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Los Papos - #02 com Safira Luna. image

Los Papos - #02 com Safira Luna.

S1 E33 · Los Catimberos
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215 Plays1 year ago

No episodio de hoje: A parte 2 de uma troca de ideias e vivências sobre a vida de alguem quem vive o futebol na Europa, mais especificamente na Itália, com a queridíssima Safira Luna.


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Transcript

Introdução ao podcast e Safira, a convidada brasileira

00:00:00
Speaker
Muito bom dia, boa tarde, boa noite pra você que nos ouve aqui no Los Catimbeiros. Começando mais um episódio desse quadro novo, desse quadro maravilhoso chamado Los Papos. A gente teve o primeiro episódio com o Ricardo e o Carlos e hoje a gente está aqui novamente pra falar
00:00:18
Speaker
sobre aquilo que a gente mais gosta, né? Futebol e bater papo com aquela pessoa que você não conhece, que a gente vai trazer pra você. Mas antes de apresentar a nossa convidada, a gente está aqui com o meu querido João. Oi, João, tudo bem? Opa! Como é que vocês estão? Tudo bem? É... Prazer estar aqui com vocês. Ainda mais esse quadro novo, o nosso aí, né? Primeira vez, hein? Pois é.
00:00:45
Speaker
Primeira vez nossa estreando esse quadro novo, que o Carlinho e o Ricardo fizeram antes. E estamos de novo, junto com essa convidada especial, que é a mesma do anterior, que tem muita coisa a falar. Exatamente. Muita coisa a ser falada, coisa boa. Vamos lá. passando aqui a palavra, bem-vinda, Safira. Oi aí, pessoal. Oi, obrigado a todo mundo. Obrigado a vocês meninos por terem me convidado de novo para um novo episódio.
00:01:14
Speaker
Nossa, pra mim é um privilégio estar podendo estrear esse quadro com vocês, é realmente assim, nossa, às vezes eu sou incrível, me sinto assim, nas estrelas, então, obrigada, primeiro de tudo, e acho que algumas pessoas me conhecem do outro episódio, mas, né, caso tenha faltado alguma informação, eu sou Safira, eu sou brasileira, moro aqui na Itália,
00:01:37
Speaker
a sete anos e o objetivo principal de estar aqui é começar um pouquinho do meu trabalho, do tipo de trabalho que eu faço aqui nos estádios, eu trabalho em estádio principalmente, então estamos batendo um papo legal sobre futebol, sobre como que é estar
00:01:54
Speaker
está nesse e-mail que é super interessante da história que vocês gostem tanto desse episódio quanto do outro. Que

Debate sobre pizzas: Brasil vs Itália

00:02:00
Speaker
legal, Sapir. A gente agradece muito por você ter topado fazer com a gente novamente, tá? E a gente tem certeza que o pessoal adorou o outro episódio e esse também, porque tem muitas outras novidades pra você cernar as dúvidas tanto do Minha e do João quanto do pessoal. Com certeza. A gente fica muito honrado disso. É uma novidade pra gente, é uma coisa nova, que a gente vai juntos trilhando um novo caminho, né?
00:02:24
Speaker
Eu aqui, hoje eu animada, entendeu? Qualquer pergunta, qualquer coisa. Eu muito empolgado também. Empolgado também. Empolgado pra fazer essa entrevista, coisa boa.
00:02:39
Speaker
Então, aqui, aqui. Como o pessoal ouviu o primeiro episódio, eu tenho algumas dúvidas, eu quero trazer de volta esse tema, porque eu queria dar a minha versão sobre isso. Nosso querido Carlos, antes de começar, manda um abraço pro nosso querido Ricardo e o Carlos. Verdade, Lucas. A questão da culinária. Eu queria trazer, não sei, tipo...
00:03:01
Speaker
Colocar na sua frente uma pizza italiana e uma brasileira. Essa é a minha maior dúvida. Então, eu sou muito suspeita pra falar porque qualquer comida brasileira eu acho que ela tem o toque assim...
00:03:20
Speaker
especial, entendeu? O brasileiro pode pegar qualquer culinária e transformar uma coisa bem única, como a gente faz com comida japonesa, ou com a própria comida italiana. Então eu sou muito suspeita pra falar porque eu gosto desses experimentos que a gente faz. Mas eu também não posso falar, eu sou muito suspeita pra falar da culinária daqui. Caramba, eu no país da culinária, o que eu posso falar mais sobre isso?
00:03:41
Speaker
É... Ai, gente, pizza é bom em qualquer jeito, mas a pizza brasileira, ela vai... Ela no meu coraçãozinho. Juro, não tem jeito. É aquele sabor família, né? Aquele sabor... É, é que tem uma coisinha, tem aquele toque de criatividade, sabe? As pizzas italianas são muito boas, mas eu nunca vou encontrar uma pizza com catupiry aqui. E isso me dói muito. São 7 anos que eu tenho comi uma pizza com catupiry e eu nunca encontrei. Isso me dói muito.
00:04:10
Speaker
Pizza com estrogonofe? Eu vou incluir uma pizza com estrogonofe na Itália. É isso que eu ia falar, que você falou da pizza com estrogonofe. Nossa, salvei e veio na hora que você falou que isso, pizza com estrogonofe é muito demais. Então, eles têm vários sabores, vários jeitos de decorar a pizza, de colocar coisa no meio.
00:04:30
Speaker
que é muito bom, eu realmente gosto muito, porque eu sou uma pessoa muito suspeita pra falar de comida em geral. Eu amo comer, sempre comendo, pra mim é vida comer, então no lugar certo. Mas a gente tem uns sabores, tem outras coisas que são muito especiais, que não se encontram em outro lugar. Então a culinária brasileira vai morar sempre no meu coração, não tem jeito.
00:04:51
Speaker
e ainda antes do João fazer a pergunta dele ainda nisso eu queria perguntar se o pessoal eu sei que é muito raro mas pessoal sobre ketchup na pizza qualquer opinião é igual quebrar espaguete no meio é a mesma polêmica eu quero falar que eu vou ter que falar que eu concordo porque tipo na pizza é sacanagem sacanagem
00:05:15
Speaker
Olha, eu gostava. Não, mas escuta, deixa-me justificar. O ketchup na pizza é bom, ele aquele saborzinho a mais, sabe? Mas também sem... é legal, eu gosto. O problema é que eu acho que ketchup na pizza combina na pizza brasileira, porque eu tentei na pizza italiana e eu não gosto.
00:05:36
Speaker
das pizzas

Discussão sobre hábitos alimentares e culturais

00:05:37
Speaker
que eu compro por aqui, eu sinceramente prefiro sem, é como se ela tivesse perfeito onde ela tá, sabe? E os italianos notam eles, odiam, odeiam, assim, não tem que fazer uma coisa dessa na frente do italiano que é igual dar um tiro, entendeu? Tem uma coisa muito engraçada da cultura aqui, que principalmente o pessoal de Nápolis, eles odeiam que é colocar abacaxi na pizza.
00:06:00
Speaker
Tem alguns lugares que eles colocam abacaxi na pizza e o pessoal de Napoli, onde dizem que nasceu a pizza, eles odeiam. Se você falar que colocou abacaxi na pizza, para eles é como um crime. É um crime mesmo. Eles xingam toda a tua geração, toda a tua família.
00:06:21
Speaker
Pra comparar, colocar o ketchup na pizza é igual falar pra um napoletano que você quer comer pizza com abacaxi. mesmo no mesmo grau.
00:06:31
Speaker
Eu acho crime os dois. O abacaxi eu acho que tem mais... O abacaxi eu acho mais... O abacaxi é pior. É pior. Nossa, perigoso. Não dá. Agora me diz como é que você bota... Não, abacaxi na pizza não tem como. Eu também não vou julgar o pessoal que fica alterado quando fala de abacaxi na pizza porque é impossível pra mim, não tem como. Eu também acho crime. Tipo, abacaxi em qualquer coisa eu acho crime. No lanche, na pizza...
00:06:57
Speaker
Olha, olha a coisa aqui. Algado e oce, pra mim. Ah, sim. Não, misturou salgado com fruta pra mim e acabou. É, nossa. Eu tinha uma pessoa na minha família que gostava de comer feijão com banana. Eu a escudô. A escuda. É a coisa mais comum do estilo brasileiro. Esse é o tópico mais comum que é banana na comida.
00:07:19
Speaker
Banana é muito comum, que eu acho crime. Eu também. Perdão, é uma culinária, mas tem as coisas que a gente faz que são inexplicáveis pra mim, assim, não tem jeito, eu não consigo. Pega a fruta e faz suco, faz suco! É mais fácil! Ah, mas sabe uma coisa que eu gostava de comer? Eu gostava de comer manda com sal. Ah não!
00:07:43
Speaker
Tudo bem. É outra coisa, mas é outro nível, é outra coisa. Isso é muito comum, muito comum. Acho que, assim, é praticamente um ano. Você vai, pô, comi o mango com sal? Vamos, vamos comer o mango com sal. Todo mundo experimentou. A gente não vai adorar comer com sal? Não, Léo? Eu não.
00:08:01
Speaker
Eu sou uma pessoa muito difícil pra comida porque eu sou enjoado, sabe? Então eu não sou fruta, eu como morando, sabe? Então... Nesse tema

