá ali redigindo o contrato e assim que ele termina, ele já entrega pra você, esperando que você assine de bom grado, como fez com o outro.

Speaker: Mestre, eu vou tentar refazer a assinatura que eu fiz.

Speaker: Muito bem.

Speaker: Eu preciso que você role um dado de inteligência.

Speaker: Ou se eu quiser um slide of hands.

Speaker: Seria tradução pra isso, eu preciso dar ajuda aí.

Speaker: Eu tirei 11.

Speaker: É um manuseio, né?

Speaker: Uma habilidade de manuseio com as mãos.

Speaker: Ah, não.

Speaker: É prestigiação que geralmente o pessoal usa.

Speaker: É, mas é que... É que seria mais memória mesmo.

Speaker: Prestigidação.

Speaker: Ah, isso aí mesmo, né?

Speaker: Certo.

Speaker: É, é verdade.

Speaker: Qual o seu dado?

Speaker: 11.

Speaker: Ernesto, você faz um rabisco que na sua cabeça é idêntico e devolve pra ele.

Speaker: Assim que o Jorgin pega o contrato nas mãos, ele percebe que é completamente diferente.

Speaker: Não, o outro contrato ele amassou, ele não olhou.

Speaker: O Jorgen pega esse novo contato em mãos, só que ao invés dele amassar esse, ele dá uma pequena visualizada na assinatura de Ernesto, fecha ele com cuidado, dobrando ele ao meio, e coloca na mochila.

Speaker: Pronto.

Speaker: Agora sim acabou as formalidades.

Speaker: Eu acho que você deve ter lido, né, mas ali dizia que seu pagamento será feito por Gophetar.

Speaker: Amém.

Speaker: Mas é claro, tudo para o Deus Salvador.

Speaker: O Jorgin, ele se vira pro Akai.

Speaker: Eu adoro esses caras.

Speaker: Eles são ótimos pessoas para trabalhar de graça.

Speaker: Homens verdadeiros, homens da fé são verdadeiramente dignos.

Speaker: O seu trabalho é muito nobre, Ernest.

Speaker: Eu dou um sorriso forçado pra eles, mestre.

Speaker: Certo.

Speaker: É bom que daí o montante de milhares e milhares de moedas de ouro fica mais pra nós, né?

Speaker: Não precisamos dividir com mais um.

Speaker: Sim.

Speaker: E ia ser quanto mesmo que vamos conseguir no artefato?

Speaker: São três baús cheios de ouro?

Speaker: Isso, corretamente, com joias.

Speaker: Ídolos dourados, coisas dessas sim.

Speaker: Sabe?

Speaker: Dinheiro de troco.

Speaker: Será um prazer servi-los.

Speaker: Ao mesmo tempo que servindo o Golftar.

Speaker: Eu concordo.

Speaker: No final você estará servindo um bem maior, o seu grande deus Koftar.

Speaker: E ele estende a mão pra apertar a mão do Ernesto.

Speaker: Eu estendo de volta.

Speaker: Pois então, agora podemos sim, sim, para as pistas que você tem.

Speaker: Olha, Yorgrim.

Speaker: Uma das minhas obvias havia comentado sobre uma tal dividente que não mora muito distante daqui.

Speaker: Ela não descreveu o caminho exato para chegar até lá.

Speaker: Mas, pela descrição que ela me deu do lugar, eu já consigo ter uma boa ideia de onde é. E sei exatamente como chegar lá.

Speaker: Esse podcast foi produzido de maneira totalmente independente.

Speaker: Se você gosta do nosso trabalho, por favor, considere apoiar através de apoia.se barra novecírculos.

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