Desafios de segurança em estádios de futebol

00:08:11
Speaker
eu vou ficar quietinho, eu vou ir pra se alastrar.
00:08:15
Speaker
Não, com comida pra sua mãe, assim, aberta. Tem coisas que eu posso contar na mão, assim, que eu não gosto, que eu realmente não consigo comer. Mas são poucas. Ah, eu também, eu também. Pra comida eu sou... Vixe. Qualquer coisa botar na minha frente, eu almoçando. Tem aí, não tem... Bom, bom.
00:08:33
Speaker
Vamos lá, vamos cortar o assunto aqui da pizza com abacaxi. Senão vou ficar até amanhã reclamando de abacaxi na pizza. Porque, nossa, pra mim isso é crime estadual. O pior é que meus bisavós vieram de Napoli, velho. Então, assim, eu acho que no... Nossa, que da hora.
00:08:54
Speaker
Eles vieram pro Brasil naquela época do Garibaldi, sabe? Que tava tendo briga do Sul e do Arde. Nossa! O pessoal do Sul veio pro Brasil, eles vieram. Os bisavós são italianos mesmo. Que da hora! Que da hora, isso tem isso aí. Caramba! Bem forte. Nossa, minha avó era... Nossa, aliena nata. Rusca, bruta, sistemática...
00:09:23
Speaker
Não, até porque essa é uma coisa que eu falei até no outro episódio que é a diferença entre o Sul e o Norte daqui, que pode ser bem comparado ao nosso Sul e Nordeste no Brasil, porque a Itália é muito pequenininha, então a situação fica um pouco compacta em alguns estereótipos. No Brasil é muito maior, então tem muito mais diferença.
00:09:51
Speaker
Mas se eu fosse falar do caso da Itália especificamente, eu acho que eu poderia comparar muito bem com o pessoal do sul com o pessoal do nordeste. Inclusive, esses anos atrás, em outra geração, o pessoal do sul, eles eram bem... Como é que fala? Tem uma palavrinha que eu não quero ser ostensivo, pelo amor de Deus. Mas eram bem assim...
00:10:18
Speaker
grotescos, sabe? Bem assim, pregozitos. Bem brutos. Bem brutos, isso, isso, isso. Então, eu acho que é normal você ter essa imagem assim da sua avó e tal, porque era normal na época. Até hoje, na verdade. Então, por isso que o pessoal do norte tem meio que um certo tipo de conceito com o pessoal do sul, por esse comportamento mesmo dele, se ele vive assim. Essa personalidade bem forte, sabe?
00:10:46
Speaker
A minha avó era igualzinha, então. A minha avó é o sangue do sul da Itália. Nossa senhora! Nossa! E eu acho que mês que vem eu vou pra Nápoles e ainda não sei. Eu tenho que ver direitinho como é que vão ficar as coisas, mas eu deveria ir. Mas eu conheço muita gente do sul. É muita gente do sul. Inclusive, em San Siro, quando eu vou trabalhar lá, tem muita gente, mas assim, é lotado de pessoas que vêm do sul pra San Siro trabalhar somente pra lá.
00:11:16
Speaker
Então gente que vem da Puglia, gente que vem de Nápoles também, um pessoal que vem da região osciláteo, eles vão pra São Ciro pra trabalhar, eles fazem tipo 10, 12 horas de viagem pra ir pro estádio.
00:11:32
Speaker
Pois é, então eu sempre em contato com o Pau do Sul e eu me sinto muito bem porque parece muito com a cultura que a gente tem no Nordeste. Eu sou nascida em Simper, não me mudei, saí de quando foi pra ali, aqui diretamente pra Itália.
00:11:49
Speaker
Então assim, enraizado em mim a cultura nordeste. Então eu me encontro muito bem, me sinto muito bem quando eu bato com o pessoal do sul, porque eles são os nordestinos da Itália, entendeu? Eles são os nordestinos da Itália.
00:12:05
Speaker
A ligação com o consulto da Itália tem meu tempo. Eu torço pro Milan, né? Eu gosto do Milan. Mas da mesma forma eu gosto do Napoli, porque eu me sinto assim, obrigação de ter que gostar do Napoli. Claro, claro. Porque são de família. Exatamente.
00:12:24
Speaker
Inclusive, depois eu vou mandar pra vocês, eu vou escolar no loop do WhatsApp umas figurinhas que eu tenho no Nápoles, que virou meme aqui. Essas figurinhas de povo torcer para o Nápoles, nossa, virou uma, olha, uma badela.
00:12:37
Speaker
Mas é legal porque, nossa, inclusive, os torcedores do Napoles são um dos, como é que falam, torcedores mais difíceis. Eles são realmente complicados. Eu lembro, pouco tempo atrás até,
00:12:56
Speaker
Acho que foi em janeiro ou fevereiro que teve o jogo do Torino contra o Nápoles e foi intenso. Foi intenso. Uma faca no setor dos hóspedes. Pois é. Sabe aquelas coisas que explodem?
00:13:17
Speaker
que faz barulho, não vem a palavra. Não é fogo de agitador. É tipo bombinha, sabe? Os negocinhos assim, que não pode entrar no estádio. Mas aquilo entrou no estádio de algum jeito e eles estavam explorando bombinhas no estádio. Olha, foi uma coisa. Aliás, que você falou sobre isso aí, era uma coisa que eu queria perguntar. Mesmo com a revista que vocês fazem lá, tem gente que consegue entrar?
00:13:47
Speaker
Tem jeito de conseguir entrar. Errados. Sim, e é uma coisa que eu critico muito no estádio e principalmente nas pessoas que tão fazendo o mesmo serviço que eu e que deveriam ter instrução o suficiente pra fazer esse tipo de coisa. Por quê? Porque é uma parte muito delicada. Porque você tocando as pessoas, você não pode ser invasivo, mas ao mesmo tempo você tem que ter certeza de que aquela pessoa não
00:14:16
Speaker
com bilhares que possam machucar pessoas dentro do estádio. que o problema. Quando são jogos difíceis ou são em setores difíceis do estádio, que tem muita gente, chega um momento em que todo mundo quer entrar, então você tem que ser muito rápido.
00:14:33
Speaker
Então, não pra você revistar todo mundo da maneira que deveriam ser revistados, sabe? Então, a gente percebeu alguma coisa. Nunca chegou nada assim de jave, sabe? Pelo menos comigo diretamente. O máximo que aconteceu assim foi eu, uma pessoa que queria tomar uma máquina fotográfica profissional, que não podia entrar. Então, a gente teve que vir para o carro, ou em algum lugar, porque não poderia entrar no estádio. Mas, do resto, coisas bobas.
00:14:59
Speaker
Esqueio, a garrafa de água sai daquelas de metal, então a gente meio que fechou um olho, sabe? Deixou um pouco passar algumas coisas do tipo, sim. E isso é um tema que a gente percute até aqui no Brasil, não é? Porque aqui no Brasil é muito comum, no meio da partida, a torcida acender os sinalizadores. Sim, é. Mas é muito comum e a gente tenta entender como que passa na revista.
00:15:24
Speaker
É exato, mas tem um pessoal que eles são extremamente espertos quanto a isso, porque, por exemplo, a gente não pode tocar em crianças, tá? A gente não tem a permissão de tocar em menores de 14 anos. A gente tem que perguntar a idade, claramente, se não for óbvia.
00:15:41
Speaker
Porque assim a gente não toca, e muitos pais se aproveitam disso pra colocar as crianças pra levarem algo com elas, sabe? Porque de criança a gente pode revisitar a bolsa, pra gente abrir a mochilinha, pra abrir a bolsinha e tudo mais, que tocar mesmo na criança a gente não pode, é crime.
00:16:01
Speaker
Então se eles quisessem esconder coisas, eles poderiam tecnicamente fazer isso com os filhos. aconteceu uma coisa que sim, não foi grave, na verdade super B, não tem nada de perigoso, extremamente perigoso.
00:16:16
Speaker
No estádio, pelo menos em San Siro, o isqueiro não pode entrar. E uma vez um rapaz passou falando que ele era um isqueiro, que na frente do meu coordenador ele foi e tirou um isqueiro da meia. Então, pra vocês terem ideia, foi uma coisa muito simples, foi um isqueiro, mas poderia ser qualquer outra coisa. Então, é um serviço bem delicado, bem delicado.
00:16:40
Speaker
E isso que você comentou de não revistar as crianças, eu não sabia, porque aqui no Brasil, eles quase reviram as crianças, assim. E os outros só... É aquela reladinha assim, e deixa passar. Que é quando acaba entrando com alguma coisa que não pode, né? É, acontece de entrar muito com coisa... Por exemplo, pra baixo da canela, no tênis, essas coisas assim, porque... É, dar aquela padinha e passa.
00:17:06
Speaker
É, tecnicamente a gente deveria revistar assim, porque quando a gente faz o curso de preparação pra ser steward, a gente aprende a fazer a revista certinho, que deveria ser tocando assim atrás do pescoço, quando tem capu e casaco, durante o inverno principalmente.
00:17:24
Speaker
Se tiver alguém de chapéu, pedir pra tirar o chapéu e passar a mão assim por baixo dos braços, pedir pra abrir o casaco pra gente ver bem dentro, né? Se tem algum bolso ou alguma coisa. Pois tocar nos bolsos de trás e qualquer bolso lateral, descendo até a canela. que é impossível fazer isso tão perfeitamente quando todo mundo entrando, porque o pessoal também, eles são meio atingados. Tipo, os portões eles usarem duas...
00:17:50
Speaker
do jogo começar. Então todo mundo tem duas horas de tempo pra chegar com calma, na fila, tranquilo. que todo mundo chega meia hora antes do jogo começar. 20 minutos antes do jogo começar. E você fazer, tipo, revista em 300, 300 pessoas, em 20 minutos é impossível. Então alguma coisa acaba sempre escapando. É, não tem jeito. Com certeza. É, porque a ciência americana estraga o... A experiência da pessoa. A experiência da pessoa que indo pra torcer também, né.
00:18:18
Speaker
É, exato, claro. E uma coisa que eu pelo menos gosto muito do Estadio das Unidas, eu acho que é o estado de que eu trabalho melhor, trabalham com muita tranquilidade, porque eles são super certinhos, sabe, com todas as regras. E uma coisa muito legal é que você não precisa revistar o pessoal com a mão, porque eles têm aqueles portais, sabe, de Metal Detector,
00:18:44
Speaker
Em que o pessoal faz o que parece no aeroporto mesmo, sabe? Então o pessoal passa por aquilo e depois a gente vem com outro mental detector que você segura e vai passando assim ao redor do corpo da pessoa pra ter certeza que ela não tem nada. E depois a única coisa que a gente faz manualmente assim mesmo
00:19:01
Speaker
é ver as bols, então a gente pede pra eles abrirem, mas sem jamais colocar a mão dentro tocando assim por fora, a pessoa que tem que esvaziar tudo e acabou, você não toca na pessoa, não tem contato e é muito mais seguro porque eles estão passando por um aparelho mesmo que ele detecta se tem alguma coisa ou não então é tudo muito mais certinho por isso que eu gosto muito de trabalhar na Juventus eu sei que eu não vou ter problema de algum tipo pelo menos nessa fase do trabalho
00:19:31
Speaker
Eu vou dar um relato próprio, meu. Eu sei que eu fui muito burro, eu quero saber a sua opinião. Eu sei que eu fui muito burro nisso. Eu fechi o jogo do... Não, eu fechi o jogo do Brasil e Nicarágua. Fui em outra cidade, né? É, tipo que, pra quem é que é daqui do Brasil, vai entender melhor, não sei se vocês sabem, mas eu fui até Araraquara pra assistir o jogo. Então, na minha bolsa, como eu fiquei o dia inteiro na estrada, tinha coisas e itens pessoais, tipo desodorante, protetor solar, sei o quê.
00:20:01
Speaker
que eu peguei uma bolsa qualquer aqui em casa, eu pus as coisas e levei que na hora eu nem me toquei na hora de entrar no estádio então eu peguei na hora da revista o policial fez eu jogar tudo fora que eu não joguei na rata de lixo tinha um canteiro eu tive que jogar pra do canteiro eu tive que voltar tive que deixar a bolsa numa lanchonete então enquanto eu fui voltando eu fui avisando o pessoal porque tinha mãe que tinha mamadeira tinha mãe que tinha coisa pra fazer leite pras crianças por ser o jogo da seleção feminina então tinha muita família
00:20:29
Speaker
Então tinha muita criança de colo, então as mães foi tudo voltando e deixando as coisas na barraca, enquanto isso foi o desodorante, perfume, coisas minhas que tava na bolsa que eu nem toquei, tava tudo jogado no canteiro. Acabou o jogo, consegui voltar e pegar tudo de volta, mas queria saber o que foi muito bom, ou pra ter relevado.
00:20:48
Speaker
Não, isso não é questão de vorência de forma alguma, porque tem muitas pessoas que acontecem toda vez de ter alguém que talvez esquece que alguma coisa não era pra lutar, e o nosso conselho de sempre é.
00:21:04
Speaker
Ninguém dos funcionários, ninguém que tem responsabilidade sobre os seus objetos. Então, se você quiser deixar no estádio, a responsabilidade é sua. Ninguém sabe se você vai encontrar aqui de novo ou não, porque os objetos não são nossos. Mas a gente tem assim um espacinho no estádio que a gente deixa todos os objetos dessas pessoas que não poderiam entrar.
00:21:26
Speaker
Então, tipo, guarda-chuva com ponta, garrafa de metal, perfume... Tem muitas senhoras que levam perfume escaro para o estádio, eu não sei por que, mas levam e daí não querem claramente jogar. Então a gente deixa no cantilhe, na maioria das vezes o pessoal encontra as coisas dele de volta, mas teve útil.
00:21:47
Speaker
O último jogo do Milan que eu fui teve uma menina que perdeu a garraçinha de metal dela, aquelas térmicas, sabe? E ela ficou muito mal porque ela falou que era um presente, que era uma lembrança de alguém importante pra ela, que ela não achou.
00:22:02
Speaker
que infelizmente, quando eu tava fazendo a revista, eu tava em outro setor, foi depois que eles me colocaram lá. na saída, ela perguntou, minha garrafa ainda com vocês, que eu não sabia que ela tinha deixado a garrafa lá, então fiquei, fiquei até por ela, porque ela tava estourando, tadinha. Mas, acontece, acontece. Tem muita gente que não sabe, ou talvez não leu as regras, sabe, no estádio, não leva isso, não leva aquilo, então, é normal, acontece sempre.
00:22:29
Speaker
Entendi, então eu não fui tão burro assim. Ah não, que isso, é normal, acontece todo o tempo, juro. Não é coisa... Ah, olha, o jogo do Inter foi complicado no segunda-feira, porque... E o pior foi por uma coisa muito simples, eu me mudando levemente de assunto, mas...
00:22:46
Speaker
a tentar explicar pra você como é que funciona essa parte do trabalho que é chata. Ela é muito chata. São as piores duas horas de trabalho que tem no estádio inteiro. Eu tava fazendo a revista nesse dia e eu sou autorizada a tocar mulheres, porque mulher revista mulher, homem revista homem. Nesse dia, na verdade, o meu coordenador pediu pra eu revistar homens também porque tinha muita gente.
00:23:11
Speaker
Então depois mais ou menos foi o sinal das duas horas do portão aberto, eu revistei alguns homens também, mas a maioria do tempo foram mulheres. E o que acontece? O meu coordenador me falou assim, ó, garrafa de água, plástico,
00:23:27
Speaker
pode entrar se for de criança pequena. Se você uma mãe com crianças ou algum idoso que precisa tomar algum remédio, você deixa passar. que se for qualquer outra pessoa, eles vão ter que esvaziar a garraça e colocar a água em um copo. Eles deram uns copos pra gente, sabe aqueles copos em papel assim? Um papel resistente, mas enfim, eles deram pra gente esses copos pra gente falar pras pessoas, colocar o líquido no copo e elas levariam pra um estádio.
00:23:56
Speaker
que foi o interno, porque ninguém queria colocar o líquido no copo, todo mundo queria levar a garrafa. E eu falei, olha, perdão, não sou eu que inventou as regras, eu sei que é chato, eu sei que é uma garrafa, por mim vocês poderiam levar, eu confio em cada um de vocês. que o meu ex-chefe falou que isso aqui não é pra entrar, então vocês podem levar a garrafa.
00:24:21
Speaker
E é nesse momento em que eu levo um monte de nistingo, eu levo um monte de cara feia. Tenho que chamar meu coordenador pra resolver a situação, porque senão eu começo a brigar com o pessoal. Quer dizer, eles começam a brigar comigo. E o problema de tudo é que também não é nem culpa das pessoas, sabe? Porque as regras no estádio de São Círio, especificamente.
00:24:45
Speaker
aqui agora porque em outros estádios eu não tenho muito esse problema mas no estádio de San Siro que é muito grande e tem muitos setores as regras mudam de setor a setor então talvez uma pessoa que está acostumada a ir pro estádio mas no outro jogo ela estava em outro setor eles tem uma regra diferente tipo pode entrar com garrafa mas tirar a tampinha ou então pode entrar com a garrafa inteira ou então não pode entrar com a garrafa tipo nada não pode entrar tem que comprar no estádio
00:25:12
Speaker
Então quando eles vão pra outro setor que tem outra regra, eles ficam inconsciuosos e eles ficam achando que a gente de palhaçada com eles, sabe? Mudando as regras assim porque a gente quer. Isso aqui é chato até pra quem trabalha, porque muda todo tempo. A gente nunca sabe o que eles vão pedir, o que a gente tem que cobrar dessas pessoas. Então, ó, pra mim um copo ou uma garrafa não muda. Eu quero fazer um trabalho tranquilo, mas é difícil. Lidar com a pessoa é difícil nessas horas daqui porque todo mundo quer entrar.
00:25:40
Speaker
quer se livrar. E por uma garrafa de água, sinceramente, você fazer uma construção dessa é estressante. Eu não sabia disso de que cada setor tinha uma regra diferente, tudo. O básico é que o básico de que não pode entrar. Esqueiro. Esqueiro, desodorante de perfume, qualquer líquido de oxigênio inflamável. E em desfuel não pode entrar guarda-chuva com ponta.
00:26:06
Speaker
aqueles pequenininhos que você põe na bolsa sim, mas aqueles grandes não e garrafas de metal porque alguém na hora assim da raiva poderia jogar de um setor pra outro e mais pra alguém mas garrafas de plástico sinceramente vai ter sempre alguém que vai conseguir passar com uma então se de um setor você uma pessoa com uma garrafa assim e você não entrou, automaticamente você vai pensar ah mas por que aqui fulano entrou e eu não com a garrafa
00:26:33
Speaker
E é por isso que me incomoda muito, é difícil trabalhar em Super Zero porque é um estádio muito grande, com muitas regras, toda vez muda, até pra nós mesmos, sabe, funcionários é complicado lhe dar. Então imagina pra quem indo na paz assistir o jogo, é um pouquinho difícil.
00:26:51
Speaker
Eu imagino que pelo tamanho que o San Siro tenha, ainda mais dependendo do jogo que vai ter, né? Mas se for ter um derby... Nossa, vai ter o derby dia 21. Vai ter o derby dia 21 e eu me preparando porque eu sei que eles vão me chamar e vai ser complicado, vai ser difícil.

Experiências de Safira nos dias de derby e comportamento dos fãs

00:27:13
Speaker
Dia 13 também vai ter outro derby aqui na universidade que vai ser o Turínio Juventus, então esse também é outro jogo complicado.
00:27:20
Speaker
Então, eu me preparando mentalmente pra conseguir lidar nesses dias, porque é difícil, é difícil. Ah, porque além de ser o derby já, né, ser um clássico, o pessoal vai com a mente de, nossa, hoje é dia de jogo, hoje é dia de clássico. É guerra. É guerra. Ah, então, nesses dias aí... Entendo.
00:27:44
Speaker
É, então, o problema. As regras mudam completamente em dia de derby. Porque em jogos normais, algumas coisas não seriam empolheradas. Mas em dia de derby, os coordenadores sabem que vão ter que lidar com pessoas difíceis, então eles avisam. Ó, não façam problema por isso aqui. Se vocês encontrarem isso, que normalmente não entra no estádio, deixa passar dessa vez, porque a gente quer fazer com que o pessoal entre, porque vai ter muita, muita, muita, muita gente.
00:28:13
Speaker
Então seria uma pena de tempo ficar parando todo mundo por uma coisinha pequena, sabe? Mesmo que geralmente não entre, no dia do derby tem exceções. E eu lembro que o meu primeiro jogo em San Siro, que foi um tempo atrás, foi no dia que o...
00:28:29
Speaker
o Inter jogou com o Milan, foi justamente um derby, foi impossível. Nossa, eu viro pra vocês, assim, foi difícil. E por ser minha primeira viagem, assim, eu tava um pouco, já, assustado, assim, pela situação, assim, ir pra Milão, ir pra outro estádio, um estádio gigante, eu tava acostumada a trabalhar no Torino, então ir pra Santino, enfim, eu tava me deixando meio nervosa, e era o dia do derby, então eu fiquei, olha, foi...
00:28:59
Speaker
Foi complicado, mas naquele dia eu fiquei no segundo dos acessos, eu não tava no primeiro, então foi outro tipo de trabalho que eu fiz. É, os clássicos termina da Juventus. Eu não sei como é que deve funcionar assim. O sensiro é um pouquinho o arquivo da Juventus, estágio.
00:29:17
Speaker
Ai, ai eu não sei. Olha, vou te falar. O problema de San Siro é o espaço fora. Porque San Siro é enorme. Enorme, enorme, enorme assim por fora. Por dentro também, porque é um estádio assim bem alto, tem muitas bonitas cadeiras assim, uma coisa gigante, você se sente uma formiguinha dentro. Mas eu acho que o estádio do Juventus é maior por dentro, porque ele tem muitas salas e tipo, tem a parte do campo onde o pessoal vai ver o jogo.
00:29:46
Speaker
E, em questão, nessa parte especificamente, San Siro é maior. que... Ah, é porque é um pouco complicado explicar, calma. San Siro por fora, por fora assim do estádio, é muito grande, é gigante. Tipo, parece uma praça, quase uma rua de San Siro. Tanto que, tipo, tem pessoas que às vezes erram o setor e eles têm que ir pra, tipo, a outra ponta do estádio e você faz quilômetros de distância, sabe, andando.
00:30:14
Speaker
o saldo de juventus por fora ele é um pouco ele é um pouquinho menor é também tem uma cícline de espação por fora mas é um pouco melhor do que se eu acho é que por dentro do estádio mesmo mas não a parte de você vai ver o jogo
00:30:31
Speaker
Muitas salas, então é muito maior, a sensação de ser um espaço muito maior, sincero não, é quase sim, imediato. Você entra no estádio, você entra na parte, naquela parte de você vai ver o jogo, não tem muitas salas dentro, fora, claramente.
00:30:47
Speaker
a Hospitality e algumas conferências, sala de jornalista, essas coisas, mas de resto é um estádio um pouco mais compacto, sabe? Tem um espaço fora, mas em que você entra você está no estádio, tá? Dentro do Lodge tem o campo. o da Juventus, meu, ele é bem grande, tem muita sala, tem muita coisa, tem muito bar, tem... Nossa, tem tudo aqui no estádio, tudo!
00:31:12
Speaker
Aproveitando isso sobre o tamanho do estádio, qual até hoje que você trabalhou, que você ficou tipo assim... Essa é a minha pergunta. Entre os dois estádios, que eu vi que ela falou muito bem do estado de vento. Então, qual dos dois estádios você ficou mais tipo wow? Chocada. Não dos dois. Em todos você trabalhou também, pode ser qualquer um.
00:31:35
Speaker
Em geral, olha, eu vou ser sincera que o da Juventus foi o que mais me chocou, não pela questão de ser um estádio muito bonito, mas por também ser a reputação, o Juventus tem uma reputação, sabe? É um estádio conhecido em todo mundo, então você pisar
00:31:56
Speaker
te choca, sabe? Você fala, cara, eu no estádio dos Juventus, caramba. Então, sim, eu acho que me soco mais, que San Siro, eu acho que ele me faz sentir muito, muito pequena, porque é um estádio tão grande, sim, imponente, que você realmente sente minúsculo adentro.
00:32:14
Speaker
São dois tipos de choque diferentes, sabe? O de Cecilia é porque você realmente se sente pequenininho lá, porque você é num estádio muito grande, com aquelas torres enormes, assim. que o da Juventus, ele choca por ser um estádio que é muito conhecido e por ele ser extremamente bonito dentro. Ontem, por exemplo, eu fiquei num setor que não parecia... Tipo assim, parecia que eu tava em um hotel, não em um estádio. Era uma coisa assim...
00:32:40
Speaker
Fora da realidade. Então são dois tipos de reações diferentes, sinceramente. Imagino. que é o de qualquer um, né, Jumbo? Porra! O Sanciro é o sonho de qualquer um, não é? Ah não, com certeza. Ah, eu imagino. O Sanciro é o Bernabéu e o Cufnu. Pra mim é os três. No top 3, assim... Ô, calma lá. O Goal de Terford também, né? É isso.
00:33:10
Speaker
Os outros estádios que trabalhei, eles são mais... não me surpreenderam tanto, até porque são estádios um pouco mais antigos, por exemplo, o do Torino ele não é bonito, eu não acho um estádio bonito, e ele é um estádio bem pequeno, assim como o estádio do Atalanta.
00:33:27
Speaker
que é um estádio realmente bem pequenininho, o que facilita meu trabalho, inclusive por isso que eu amo trabalhar em Bergamo, porque por ser um estádio pequeno, são muito menos pessoas e eles conseguem gerenciar os funcionários de uma maneira muito mais assim, sabe? Fácil. Então, todo mundo se conhece e tem um clima bem familiar nesse estádio, principalmente porque eu trabalho em um setor fixo quando eu vou em Bergamo.
00:33:53
Speaker
Então criou um ambiente bem família mesmo, na tribuna da Atalanta, então eu trabalho super tranquilo lá. Mas em questão de surpresa, assim, realmente de ficar chocada entre San Siro e Juventus, eu acho que Juventus é um pouco mais do que San Siro, que os dois estão, né, os anelos ali empatando. O que o Gibergo tem de pequeno tem de maluco, então, né, pelo jeito. Como? O que o do estágio da Atalanta tem de pequeno tem de maluco.
00:34:21
Speaker
tem de maluco, nossa senhora, e isso quando eu trabalho em um setor super tranquilo, porque assim, a curva que a gente chama de curva norte, eu tentando traduzir os nomes de setores porque eu não quero que fique, sei lá, estranho a promessa. A curva norte onde ficam os fanáticos, né, os mais assim, ajeitados da cabeça, nossa, o que eu ouço dessa curva, olha,
00:34:51
Speaker
Eu agradeço por eu não trabalhar lá, porque tem gente que sinceramente falta sair chorando. Porque é um pessoal muito agitado, muito louco, alguns falam que eles são até arrogantes, sabe? Mas no setor de eu trabalho, todo mundo é muito gentil, todo mundo é muito legal. que tem umas vezes que eles falam umas coisas que eu fico realmente assim, como é que você não pensou nisso? Você pensa antes de você falar?
00:35:20
Speaker
Eu juro, o pessoal de Bergambor eles são bem louquinhos a cabeça, mas eu acho que isso mais emoção na hora de trabalhar porque você nunca sabe o que vai acontecer.
00:35:30
Speaker
É sempre uma caixinha de surpresa trabalhar lá. Nossa, eu não sei se... Não, não cheguei a contar isso pra vocês, mas o último jogo que eu fui, porque eu tive Mérgamo, que foi o Atalanta Fiorentina, o jogo foi suspendido, foi adiado porque o diretor esportivo do Fiorentina teve um ataque cardíaco, foi levado pro hospital.
00:35:54
Speaker
Alguns dias depois ele morreu, inclusive teve um minuto de silêncio nos estádios e tal, porque ele faleceu infelizmente. Mas eu tava no estádio do Atalanta quando o homem foi socorrido, pra vocês terem ideia, tipo, essas coisas acontecem no estádio do Atalanta.
00:36:11
Speaker
Que maluco. Eu lembro que você mandou uma foto. Como? Eu mandei em verdade, eu mandei uma foto do pessoal, tava plotado, plotado. E esse dia foi muito engraçado. Engraçado não, quer dizer, trágico, mas engraçado no modo irônico. Porque a gente chegou lá,
00:36:31
Speaker
bem mais cedo do que a gente deveria ter chegado. O jogo, se eu não me engano, era às 3. Então significa que a gente chegou no estádio, acho que eram às 1h30 da tarde. Não, brincadeira, o que eu falando? Mentira, mente feio. Porque se o jogo começa às 3 e os portões abrem duas horas antes, então a gente significa que a gente tava pelas 11h30 da manhã. Era bem cedo, se eu não me engano.
00:36:59
Speaker
Gente, não lembrando bem dos horários, mas a gente chegou bem mais cedo. É que tem tantos jogos na minha cabeça ultimamente que eu realmente não lembro dos horários certinhos, mas a gente chegou bem cedo. Então a gente esperou um monte de tempo sem fazer nada, porque tava tudo fechado. E daí a gente ficou conversando lá, algumas coisas, preparando os negócios pra abertura.
00:37:22
Speaker
e quando a gente abriu os portões aqui naquelas duas famosas horas antes do jogo, simplesmente as catracas elas pararam de funcionar, mas no estádio inteiro, a gente teve que esperar acho que uns 25 minutos, 25 para meia hora
00:37:39
Speaker
de tempo pra que eles voltassem a funcionar e a gente não sabe até agora porque que eles pararam mas assim que começou a funcionar a gente trabalhou por mais ou menos uns 15 minutinhos e depois saiu a notícia que o diretor do Fiorentino tinha sido socorrido e o jogo foi adiado então a gente literalmente não trabalhou
00:38:03
Speaker
Não trabalhou esse dia, foi tudo muito estranho, então assim, as coisas mais inesperadas acontecem no estádio da Palanca. Por mais que seja um estádio muito underrated, me ajudem.
00:38:19
Speaker
não vem a palavra, mas é um estado de que o pessoal realmente não muita... sabe, não liga muito, mas acontece em subestimado, exatamente, não esqueci a palavra, nem em italiano vivei, não vivei em Moda Books, mas é um estado de que o pessoal menos acha que vão acontecer coisas assim, mas acontece um monte de coisa doida por lá, é interessante. E você comentou da questão de você ter muitos jogos com os horários, você falou que você tem uma listinha de jogos, né, que você vai?
00:38:49
Speaker
Ah, eu tenho. Eu anoto tudo e eu... perdão? Você tem noção de quantos? Você foi? Tenho. E eu com ele aberto aqui agora na minha frente.

Carreira de Safira em estádios de futebol

00:39:00
Speaker
Porque eu gosto de anotar todos os jogos no meu bloco de notas no celular. Porque assim, no final do mês eu sei quantos jogos eu fiz e quanto aproximadamente eu vou ganhar aquele mês. Então, o meu primeiro jogo foi oficialmente em agosto. Foi dia...
00:39:18
Speaker
30 foi dia 31 de agosto, que foi o dia do Torino e do Cagliari. E eu fiz 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38 jogos até agora. Até o dia ontem que foi... Não, brincadeira. Foi quando você falou aí? 38 ou 39? 38. Isso. 38.
00:39:48
Speaker
39 com o de ontem. É basicamente uma temporada. Sim, sim, sim. É, fora as que eu não pude aceitar claramente, né, porque, enfim, com o estudo, com outras responsabilidades, é um pouquinho difícil eu conseguir aceitar todos os jogos, principalmente da Champions, porque é sempre dia de semana e começa muito tarde, às 9 da noite, eu não consigo estar lá. Então,
00:40:14
Speaker
Eu tentei fazer o que eu pude, mas até agora sim. Depois eu tenho mais o jogo programado, que vai ser o do dia 13, o derby aqui na minha cidade, então vão aumentando. Mas é, mais ou menos, é um número bom pra uma temporada. Eu trabalhando no meu estado mais ou menos um ano, então eu acho que corresponde, sabe, o número de jogos à temporada em si. Pelo menos com jogos fritipais. Então, é, por enquanto é isso. Mas eu anoto tudo, tudo.
00:40:42
Speaker
Mas quantos são por semana uns três ou quatro? Por semana? Não.
00:40:49
Speaker
Porque, então, mais ou menos, cada time eu acho que, se eu não me engano, porque depende do mês também. Mas cada time joga mais ou menos entre dois e três jogos por mês, né? Então, se eu fizer, por exemplo, na melhor das hipóteses, três jogos do Torino em um mês, mais três da Inter, ou dois do Inter e três do Milan,
00:41:17
Speaker
mais três do Atlanta, que é o que mais faz jogos. O Atlanta é o que mais joga por mês. Eu lembro de estar sempre por lá, porque é o time que faz quase sempre três jogos por mês. Então faz, sei lá, tipo...
00:41:34
Speaker
É porque depende muito também do meio, sério. É um pouco difícil de explicar isso. Tem momentos em que, por exemplo, tem semanas em que eu tenho um jogo depois de outro. Pode ser, tipo, uma quinta ou uma sexta no sábado, ou uma sexta no sábado e no domingo. Então tem vezes que são os jogos seguidos, ou então tem vezes que, tipo, eu tenho dois jogos no final de semana, ou o outro final de semana eu tenho um jogo, tipo, no sábado ou no domingo. Às vezes eu tenho a final de semana livre, porque não tem nenhum jogo que caia naquela semana.
00:42:03
Speaker
Então, tudo depende muito. Então, sobre isso eu não tenho uma resposta exata. Inclusive, é um pouco complicado até pra organizar os meus planos pessoais, porque você nunca sabe quando é que vai cair o jogo, e quando cai geralmente no final de semana.
00:42:24
Speaker
Eu quase nunca pensava em ser morna nível, por isso. Enquanto isso no Brasil, o time é de 7 jogos por mês. Nossa, sério? Exatamente, por isso que eu perguntei. Por isso que eu perguntei sobre... Nossa, não? Em média. Porque aqui no Brasil... Nossa, é muito jogo, é muito jogo. Tudo bem que... Tudo bem que aqui no Brasil tem uma rotatividade muito grande, né? Então...
00:42:51
Speaker
Acho que não chega nem a ser comparado com outra atividade da Europa.
00:42:55
Speaker
É, até porque assim, se a gente for ver a Itália como país, o tamanho e os times que estão na série A, não tem muito o que ser feito, sabe? Então, os jogos que dão pra fazer são esses, e também tem que ver o fato de, tipo assim, quando o time joga em casa, entendeu? Porque claramente tem jogos do tal time que eles jogam em outro destaque, que a gente não vai.
00:43:25
Speaker
com esse time pra tal estado porque a gente trabalha com eles. A gente faz os jogos quando tais times jogam em casa, então. Eu trabalho isso no Ciro quando o Inter ou o Milan jogando. Em San Siro, na Juventus, quando o Juventus jogando. Em Torino, e assim com os outros times, então. Tem isso pra considerar também. O time em si com certeza joga mais vezes ao mês. que os jogos que são em casa são dois ou três por mês.
00:43:55
Speaker
Já... que a gente falou... que a gente falou da... Pode falar, pode falar. Antes de eu falar, quero tirar uma dúvida. Pra você, torcedora da Inker, é Sansiro ou Giuseppe Meazza? Perdão? Não ouvi. Pra você, torcedora da Inker, né? É Sansiro ou Giuseppe Meazza?
00:44:13
Speaker
Ai, nossa, pergunta interessante. Pra mim vai ser sempre sozinha. Pra mim vai ser sempre sozinha. que... Ai, olha, sabe que eu nunca parei pra pensar nisso. Agora que eu sei que lhe contou realmente.
00:44:31
Speaker
Eu vou perguntar pro meu padraste, que ele também é torcedor do Inter, ele bem aqui do meu lado. Se vocês quiserem, eu posso deixar a Calon pra vocês ouvirem, mas se for atrapalhar, se vocês não quiserem, eu muto ou seguro a pergunta pra eles e respondo. Não, pode perguntar, vocês não mutaram.
00:44:53
Speaker
Francesco, posso perguntar uma coisa? Você como interista, é uma pergunta um pouco gênero, porque não sei quem são os garotos, e para você como interista, o estádio, o chamarias San Siro ou Giuseppe Neazza?
00:45:17
Speaker
Ah, de verdade? Não sou eu. Sim, é para mim. Ah, agora a resposta foi errada agora. Porque para mim, Sanchiro é Sanchiro. Eu também. Ele riu porque ele entendeu a pergunta melhor do que eu e ele falou que para, assim, pelo menos,
00:45:39
Speaker
pelo menos por tradição, os inteiristas chamam de josep e meaça que os milanistas eles chamam de sanzira que ele falou que pra ele também é sanzira, ele chama de sanzira por costume, assim como eu. Foi por isso que a pergunta me surpreendeu um pouco, eu falei cara, e agora? Inesperável isso daí.
00:45:59
Speaker
Eu também achei que ele ia falar que não é sozinho, não. É, mas eu acho que é mais o costume, por como é mais conhecido o estádio, mas... Eu acho que ele respondeu de uma forma neutra, mas se ele tivesse que responder como interista, ele teria respondido de Josep Nomeatza, e foi justamente o que ele disse. Então... Foi uma boa pergunta, foi uma pergunta muito boa essa.
00:46:24
Speaker
Aliás, que a gente falando... Falei dos estágios lá. Acho que todo mundo sonha e tal. Qual é a cor? Sei lá, vamos falar um top 3 estágio que você queria visitar. Pode ser... Não na Itália, né? Ah, ok. Uma Champions, alguma coisa assim do tipo, sei lá. Algo assim pra você ver mesmo, sem ser trabalho. Serneide, você tem sentido contato recente com futebol, né?
00:46:53
Speaker
Um top 3, então, se você fosse fazer um top 3 na Itália, dois eu vi, que são San Siro e o estádio da Juventus. O próximo que eu tenho a intenção de ver é o estádio de Roma, que, nossa, ele está incrível. Deve ser lindo e a atmosfera também deve ser, tipo, da hora, entendeu?
00:47:16
Speaker
Pra Roma eu nunca, quer dizer, eu estive em Roma, mas eu nunca fui ver um jogo em Roma. Talvez em futuro eu vá. Mas na Itália é basicamente isso. Também tem o estádio de Nápoles que deve ser interessante, mas eu tenho amigos que foram, que mandaram foto. Não é tudo isso com o estádio, sinceramente, então eu nem contaria no top 3. Agora...
00:47:39
Speaker
Da Europa em si, olha, vou te falar, com certeza na Espanha eu não sou muito afiada com o nome de time, até porque eu comecei agora, pouco tempo, a seguir o futebol. Então eu não sei te dizer estádio tal que é de time tal, mas com certeza os estádios da Espanha, principalmente de times famosos, devem ser interessantes de ver.
00:48:05
Speaker
Assim como também na Alemanha, tem muitos estádios incríveis. E tem um pessoal, meus amigos e meus, que eles foram passar um tempinho na Alemanha, assim, nos dias, né, pra turistar. E eles foram num estádio de... E eles falaram que é muito bonito, é enorme, é assim, absurdo aquele estádio, é... Meu Deus! Nossa, tem... Nossa, teria um monte de estádios. Mas eu acho que principalmente os estádios da Alemanha e da Espanha, eles me...
00:48:33
Speaker
chamou mais atenção até por coisas que eu vi, mas assim eu não sei dizer exatamente quais times que jogam nesses estádios, porque justamente eu mais próximo do mundo do futebol na Itália do que o resto do mundo, eu não sou de ver futebol

Cultura do futebol: influências brasileiras e experiências europeias

00:48:49
Speaker
assim fora do contexto italiano.
00:48:51
Speaker
O máximo que eu vejo é quando o Inter está jogando na Champions com algum outro time, mas eu não vejo jogos de outro time, sabe, estrangeiros e tudo mais, então eu saberia que está muito bem, mas os estádios da Espanha, com certeza, e da Alemanha, nossa, devem ser da hora, devem ser o pelo menos mais conhecido.
00:49:12
Speaker
que você falou em Alemanha, me veio uma coisa aqui na cabeça. A entrada, acho que não, mas tem venda liberada de cerveja dos estados? Ou também depende de cidade em cidade? De quê? De cerveja. Ah, sim, sim. Eu entendi, sorvete. Uma boa, uma boa.
00:49:38
Speaker
Não, de cerveja sim. Essa aqui é uma cerveja, assim, quase nada de álcool, fraquinha, coisa fraca, mas vendem sim, vendem sim. Na Alemanha, ah, na Alemanha, com certeza o povo deve, nossa, deve até fazer as costas dentro do estado. Essa cerveja é com o mais álcool possível.
00:49:58
Speaker
É, então. Porque a Alemanha em si tem essa tradição com a cerveja. Mas aqui sim, a questão da cerveja é bem fraquinha, sabe? Nada demais. Uma coisa que não vai alterar o estado mental do pessoal. Que fica muito alterado. um jogo em si altera muito a química do cérebro desse pessoal. Então, a cerveja não acho que ajude muito numa situação como essa.
00:50:25
Speaker
Se altera a química do meu cérebro dentro de casa, imagina dentro do estádio. Sim, com certeza, com certeza. No Brasil também não é permitido a venda de bebida. Normalmente é piquitaceira. Até porque...
00:50:44
Speaker
O problema do estádio é o público prevalentemente masculino, que tem uma certa tendência a se alterar um pouquinho, sabe? Até falando agora em questões mais simples, mas dentro do estádio eu acho que, assim, o pessoal, os homens, eles tendem a se alterar um pouco mais, né? O futebol sempre mexendo com as emoções, o pessoal fica agitado.
00:51:12
Speaker
Então, claramente, a venda de bebidas alcoólicas dentro do estádio levaria a uma situação pouco conveniente. Então, acho que bom desse jeito. bom do jeito que tá. Então, tipo, falando de questão de confusão. Você presenciou trabalhando algum dia alguma briga? Algum início de briga ali que teve? Alguma coisa assim? Já. As vi onde. Onde. Nem imagino. Nem imagino onde seja.
00:51:42
Speaker
foi claramente em Bergam, no site do Atalanta. Como eu falei pra vocês, eu sempre trabalhei na Tribuna desde que comecei a trabalhar nos meus estádios em geral, mas no meu primeiro jogo do Atalanta eu trabalhei
00:51:59
Speaker
na tribuna, então meu setor é fixo e eu acho que a única vez que eu vi briga nesse setor foi o dia que o Atalanta tava jogando contra o Milan, se não me engano
00:52:15
Speaker
que também é outro jogo um pouquinho difícil entre os Bergamascos e os Milistas, porque eles são basicamente da mesma região, da Lombardia, então tem uma certa construção ali também para eles.
00:52:32
Speaker
E aconteceu que, basicamente, nesse dia, acho que foi o Milan que tinha feito um gol, e alguém daquele setor, que é um setor onde basicamente tem Floresta de Atalanta, um cara, ele pareceu feliz com o gol do Milan, e o rapaz que estava perto dele, entendeu errado.
00:52:53
Speaker
Entendeu? Ele entendeu que o torcedor que tava, entre aspas, comemorando, ele era do Milan. E daí começaram a brigar, porque esse cara falou tipo, ah, mas o que você fazendo aqui? Aqui eu sou setor dos atalantinos. Ah, não sei o que, traidor.
00:53:11
Speaker
E ele falou, não cara, mas calma, que eles não tinham feito nada, sei que eles começaram a se pegar. Sei que no final, enquanto eles estavam discutindo, o Atalanta fez um gol, e depois os dois comemoraram. Para vocês terem ideia. Para vocês terem ideia do qual esse item é único. Ele é único.
00:53:34
Speaker
E eu tava com medo, porque eu tava, tipo assim, bem perto deles, entendeu? Então, eu rapidamente fiquei alerta e chamei o meu coordenador, mas na hora que ele chegou, foi tudo muito rápido. Na hora que ele chegou, mais ou menos eles tinham se resolvido, e alguns minutos depois foi quando o Atalanta fez o gol, daí eles comemoraram juntos, falaram, ah, vem cá, me abraça, meu irmão. Ah, meu amor. E o quê? Um... Oh, um... Olha, mano, qual é isso? Eu nunca tive...
00:54:04
Speaker
Eu quero muito assistir o jogo, vai e pega. Eu também, eu tenho que voltar a jogar de meio. E vocês vão ficar na tribuna, eu recebo vocês e apresento o setor pra vocês. Nossa, eu tão familiarizada com essa parte do estádio que eu conheço muitos torcedores já. Inclusive tem uma moça que até hoje eu não sei o nome dela, porque ela nunca me falou o nome dela. Mas ela é loira, acho que ela deve ter pelo menos 50 e poucos anos.
00:54:31
Speaker
que toda vez que ela me vê, ela me abraça e vem me agradecer porque toda vez que eu no estádio, o Atalanta ganha. E ela associa a vitória do Atalanta à minha presença. Eu falei isso no outro episódio também. E toda vez que ela me vê, toda vez que eu me vê, ela vem me abraçar e vem me falar, ah, mas obrigado, da próxima vez você tem que estar aqui. Nossa, eu amo aquele setor, eu amo trabalhar em Bergen, eu juro.
00:55:00
Speaker
Mas tipo assim, trazendo por mais... Você saiu com quantos anos vezes daqui do Brasil? Eu saí do Brasil quando eu tinha 13 anos. Eu me mudei em 2017, então dia 23 desse mês, dia 24 de abril, eu completou principalmente 7 anos de Itália. Então me mudei quando eu tinha 13 anos, eu era pequenininha.
00:55:21
Speaker
Nessa época, você não curtia nada de futebol. Então, o meu relacionamento com o futebol sempre foi meio tóxico e lúdico, porque eu sempre tive uma imagem muito distorcida do futebol, sabe? Eu nunca gostei muito assim, porque eu achava um esporte que levava as pessoas a serem violentas, né? Porque, principalmente, em Recife, quando tinha o jogo do esporte do Santa Cruz, era assim um inferno nas ruas, sabe?
00:55:51
Speaker
Nossa, o tanto de notícia ruim que saía desses jogos difíceis, então eu sempre tive uma imagem muito negativa do futebol. Então, quando eu me mudei, que eu ainda era bem pequenininha, eu não falava de futebol, não entendia de futebol.
00:56:10
Speaker
não gostava, e depois eu também nunca tive muita influência na minha família. Então foi depois de ter me mudado que eu me aproximei um pouco mais a esse ambiente, principalmente depois do meu trabalho. Mas enquanto você morava em SIF, não tinha nenhum time que você gostava, nem o Santa Cruz nem o Esporte.
00:56:30
Speaker
Na verdade não, porque ninguém nunca foi fanático, mas a minha família, pelo menos por parte de Murray, sempre foi mais assim pro lado do esporte, a gente sempre simpatizou o Murray com o esporte. na minha família eu vou parte de pai, um dos meus tios que eu... ele é bem novo, um dos meus tios mais novos, ele e o pai dele, né, que eu...
00:56:50
Speaker
Eu considero avô, mas ele não é meu avô. Eles torciam Santa Cruz, então tinha um pouco de divisão nas famílias, mas ninguém nunca foi tão fanático do ponto de, sabe, da briga, essas coisas. Então, é, mas eu sempre fui mais pro lado do esporte, assim, com a minha família, por parte de mães.
00:57:09
Speaker
Mas era o máximo de futebol que eu falava na época, sabe? Ah, tosso pro esporte, tosso pro Santa Cruz, mas nem via jogo, nem nada. uma questão de simpatia mesmo. É porque no Brasil é meio obrigatório você ter que receber algum time, né, parece?
00:57:26
Speaker
Parece, assim, que você tem que escolher. Ah, eu lembro também que na rua onde eu morava tinham muitos palmeirenses. Eu lembro que havia um monte de gente composto de palmeiras, assim, na rua. Era um pessoal que ia trabalharzinho pra tomar um enquanto assistia a jogo e tal. Mas são as únicas coisas, assim, que eu sinceramente lembro do futebol enquanto eu morava no Brasil. Você que mora aí, né? quanto tempo? Já? Vai fazer sete anos?
00:57:54
Speaker
7 anos. Isso, 7 anos. O que moram os italianos? Eles têm noção sobre o futebol brasileiro? Eles acompanham? Conhecem os times?
00:58:02
Speaker
Então, eu acho que os italianos têm uma imagem muito idealizada do futebol brasileiro. Então, eu acho que eles não conhecem tantos times, mas ícones do futebol, sabe? Então, se eu chegar neles e falar, você conhece time e tal, eu acho que pessoas extremamente fanáticas do futebol conheceriam e entenderiam. Mas você fala um nome de futebol.
00:58:24
Speaker
É, nem má. Com certeza eles sabem, entendeu? Inclusive o Juni Pernambucano, eles conhecem quando falam que eu sou de Pernambuco, eles falam...
00:58:36
Speaker
Então o Pernambucano, o Jhoninho Pernambucano vem pra isso. Vem mesmo. É, então quando eu falo de pessoas, eles entendem, eles automaticamente falam, nossa, bons jogadores do Brasil. Mas com o time, assim, tudo mais, não aguento, pelo menos, as pessoas que eu encontrei na minha vida, conversei e tudo mais. Mas, sim, essa imagem muito idealizada do futebol brasileiro, tipo, ah, o país de futebol, não sei o quê, mas no específico, específico, eu acho que eles não entendem muito.
00:59:05
Speaker
Mas alguém chegou em você tipo, ah, é brasileiro, palmeiros, coríngios? aconteceu alguém que fala assim? Não. Não, de time não, de time não. Mas sempre chegaram pra mim falando de jogadores específicos. Quer dizer, uma vez, se eu não me engano, me pararam pra falar do Santos, não sei lá, alguma coisa assim. Eu nem sei, nem lembro, acho que faz muito tempo. Mas acho que foi a única vez assim que
00:59:32
Speaker
Alguém falou de time pra mim, eu nem tenho certeza. Porque a maioria das pessoas, quando eu falo que eu sou brasileira, pensam no futebol como o esporte em si, sabe? Eles não pensam, ah, mas o time tal é melhor do que o time tal. Como muitos brasileiros fazem com os times itaneanos, sabe? Então, é. Mas sempre que eu falo que eu sou brasileira, imediatamente futebol. Futebol, churrasco e praia. É tipo vilã e inter, né? A gente sabe que um vilã é melhor do que quem?
01:00:01
Speaker
Calma lá, calma, você... dois contra um aqui. Quem foi que veio com o derby no primeiro derby? Quem foi? Fala, fala, fala. Calma que o momento do Milo não é um dos melhores aí. Que complicado, o negócio feio. Ah, mas eu bem tensa. Olha, pra ser sincero, eu bem tensa pra esse último derby que vai ter, porque eu achando que o Milo vai ganhar dessa vez.
01:00:28
Speaker
Não é duvidando da capacidade do meu time porque o Inter é o melhor time que existe, mas sim. Olha, considerando os êxitos do Inter e o primeiro derby também, eu acho que o Milan tem possibilidade de ganhar, mas eu não sei. Eu espero, eu espero, nossa, muito,
01:00:50
Speaker
que segunda-feira, que vai ter o jogo do Inter contra o Dineze, o Inter ganha, e depois também o jogo contra o Cagliari, que vai ser dia 14, eles também ganham nada, até pelo menos tirar um pouquinho ali do peso, se eles perderem contra o Inland. Duas vifárias ali que fazem nada, então, estou esperando, estou ansiado.
01:01:15
Speaker
Como milanista muito otimista, de tudo isso, de tudo isso o Milan perde.
01:01:25
Speaker
Até porque minha palavra tem poder. Eu vou chegar naquele dia no estádio e vou ainda não ganhar, porque eu sou a medalhinha de ouro, sabe? Do Indy. Verdade. E do Atalanta. Eu sou, sabe... Como é que fala? Coisa de som. Amolete distorte. Quando eu to no Atalanta, no Infadir Bergamo, o Atalanta ganha.
01:01:51
Speaker
Toda vez que eu estou no ensaio, nem se assira, ou melhor, no dia 7, me assa. Então, vamos lá. que a gente aproveitando que a gente falando do Inter, que o Carlinh tinha perguntado do Adriano, não sei se tem alguma...
01:02:11
Speaker
o comentário sobre isso ultimamente mas é o analdo fenômeno também não sei se você sabe também uma relevância também comparado ao adriano o que a gente sabe que o adriano tem o apelido
01:02:28
Speaker
Mas eu... Inclusive, nossa, o Ronaldo é também, nossa, hábito toda vez conhecido. Tipo, eu acho que, nossa, tem, tá, o Ronaldo, a gente ficou pelando o mês.
01:02:44
Speaker
Adriano e Neymar são os que o pessoal mais fala aqui. Então quando eu falo que eu sou brasileiro e toco no assunto, imediatamente eles falam desses nomes. Então o Ronaldo também tem uma mega influência na visão dos italianos sobre o futebol brasileiro. Então, nossa, com certeza. Mas eu quero falar uma coisa muito engraçada de novo sobre o Bergamo.
01:03:11
Speaker
Obviamente todas as minhas histórias brasileiras são sobre... não sou em Bergo, mas não é nada demais, mas tem um colega meu que uma vez ele tava olhando pra mim assim, fixo, e eu fiquei meio, sabe, agitada, porque eu não gosto quando o pessoal fica me encarando, e nesse dia eu tava do lado de uma amiga que ela... mas assim, um pouquinho parece comigo, sabe, um pouco pelo tom da pele, pelo cabelo escuro e tal, é...
01:03:38
Speaker
E ela é marroquina, né? Então, esse cara, esse colega meu que tava olhando assim pra mim, e às vezes pra ela, eu acho que achou uma semelhança. E eu perguntei pra ele, tem alguma coisa? Aconteceu alguma coisa, tudo bem? E ele falou, não, eu tava falando pra vocês dois, vocês parecem muito, vocês são irmãs. eu falei, não, a gente se conhece aqui hoje, ela é marroquina, eu sou brasileira. ele falou, aí!
01:04:02
Speaker
por que eu tava olhando pra você? Você é brasileiro, sabe o que você me lembra? O Adriano. Eu fiquei vinte do céu. Nossa... Eu juro pra vocês, olha, são... Nossa senhora...
01:04:17
Speaker
Eu amo esse estágio, é o único. Não os torcedores, mas os... Você tinha que falar que é sobrinha. Por que aquilo do metriô, a sobrinha? Não, meu irmão, meu primo, gente. Não, e daí ele foi, ele foi, abriu a foto do Adriano, ele abriu a foto do Adriano e perguntou para o meu coordenador. Ah, mas você não acha que ela aparece? Não. E eles começaram a rir, eles começaram, eles me apelidaram de Adriano no estágio. Pra você ter ideia.
01:04:46
Speaker
Gente, eu não pareço com o Adriano, pelo amor de Deus. É que não, não tem nada a ver. É por ser brasileira, é por ser brasileira. Ah, Adriano, agora me apelidaram de Adriano no estádio, nessa tribuna. Eu acho que, nossa, meu irmão, meu primo, minha família toda, o Adriano, apenas. ali, do lado. É, falo com ele todo dia.
01:05:25
Speaker
Aproveitando que eu perguntei do Ronaldo, eu fugi da memória aqui, mas agora lembrei. O KK também, ele jogou no Milan.
01:05:33
Speaker
Ah, Kaká também é um nome muito lembrado, sim. Como eu falei pra vocês, o nome dos jogadores, eles lembram... O futebol brasileiro tem essa... É uma lembrança muito boa na cabeça dos torcedores, em cima das pessoas que falaram de futebol, pelos jogadores bons que a gente teve, né?
01:06:02
Speaker
Com certeza, nomes como Cacau, Ronaldo, Adriano, Pelé, Luzinho em cima. São nomes que vão ficar na cabeça do pessoal pra eternidade.
01:06:16
Speaker
Isso quando o Assum é ele, porque nossa, ele tinha um futuro muito... Ele tinha um futuro gigante, gigante. Ficou muito mal. Tipo assim, eu queria que ele desse certo, sabe? E o tamanho que ele é na Itália, é absurdo. Oi, Zene. Oi, Zene. Foi assim, um pouco tempo de carreira, mas que com certeza marcou e deu nome para o nosso futebol e... O nosso futebol, assim, e também marcou principalmente o futebol italiano.
01:06:44
Speaker
todo mundo conhece, todo mundo, não tem uma pessoa que entenda a minha mente de futebol que não conheça o Adriano, então, realmente, ícone, ícone. Eu acho que, assim, pensando por tudo que aconteceu com o Adriano, né, porque é, a gente sabe que depressão é uma coisa muito difícil, muito complicada, né, e perdeu muito
01:07:07
Speaker
o futuro que ele tinha, a perda do pai dele, que foi uma coisa que marcou muito a carreira dele. E eu tenho certeza, assim, na minha cabeça, se ele tivesse continuado, se, assim, talvez ele não tivesse tido a depressão tão profunda que ele teve, ter ficado tão mal, acho que ele seria meio que um tot, assim, sabe? Pra Roma. Porque... Ah, com certeza, com certeza.
01:07:31
Speaker
Eu não consigo ver ele fora da Inter, sabe? Não conseguiria ver ele. Foi pouco tempo, mas foi aquele tempo que marcou, sabe? Que ficou na cabeça de muitos interistas e brasileiros fanáticos, dos italianos em geral, sabe? Interistas ou não interistas, então com certeza o nome dele ainda vive entre a gente. Pode esquecer do Ronaldinho pelo Milan.
01:08:00
Speaker
que é um bom elfo, né? Mas, pô, marcou uma geração inteira ele no Milan. Nossa, com certeza. Tanto pra gente aqui no Brasil, como se estivesse no Brasil.

Orgulho e identidade brasileira na Itália

01:08:11
Speaker
Tanto pra nós brasileiros, era isso que eu queria falar. Quanto pra jogadores, enfim, de outros países, com certeza, porque o Milan também. Eu conheço muitas pessoas que não são italianas, mas que são milanistas.
01:08:28
Speaker
americanos e gente da Alemanha também que são milanistas e tem, sabe, um carinho por pessoas, por figuras que tiveram no milan então, que jogaram lá, então com certeza nossos jogadores eles conhecem mundialmente e é absolutamente prazeroso isso, eu tenho tanto orgulho de dizer que sou brasileira, vocês não entendem a minha personalidade é ser brasileira que literalmente
01:08:56
Speaker
Isso que eu ia perguntar também, sobre essa questão de ser brasileira. Quando você chegou na Itália, mais a questão mesmo sobre se você foi bem acolhida, se o pessoal não olhava com preconceito e tal. A gente sabe que existe isso aí, mas eu não sei. Olha, não. Brasileiro e tal, foi.
01:09:19
Speaker
Então, eu acho que uma coisa muito importante de falar antes de responder diretamente a pergunta é o fato de que a Itália é um país que agora está multietnico, entendeu? Que tem pessoas de todos os países, todos os países, principalmente nas cidades universitárias. Então, por exemplo, aqui em Turin, em Milão, em Roma,
01:09:45
Speaker
na Bologna, enfim, nessas cidades principais tem um número absurdo de estrangeiros, então eu acho que de alguma forma, por bem ou por mal, os italianos eles estão acostumados à presença de estrangeiros, o que faz com que tudo se torne um pouco mais natural, sabe? Não é tão tão comum, tipo assim, alguém olhar torto, sabe? Justamente por esse costume. E agora falando pessoalmente de mim,
01:10:13
Speaker
Eu nunca, pelo menos que eu lembre, eu nunca cheguei a sofrer preconceito direto, sabe? Alguém que chega pra mim e fala alguma coisa. Claramente tem a questão dos estereótipos. Muitas pessoas que chegaram pra mim falando, ah, mas no Brasil tem mulher que é prostituta. Ah, mas disse aquilo, entendeu? Mas não falando diretamente pra mim.
01:10:39
Speaker
E daí quando são questões historióricas eu não posso falar nada, entendeu? Tipo assim, eu vou fazer o que? Você está discutindo com a pessoa? Eu sei dentro de mim que não é daquele jeito. Ou então com coisa de droga, por exemplo, com droga, violência. Ah, mas o Brasil é muito violento. Ah, mas eu nunca iria no Brasil por conta da violência. O que eu posso falar? Não vai pro Brasil, não vai. Tem tantos outros países, não vai, não quer ir, não vai.
01:11:03
Speaker
Então, tem lugares perigosos no Brasil, tem sim. Inclusive, eu vejo um lugar que era perigoso. Mas, gente, pelo amor de Deus, aqui na Itália também que não é um paraíso. Tem tanta coisa também para se criticar, sabe? Então, são comentários assim, preconceituosos, mas não direto da mim, sabe? Mas uma população inteira. Então, eu, pelo menos,
01:11:32
Speaker
Não, pode falar que eu... Não, eu tava dizendo isso aqui comigo, pessoalmente, Safira, nunca aconteceu nada que me irritasse, que fosse, sabe, algo pra me ofender. Ainda bem, porque tipo assim, a gente sabe, né, que pra fora do Brasil tem aquele olhar torto, às vezes, das pessoas aí. Mas ainda bem, né, ainda bem que eu não tenho nada. Graças a Deus, que pelo amor de Deus... Não, não.
01:12:02
Speaker
Então, ok, deixa eu sair daqui com vocês. basta a humilhação de ser estrangeira na Itália por questão da burocracia. a burocracia e o jeito que o governo italiano lida com os estrangeiros é muito humilhante, então não precisa de mais pessoas que piorem a situação.
01:12:22
Speaker
Então, sinceramente, é difícil com questão de documento aqui, é uma coisa muito estressante. Ou você tem cidadania, que sinceramente ajuda muito, ou se você tiver que viver aqui com documentos que dêem permissão para você ficar no país sem cidadania, é muito estressante, é complicado porque tem etapas de renovar documento,
01:12:45
Speaker
Daí quando vence, o quanto você tem que esperar, lugares que não são acolhentes assim, sabe? Você se sente muito excluído. Mas eu acostumei, foram sete anos aqui, então agora mirou meio que parte da minha vida lidar com essas situações inconvenientes, mas posso fazer muito. Também nem outras coisas positivas na Itália que fazem com que eu goste muito de estar aqui.
01:13:10
Speaker
Então eu tento colocar na balança e vi que pesa mais e segui assim.
01:13:18
Speaker
Os países da Europa é o que é menos preconceituoso com o brasileiro, que consegue mais, tipo, é acolher o brasileiro assim. Não sei se eu falando a verdade, mas é o que o olhando assim mais se identifica com o brasileiro ali. É, então, porque se eu tiver que falar de países europeus, a situação é um pouco diferente. Porque, por exemplo, os italianos, eles amam, amam o amor à Espanha, pelo menos
01:13:44
Speaker
a maior parte dos italianos que eu conheço, eles amam a Espanha, amam os espanhóis, a cultura espanhola, então é uma cultura, por exemplo, na Europa
01:13:55
Speaker
pra Itália, na Europa, o estado, assim, o país pra se venerar é a Espanha, sabe? Espanha, Portugal, Grécia, esses países que são um pouco mais quentes e que acho que seriam o mais perto de um Brasil na Europa, sabe? Mas entre europeus, a Itália e a França se odeiam demais. Demais, demais, demais, demais. Então, isso aí, eles têm uns preconceitos um com o outro, principalmente do italiano pra o francês.
01:14:24
Speaker
Mas quando a gente está falando de países fora da Europa, em outros continentes, eu acho que o Brasil também é muito venerado. Tanto que quando eu falo que eu sou brasileira, as pessoas automaticamente me admiram. Elas falam que o português é muito bonito, que a cultura é muito bonita. Claramente também tem aqueles comentários que eu falei antes, desagradáveis, sobre
01:14:48
Speaker
ah, droga, ah, violência, ah, mas as mulheres nisso, aquilo. Mas, em geral, quando eu falo que eu sou brasileira, as pessoas me acolhem muito bem, elas me fazem perguntas, elas são curiosas, elas gostam de saber de onde eu sou. Em geral, é um relacionamento bom que tem entre brasileiros e italianos, pra ser sincera, não reclamo.
01:15:13
Speaker
Ah, ainda bem, né? Ainda bem que não sofre tanto, porque... Eu acho que mais também na questão dos Estados Unidos, né? Que os Estados Unidos são cheios de si. Mas, que você falou do assunto da violência, que eles falaram da violência no Brasil, eu queria saber, me surgiu uma dúvida muito forte, porque eu vi o filme, né? Do Godfather, que ele é máfia, né? Eu queria saber se, tipo... Sim.
01:15:42
Speaker
Se tem algumas ligações com o futebol, se tem organizadas, controladas pela máfia, uma coisa assim, mais por curiosidade mesmo, porque eu lembrei do filme. Claro, claro, claro. Então...
01:15:58
Speaker
Esse assunto é uma coisa que a gente tenta sempre sensibilizar muitas pessoas sobre, sabe? Na escola, o pessoal fala sobre máfia, tem manifestações sobre essas questões. Lembrar das situações que aconteceram, tiveram muitas pessoas que foram assassinadas pela máfia.
01:16:19
Speaker
tem muitas toações que acontecem até hoje, que tentam, digamos assim, que a máfia tenta cobrir, né, com, não sei, talvez uma imagem menos negativa, mas que é impossível, não tem um impacto. Todo mundo sabe o que acontece, todo mundo sabe de onde vem, o que acontece, sabe. Então, é um assunto que a Itália, como eu posso dizer,
01:16:48
Speaker
uma responsabilidade, tem trabalho mesmo, mas tem um pouco de responsabilidade. Tem muitas sensibilizações e manifestações nas escolas da gente. Eu lembro que era muito falado sobre máfia. Inclusive, eu lembro uns anos atrás, a gente fez um passeio pra uma casinha, não era uma casinha, perdão, era uma casona.
01:17:13
Speaker
de uma pessoa importante aqui da minha cidade, de Torina, que foi assassinada pela máfia e a gente foi visitar a casa dele, que atualmente está aberta para esse tipo de experiência, para, enfim, conversar e sentir com os jovens sobre o assunto. Então, sim, é uma coisa muito falada e não tem muito o que ser feito, é mais ou menos como tentar falar sobre nazismo na Alemanha.
01:17:38
Speaker
E, tipo, nessa mesma linha do João aí, um personagem que o pessoal tem, pensa em um italiano, um personagem, alguma coisa, pensa no Super Mario, né? Eu acho que o Mario, ele meio odiado na Itália. Eu imagino porque ele criou um estereótipo do italiano ser daquele jeito. Do bigode, do olá. Do bigodinho, da mãozinha, do mamamia.
01:18:01
Speaker
como eles gostam dele ou com que relação? Ah, olha, eu sinceramente encaminei o itaneiro reclamando do Mário, pra ser sincera. Olha, nunca vi. Na verdade, eu acho que o Itaneiro vai achar um até, até, do simpático, sabe, como personagem. Eu tenho uma amiga que ela é bem doidinha da cabeça, que
01:18:22
Speaker
a gente trabalha juntas, né? E toda vez que a gente toca no Ano Santo Países, assim, a gente começa a conversar sobre a questão multiétnica, ela fala, ai, mas eu amo ser italiana, e ela começa a falar todos os estereótipos possíveis. Pasta, pizza, bandonita...
01:18:39
Speaker
Mamma mia, ela faz a mãozinha. Ela mesma, sabe? Ela mesma reforça os estereótipos italianos. Então, eu acho que pessoalmente não tem muito problema com isso. A minha cabeça, eles o te amam, mas o pai criou isso pra mim, todo italiano, que eu falasse tipo... Como fala? Bom dia aí?

Estereótipos e adaptação cultural entre Brasil e Itália

01:18:57
Speaker
Ou é bom dia mesmo? Bom giorno. Bom giorno. Bom giorno. Ele vai virar pra mim e fala assim, mamma mia! eu... na minha cabeça era assim.
01:19:05
Speaker
Ou então falar pizza, mamma mia. A gente fala bom dia assim, pelo amor de Deus. Mamma mia pizza. É o jeito de a gente falar tchau aqui, falar oi. Ah, mas assim também como o perdão. Assim como, por exemplo, eu mesmo como brasileiro reforço o estereótipo do Brasil
01:19:27
Speaker
este é um país tipo, praia, bronze, caipirinha o ano todo, entendeu? olha, eu amo botar essa imagem na cabeça dos italianos sim, no brasil eu vivo um paraíso, as praias são maravilhosas, porque são e no brasil todo mundo é feliz, bronzeado e você vai ver animado, samba e isso pessoal, a gente come carne o dia inteiro, da manhã até a noite
01:19:57
Speaker
A minha casa é na praia, entendeu? Eu acordo, na praia. A primeira coisa que eu faço é pôr o meu guarda-sol, deitar ali, entendeu? Botar o meu funk, um samba e tomar caipirinha enquanto eu como carne. Essa é a minha rotina como brasileiro. Eu amo iludir os italianos fazendo com que eles achem que essa é a imagem do Brasil. Gente, eu amo, juro.
01:20:20
Speaker
Eu acho bem engraçado, porque na minha cabeça, todo mundo imagina que é assim, praia, futebol, samba, caipirinha... Sei lá, feijoada, churrasco... Ah, eu tipo sei... Se um italiano vem pra Minas, acabou o mundo dele.
01:20:37
Speaker
Acabou. Nossa, cadê a traia? Cadê a traia? Cadê caipirinha? Cadê? vai encontrar pão de queijo, café, queijo. Ah, mas aí... Nossa, mas vamos falar, vamos falar sinceramente. Nossa, não tem coisa melhor do que pão de queijo. Assim, agora falando da cultura do Brasil em geral, né? Porque cada estado tem um pouquinho da sua própria cultura. Gente do céu! Nossa, como eu amo pão de queijo, como eu amo a cultura de Minas. Eu amo esse lado caipira, sabe? Eu acho que me deixo ficar...
01:21:08
Speaker
Não se ofendam, minas, minas, todos os minas, talvez estejam meio lindas, não se ofendam. Mas eu gosto muito, eu gosto muito. Inclusive... Perdão, o teu agente não... Pode falar, pode falar, pode falar. Não, pode falar, eu queria falar que sou suspeito a confirmar isso aí.
01:21:28
Speaker
Por quê? Porque eu moro em Minas. A maioria dos brasileiros que tem aqui na Itália são de Minas. Inclusive a minha melhor amiga ela é mineira. Os pessoal mais lindos que tem aqui são de Minas. Ultimamente, pouco tempo atrás eu conheci um mega grupo de brasileiros que estão morando aqui na Itália.
01:21:54
Speaker
E a gente meio que frequenta o mesmo lugar assim, sabe, fim de semana e tal. E eu conheço muita gente de outros estados, tipo Espírito Santo, gente de São Paulo, gente de PE. Nossa, muito lugar, foi legal, porque eu tão acostumada em encontrar mineiro aqui que pra mim até me choca, gente de Brasília. Então foi legal, foi legal.
01:22:17
Speaker
Quer dizer, as minhas amigas... As minhas duas melhores amigas, uma de Brasília e outra de Minas, então... É bem diferente, né? Sim. É tudo muito diferente, você vai pra Minas, você vai pra São Paulo é diferente, você vai pra... Sei lá, vai pro Sul é diferente, você vai pro Nordeste é diferente, você vai pro Norte é diferente. Cada lugar tem o seu jeitinho, literalmente isso.
01:22:43
Speaker
Então, quando eu falo para o pessoal em questão de Recife, a maioria deles não conhecem. Então eu tenho que falar, tipo, ah, perto da Bahia, perto de Portaleza, que eles conhecem um pouco mais. Isso é que quando eu falo assim de Recife mesmo, eles não conhecem, mas quando eu falo um pouco dos nossos costumes, sabe, pratos típicos, ou quando eu mostro pra eles como, sei lá, Fernando de Noronha, Porto de Galinhas, eles ficam super impressionados e...
01:23:13
Speaker
gosto muito então eu sempre sempre que eu posso eu tento apresentar um pouquinho assim pelo menos os estados que eu tenho contato tipo como eu falei a minha amiga de Minas, a minha outra amiga de Brasília eu tento sempre falar um pouquinho sobre o que eu conheço mais e da minha também cultura Pernambuco e tudo mais então é muito interessante eu
01:23:36
Speaker
O Brasil é incrível pelo tamanho dele. É fantástico porque tem muita coisa dentro de um país só. Parece mais países dentro de um único país e eu acho que isso de alguma forma fascina muito os italianos. E nesse mesmo rumo.
01:23:51
Speaker
a conversa era minha próxima pergunta tipo eu sei que provavelmente a resposta vai ser família amigos assim mas o que você mais sente saudade aqui do brasil então como você falou claramente é impossível assim negar e dizer que
01:24:06
Speaker
Eu não sinto saudades da minha família, claramente, amigos. Quer dizer, amigos, por mais que possa parecer triste que eu vou falar, mas amigos hoje eu nem tenho tantos assim no Brasil, porque quando eu saí de eu era muito pequenininha, então eu tinha alguns amigos, mas que eu meio que perdi contato, então é mais a família mesmo, a questão da família.
01:24:30
Speaker
Mas de vez que falar de uma questão mais assim, em geral, seria com certeza a comida que aqui, tipo, você pode até tentar replicar, sabe? Fazer. que nunca vai ser com os mesmos ingredientes, nunca vai ser do mesmo jeito.
01:24:49
Speaker
Então eu sinto muita falta da culinária e do calor do brasileiro, meios não sabe, da personalidade de chegar assim e, sabe, essa facilidade de acolher todo mundo, um abraço bom, aqui as pessoas elas são quase que tem um certo
01:25:08
Speaker
um muro entre você e as outras pessoas. Você consegue pegar intimidade, mas depois de conhecer ela bem. No Brasil a gente é tão mais aberto, sabe? A gente consegue pegar intimidade com facilidade, falar, se abrir. E eu sou uma pessoa de alguma forma expansiva e bem extravestida também. Então eu gosto muito de falar, eu gosto de dar espaço para as pessoas falarem.
01:25:35
Speaker
Então, eu sinto falta disso porque muitas vezes eu não encontro isso aqui na Itália. Falta um pouquinho de carisma então para eles aí. Sim, de alguma forma. Assim, os meus amigos eles são incríveis, sabe? Eu conectei com eles rapidamente, tive a sorte de encontrar pessoas com personalidades também como a minha, pessoas que falam que são comunicativas, mas eu também tive que lidar com pessoas que são um pouco mais no canto delas, sabe?
01:26:04
Speaker
Outra questão também são os relacionamentos entre brasileiros e italianos, ou em geral entre os estrangeiros e os italianos, onde tem quase como se fosse um sistema deles em questão de relacionamento, uma coisa que eu acho um pouco mais fria.
01:26:19
Speaker
Acho que não é típica dos italianos, acho que é dos europeus em geral, porque eu conheço histórias de franceses que estão assim, de alemães que estão assim, então é uma coisa que em geral é característica dos europeus.
01:26:35
Speaker
Um pouco mais frio, um pouquinho mais distante. Aquela coisa do... Eu faço por mim, tu faz por ti. Cada um leva pro seu... É, sabe? Da intimidade tem um certo ponto. Mais do que isso eu não aguento.
01:26:51
Speaker
Entendi. É que assim, eu tenho essa imagem meio que da Itália de Portugal, que eles são meio secão, assim, sabe? São meio nada deles e tal. Então é mais ou menos isso aí. Ah, não. É porque depende muito dos lugares que você frequenta. Porque, por exemplo, eu sendo jovem, claramente eu saio para os lugares que pessoas jovens saem e frequentam. Eu gosto de sair para dançar de noite, eu gosto de sair para tomar alguma coisa com os amigos.
01:27:20
Speaker
E nesses lugares você encontra pessoas que estão ali na mesma atmosfera, então que automaticamente elas têm esse mesmo comportamento. Claramente tem grupos que são diferentes, tem, por exemplo, meninas que me olham de cima pra baixo, da cabeça aos pés, por uma analisão inteira, porque não sei lá, não bate ali alguma coisa, entendeu? Mas pelo menos comigo.
01:27:48
Speaker
Foi tão... tão direto esse impacto, sabe? Eu sempre fui muito amigável e as pessoas que eu encontrei sempre também foram bem amigáveis comigo, então não reclamo. Eu, pessoalmente, não reclamo. Ah, coisa boa demais. Ainda bem que a adaptação foi boa, né, porque... Sim, sei. Ah, me adaptei rápido, inclusive, porque assim que eu cheguei aqui, eu me mudei. Me mudei... não me mudei, perdão. Ai, nossa, meio confusa. Eu cansaço de ontem.
01:28:18
Speaker
Assim que eu cheguei aqui, que me mudei no caso, eu fui rapidamente para a escola. Então, eu entrei logo nessa ótica, sabe, no sistema italiano de como que vocês comportam em vários lugares, aprender a língua, como é que funciona um ensino em algumas coisas. Então, ficou... na minha cabeça já. Às vezes eu me encontro até mais italiana em algum momento do que brasileira. Pelo costume mesmo.
01:28:45
Speaker
Sim. Ah, eu imagino. Eu faço comparação porque eu moro em Minas mas eu não sou mineiro. Mas eu me sinto. Me sinto como... Muitas vezes você... Claro, claro, claro. Festa do sentido. Festa do sentido. É, não tem como.
01:29:01
Speaker
Não, é, inclusive talvez tenham coisas que brasileiros agora passam que pra mim parecem, sabe, uma coisa, assim, surpresa, eu fico surpresa quando eu vejo, porque eu me acostumei com o modo itangueno de fazer as coisas, então na minha cabeça é algo novo o do viol brasileiro, mas claramente
01:29:21
Speaker
outras coisas é impossível deixar. no meu sangue, na minha cultura, no lugar que eu cresci, então é impossível. Tipo, não tem nada que o custo, tipo assim, mesmo o costume, o hábito, não, não vai, não vai mudar nada, então, impossível. Isso não tem jeito. É da nossa que não tem como, não tem como mudar isso, não tem jeito.
01:29:43
Speaker
A gente que muitos brasileiros que acabam mudando para a Itália sofrem, não na Itália, na Europa inteira. Acabam sofrendo com preconceito. E é muito bom a gente ver que você não teve esse preconceito, sim, que possa machucar você diretamente.
01:29:58
Speaker
É, claro. Assim, tem essas ações porque tudo vai depender das pessoas que você encontra. Então, eu não acho que eu posso culpar os italianos como italianos por isso. É falta de educação da pessoa. Ela pode ser italiana, ela pode ser francesa, ela pode ser japonesa, ela pode ser o que você quiser.
01:30:16
Speaker
Se ela for mal educada e se ela tiver a mente fechada, ela vai achar alguma coisa pra jogar no seu comportamento, no seu jeito de se vestir, no seu jeito de falar, na sua cultura, no que você come. Então eu não vou falar que essa é uma coisa exclusiva dos italianos. O preconceito ainda acontece em qualquer lugar. Eu fico feliz de nunca ter vivido isso na minha pele.
01:30:40
Speaker
Mas eu sinto muito com as pessoas que sim tiveram que viver isso, porque eu imagino que seja uma situação muito desconfortável, mas em geral pelo menos por mim eu tenho certeza de falar que o país me acolheu muito bem. Ah, ainda bem, a gente fica feliz também, né? Porque, pô, sempre bom saber que, como dizer, um patriota nosso foi bem recebido fora da nossa terra. Claro. É muito bom saber isso.
01:31:05
Speaker
e com certeza patriota patriota quer dizer tem coisas no brasil que justamente não concordo mas eu eu às vezes eu fecho um olho e tento e tento passar as energias boas do brasil pro pessoal
01:31:20
Speaker
Ah, não, eu tenho que concordar também, tem algumas coisas aqui que, pelo amor de Deus. Ah, inclusive se a gente falar de política, né? Mas nossa, política é um assunto complicado, isso poderia ser... um episódio de política, porque, nossa senhora, se eu fosse falar da política da Itália e da política brasileira, a questão dos governos, nossa senhora, tem coisa pra falar. Mas eu prefiro não focar nessas coisas, porque eu me espere que quando chega nos assuntos é delicado. Olha, eu me altero falando de política.
01:31:50
Speaker
Então, eu prefiro focar na praia, em Caipirinha e no churrasco, porque senão... É muito melhor, muito melhor. Deixa o gol, deixa o gol, deixa o gol.

Histórias curiosas e convite para seguir o podcast

01:32:01
Speaker
Não sei se a Safira conhece, mas aqui em Mococa, teve um escultor, um artista chamado Bruno Jorge. Ele é daqui de Mococa. Tipo, nasceu aqui em Mococa, mas não viveu aqui. Beleza. E ele?
01:32:14
Speaker
tentou matar o Mussolini. Ele enrolou... Nossa! Tentou várias bombas no corpo, invadiu onde o Mussolini estava e tentou explodir. que ele foi pego antes. aqui, no museu aqui da cidade, expostam o... Isso eu não sabia. Não fazia ideia. Foi interessante que eu vi saber, porque eu vou dar uma pesquisa sobre esse assunto. Safia, gente, novamente, tá? Te agradeço muito você ter aceitado. Eu te agradeço, não. De coração.
01:32:43
Speaker
dividir um pouco como é a sua vida morando e com a gente é sensacional gente que não tem essa visão gente conhecer e descobrir coisas novas muito legal muito foda eu agradeço porque não é uma oportunidade para vocês conhecerem a minha rotina e como que é ser uma brasileira aqui na itália
01:33:04
Speaker
e está regendo certas coisas que eu vivo, mas é uma oportunidade para mim também compartilhar essas coisas e poder talvez abrir e usar o ensaio de algumas pessoas falando de um modo mais real sobre como é viver aqui. Claramente eu não entrei em muitos detalhes sobre muitas coisas da minha vida pessoal,
01:33:23
Speaker
de coisas que eu passei aqui, mas eu espero ter dado uma visão ampla e realista do que é morar aqui, do que é trabalhar aqui. Então, eu que agradeço a vocês por terem me dado essa oportunidade de coração. A gente agradece muito, Safira, por você ter topado essa nossa entrevista pela segunda vez a gente agora comigo e com o Mel.
01:33:50
Speaker
Pô, foi muito bom. Achei muito, muito legal. Ah, pessoal, muito feliz de verdade, de verdade. Com a minha ideia da caixinha de pergunta, a gente possa fazer um terceiro episódio, porque acho que tem muito a ser falado.
01:34:06
Speaker
É a ponta do iceberg, então acho que poder pensar numa próxima.
01:34:21
Speaker
Eu também posso agradecer o João, tá? Na disponibilidade do João de estar aqui com a gente. Mandar um abraço pro Ricardo e pro Carlinho, que não estiveram aqui. E falar pessoal, né? Você, Sabiro, você vai convidar o pessoal pra eles seguirem as nossas redes sociais, o arroba Lôscar Timbeiros.
01:34:37
Speaker
Então, fica uma tarde. Segue o podcast, siga o Luto Cantinbeiros em todas as redes sociais, em tudo, tudo, tudo. Porque tudo que a gente fazendo aqui, limita a gente de coração. Eu muito feliz de estar podendo compartilhar essas experiências, essas coisas da minha vida mesmo. Então, ouçam tudo e sigam muito eles, porque as minhas são incríveis. Muito obrigado, gente. Fiz o marketing melhor que todo mundo. Né? Pô, daí indo mais agora.
01:35:05
Speaker
Muito obrigado, Safira. Agora eu que sou a dirigência dos Catimbeiros, agora eu sou parte do podcast. Bem-vinda, Safira. Obrigada, gente, verdade. Aí, nova integrante, nova membro. Gente, muito obrigado a vocês que ficaram aqui com a gente também nesse episódio pra saber um pouco mais de tudo, né? Da Safira, das nossas perguntas, de dúvidas, digamos assim.
01:35:32
Speaker
Nossa palavra pro Léo, pra ele poder fechar o chave de ouro. É isso, muito obrigado, até a próxima. Fiquem todos bem. Abraços. Até. Até a próxima. Muito obrigado, João, muito obrigado, Zafira, a você que nos ouviu, até que aguentou a gente falando, dando muita informação e brincando muito. E é isso. Até a próxima e tchau, tchau, pessoal. Tchau.